Crônicas de Bolso: Emoções de Gelo - Lapras - Pokémon Blast News

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07/03/2017

Crônicas de Bolso: Emoções de Gelo - Lapras

Olá, galerinha!

Como vocês já sabem, quarta-feira é dia de Crônicas de Bolso! Como foi a semana de vocês? Espero que estejam todos bem e curiosos para saber quem é o Pokémon de hoje! Aliás, agora todo mundo já sabe, não é? ^^

Pois bem, voltamos a Kanto! Curiosamente, hoje temos um Tipo Gelo, assim como tivemos um Tipo Fogo em Kanto. E isso é mera coincidência sim com outras determinadas crônicas que existem por aí. xD

Então, hoje é o dia do Lapras? Sim! Hoje é dia da nova subsérie Emoções de Gelo? Sim, também! Agora, pessoal, senta que lá vem história! =)

***REPOST EM 07/03/2017 DEVIDO AO CONCURSO DE DESENHO***
Quem não ama o Lapras?



      É natural que corações feridos se fechem para que não sofram, mas até que ponto o congelamento dos sentimentos é saudável? A frieza pode ser uma escapatória confortável, mas o tempo que se passa dormente em gelo profundo não pode ser recuperado. No entanto, vocês já repararam que muitas coisas permanecem exatamente iguais ao que eram após serem descongeladas?


Emoções de Gelo: Lapras


   Nem sempre as circunstâncias da vida são tão afáveis quanto se gostaria, mas é preciso saber lidar com as diferentes situações e tirar proveito delas. Para tudo há um ensinamento. Há aqueles que riem e tentam fazer da adversidade uma oportunidade, mas também há quem se machuque de tal maneira que seu coração enrijeça para nunca mais se permitir sofrer.
   Só que quem congela seus sentimentos não o faz apenas com o que é ruim, mas acaba abrindo mão do que é bom. Viver com o coração trancado em um esquife de gelo parece confortável, mas nem sempre cura as feridas do passado e tampouco traz a felicidade futura.
   Havia um parque aquático no Reino Unido que contava com diversas espécies de criaturas marinhas em um grande aquário. O lugar sempre foi muito popular por seus passeios subaquáticos e suas piscinas para os banhistas. Muitas pessoas se encontravam por lá com seus amigos e familiares nos feriados.
   Uma das principais atrações era a apresentação de uma treinadora com um Lapras, o carro-chefe das atrações do parque. A interação entre ambos era magnífica e as performances encantavam o público. Era raro alguém das filas dianteiras sair seco do espetáculo, sem sequer levar um jato de água de Lapras.

   Contudo, Lapras já tinha certa idade e este peso o limitava em agilidade e habilidade. Era pouco o que os biólogos e veterinários podiam fazer para dar continuidade à vida artística dele.
   Sendo assim, decidiram aposentar Lapras e mantê-lo para sempre nos bastidores, impedido de assumir o palco novamente. O velho Lapras continuou sua vida em cativeiro, pois dificilmente se adaptaria às condições naturais. Agora, o parque precisava de uma nova atração, senão teria que fechar. O sucesso do Lapras era fundamental e perdê-lo reduziu consideravelmente os lucros.
   Foi então que um grupo de treinadores viajou até o norte, em busca de uma área que abrigava vários Lapras. Lá havia uma pequena organização de proteção à vida marinha que tratava dos Lapras que viviam na natureza.
   Depois de muita burocracia, o parque finalmente conseguiu a licença para capturar um Lapras bem mais novo que o anterior. Assustada, a futura estrela do parque foi amarrada e anestesiada, sendo capturada e posta em um tanque para o transporte até o aquário.
   Curiosamente, Lapras não havia sido consultado em momento algum. A organização protetora cuidava de sua saúde enquanto era uma criatura selvagem, mas não podia fazer mais nada. Lapras foi posto no aquário e vários cartazes foram distribuídos, anunciando o retorno da atração.


   No entanto, a publicidade se tornou um fiasco. O novo Lapras detestava sua vida em cativeiro e não suportava que as pessoas ficassem olhando para ele, pedindo que fizesse coisas sem sentido. Sentia-se traído pelos seus antigos cuidadores e amargava o tédio de viver longe dos vastos oceanos gelados.
   O resultado não podia ser diferente. O jovem Lapras não possuía o brilho do anterior e pouco se empenhava em seguir a coreografia ensinada, por mais que entendesse a fala humana. Como resultado, o público notou sua apatia e começou a vaiar a treinadora, por supostamente não tê-lo adestrado corretamente.
   A única coisa que ambos os Lapras faziam de semelhante era molhar o público, mas até suas motivações eram diferentes. O antigo o fazia por graça, já o novo por pirraça.
   Com os poucos resultados obtidos, o pequeno Lapras perdeu todas as suas regalias e passou a ser tratado com indiferença, já que não retribuía a meiguice que recebia dos humanos. Seu tanque foi trocado por um menor, os carinhos foram cessando e até as visitas guiadas seguiram pelo mesmo caminho. Havia até quem temesse a fúria de Lapras, por medo que ele entoasse a canção do perecer.



   Soluções administrativas e medidas paliativas foram tomadas pela gestão do parque para manter a clientela e outras atrações foram contratadas. Lapras não era rentável, mas sim uma grande despesa. Foi muito caro obter sua licença, capturá-lo e transportá-lo ao parque, além dos custos com comida e higienização do tanque.
   Em menos de um mês, o jovem Lapras foi lançado em um aquário escuro e silencioso no subsolo do parque, pois seu tanque antigo seria utilizado por um balé aquático.
   Trancado no tanque, Lapras começou a chorar, como se pudesse chamar por seus amigos que viviam nas águas do norte. Com seu pranto, o novo Lapras acabou acordando outra criatura que também habitava o tanque escuro e esquecido.
   Assustado, Lapras se virou e procurou o único ponto de iluminação que possuía, perto de grades que refletiam a luz lunar. O jovem Lapras preparou-se para liberar um raio que confundiria seu possível agressor, afinal os humanos poderiam tê-lo trancado junto a uma criatura que lhe desse fim.


   No entanto, o medo cedeu lugar à surpresa de ver um chifre azulado que lhe parecia familiar. Era o velho Lapras, com um semblante cansado e nostálgico. Ambos começaram a conversar no tom choroso típico da sua espécie e não puderam deixar de expor seus sonhos e frustrações.

— És tão jovem e tão sofrido... É incrível como o que faz de mim feliz te chateia tanto. É incrível como somos iguais e tão diferentes.

   O novo Lapras não conseguiu conter suas lágrimas, mesmo que estivesse embaixo d'água. Estava profundamente magoado com os humanos e dificilmente voltaria a acreditar em um. Havia cacos de gelo ao redor de seu coração e era incapaz de confiar em uma pessoa novamente. O velho Lapras o advertiu que sua mágoa sufocaria seus sentimentos, mas foi rebatido pelo jovem amargurado.

— Como podes parecer tão calmo se aqueles que antes te idolatravam foram tão cruéis a ponto de descartarem-te como lixo? Por que ainda os respeita?


   O velho Lapras ficou pensativo por alguns instantes. Estava triste pela aspereza do jovem e não pelas suas palavras, mas não titubeou em sorrir para o mesmo e respondê-lo.

 — Pois sou grato por todos os meus dias de glória. Tudo o que fizeram por mim antes já faz valer o sacrifício de viver aqui trancado. Eu sei que não posso mais ajudá-los e, mesmo vivendo aqui, sei que não fui esquecido.

   O jovem Lapras ficou tão envergonhado por ter sido rude com seu semelhante que procurou se esconder no fundo do tanque. Ele havia entendido perfeitamente o recado, mas seu coração doía muito para que pudesse agir de outra maneira.
   Enquanto estava isolado e meditativo no fundo do tanque, o pequeno Lapras percebeu um fluxo de água diferente, como uma leve correnteza. Forçando a parede já enferrujada do fundo do tanque, ele pôde perceber que a parede estava frouxa e podia perfeitamente permitir uma fuga.
   Lapras simplesmente não entendeu o motivo de seu velho companheiro não ter abandonado aquele ambiente inóspito ainda. Não era possível que o mesmo não conhecesse tal passagem.
   Então, o pequeno Lapras compreendeu que, se a felicidade do velho estava ali, ele deveria buscar a dele. O jovem despediu-se do ancião e anunciou sua fuga. Sem a menor surpresa, o velho Lapras desejou-lhe uma boa viagem e ambos se cumprimentaram com votos de um futuro reencontro pelas águas do mar.

E assim termina a história de hoje...


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   Bom, pessoal, hoje ainda é quarta-feira, não é? Sei que acabou ficando um pouquinho tarde, mas está aí! Semana que vem sai mais cedo, fiquem tranquilos. =)

   O que acharam da história de hoje? Espero que tenham gostado. Vou ficar feliz em ler os comentários de vocês.

   Ah, sim! Tenho um assunto importante para resolver e conto com a ajuda de vocês. Eu gostaria de sugestões e ideias legais para as subséries do Tipo Rocha e do Tipo Solo, apesar de eu sempre chamá-los de Tipo Pedra e Tipo Terra, hehe. Afinal, elas estão para estrear em breve, certo? Então é isso! Uma ótima semana para vocês e até a próxima! ^^



Créditos de imagem:
Amor aos Lapras
Um show de Lapras
O Lapras novo
A Canção do Perecer
Concurso de Desenho [Raissa Kyara]
Lamento de Lapras
O velho e o novo




Eu vou ficar muito, muuuito feliz se você clicar aqui! Olha:

 Crônicas de Bolso    Cápsula do Tempo


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