Crônicas de Bolso: Psíquico e Paranormal - Xatu - Pokémon Blast News

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13/03/2017

Crônicas de Bolso: Psíquico e Paranormal - Xatu

Olá, galerinha!

Estamos de volta com as Crônicas de Bolso! Como foi a semana de vocês? Espero que estejam todos bem e preparados para a história de hoje. Afinal, hoje teremos fenômenos sobrenaturais por aqui! Quem quiser acompanhar o Índice das crônicas, basta clicar AQUI.

Eu fiz um grande mistério sobre o Pokémon e até sobre a subsérie de hoje na semana passada. Apesar de eu não ter dado dicas, eu deixei uma pista subliminar no final: "a resposta está guardada no futuro". E qual é o melhor representante das premonições senão o Tipo Psíquico? E teve gente que captou a mensagem!

Por isso, apresento a vocês a subsérie Psíquico e Paranormal, estrelando o enigmático e profético Xatu! O futuro chegou e a resposta foi dada! Acomodem-se e preparem-se, pois lá vem história...

***REPOST EM 13/03/2017 DEVIDO AO CONCURSO DE DESENHO***


Com os olhos que o céu há de ver...

Bom, vocês já devem ter percebido que a crônica de hoje vai ser fora do normal. Aliás, o que significa realmente ser normal? Há coisas que estão além do que os olhos podem ver...


Psíquico e Paranormal: Xatu


   Nem todas as coisas do mundo podem ser explicadas através da razão e da lógica, muitos são os mistérios ainda ocultos. Enquanto uns buscam soluções racionais, existem aqueles que se valem de habilidades superiores e desafiam os limites da mente humana para compreender a natureza e desvendar  os segredos do Universo.
   Em um passado não tão remoto, quando as terras americanas eram vastamente povoadas pelas tribos indígenas, era comum que houvesse um xamã ou pajé dotado de capacidades especiais para auxiliar e guiar seu povo.
   Quando a ciência se limitava a pouco mais do que a confecção de arcos e estilingues, muito era o que não se podia explicar, evidenciando a necessidade do sentir...



   Em um dos vales que cortavam aquelas terras, havia um povo que vivia em uníssono com a natureza do lugar e com as criaturas desta. Este povo se instalou em uma pradaria nas cercanias do vale, a qual era seu habitat de aves verdes e de grandes olhos.
   Os nativos reverenciavam os pássaros como mensageiros dos deuses, pois sempre pareciam prever as mudanças radicais no clima e se esconder oportunamente. Os Natu eram símbolos da liberdade e do conhecimento oculto e os indígenas lhes prestavam ainda mais honrarias quando estes cresciam e ganhavam asas coloridas, tornando-se Xatu.
   Não demorou muito até que aquele povo começasse a se identificar como Tribo do Pássaro Verde, usando as penas daquelas aves para formar cocares e fitas. Por serem criaturas tidas como sagradas, jamais um Natu ou Xatu era morto, diziam que trazia coisas ruins para toda a tribo.
   Gerações de nativos foram passando e a arte da previsão do futuro começou a ser aperfeiçoada pelos humanos. Os pássaros não podiam falar, mas pareciam transmitir seus conhecimentos psíquicos aos humanos com algum grau de espiritualidade.
   Dentre estes humanos, havia uma menina, doce e meiga, com cabelos escuros tal como a terra fértil após a chuva. Desde muito nova, ela utilizava gravetos para medir a direção dos ventos e obter leituras e previsões através do auxílio do Xatu rei, que comandava os Natu daquela época e auxiliava o xamã da tribo.
   Habilidosa e precisa, tão logo completou dez anos já se tornou a xamã da tribo, visto que o Xatu rei havia previsto que o atual guia daquele povo teria o fim de seus dias terrenos ainda naquele ano.



   Com o olho esquerdo, Xatu via o passado. Com o olho direito, Xatu via o futuro. Era assim que os humanos interpretavam quando todo o bando de aves ficava estático, olhando fixamente para o Sol.
   No entanto, além da gentil menina, poucos eram os que conseguiam interpretar as lições de vidência e premonição do Xatu rei, o que causou o pior revés pelo qual aquela tribo poderia passar, arriscando toda a continuação de seu povo...
   Pela ineficácia dos demais humanos, muitas previsões começaram a falhar e parecia que até mesmo os Natu estavam prevendo erradamente o clima. As aves ficavam afoitas e não chovia, elas cantavam e não fazia calor ou mesmo nada diziam e chuvas torrenciais arrasavam com tendas e plantações. A Tribo do Pássaro Verde estava perdendo sua essência e a união com os mensageiros dos deuses estava cada vez mais ameaçada.
   Desprezando as premonições dos Natu, parte do povo começou a criar seus próprios métodos de previsão e até obtinham algum resultado, o que foi fatal para a ligação com os Natu.
   Reclusa em sua tenda por sua timidez e por seus afazeres diários, a xamã menina foi procurada por sua tribo, que lhe cobrou um direcionamento, e ela lhes falou:

— Eu vi tempos de provação e incertezas. Nuvens se formando nos corações das pessoas. Sem Xatu, eu não sou ninguém. Como podemos buscar a verdade se não nos abrimos com sinceridade para ela?

   O questionamento da garota foi a gota d'água para que o povo arredio começasse a afugentar os Natu da região. Pouco a pouco, as aves iam desaparecendo. Dias se passaram e a menina anunciou ao povo que iria realizar um retiro em um local sagrado perto dali para buscar uma orientação. Mesmo com a desaprovação de alguns, ela assim o fez.
   Já era noite quando ela chegou ao chão de terra batida, cercado de pedras para formar um círculo. Ela acendeu tochas com calma, recitando rezas locais enquanto o Xatu rei ficava em cima de uma grande rocha ao centro do círculo. Dançando em círculos ao redor de Xatu, a pequena xamã começou seu transe para buscar a Grande Visão. O Xatu rei ergueu suas asas e tocou a cabeça da menina e ambos se viraram à direita, encarando a Lua Crescente.


    Com o coração acelerado, a menina começou a sentir dor em seu olho direito, que buscava o futuro. Encarando Xatu, ela viu o que o Destino guardava para o seu povo no reflexo do olhar dele...
   Sua visão foi clara, a cada Natu que voava para longe, uma lágrima caía de seu olho. Ao se recobrar do transe, a menina não tardou para alertar o povo. Sem sequer dormir, ela viajou noite adentro de volta à sua tribo e acordou a todos tão logo chegou, ainda antes do alvorecer.

— Irmãos, uma grande bênção se aproxima! As terras além do vale são de grande fartura e abundância e não há nenhum povo no controle delas.

   Embora muitos não acreditassem nela, a xamã ainda tinha respeitável posição. O povo se veria livre dos Natu e ainda poderia saciar sua sede por abundância. Xatu rei olhou para a menina e se afastou dela, desaprovando sua atitude ao mentir.



   Poucas semanas se passaram e o povo começou a migrar para as terras além do vale. A menina notou a ausência do Xatu rei e viu que os Natu sumiam gradativamente.
   Sob uma fina chuva, a menina guiou seu povo e todos subiram pelo vale. Enquanto a tribo terminava de subir o vale, a chuva ganhava ares de tempestade. Ela disse a todos para que se apressassem e seu povo a seguiu. Logo depois, um raio atingiu parte do rochedo, desviando o fluxo do rio. Uma torrente se formou e as pedras deslizantes soterraram as antigas terras da tribo.
   Desesperados, os nativos gritaram e começaram a brigar, acusando-se mutuamente da desgraça até que toda a culpa foi direcionada à menina, que se ajoelhou e disse:

— Irmãos, eu peço perdão, pois menti. Eu não podia dizer o que vi em meu retiro, vocês não acreditariam se eu dissesse que Xatu rei previu uma grande catástrofe para nossa terra...

   O povo começou a discutir entre si e a voz da menina se tornou inaudível, ela não conseguia mais se explicar. Em meio a empurrões e acusações, o povo se desuniu e a xamã começou a chorar pela discórdia de seu povo. Foi quando, em um passo em falso, a menina escorregou pelo rochedo, caindo pelo vale em queda livre.


   Próximo de atingir o chão, a menina é envolvida por penas brancas que a seguram pela cintura e ela se vê em voo rasante. Era o Xatu rei que retornava e a levava embora na direção do Sol, salvando sua vida. Vendo do alto do céu seu povo discutir, a menina compreendeu que mentir salvou seu povo, mas o desuniu. E um povo desunido não é mais um povo, tornando a profecia real, embora tenha salvado a todos.

 — Xatu, perdoe a minha falta. Agora vi que errei, mas estou feliz que todos estejam vivos, mesmo que perdidos e sem rumo. A vida vai continuar e eu vou trabalhar para unir meu povo novamente um dia...

   E assim, com o juramento da xamã menina, Xatu rei e ela sumiram em meio às nuvens que cobriam o céu...


E assim termina a história de hoje...


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   E aí, gostaram? Tomara que sim! Espero poder ler os comentários de vocês. Claro, responderei assim que for possível! =)

   Bom, eu não parei para pensar ainda qual vai ser o Pokémon da semana que vem, já tenho algumas sugestões de vocês das postagens anteriores e estou atento a todas! Quem tiver uma boa ideia disponível, eu vou ficar feliz em ler. Até semana que vem! Tudo de bom para vocês! ^^


Créditos de imagem:
A salvação: Xatu

Espírito Nativo
Xatu rei e xamã menina
Círculo de pedra
A sombra de Xatu
Xatu rei
Concurso de Desenho [Lucas Alencar]





Eu vou ficar muito, muuuito feliz se você clicar aqui! Olha:

 Crônicas de Bolso    Cápsula do Tempo


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