Crônicas de Bolso: Flores de Água - Milotic - Pokémon Blast News

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01/03/2017

Crônicas de Bolso: Flores de Água - Milotic

Olá, galerinha!

Preparados para mais um conto da série Crônicas de Bolso? Espero que sim! Hoje nós vamos sair um pouco das chamas intensas da subsérie anterior e adentrar no reino das águas, místicas e cheias de segredos, com a subsérie Flores de Água.

   Não tem nem como fazer suspense, né? Todo mundo já sabe quem é a estrela do conto de hoje, hehe. Vamos dar as boas-vindas à Milotic! E senta que lá vem história! ^^

***REPOST EM 01/03/2017 DEVIDO AO CONCURSO DE DESENHO***

Onde foi que eu deixei a história de hoje mesmo?
  
   Hoje eu vou contar a vocês uma história e eu sinceramente não sei até que ponto ela é história, mito ou... realidade. Todos já ouviram falar em sereias, não é? Pois bem, por enquanto deixo aqui o meu silêncio para combinar com os mistérios do mar...

Flores de Água: Milotic


   A vida dos homens na terra sempre se voltou para o mar desde os tempos mais remotos. A água fornecia o alimento, saciava a sede do corpo e do espírito. Muitas histórias remontam a experiências inacreditáveis com o oceano e com os seres que o habitam...
   No litoral da Grécia, havia um pequeno vilarejo pesqueiro que fazia do mar o seu sustento. Desde sempre, os pescadores nutriam uma relação controversa com o mar, de amor e temor.
   As águas sempre forneciam peixes em quantidades suficientes para abastar todas as famílias, além da poética e inspiradora beleza ao refletir a luz da Lua.
   No entanto, a força das marés e a imprevisibilidade das águas faziam todos aqueles homens rezar por um retorno em segurança às suas casas. E estas eram suas menores preocupações...
   Havia uma lenda local que remontava ao mito da sereia: uma bela mulher com cauda de peixe que cantava docemente ao mar, para atrair homens desavisados e afogá-los. Os barcos eram naufragados e nunca havia sobreviventes...


   É neste cenário misterioso em que um jovem rapaz vive. No auge de suas dezenove primaveras, ele sempre foi o rechaçado da família. Tinha alma de artista e não gostava dos serviços de pesca. Seu pai ralhava com ele quase todos os dias e o rapaz se via obrigado a trabalhar com os outros pescadores, pois era seu dever familiar. Sua família era humilde e pequena, contava apenas com um casal que tentava criar seus três filhos homens em meio às dificuldades da vida.
   A situação do garoto ainda piorava: era o filho caçula. Seu pai sempre lhe comparou a seus irmãos, ávidos pescadores e habilidosos com as redes. A mãe, coitada, não podia contrariar o marido, pois dependia do dinheiro da pesca também.
   Apesar de amar e respeitar sua família, nada lhe agradava naquela vida. Assim que podia, o rapaz corria e passava horas a fio sentado no topo de uma falésia, desenhando o que lhe vinha à cabeça. Possuía uma profunda admiração pelo mar e não entendia como algo que trazia tantas dádivas poderia ser tão nocivo ao mesmo tempo. Seu sonho era compreender a verdade sobre o mar, nem que fosse necessário ir ao encontro de uma suposta sereia.


   Depois de um dia de pesca ruim, o pai deslanchou suas frustrações em cima de seu filho mais novo, culpando-o por não ter se dedicado naquele dia. Após uma ferrenha discussão, o rapaz fugiu de casa e caminhou até a falésia onde desenhava, o único lugar nas redondezas do vilarejo no qual se sentia à vontade.
   Em lágrimas, postou-se diante do mar bravio que irrompia contra o rochedo. Trêmulo, começou a desenhar mecanicamente uma longa cauda de escamas azuis e vermelhas, sem saber se terminaria por desenhar um peixe ou uma sereia.



   Sutilmente, um canto doce e sereno foi se tornando audível e adentrou em sua mente, fazendo-o buscar a origem da melodia. Um brilho resplandecente captou-lhe o olhar em meio ao mar, aproximando-se da areia. O rapaz desceu rapidamente pelas pedras e correu rumo ao mar para desfrutar da mais bela visão, uma legítima sereia. Encantado por sua beleza, todas as suas emoções foram acalmadas e ele estendeu a mão em direção ao ser místico, que começou a falar:

— Se quiseres descobrir os segredos do mar, eu posso mostrá-los a ti. Não te enganes, porém, pois aqueles que vão ao mar só voltam a terra por seis meses do ano. Juras que jamais contarás os segredos da água àqueles que andam com os pés?

   Assustado, o rapaz pensou em negar, mas já estava entregue aos encantos da sereia e lhe jurou fidelidade. A sereia, então, mergulhou ao fundo do mar e emergiu em sua verdadeira forma, Milotic. Segurando o chifre daquele ser belo e inebriante, o rapaz afundou no mar junto da Milotic sob a Lua Cheia...


   Não tardou para que toda a família do rapaz desse por sua falta e o alarde começasse. O pai e os irmãos demonstraram preocupação com o filho caçula pela primeira vez, mas já era tarde. A mãe  foi a que mais sofreu, mas seu coração lhe dizia que o filho estava bem, por mais que lhe custasse acreditar.
   Depois daquela noite, sempre que a mãe dos garotos andava pela praia para lavar as roupas nas pedras, ela encontrava um pequeno Feebas, muito simpático e brincalhão. Por mais que lhe doesse, ela sabia exatamente qual havia sido o destino de seu filho, mas também sabia que não poderia compartilhar de seu segredo com mais ninguém.
   Seis meses se passaram e Milotic cumpriu sua promessa ao rapaz. A sereia havia lhe mostrado a verdade sobre elas e provou o que ele já sabia. Elas traziam uma vida nova aos que afogavam e purificavam seus corações cheios de culpa e dor, fazendo-os renascer como peixes que tinham o poder de trazer fartura aos pescadores de suas famílias.
   E assim aconteceu. Enquanto Feebas, o menino-peixe trouxe boas pescas para sua vila e fez o que seu pai sempre quis que ele fizesse, ajudasse com as despesas do lar, mesmo que de uma forma um tanto quanto diferente...
   O rapaz retornou à forma humana e caminhou até sua casa, onde encontrou seu pai, sua mãe e seus irmãos. Pela primeira vez, seu pai o abraçou e disse-lhe o que o jovem sempre quisera ouvir:

— Eu te amo, meu filho.





E assim termina a história de hoje...


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   Bom, pessoal, gostaram? Tomara que sim! Como sempre, vou ficar de olho nos comentários, feliz em poder responder vocês! Não sei vocês, mas essa me emocionou bastante enquanto eu escrevia. ^^

   Papo sério agora! Então, eu vi que muita gente deu várias sugestões bacanas. Eu esperava que fosse ter uma diversidade grande, mas me surpreendi com o fato de grande parte de vocês quererem um conto sobre um Tipo Grama. É para completar o trio de tipos iniciais, né? Já tem fogo e água, só falta grama, hehe. =)

   Fiquei bastante dividido entre o Tipo Grama e o Tipo Voador, que também teve alguns votos. Menções honrosas para: Tipo Psíquico, Tipo Dragão e Tipo Fantasma. Então é isso aí, o próximo conto será da subsérie Verdejar de Grama! Como muita gente quis esta subsérie, também surgiram altas sugestões de Pokémon para estrelar o próximo conto.

   E justamente agora que é Tipo Grama, eu vou deixar a Worry Seed plantada em vocês! Com direito a um super Ingrain da curiosidade! Haha. A única coisa que eu vou dizer é: se você somar todos os algarismos do número desse Pokémon na National Dex até obter um único algarismo, o resultado será 2.

   E o mistério se estende para além do próximo conto, a subsérie da quarta história vai continuar oculta, em segredo. Só no futuro vocês vão saber, a menos que alguém já possa prever o futuro... Até a próxima! =)


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