Crônicas de Bolso: Almas em Fogo - Rapidash (Parte 1) - Pokémon Blast News

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15/03/2017

Crônicas de Bolso: Almas em Fogo - Rapidash (Parte 1)

Alola, pessoal!

Vocês gostam de mitologia nórdica? Já ouviram falar das Valquírias? Bom, eu sei que vocês gostam de Pokémon. Epa... mas espera aí, que parada louca foi essa que eu fiz de misturar mitologia nórdica e Pokémon?! Vai ter que continuar lendo pra descobrir. ;)

A história foi ficando tão legal, que eu tive que dividir em três partes para vocês terem noção de como ela se desenvolveu! Acho que fica legal começar a terceira temporada com uma história dividida em três partes, não acham? Hehe.

Vamos conhecer a história de Rapidash! Agora é pra valer, começou a terceira temporada das Crônicas de Bolso! Aliás, para ficar ainda mais especial, eu separei uma trilha sonora DEMAIS! Vale a pena ouvir mesmo que você já tenha acabado de ler! Clique AQUI para escutar, sim? ♪ ♫ ♪

Avante, valquíria! Escolhe bem os soldados para a batalha final!

Ah, claro! Parabéns para quem foi acertando ao longo dos últimos meses as dicas que eu fui deixando sobre o Pokémon que iria estrear a terceira temporada! Outra coisa, como eu disse AQUI, teremos a participação das Ultra Beasts em algumas histórias, então, façam suas sugestões! =D

Almas em Fogo: Rapidash (Parte 1)



“Avante, belas valquírias, honrosas servas de Odin! Os cascos trovejantes de vossos corcéis ressoam nos céus! As patas que marcam a terra tingem o alto com a aurora de cores. Brandi vossas lanças em defesa dos mundos!”

   A grande árvore sagrada, Yggdrasil, sustenta a vida nos nove mundos que mantém sob suas raízes e galhos. Desses mundos, Asgard é conhecida como a morada dos deuses, um lugar majestoso e de belezas incompreensíveis até para o mais sábio dos homens, o paraíso triunfal no qual os deuses protegem o equilíbrio em todos os reinos de Yggdrasil e assistem seus habitantes em suas vidas terrenas. Asgard também é o lar dos Einherjars, espíritos dos guerreiros mortos tombados em batalha com honra, que são trazidos para junto dos deuses pelas valquírias.

 
   As valquírias são divindades guerreiras, mulheres belíssimas e poderosas em batalha, cuja missão é servir ao Pai Odin e auxiliá-lo a formar seu exército de Einherjars para a batalha eterna durante o Ragnarök, o fim do mundo. As valquírias decidem o resultado das guerras, reerguem os guerreiros mortos e os levam ao grande salão de Asgard, o Valhalla, onde seus ferimentos são curados e lhes são servidos suntuosos banquetes à noite, após treinarem intensamente durante os dias. Um verdadeiro paraíso para os guerreiros.

Ouvi nosso chamado, filhos honrados de Midgard! Vossas lutas haverão de se perpetuar em glória eterna. Quinhentas e quarenta são as portas de Valhalla, Odin vos espera, valorosos guerreiros! Haverá um dia em que vossas espadas e lanças novamente serão necessárias e choverá fogo nesse dia.”

   O som marcado das grevas de ferro anunciava o retorno. Pétalas brancas escorriam pelo céu brilhante, de puro azul e esplendor. Um pelotão de valquírias marchava de volta para Asgard com os heróis humanos que acabaram de resgatar dos campos de batalha. À frente delas, estava Reginleif, montada em sua égua, cuja crina era feita de labaredas e um chifre poderoso emergia de sua testa tal qual uma lança afiada. Era Rapidash, a primeira de uma cria de cavalos de fogo, uma raça lendária dos descendentes de Gullfaxi, o cavalo dourado conquistado por Thor.
   Gullfaxi era rápido e forte, capaz de correr pelo ar, pela terra e pela água. As filhas de Gullfaxi eram as Ponyta, cavalos de fogo que habitavam a Terra, mas raramente eram visto pelos humanos. A primeira filha de Gullfaxi herdou todas as virtudes de seu pai e foi a única Ponyta forte o bastante para se tornar Rapidash. Essa égua de fogo foi oferecida como presente a Reginleif, a valquíria cujo nome significava herança dos deuses. No entanto, as outras valquírias nunca entenderam o motivo de Odin ter concedido um presente tão valioso apenas para Reginleif.

 
   Reginleif se dirigiu ao estábulo e removeu a armadura de Rapidash, para que pudesse descansar até a próxima missão. Rapidamente, a valquíria se reuniu novamente ao pelotão, já em vias de entrar no grande salão de Asgard com os novos Einherjars.
   Deuses, guerreiros e valquírias brindaram a chegada do pelotão com uma grande festa com vários barris de hidromel que nunca ficavam vazios. Valquírias e Einherjars comemoravam no Valhalla sob as bênçãos de Odin e todos os deuses.
   De dia, batalhas intermináveis; de noite, celebrações inebriantes. Assim era a rotina dos habitantes de Asgard, preparando-se para o último confronto. No entanto, tal batalha não estava tão distante quanto poderiam esperar.
   Numa certa manhã, Reginleif e Rapidash patrulhavam sozinhas as terras da Islândia, onde havia um confronto entre clãs nórdicos em vias de acontecer. Do topo de um pico gelado, coberta pelas neblinas geladas, Reginleif assistia a batalha dos homens, mas algo lhe chamou a atenção, algo pequeno e que desapareceu no céu por um breve instante. Eram dois pontos escuros cruzando as nuvens mais densas em direção ao oeste. Pareciam voar e se esconder ao mesmo tempo. Rapidash começou a relinchar e Reginleif tinha dificuldade para domar a égua arredia. Algo incomodava Rapidash, e a Reginleif também.
   Distanciando-se brevemente do campo de batalha, Rapidash levou a valquíria contra sua vontade em direção aos pontos negros que cruzavam os céus. Cavalgando em direção ao céu, Reginleif balançava sua lança para afastar as nuvens e clarear sua visão e assim conseguiu identificar os pássaros que voavam no horizonte, eram Huginn e Muninn, os corvos de Odin, seus olhos e seus mensageiros.
   Reginleif puxou as rédeas de Rapidash para que a égua não mais seguisse os corvos, já que Odin tinha domínio sobre eles, decidindo voltar para julgar a batalha entre os clãs que observava anteriormente. A égua se rebelou, pulava como um boi bravo, estava arisca como Gullinbursti, o temível javali de ouro. Rapidash se negava a ser controlada e correu atrás dos corvos como se os estivesse caçando, a luta contra os comandos de Reginleif acabou por fazer com que ambas perdessem os corvos de vista.


   Retornando para o campo de batalha, Reginleif ficou em choque. A guerra havia acabado e apenas os corpos sem vida jaziam ali, sutilmente cobertos pelos flocos de neve que começavam a cair. Porém, apenas os corpos estavam ali. Reginleif não chegou a tempo e as almas dos guerreiros, consumidas em suas pelejas mundanas, haviam se perdido no mundo dos espíritos errantes. Grandes guerreiros morreram sem glória e estavam fadados a perambular sem destino pela eternidade. O único destino que poderiam encontrar, talvez, fosse o caminho para Niflheim, o submundo gelado dos mortos, para serem devorados pela besta das profundezas, Nidhöggr.

Tende medo da pestilência encarnada, o dragão bestial que aterroriza os vis e impuros que vivem de forma imunda e morrem bem como viveram. Ao menos, servirão para aplacar o apetite insaciável do dragão que rói a preciosa Yggdrasil, adiando por mais um inverno o fim do mundo.

   Reginleif era uma valquíria valorosa, não era paralisada pelo medo. Era uma guerreira coroada pelos seus méritos, mas sabia que sua falta lhe custaria muito caro. Como esconder seus erros não era de seu feitio, Reginleif cavalgou lentamente com Rapidash em direção à ponte do arco-íris, a ponte de Bifrost, que se elevava do mundo mortal à morada dos deuses.
   Ao retornarem para Valhalla, Reginleif deixou Rapidash à frente dos portões do grande salão, removeu seu elmo alado e entrou com respeito e humildade. Os deuses estavam todos reunidos e o grande Pai Odin, com seu braço estendido, ouvia os relatos de seus corvos, que haviam retornado antes da valquíria. A presença de Reginleif gerou um silêncio dilacerante, a bebedeira e os festejos cessaram. Todos os olhos se voltaram para Reginleif, inclusive o de suas companheiras valquírias.

   — Senhor, meu Pai Odin! Solicito uma audiência convosco e preciso relatar um ocorrido extraordinário. Eu...

   — Deixaste que almas de guerreiros nobres fossem perdidas em batalha para sofrerem sem ter um mundo para habitar, Reginleif! E ainda perseguiste meus olhos como um lobo vulgar persegue um cervo! Basta!



E assim termina a história de hoje...


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   Fala, galera! Então, parece que a história da Rapidash vai deixar um gostinho de "quero mais", não é? A primeira parte é só um "esquenta" (sem trocadilhos com o Tipo Fogo, por favor) para a grande aventura de Reginleif e Rapidash! Várias pontas soltas foram deixadas, né? E aí, quais são os seus palpites? Do jeito que vocês sempre têm boas ideias e pescam as coisas "no ar", certamente vão bolar uma teoria sensacional! ^^

   Por hoje é só, a gente se vê quarta-feira que vem para dar continuidade a essa história. Prometo que vários mistérios serão revelados! Uma ótima semana para todos nós! \o/









Eu vou ficar muito, muuuito feliz se você clicar aqui! Olha:

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