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18/06/2021

Pokémon TCG - Raridade das Cartas


Essa carta é rara ou não é? Melhor trocar ou melhor deixar na pasta? Como saber qual é a raridade de uma carta e se vale ou não a pena ficar com ela? Esse tipo de dúvida é comum para qualquer jogador de qualquer TCG, inclusive em Pokémon. Quando pensamos nesse assunto, temos dois aspectos a considerar: valor e raridade.

A raridade se refere ao que não é comum, que não é frequente nem abundante. Costumamos usar esse termo, "raro", também para identificar algo que tem mérito, algo extraordinário. E, assim, confundimos raridade com outro aspecto: o valor da carta.

O valor é o preço da carta, ou seja, o quanto ela custa, ou por quanto ela pode ser comprada ou vendida. Seria, basicamente, o valor ao qual uma carta equivale, ou por qual carta poderíamos trocar de forma justa. Sendo assim, poderia ser resumido como sendo o valor financeiro e o valor de mérito da carta em um deck.

Raridade

A raridade de uma carta equivale à dificuldade em achá-la: quanto mais rara, mais difícil de achar. Como não é possível adivinhar a raridade de uma carta apenas pelo nome ou ilustração, há um indicativo de sua raridade no canto inferior esquerdo de cada uma delas (ou no canto inferior direito para as séries anteriores a Sol e Lua). Você pode conferi-lo a seguir:


Esse indicativo muda conforme a raridade da carta. Cartas "raras" são identificadas por um símbolo de estrela preta; cartas "incomuns", por um losango preto; e cartas "comuns" são marcados por um círculo preto. Cartas raras que possuem um brilho ou textura especial são denominadas "ultra raras", e são identificadas por uma estrela branca ou por um "H" perto da estrela preta nas séries mais antigas.


A chance de tirar determinada carta em um pacotinho - booster - é o que determina esse padrão de raridade. Cartas que não vêm em booster não seguem essa dinâmica de raridade, sendo denominadas como "promocionais" e marcadas por uma estrela preta com a palavra "Promo".

A quantidade de cartas em cada booster difere no mercado americano e no mercado brasileiro, e isso interfere na quantidade de cartas raras a serem adquiridas. Em um booster estrangeiro, a média é de uma a duas cartas consideradas "raras", três classificadas como "incomuns" e cinco categorizadas como "comuns". No booster nacional, a média varia um pouco, podendo ser três cartas "comuns" e duas "incomuns"; ou três "comuns", uma "incomum" e uma "rara".

Com a série Sol e Lua, os boosters nacionais passaram a ter seis cartas, mas a proporção de cartas raras se manteve, pois o esquema de distribuição de cartas raras nos boosters é definido pela The Pokémon Company International, seguindo um padrão constante. Ou seja, pode-se afirmar que uma carta que possui uma estrela preta na parte inferior será cinco vezes mais difícil de achar do que outra que apresenta um círculo preto. Uma carta "rara" será cinco vezes mais difícil de achar do que uma "comum", e uma carta "incomum", três vezes mais rara do que uma "comum".

Raridade e aspecto físico

A maioria das cartas de Pokémon tem uma textura lisa e padronizada, ligeiramente acetinada e de cores vibrantes. Esse é a aparência mais comum que uma carta pode assumir, sendo seu aspecto padrão. Mas a partir da série Sol e Lua, cada booster nacional passou a vir ou com uma carta rara/ultra rara e uma energia básica ou com uma carta "reverse foil" ou "reverse holo". Antes de Sol e Lua, não existiam cartas reverse foil nacionais.

O Reverse Holo é um padrão levemente metálico e brilhante que cobre a parte colorida da carta, exceto sua ilustração. Apesar de a raridade se manter a mesma segundo o padrão marcado na parte inferior da carta, uma carta Reverse Holo nacional é seis vezes mais difícil de se conseguir do que a sua versão "comum" (dez vezes mais difícil de se conseguir se for em um booster estrangeiro).

O padrão Reverse Holo muda conforme as séries do Pokémon TCG. Nas séries Black & White e XY, esse padrão era composto de uma repetição do símbolo do tipo do Pokémon (ou de uma Poké Bola para cartas de Treinador). Na série Sol e Lua, o padrão Reverse Holo possui um símbolo do tipo em um tamanho maior, localizado à esquerda e acompanhado por uma repetição do mesmo símbolo em um tamanho menor. Já em Espada e Escudo, o carta tem "setas" que vão no sentido de baixo para cima, sendo que em cada seta há o símbolo do tipo da carta (cartas treinador tem Poké Bolas).

Já o padrão Holo é assim denominado por se localizar na área complementar ao do padrão "reverse holo". O padrão Holo tem esse nome por conta do seu efeito holográfico, isso é, uma imagem que dá a impressão de "saltar" do plano em que se encontra, seja por conta de textura ou brilho. No Pokémon TCG, o padrão "holo" é um efeito limitado apenas ao fundo da ilustração da carta, podendo variar conforme a carta. Geralmente é um padrão de linhas corridas, fragmentado ou pontilhado, com um aspecto brilhante e iridescente.

A maioria das cartas podem ser encontradas como Reverse Holo, mas nem todas as cartas possuem uma versão holográfica. Cartas classificadas como Ultra Raras não possuem um padrão Holo ou Reverse Holo, pois tem um padrão próprio, que depende de seu tipo.

O aspecto físico de uma carta de Pokémon é bem difícil de ser replicado, especialmente o das cartas Ultra Raras. Isso pode denunciar uma carta falsificada. Nessa outra matéria há algumas dicas para identificar uma carta falsa.

Tipos de carta e sua raridade

Podemos identificar um alinhamento da raridade com o tipo e categoria da carta, e também com seu aspecto físico. As cartas comuns, marcadas com um círculo preto, usualmente são referentes a Pokémon Básico ou Energias Básicas. Excetuando cartas promocionais, dificilmente uma carta dessas categorias terá um padrão holográfico.


As cartas incomuns, marcadas com um losango preto, usualmente são referentes a Pokémon Estágio 1, Energias Especiais e cartas de Treinadores. Excetuando cartas promocionais, dificilmente uma carta dessas categorias terá um padrão holográfico.


As cartas raras, marcadas com uma estrela preta, usualmente são referentes a Pokémon Estágio 2. É comum uma carta rara ter um padrão holográfico; e em alguns casos a versão "normal" da carta, sem esse efeito, é restrita às cartas que vêm em decks temáticos. O contrário também pode ocorrer: a versão holográfica de uma carta fica restrita a um deck temático.


As cartas ultra-raras, marcadas com uma estrela branca, usualmente são referentes a Pokémon excepcionais: GX, Estrela Prisma, EX, V, VMax ou uma forma brilhante/luminescente. Ou, ainda, à cartas de treinador full art, rainbow ou douradas.

Em geral, os Pokémon V podem vir em três variantes (há casos excepcionais em que alguns vêm em mais variantes). Na variante normal, a arte do Pokémon cobre boa parte da carta, sendo uma ilustração mais realista e contendo cenários. Nessa variante, há um brilho nas bordas e no fundo que muda levemente de cor conforme o ângulo da carta, além de haver algo como um verniz somente na arte do próprio Pokémon. Pokémon VMax não apresentam essa variante.

Já na variante Full Art, a arte do Pokémon cobre toda a carta, por isso o nome. A ilustração do Pokémon é mais estilizada e não há um cenário, e as bordas da carta e seu contorno possuem um brilho que muda de cor conforme o ângulo. Além disso, a carta possui um efeito texturizado. Todos os VMax são lançados como cartas Full Art.

A variante Rainbow é similar à Full Art, mas apresenta um tom de branco ou dourado que se torna iridescente conforme o ângulo da carta, por isso é denominada como Rainbow: sua textura e brilho criam um efeito de arco-íris. Todas as cartas Rainbow são secretas por exceder a numeração padrão da coleção.

A variante de arte secreta é mais restrita do que as outras. Essa variante costuma ter uma arte que recobre toda a carta, mas, ao contrário das Full Art, elas têm um cenário bem trabalhado e são consideradas "artes secretas".


Por fim, há as cartas de Pokémon Brilhante (Pokémon Shiny). Elas podem vir de três maneiras (em Espada e Escudo): a primeira forma é como uma carta normal com alterações em sua arte, sendo o fundo da arte branco e o Pokémon com sua coloração brilhante.

Quando se trata de um Pokémon V Brilhante, a carta é como uma full art, mas com fundo totalmente branco, além de apresentar o Pokémon com sua coloração brilhante. Contudo, ainda há uma outra variação em que a carta é toda "construída" em dourado e preto - e por conta dessa característica, poucos sabem que o Pokémon está em sua forma brilhante.

Cartas de Pokémon brilhante costumam vir de duas formas: ou como cartas secretas com sua numeração excedendo a numeração da coleção; ou em "sub-coleção", que vem nos mesmos pacotes de booster que a coleção principal, mas é restrita a Pokémon brilhante e pode ser identificada por um SV junto da numeração da carta. Essas "sub-coleções" são chamadas de Shiny Vault.


Os Pokémon GX podem vir nas mesmas variantes que os Pokémon V, com algumas pequenas mudanças. Na versão normal da carta, elas são iguais aos V com a exceção do aspecto envernizado. A variante full art também é muito parecida, com a exceção de que os V tem alguns padrões ou símbolos. Já a variante Rainbow se mantém idêntica tanto nos GX como nos V.

A variante com a arte secreta também é restrita a alguns Pokémon específicos - normalmente os Pokémon GX Aliados apresentam essa variante.


As cartas de Pokémon brilhante de Sol e Lua também seguem as mesmas regras dos brilhantes em Espada e Escudo, com a exceção da coleção Lendas Luminescentes, em que os Pokémon brilhantes, que não eram GX, recebiam o nome de Pokémon Luminescente.

As cartas de Estrela Prisma possuem bordas escuras e ilustração com efeito holográfico, e um brilho iridescente no desenho do "prisma" e no texto referente às regras desse tipo de carta. É interessante notar que as cartas Estrela Prisma não são consideradas ultra raras por algumas pessoas pelo fato de elas virem no lugar das cartas reverse holo. Mesmo assim, elas são ultra raras segundo a Pokémon Company. As cartas de Pokémon Luminescente possuem textura e brilho na ilustração do Pokémon, e não no fundo.

Em Black & White, as cartas "secretas" de Pokémon têm uma ilustração da criatura em sua forma Shiny com fundo holográfico. Abaixo da ilustração, há o símbolo do tipo do Pokémon, que fica atrás do texto da carta e possui um leve brilho holográfico. Cartas "secretas" podem ser identificadas por sua numeração, que excede o número esperado para a coleção.


Na expansão Voltagem Vívida, de Espada e Escudo, foi adicionado uma nova raridade de cartas: as cartas Rara Incrível, no Brasil. Nessa raridade, o fundo da arte do Pokémon tem um padrão em cores de arco-íris, além do fato de que cada carta dessa raridade apresenta um padrão com formas distintas. Foram lançadas 9 cartas desse tipo nas coleções Voltagem Vívida e Destinos Brilhantes.

O símbolo de raridade dessas cartas é diferente em cada país de acordo com a língua local. Por exemplo: no Brasil, o símbolo é um "I" com um fundo arco-íris, enquanto nos Estados Unidos é um "A" com o fundo arco-íris.


Outras categorias de carta apresentam variações em sua raridade. As Energias também podem apresentar um padrão holográfico, que varia conforme a série, podendo ser algo mais brilhoso e focado (série Sol e Lua), ou metálico e listrado (série XY). A partir da série Sol e Lua, foram introduzidas as Energias Ultra Raras, com bordas douradas e um acabamento texturizado na ilustração da Energia.


As cartas de Item e Estádio podem ser encontradas na variante normal ou "reverse holo". Nas séries Black & White e XY, algumas cartas de Itens também podem ser "secretas". As cartas secretas de Item possuem uma numeração que excede a da expansão, bordas douradas e fundo ou ilustração do item dourados, com uma marca de Poké Bola atrás do texto da carta.

A partir da série Sol e Lua, foram introduzidos os Itens e Estádios Ultra Raros, com bordas douradas e ilustração que cobre toda a carta, em um acabamento texturizado. Assim como qualquer outra carta dourada, estas também são secretas por exceder o número da coleção.


As cartas de Apoiador podem ser encontradas na variante normal ou "reverse holo", e algumas delas podem ser Ultra Raras. As cartas Ultra Raras de Apoiador possuem acabamento texturizado, e trazem uma ilustração do treinador que cobre toda a carta, com um fundo mais estilizado do que o da variante normal. Em Espada e Escudo, foram introduzidos os Apoiadores Rainbow, que são iguais a sua variação full art, mas com um fundo liso - além de serem cartas secretas. As cartas Ultra Raras de Apoiador foram introduzidos na série Black & White.


O valor da cartas

O valor de uma carta se refere ao quanto ela vale, seja no aspecto financeiro, seja por qual outra carta ela pode ser trocada. Como o Pokémon TCG não deixa de ser um produto, ele fica sujeito à lei da oferta e da demanda como qualquer outro item comercializável. Se a oferta de um produto excede a procura, o preço tende a cair. Mas quando a demanda supera a oferta, a tendência é o aumento do preço.

Oferta e raridade

O conceito de raridade se relaciona com a oferta da carta, pois regula a quantidade em circulação de determinada carta. Cartas raras não são produzidas em grandes quantidades e, por isso, são difíceis de achar - logo são mais valiosas. Da mesma maneira, cartas Reverse Holo são mais difíceis de achar: o valor de um Reverse Holo costuma ficar entre duas a cinco vezes maior do que uma versão normal.

Contudo, há alguns casos em que um carta rara sofre uma súbita queda em seu preço. Essa situação ocorre quando tal carta é comercializada em produtos promocionais, ou então sofre uma reimpressão.

Cartas de Energias e de Treinador com o mesmo nome e o mesmo efeito são consideradas como iguais, mesmo que sejam de expansões diferentes. Assim, se duas cartas de Pokémon possuem tipo, categoria, PS, ataques, habilidades e efeitos iguais (e tem o mesmo nome), são cartas consideradas iguais.

Ou seja, em jogo, uma carta "N" Full Art da expansão "Vitórias Nobres", uma carta "N" normal que veio no deck temático "Velocidade Atordoante", e uma carta "N" que veio em um booster da expansão "Fusão de Destinos" são considerados a mesma carta dentro de um deck. Embora seja uma carta valiosa em jogo, há várias cópias dessa carta em circulação, muitas delas oriundas de expansões mais antigas - o que regula um pouco seu valor. Cartas de Treinadores e de Energia recorrentes como Dupla Energia Incolor, Poké Bolas e Poções, sofrem várias reimpressões, o que aumenta a oferta e diminui seu valor.


De maneira similar, uma carta rara que é lançada em um produto promocional (como as Latas de Pokémon EX, Pokémon GX ou Pokémon V) sofrerá uma redução no valor, pois poderá ser adquirida por qualquer um que comprar tal produto. No entanto, é claro que o preço de determinados produtos pode ser um tanto alto, o que equilibra o valor da carta.

Demanda por coleção

O foco do Pokémon TCG é centrado no jogo, mas há quem colecione as cartas apenas pela arte - tanto é que no Brasil o Pokémon TCG é identificado como "Pokémon: Estampas Ilustradas". Como as cartas são ilustrados por vários artistas, o TCG traz uma leitura bem diversificada de cada Pokémon, cada item e cada treinador.

Peguemos, por exemplo, Tepig. A arte oficial, usada no carta promocional, passa a ideia de um inicial de fogo simpático e animado. Já a arte da expansão "Black & White" causa a impressão de um Pokémon meigo, dócil, mas também curioso; se contrapondo à ilustração da expansão "Fronteiras Cruzadas", em que ele é visto atacando: provavelmente treinando algum golpe ou defendendo seu território.


Essa riqueza de detalhes atrai colecionadores: jogadores ou entusiastas que procuram uma carta não para colocar no deck, mas sim na pasta, para ficar na coleção. Há quem queira ter todos as cartas de determinada expansão, montar uma "cardex" com uma carta para cada Pokémon, ou mesmo montar uma coleção de cartas só de um determinado Pokémon!

Mas completar a coleção pode ser difícil devido à raridade de algumas cartas. Além de boosters e produtos promocionais, essas pessoas procurarão outros jogadores para verificar se há alguém que tenha determinada carta. Esse tipo de demanda costuma se focar em cartas reverse holo ou Full Art, a depender do gosto do colecionador.

Cartas Full Art são mais valiosas não só por serem raras, mas também por serem mais "bonitas" e mais detalhadas do que sua variante normal. Como citado acima, um jogador não verá diferença na gameplay de um carta "normal" e uma Full Art, mas para um colecionador, a versão Full Art será superior a "normal".

Demanda por jogador

O foco do Pokémon TCG é centrado no jogo, então a principal variável que interfere no valor da carta é sua procura pelos jogadores. Nem sempre a raridade corresponderá a um valor alto da carta. Para os jogadores, o que importa é o quão boa aquela carta ficará no seu deck.

Como cada pessoa monta seu próprio deck, uma carta considerada útil para alguém pode não significar tanto para outro. Uma carta rara pode nem aparecer nas listas dos melhores jogadores por não ter um efeito tão bom em batalha, e com isso seu valor seria reduzido. Mesmo que seja rara, os jogadores cobrarão um preço menor na hora de vendê-la, ou então trocá-la por um carta menos rara, já que a demanda não será tão alta.


Por outro lado, uma carta com a raridade marcada como comum ou incomum pode ser crucial em uma estratégia e ser muito procurada, e com isso ter seu valor aumentado. Essa variação no valor (e no preço) é frequentemente vista em cartas de Treinador, pois elas são usadas por vários tipos de deck, sem se atrelar tanto ao tipo de Pokémon usado.

Como exemplo, pode-se citar cartas como Ordem da Chefia, que trocam o Pokémon ativo do seu oponente por um do banco a sua escolha. Na data de publicação dessa matéria, havia duas variantes não ultra raras dessa carta, mas seu preço poderia chegar a 20 reais.


Vale ressaltar que, em Espada e Escudo, cresceu muito o número de cartas de treinador que são raras. O próprio Ordem da Chefia é um bom exemplo.

Aumento na demanda por jogador

Diversos fatores podem causar um aumento na demanda de determinada carta pelos jogadores. Cartas que possuam ataques, habilidades ou efeitos que definem o cerne de uma estratégia terão um valor maior. Mas o momento dessa valorização pode variar conforme a carta.

Algumas cartas são prontamente identificadas como promissoras, muitas vezes atingindo um preço elevado logo no lançamento da expansão. Como exemplo, tem-se Rayquaza-GX, cujo ataque pode nocautear até mesmo outros Pokémon GX, a depender da quantidade de Energias que os Pokémon do jogador possuem - além de contar com uma habilidade que permite energizá-lo rapidamente. A estrela da expansão "Tempestade Celestial" podia ser encontrada em um valor entre 120 a 150 reais em sua versão normal na época de seu lançamento.


Em contrapartida, uma carta que inicialmente não parece muito promissora pode ter seu valor subitamente aumentado quando incorporado a uma estratégia de sucesso. Como exemplo emblemático, cita-se Wailord-EX, da expansão "Conflito Primitivo". Mesmo sendo um carta EX, ele era cotado por 10 reais, um valor muito baixo para categoria à época. À primeira vista, ele não era um Pokémon interessante para colocar em um deck por conta de seu ataque exigir muita Energia e ainda causar uma condição especial ao próprio Pokémon.

Porém, em 2015, ele figurou em um dos decks finalistas no torneio nacional dos Estados Unidos. A estratégia desse deck era aproveitar a quantidade de PS do Wailord-EX para forçar o adversário a gastar recursos para o nocaute da baleia, levando-o a perder por deckout. A repercussão dessa estratégia levou a um aumento no preço da carta, que passou para a faixa dos 50 reais.

O exemplo do Wailord-EX deixa claro o quanto o "metagame" dita a demanda entre os jogadores. O termo significa literalmente "jogo do jogo", e se refere às estratégias mais utilizadas no competitivo, bem como as formas de torná-las mais eficientes ou mesmo contorná-las. Quando um Pokémon possui uma habilidade que serve para várias estratégias, independente do tipo de Pokémon usado no deck, ele passa a ser almejado por muitos jogadores e seu preço tende a aumentar.

Como exemplo dessas cartas de Pokémon "multiuso", pode-se citar duas cartas que eram extremamente importantes em suas respectivas épocas: Shaymin-EX, da expansão "Céus Estrondosos"; e Tapu Lele-GX, da expansão "Guardiões Ascendentes". Essas cartas já atingiram a cotação de 200 reais pela sua versão normal. O preço delas se justificava por conta de suas habilidades, que aceleravam a montagem do jogo: Shaymin-EX permitia a compra de até 6 cartas quando era jogado, e Tapu Lele-GX permitia procurar uma carta de Apoiador no deck e colocá-la na mão do jogador.


Após a rotação de cada uma desses cartas, a Tapu Lele continuou jogando no expandido, mas o Shaymin foi banido depois de um tempo por conta do lançamento do Crobat V, que tem o mesmo efeito. Sem o banimento de Shaymin, era possível usar, virtualmente, oito cartas iguais em um mesmo deck. Atualmente, é possível comprar uma Tapu Lele por 10 reais e um Shaymin por 30 reais.

Queda na demanda por jogador

Conforme os jogadores criam novas estratégias, o valor de determinada carta pode aumentar... ou cair. Alteração nas regras, reimpressões de determinada carta ou o lançamento de um produto promocional têm o intuito de balancear o jogo, mas podem ter como efeito colateral a desvalorização de certas cartas.

Como exemplo, tem-se o item Pokémon Catcher, destaque na série BW. Essa carta era muito valorizada por permitir pegar um Pokémon do banco adversário e colocá-lo como seu ativo, atrapalhando a estratégia inimiga. Porém, na série XY, o efeito dessa carta passou a ser atrelado a um arremesso de moeda, o que fez perder sua força em jogo - e, consequentemente, seu valor.


Outro tipo de alteração nas regras que altera o valor das cartas é a rotação. Com o lançamento contínuo de novas expansões, chega um ponto em que algumas mecânicas de jogo se tornam conflitantes ou até mesmo tóxicas, tornando o jogo desbalanceado. A rotação, por isso, serve para equilibrá-lo, definindo quais expansões são permitidas para os torneios. Trata-se de um fenômeno que ocorre todos os anos, limitando as expansões permitidas à uma nova série lançada no TCG, ou à metade de uma série - pois é quando novos conceitos são introduzidos no jogo.

Pokémon TCG Rotação 2021

Se uma carta pertence a uma série anterior à definida pela rotação, ela "cai" do formato estabelecido e não pode ser utilizado em competições daquele formato. O Shaymin-EX, que chegou a alcançar o preço de 200 reais quando estava no formato vigente, teve seu valor reduzido para cerca 25 a 50 reais quando saiu do formato Padrão e entrou para o formato Expandido.

Por fim, a reimpressão ou lançamento promocional de uma carta muito usada pode gerar uma queda no valor desta justamente por ter sua oferta aumentada. Esse aumento, mesmo quando acompanhado do aumento na demanda, tende a manter o preço de um produto estável ou até mesmo um pouco menor. Este é o caso de Tapu Lele-GX, que após ter sua box anunciada, sofreu uma queda no preço da carta avulsa, indo de 200 reais para cerca de 80 a 100 reais, na data da publicação original dessa matéria.

Considerações finais sobre o valor e raridade

Infelizmente, a pergunta que abre a matéria não tem uma resposta pronta, aplicável e assertiva para todos os casos. O valor e a raridade são aspectos sujeitos a variações dependendo de cada jogador e conforme o tempo. No entanto, ao elucidar alguns desses aspectos, esperamos ter orientado melhor os fãs a respeito do valor das cartas.

Fiquem atentos às novidades nos torneios, aos anúncios da rotação e até mesmo à demanda local dos colecionadores antes de comprar ou vender determinada carta. Antes de comercializá-la, cheque o valor de mercado em sites que lidam com essas transações, como a Liga Pokémon (referência nacional). Estar informado sobre o assunto é essencial para fazer uma troca justa, seja por outra carta ou por um valor monetário.

Se você ficou curioso e quer saber mais sobre o Pokémon TCG, visite as outras páginas que estão em nosso menu.

Matéria atualizada por: Thalys Caires

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