Crônicas de Bolso: Vestígio Noturno - Absol - Pokémon Blast News

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25/02/2017

Crônicas de Bolso: Vestígio Noturno - Absol

Olá, galerinha! 
Hoje nós voltamos com as Crônicas de Bolso! Não teve como eu resistir, né? A estrela de hoje, evidentemente, é o Absol! Muita gente veio pedindo por ele e eu também sou muito fã dele.

É quase uma homenagem aos idos tempos em que eu joguei Pokémon Sapphire Version e encontrei com minha Absol nos arredores de Fortree City. Ela fazia parte do meu time oficial e... ah, deixa para lá!

Então, a gente havia conversado sobre a melhor tradução para Dark-type e eu acabei decidindo por Tipo Noturno, já que é a tradução mais regular e aparentemente oficial. Sendo assim, a subsérie de hoje se chama Vestígio Noturno!

***REPOST EM 25/02/2017 DEVIDO AO CONCURSO DE DESENHO***

Asas sombrias que tentam salvar uma cidade distorcida


É comum associar coisas ruins ao que é desconhecido, ao que parece ser assustador. Por que razão as pessoas sempre associam a escuridão ao que não se conhece, ao invés de buscar a verdadeira luz que o habita?

Vestígio Noturno: Absol


   Viver não é tarefa fácil, tampouco haveria de ser. Muitas são as dificuldades e as aparentes injustiças que ocorrem. Às vezes, o mundo parece completamente errado, perdido nas sombras de uma noite eterna.
   No entanto, tudo tem uma razão de ser e é durante a noite que se reconhece o valor do dia. Há luz nas sombras, uma luz que indica o caminho para os que estão perdidos na imensidão sombria. Há que se ter vestígios de luz na calada da noite.
   Havia uma abastada cidade nas cercanias dos Alpes suíços que prezava muito pelas suas tradições e riquezas materiais, fruto da exploração de uma montanha rica em minerais naquela região. Porém, o brilho dos minérios valiosos por vezes ofuscava o que era mais importante.
   As pessoas costumam olhar e enxergar aquilo que elas veem em si, como reflexo e negação do que elas mesmas são. Talvez seja por isso que a vida de uma determinada moça naquela cidade fosse tão difícil.
   Era tida como estranha, bizarra, destoante. Só sabia vestir-se de preto, tinha bijuterias esquisitas e usava um capuz para encobrir a face. Era pouco comunicativa, mas sempre atraía a atenção dos outros, principalmente dos dedos de acusação. Não é bom ser diferente em um oceano de mesmice. Mesmo que todos digam querer se destacar, querem, na verdade, ser iguais.
   E se a crueldade alheia era desferida aos irmãos humanos, certamente seria às criaturas tidas como inferiores. E este era o caso de Absol.


   Regiões montanhosas costumavam ser o lar dos famigerados anunciantes dos desastres. A população não questionava as razões por trás da má fama dos Absol, apesar de eles serem os verdadeiros donos da terra. Diz-se que que toda vez que um Absol é visto, uma terrível catástrofe cai sobre quem o vê, como que se a criatura proferisse uma espécie de mau agouro simplesmente por ver um humano.
   Muitos Absol eram caçados e afugentados com repelentes fortes, específicos para sua espécie. Infelizmente, algumas catástrofes realmente aconteciam quando um Absol era visto nos arredores da cidade, o que corroborou sua já não tão boa fama.
   Apesar de não tê-lo avistado, um desastre estava para acontecer com a moça deslocada. Era quase noite quando alunos do colégio dela armaram um bote para a jovem. O plano era simples e cruel, amarrá-la e jogá-la do primeiro nível de uma montanha, apenas para vê-la rolar pelas pedras.
   Infelizmente, o plano foi bem executado. Aos prantos, a garota foi amarrada e carregada por três garotos, enquanto os outros riam aos montes. O que não podiam esperar era que tanta algazarra atrapalhasse o descanso de um Absol que ali vivia.


   Vendo o desespero da jovem e sentindo a irritação de ter seu território invadido, Absol atacou todos os estudantes e os afugentou um a um. Quando se deu conta, estava rodeando a garota amarrada ao chão, decidindo o que fazer com ela.
   Apesar de ser alvo de críticas, Absol tinha um forte senso de justiça e usou seu chifre sombrio para rasgar as cordas que a amarravam, libertando-a.
   Curiosamente, a menina não fugiu com medo, sentia-se à vontade. Era uma excluída e incompreendida, assim como o ser noturno. Absol ignorou as ações da garota e voltou à caverna onde descansava.
   A menina esperou um pouco e decidiu se aventurar pela caverna, não queria correr o risco de encontrar seus algozes de outrora. A caverna, na verdade, era um túnel de mineração antigo e já desativado pelas condições sensíveis do terreno.
   Ela andou um pouco até avistar Absol, parado. A criatura virou-se para trás e rosnou para a menina, que se ajoelhou, oferecendo-se como vítima. Absol estava agitado, parecia pressentir algo, mas sua raiva não vinha dela.
   Absol quebrou algumas placas de madeira que lacravam um caminho do túnel abandonado e seguiu por ele. A garota instintivamente se levantou e foi atrás. Quanto mais longe e mais fundo na caverna estivesse, mais se sentiria protegida da vida lá fora.
   Um som de explosão foi ouvido e uma fina poeira começava a escorrer pelo teto do túnel. Os barulhos foram ficando cada vez mais frequentes e o chão começava a tremer. Pedaços de rocha se desprendiam das paredes do túnel e as lanternas, que estavam presas ao teto e apagadas há anos, chacoalhavam.


   Absol gritou e sua voz ecoou por todos os caminhos dentro daquela montanha. A garota tampou os ouvidos pelo barulho e apenas sentiu seu corpo ser jogado violentamente no sentido de retorno à entrada do túnel. Com seu chifre, Absol suspendeu a menina pelo capuz e a jogou sobre seu próprio corpo em alta velocidade, buscando se salvar do soterramento.
   Um barulho ensurdecedor foi ouvido outra vez e o teto começou a ceder consideravelmente à frente de Absol, que se viu obrigado a desobstruir as rochas à frente com uma rajada de energia sombria que liberou pela boca. Novos estrondos foram ouvidos em sequência e uma pedra solta atingiu a pata traseira dele.
   Mesmo ferido, Absol encontrou a luz brilhante da Lua Cheia ao fim do túnel e conseguiu escapar por pouco, antes que a caverna inteira cedesse e as pedras rolassem pelo lado de fora.



   Embora muito sujos e cansados, os dois estavam aparentemente bem, até que algo os surpreendeu...
   Os algozes da menina haviam retornado e a população parecia ter se reunido para averiguar a origem do barulho. Não podia ser uma situação pior para eles, era uma visão coletiva de um mensageiro dos desastres, ainda com uma vítima humana sobre ele. Para o povo, Absol faria com que a montanha inteira os soterrasse e comeria a estranha menina viva.

— Esperem, por favor! Não foi culpa dele. Absol salvou-me. Ele não criou esta tragédia, ele a previu para poder ter tempo de evitá-la e...

   Dizem que a maldade está nos olhos de quem a vê e não poderia ser diferente. Ensurdecidos para qualquer voz da razão que a menina tentasse impor, alguns caçadores avançaram em direção aos dois para punir Absol, o melhor bode expiatório existente.


   Pressentindo o perigo, Absol começou a sofrer uma mutação em seu corpo e um resplendor violeta o encobriu. À medida que usava sua técnica de proteção, sentia seu corpo tornar-se mais ágil e poderoso. Seu grito tornava-se mais grave e intimidador, bem como seu chifre, que aumentava de tamanho. De seu corpo, surgiram asas brancas que envolviam criatura e menina.
   Absol megaevoluía por dentro e por fora. De suas sombras, fez luz. Seu poder era necessário para alertar os inocentes das intempéries da vida, mesmo que o culpassem por seguir sua própria natureza de auxílio aos que não possuem a percepção aguçada.
   Não haveria outra saída para ambos senão a fuga. Absol sabia o que era certo e não deixava que as atitudes alheias o desviassem de seu caminho. Naquele momento, o mais certo a fazer era fugir. Fugir até que um dia os humanos fossem capazes de compreender o seu poder.
   Não havia rancor em seu coração e, por isso, tornou-se um anjo. A garota agarrou o corpo de Absol e ambos voaram pelo céu negro, sendo guiados pelas estrelas até pousarem em uma densa floresta onde estariam seguros.
   Absol ainda tinha fé na humanidade, pois a garota era estranha. Esquisita por não ver maldade, bizarra por não se deixar levar pela raiva. Seu capuz era um escudo, porque precisava esconder sua luz interior, o brilho que os outros também não estavam preparados para compreender.
   Dizem que quando alguém para de se identificar com as coisas do mundo é porque está transcendendo, evoluindo, megaevoluindo. Assim, Absol e a moça se aventuraram pela floresta, talvez viajando para outra cidade, onde poderiam se sentir melhor, mas o caminho certo só as estrelas saberiam dizer.



E assim termina a história de hoje...


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   E aí, pessoal, o que acharam da história? Espero que vocês tenham gostado, foi muito bom trazer o Absol aqui. =)


   Aliás, quero desejar feliz aniversário, mesmo que adiantado, para nossa querida amiga e leitora, que está sempre conosco nos comentários, Little_tiger! De certa forma, a escolha do Pokémon de hoje é um presente para ela. [Nota de edição 25/02/2017: na época, era aniversário dela, uma das leitoras fiéis das Crônicas. Aliás, se você está fazendo aniversário, você pode sugerir um Pokémon de presente!] Aliás, Absol é um presente para todo mundo, não é? Hehe. Tudo de bom, Little_tiger! Fiquem bem e uma ótima semana para todos vocês! ^^



Créditos de imagem:
Mega Absol sombrio
Prevendo o desastre
Concurso de Desenho [Izabela]
Mega Absol
Luz Absoluta




Eu vou ficar muito, muuuito feliz se você clicar aqui! Olha:

 Crônicas de Bolso    Cápsula do Tempo


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