Crônicas de Bolso: Histórias Especiais - Eevee (Parte 1) - Pokémon Blast News

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21/02/2017

Crônicas de Bolso: Histórias Especiais - Eevee (Parte 1)

Olá, galerinha!


Como é bom ver vocês de novo! Eu já estava com saudades de publicar por aqui. Hoje nós vamos estrear a segunda temporada das Crônicas de Bolso, conforme eu avisei AQUI. =)

Ah, sim! A resposta do "Quem é esse Pokémon?" está no final da postagem de hoje. Quer saber se acertou os cinco Pokémon? Dá uma olhada lá! ^^

É muito bom poder voltar das férias e encontrar vocês de novo, pessoal! Sabem o que vamos ter hoje? A tão pedida crônica de Eevee e família! E sim! Isso quer dizer que hoje teremos a primeira das Histórias Especiais! Viva! =D

Se você é fã das Eeveelutions e sempre quis saber como seria a crônica delas, esse é o seu momento! E, para não perder o costume, senta que lá vem história! =)

***REPOST EM 21/02/2017 DEVIDO AO CONCURSO DE DESENHO***

Vai, pequeno Eevee, faz dessa a tua hora!



    Até que ponto um sonho impossível é impossível? É importante lutar pelo que se acredita e não deixar o medo abalar suas convicções. O medo e a dúvida não tornam um sonho impossível e tampouco diminuem o desejo de alcançá-lo, a única coisa que eles são capazes de fazer é enganá-lo para que nem mesmo você acredite em seus sonhos. Se realizar um sonho envolve acreditar no mesmo, quais barreiras existem quando não se acredita nelas?


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Histórias Especiais: Eevee (Parte 1)


   No mundo, existem coisas que são aparentemente tão distintas que não é nem um pouco fácil tentar estabelecer algum vínculo entre elas. Alguém pode se perguntar qual a relação entre o medo e o desejo, mas dificilmente buscariam semelhança onde a diferença é tão gritante.
   Há medos que se originam de desejos e desejos que nascem do medo. Ambos são como um grande motor que rege a realização de nossos sonhos. Enquanto o medo só paralisa e faz recuar, é o desejo de alcançar nossos objetivos que nos faz seguir adiante, mesmo quando nada parece visível no horizonte.
   Perdida na realidade dos mundos fantásticos, havia uma adorável clareira de grama viridente cercada das mais belas árvores frondosas. Banhado por um rio de águas reluzentes, o manto esverdeado e salpicado de rosas abrigava uma imponente torre de granito, onde uma família vivia em harmonia.
   Dentro da torre mágica, havia um andar para cada membro da família dos Eevee, responsáveis por guardar os mistérios da evolução das criaturas no mundo.
Dizem que sempre que um Eevee nasce abandonado ou é rejeitado, ele vaga pelo mundo até encontrar a Torre da Evolução, onde se reúne com irmãos e irmãs e se prepara para uma vida nova, libertando-se de traumas do passado para que todos possam evoluir.

 

   Mesmo abrigando inúmeros Eevee ao longo das gerações, havia um que a torre jamais havia conhecido até o momento. Era um pequeno filhote levado e inteligente, tudo questionava e sempre repetia aos quatro ventos:

— Eu quero tanto poder voar...

   O pequeno Eevee era puro em suas intenções e jamais havia conhecido a dor do abandono. Ao contrário de seus irmãos e irmãs, ele nasceu nos jardins da torre. Era para Eevee ter nascido junto aos humanos, mas um descuido fez seu ovo se perder em uma viagem. Ao passar por uma estrada de muitas pedras, o ovo de Eevee foi arremessado para fora da caminhonete e caiu em um rio. O ovo foi levado pelas águas e, como todos os Eevee perdidos, acabou por encontrar a Torre da Evolução, onde chocou e o filhote se fez nascer.
   Eevee não conhecia a mágoa e nem o rancor, não sabia de suas limitações, o que o fez acreditar em suas infinitas possibilidades. O filhote passava suas tardes rolando pela grama e observando as folhas caírem do alto das árvores. Para ele, as folhas dançavam de felicidade porque gostavam de voar com o vento. Eevee também adorava as nuvens e se imaginava nos céus sempre que via uma nuvem de forma semelhante à sua. Eevee era um sonhador.



   Um dia, Eevee estava muito entediado e se cansou de fazer o que sempre fazia, o brilho de seu desejo de voar se tornou tão intenso que sua vida cotidiana não lhe era mais suficiente. Ele queria mais e precisava disso, sentia-se limitado por não poder voar. Eevee não conhecia o impossível e decidiu pedir ajuda aos seus irmãos e irmãs, pois eles eram experientes.
   O filhote refletiu por muitas horas naquele dia e decidiu visitar logo seu irmão mais velho e mais vivido, Vaporeon. Eevee entrou na torre e mergulhou em uma fonte que levava aos domínios de Vaporeon, no primeiro andar. Eevee saiu do túnel subaquático e entrou no salão de água.
   Do teto, jorravam filetes de água que variavam em intensidade e dançavam conforme uma misteriosa melodia de fundo. Todo o quarto era feito de plataformas flutuantes e uma espessa neblina deixava tudo ainda mais enigmático.

— O que fazes aqui, irmão? Este é meu domínio e não teu.

   Eevee olhou para os lados em busca da voz, mas sua visão estava completamente embaçada, até que um vulto se formou à sua frente e a neblina começou a se desfazer. Sob o efeito de sua armadura ácida, era Vaporeon que surgia com seu corpo translúcido pingando.


— Irmão, eu preciso de tua ajuda. Quero muito poder voar, sei que o céu é o meu lugar. O que posso fazer?
   Vaporeon olhou com seriedade para Eevee e viu que seu pedido era absurdo, mas sincero. Vaporeon era o mais sábio dos irmãos, mas não sabia como ajudar Eevee.

— Eu não sei se tu podes voar, pequeno... mas jamais desistas de tentar. Muitos rirão de teu sonho, mas não deixes de sonhá-lo.

   Se havia alguém que entendia o significado da incompreensão, esse era Vaporeon. Antes de chegar à torre, ele vivia com seu antigo dono, que queria lhe impor uma evolução forçada. Sempre que seu treinador pegava a pedra evolutiva escolhida por ele, Vaporeon fugia. A relação entre os dois era difícil e desgastada. Certa vez, seu treinador estava nadando em mar aberto e foi atacado por criaturas aquáticas selvagens. Vaporeon implorou pela pedra d’água, mas seu parceiro lhe negou a pedra. Ainda sendo um Eevee, Vaporeon não tinha como lutar e nadar ao mesmo tempo. O preço da teimosia do treinador foi pago com a própria vida do mesmo. Vaporeon se afogou, mas sobreviveu e, quando recuperou sua consciência, se viu sem rumo.



— Tudo bem, Vaporeon. Eu não vou deixar que ninguém me impeça de sonhar, nem mesmo eu! Afinal, eu não tenho culpa de querer voar...

   Mesmo sem perceber, Eevee tocou em um ponto crucial. Vaporeon se deu conta de que não tinha culpa pela morte de seu treinador porque seu desejo de nadar era tão genuíno quanto o desejo de voar de Eevee. Pela primeira vez em muito tempo, Vaporeon sorriu e agradeceu, sugerindo que o filhote procure por Glaceon, alguém que Vaporeon sabia que precisava de ajuda. Talvez as palavras do pequeno fossem úteis ao coração gelado de Glaceon.
   O pequeno Eevee se despediu de Vaporeon e começou a subir pelas plataformas suspensas até alcançar uma escada que o levaria ao segundo andar da torre. A temperatura das águas ficava gradativamente mais baixa à medida que Eevee se aproximava dos domínios de Glaceon. Pouco a pouco, a água cedia lugar ao gelo e os filetes de água se congelavam. O filhote passou por um corredor e se deparou com uma saída bloqueada por uma parede de neve. Eevee precisou escavar um pequeno túnel e finalmente conseguiu abrir caminho até os domínios de Glaceon.


   Completamente branco, o salão estava repleto de gelo e neve. Havia esculturas de pessoas, árvores, flores e pedras cuidadosamente desenhadas para compor a paisagem. O salão de Glaceon era belo e cristalino, mas possuía uma inquietante falta de vida.
— Glaceon? Onde estás, irmã? Eu preciso de sua ajuda, Vaporeon disse para eu procurá-la e... Estás aí? Eu quero poder voar!

   A voz de Eevee ecoava com o sussurro do vento gelado que o fazia tremer, mas nenhuma resposta de Glaceon era ouvida. Eevee procurou por sua irmã mais distante, não sabia praticamente nada sobre sua história. Eevee passeou pelo bosque de gelo enquanto se admirava com a riqueza de detalhes das esculturas e com os reflexos engraçados de si mesmo nas superfícies das pedras. No entanto, quanto mais Eevee se aproximava do centro do salão, mais denso ficava o bosque e grandes lâminas e espinhos de gelo se formavam.
   Com dificuldade, Eevee conseguiu avistar o que parecia uma caverna. Do lado de dentro, Glaceon estava deitada e aparentemente imóvel. Eevee tentou entrar na caverna, mas se chocou com uma parede fina de gelo, praticamente invisível. Percebendo a invasão de Eevee, Glaceon reagiu com rispidez.

— Quem ousa invadir minha caverna? Saia daqui, filhote! Eu não desejo falar contigo. É melhor fugir antes que eu te transforme em uma escultura do meu jardim...

   Assustado, Eevee tentou se explicar, mas Glaceon estava fechada para todo e qualquer argumento. Percebendo que sua irmã não o queria ali, o filhote se viu obrigado a sair da caverna. Quando Eevee retornou ao campo de neve, uma violenta tempestade se formou. Estilhaços de gelo rasgavam o ar com a força dos ventos e a neve do chão levantava voo. Era como se o clima refletisse as emoções raivosas de Glaceon.
   O pequeno Eevee era inocente e inexperiente, não sabia como agir em tal situação calamitosa. Acuado e com mais frio do que antes, Eevee tentou buscar um abrigo, mas nada encontrava. As árvores de gelo se partiam com a força da tempestade e faziam voar folhas afiadas de cristal que espetavam o corpo de Eevee. Raios de gelo caíam dos céus como descargas elétricas. O filhote mal conseguia mover seus músculos para andar e nem força para manter seus olhos abertos ele possuía. Sentindo o frio abissal drenar suas energias, Eevee simplesmente desmaiou.


   Horas depois, o filhote recobrou sua consciência e se viu dentro da caverna de Glaceon, que parecia desesperada. Glaceon chorava e suas lágrimas congelavam antes de escorrer pelo seu rosto.
   Ainda muito fraco, Eevee tentou esboçar um sorriso e agradeceu por Glaceon tê-lo salvado. Mal sabia ele que Glaceon chorava por ter sido a responsável pela tempestade. Ela teve a intenção de puni-lo por invadir seu território, mas, para Eevee, ela era sua salvadora.

— Eu não sabia que tinhas um coração tão bom, Glaceon. Tu me salvaste, és minha salvadora! Eu corri perigo e tu vieste em meu auxílio. Serei eternamente grato a ti.

   Glaceon permaneceu calada, preferia que Eevee tivesse uma falsa ideia a seu respeito. Com um coração amargo, Glaceon nunca soube o que era amor ou amizade. Criada como animal de rua em um vilarejo frio, Glaceon nunca teve família e precisava caçar sozinha para sobreviver. As pessoas sempre a tratavam com hostilidade até que ela decidiu viver nas montanhas geladas. O frio e a fome castigavam-na todos os dias e foram muitas as vezes em que ela quase morreu congelada.


   Por mais que as intenções de Glaceon fossem cruéis, ela estava apenas agindo de acordo com a única lição que lhe foi ensinada. Glaceon queria ser diferente, seu coração pesava demais. No entanto, o encontro com Eevee fez surgir um lampejo de piedade. Aquele Eevee morrendo durante uma nevasca era como ela no passado. Mesmo sem ter aprendido o valor da compaixão, seu próprio instinto a fez resgatar o pequeno Eevee.
— Glaceon, fala alguma coisa. Estás te sentindo bem? Eu vim aqui para te perguntar uma coisa. Sabes se é possível eu voar?

   Eevee tentou mudar de assunto para tirar Glaceon do marasmo em que se encontrava. De certa forma, ele obteve sucesso, pois Glaceon já não mais sofria tão visivelmente. No entanto, ela sequer parecia ouvir as palavras de Eevee. Preocupado, o filhote se aproximou cautelosamente de sua irmã tão machucada por dentro e a cutucou com suas delicadas patinhas. Glaceon se retraiu, mas Eevee insistiu no contato e começou a brincar com as orelhas dela, fazendo carinho em Glaceon.


   A cada toque de Eevee, uma lâmina de gelo no salão se partia. Glaceon sentiu o afeto despreocupado de Eevee e deixou sua couraça ser desmontada. No lugar do céu tempestuoso, uma aurora começava a se desenhar, trazendo as primeiras cores ao mundo branco de Glaceon. Ela e Eevee saíram da caverna de gelo e começaram a correr pelo bosque, brincando como crianças.
   Glaceon puxava a cauda do filhote e ele passava a correr atrás dela. Quando se deram conta, as árvores de cristal estavam repletas de frutos e o chão ficou tomado por rosas brancas. Glaceon se divertia como nunca, era sua evolução emocional. Vaporeon estava certo ao enviar Eevee até Glaceon, mas a principal questão continuava de pé até Glaceon revelar algo que poderia mudar a vida de Eevee como a dela foi mudada.

— Eu não sei se tu podes voar, mas ouvi dizer de alguém que pode. Conheces o irmão Leafeon? Já ouvi uma história sobre um Leafeon com asas de luz. Talvez eles sejam capazes de voar, pequeno...

   Bem como um raio de sol que alumia a escuridão da noite, Eevee sentiu um fio de esperança tecer seu sonho, abrindo um generoso sorriso para Glaceon e saindo em disparada para o próximo andar da torre, casa de Leafeon.



E assim termina a história de hoje...


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    Acho seguro dizer que a sequência para esta história já está garantida! Eu realmente achei que fosse incluir todas as evoluções em uma parte única, mas não deu. A parte boa é que vocês terão mais uma sequência de capítulos para a saga do Eevee! ^^

   Espero que tenham gostado da primeira parte da história. Quais são as suas expectativas para os próximos capítulos? Nosso herói vai conseguir voar? O que vai acontecer na casa do Leafeon? Espero poder matar a saudade de vocês nos comentários! xD

   E como eu havia prometido... aqui está a resposta das silhuetas dos cinco Pokémon já confirmados na segunda temporada! Quantos Pokémon vocês acertaram? Uma ótima semana para todos vocês! ^^

E aí, pessoal, seus palpites estavam certos?

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