Crônicas de Bolso: Sangue de Dragão - Dragonite - Pokémon Blast News

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19/02/2017

Crônicas de Bolso: Sangue de Dragão - Dragonite

Olá, galerinha!

Como hoje é quarta-feira, temos mais uma sessão de Crônicas de Bolso! Preparem a pipoca, o guaraná e o chocolate porque hoje é dia de fortes emoções! Se até hoje vocês nunca leram uma das Crônicas, recomendo fortemente que façam dessa a sua primeira! =)

Bom, eu dedico esta postagem de hoje, dia 8, a todos vocês! Neste dia de aniversário das Crônicas na PBN, estamos completando três meses! Vamos cantar parabéns, galera! Ah, sim, caso queiram ler as histórias das semanas anteriores, basta clicar AQUI para abrir o Índice! ^^

Então, acho que já deu para vocês se recobrarem do susto de semana passada, mas hoje, como eu disse, é dia de fortes emoções! Teremos a estreia da tão pedida subsérie Sangue de Dragão! Sim, eu leio os comentários de vocês nas redes sociais! Acho que a hashtag #CrônicasDragão de alguém surtiu efeito, né? Hehe.

   Já que estamos falando em dragões, nada melhor do que trazer um que é dragão até no nome, certo? Com vocês, Dragonite! Estejam preparados, que lá vem história! ^^

***REPOST EM 19/02/2017 DEVIDO AO CONCURSO DE DESENHO***



   Quem é capaz de dizer o que se passa realmente no coração dos outros? A mente é como a água do mar, os pensamentos vêm e vão como as ondas e, quando mar e mente se agitam, nenhuma informação clara consegue ser vislumbrada, tudo trepida e fica confuso. É preciso ter clareza para observar as situações e compreendê-las.


Sangue de Dragão: Dragonite


   Como é possível dizer que uma moeda é uma moeda se apenas olharmos uma de suas faces? Às vezes, determinados julgamentos são tomados antes mesmo de se conhecer as evidências. Por isso, só é capaz de compreender as verdadeiras intenções de alguém quem possui bondade no coração e está disposto a conhecer o outro.
   É preciso tolerância para que os conflitos sejam resolvidos e essa é uma das qualidades de quem possui a verdadeira e quase lendária nobreza. É fácil tornar a calmaria em uma tempestade, mas ser capaz de transformar a tempestade em calmaria é o que define a verdadeira força, seja a de um humano ou a de um dragão.
   No nordeste brasileiro, havia um belo arquipélago conhecido pelas suas riquezas em fauna e flora. Muitos o consideravam um verdadeiro paraíso, com paisagens belíssimas e um clima paradisíaco. A vida era mais viva, as plantas eram mais verdes e até a água do mar parecia brilhar e tal brilho dançava à medida que as ondas do oceano iam e vinham.
   Por suas maravilhas naturais, muitos biólogos e outros pesquisadores se mudavam para lá a fim de proteger as bênçãos locais e preservar a vida nas ilhas.



   Dentre as pessoas que decidiram viver na ilha, havia um casal de oceanógrafos, cujo filho havia praticamente nascido no próprio arquipélago, sendo criado desde seus primeiros anos ali.
   Em meio a tantas belezas naturais e a felicidade de seus pais em suas carreiras, não foi difícil para o garoto decidir seguir passos semelhantes aos deles ao se tornar adulto.
   No entanto, havia algo mais que lhe era profundamente significativo para a escolha de sua profissão. Durante um passeio de férias pelo mar há muitos anos, o menino estava pescando em alto-mar enquanto seus pais dormiam após o almoço.
   Foi naquele momento que o garoto testemunhou algo estranho na água. Tinha um aspecto brilhoso e translúcido, parecia se mexer em direção à isca. Aquilo tudo foi tão rápido que o menino não foi capaz de puxar a linha a tempo, perdendo a pescaria.
   O vulto brilhante foi se afastando até que revelou parte de si já no horizonte. Seu corpo era azulado e branco, pequeno, mas longilíneo. Era uma rara aparição do mítico Dratini, que parecia perdido e sem saber para onde ir. Dizia-se que estes dragões do mar há muito estavam extintos, portanto ninguém acreditou quando o menino contou o que havia acontecido.



   Com este sentimento de insatisfação, o jovem cresceu querendo provar ao mundo que não estava inventando coisas, queria que acreditassem no valor de sua palavra. Tornou-se biólogo marinho para salvar sua própria verdade e possivelmente as colônias de Dratini que ainda existissem no arquipélago.
   Os anos trataram de passar, mas a vontade do rapaz de encontrar novamente aquele Dratini continuava incólume. Até mesmo os grandes rochedos mudavam com as batidas das ondas do mar, mas nada o abalava em seu propósito. Muitas foram suas tentativas frustradas de viajar de lancha ou mergulhar em cada canto do arquipélago para cumprir sua missão autoimposta.

   Apesar de todas as suas tentativas, o jovem biólogo apenas encontrava frustração. Ele era capaz de catalogar as diferentes espécies de tartarugas, algumas até com ascendência pré-histórica, mas não era capaz de encontrar seu dragão marinho. As pessoas que viviam ao seu lado preocupavam-se com sua condição, estava sempre trabalhando e parecia acreditar piamente em um mito.
   Certa vez, um grupo de climatologistas do arquipélago identificou uma estranha formação ocorrendo no oceano. Tempestades sobre o mar eram raras naquelas condições, ainda mais durante aquela estação do ano.
   Sem pensar duas vezes, o biólogo percebeu que poderia se tratar de uma manifestação de Dratini e partiu de madrugada rumo ao mar. Para ele, qualquer coisa fora do comum era sinônimo de Dratini.


   Protegido apenas por uma capa de chuva, o aficionado vasculhou pelas águas bravias de um oceano revolto em busca de sua ambição desmedida, mesmo que isso lhe fosse arriscado.
   A chuva era forte e a tormenta se mostrava indomável. O rapaz teve medo de prosseguir, mas algo dentro de si o obrigava a acelerar com a lancha, que já mal respondia aos comandos de pilotagem. Olhando para todos os lados, o biólogo começou a gritar por Dratini, quando viu algo que lhe remeteu à infância.
   Ele testemunhou novamente um brilho nas águas, mas o vulto era mais escuro e maior. Os movimentos eram ágeis e vorazes, parecia uma grande serpente que nadava em alta velocidade e fazia ondas se chocarem com o barco.



   O sentimento não era o esperado. A alegria pura de um encontro com uma lenda não era o tom daquele momento. Não havia felicidade em seu coração, apenas uma obrigação moral e destruidora que o forçava a provar que ele sempre esteve certo.
   Do outro lado, também não havia tranquilidade na presença do suposto Dratini, havia fúria e descontrole de algo maior do que o pequeno dragão. A criatura gritava e agitava o mar com sua longa cauda. A única luz parecia vir de um brilho azulado próximo à sua cabeça.
   Em um raro momento de descuido, a potência dos mares revelou sua identidade enquanto emergia. Era um Dragonair. Se Dratini eram raros, não havia o que se dizer da possibilidade de um deles atingir certa idade e se transformar em Dragonair.


   O biólogo tentou registrar com seu celular os movimentos da criatura, mas ela era voraz e rápida demais para seus reflexos e foi justamente a vontade de ter uma prova cabal da existência do dragão que o irritou ainda mais. A luz da lanterna de seu telefone perturbou Dragonair, que já não estava feliz.
   O dragão gritava de raiva e raios rasgavam o céu, sua ira era evidente e todo aquele caos vitimou o jovem biólogo. Com sua cauda, Dragonair destruiu parte do leme e do teto da cabine da lancha. O biólogo se deu conta do perigo que corria e entrou em pânico, gritando e correndo até a parte de trás da embarcação.
   Dragonair girou seu corpo no fundo do mar e subiu à superfície formando um ciclone, tamanha a sua selvageria. Não restou nada da lancha e tudo estava destruído, quebrado, espalhado pelas águas bravias.



   O biólogo tentou se apoiar em qualquer coisa que estivesse boiando, mas acabou engolindo muita água, perdendo a consciência.
   Pressentindo a catástrofe, eis que um Dragonite surge dos céus. O simples bater de suas asas já era capaz de dissipar o ciclone de Dragonair. Seu rugido era pacífico, mas ainda assim era mais grave e potente do que toda a raiva amargada no coração de Dragonair.
   Dizem que quando uma pessoa está em perigo no mar, surge um auxílio divino que resgata estas pessoas e as leva até a praia. Dragonite possuía um coração bondoso e compassivo, dava a volta ao mundo apenas para resgatar uma vítima de tempestade marinha. Dragonite mergulhou e salvou o biólogo, que começou a tossir e colocar para fora a água que havia engolido.


   Dragonair, observando seu semelhante, começou a questioná-lo.

— Por anos fiquei perdido e sozinho! Jamais vieste me buscar, como te atreves a resgatar um humano ambicioso e impuro na minha frente? Desde os meus primeiros anos de vida, estou a vagar pelos mares sem saber para onde ir!



   Dragonite olhou para seu irmão e percebeu toda a amargura de Dragonair. Existe uma lenda muito antiga e que foi contada apenas uma única vez, ela dizia que havia uma ilha onde os Dragonite vivem e apenas eles sabem o segredo para chegar lá. Ninguém consegue encontrá-la e, uma vez fora dela, é impossível alguém saber como voltar.
   Sabendo disso, o biólogo conseguiu se lembrar do pequeno Dratini de olhar perdido que havia encontrado. Dragonair possuía os mesmos olhos, apenas mais amargurados. Vendo todo o peso no coração de Dragonair, Dragonite bateu suas asas e acalmou céus e mares, revelando ao fundo uma ilha, já a perder de vista.



— Eu sempre estive à tua procura, mas tu estavas escondido de tudo, até de mim. Eu quis alcançar-te, mas tua raiva impedia-me de te ver. Uma fogueira só mantém o fogo se todos os galhos estão juntos. Quando um deles sai, perde o fogo, perde a luz e não se permite mais encontrar. Ainda assim, peço perdão a ti, Dragonair.

   Naquela hora, Dragonair não soube como reagir e simplesmente fugiu de volta para a ilha. Dragonite acompanhou seu irmão de volta à ilha esquecida, a vigésima segunda ilha do arquipélago de Noronha. O biólogo foi a única pessoa de quem se tem notícia a ver a ilha dos Dragonite e registrou tudo em sua mente. Quando Dragonair voltou para a ilha, o biólogo foi levado de volta para casa com a ajuda de Dragonite, que desapareceu logo em seguida.
   Novamente, o biólogo com alma de aventureiro havia sido testemunha de uma aparição mítica, mas nada podia fazer, pois não foi capaz de obter provas de sua ida à ilha dos Dragonite. Assim, restava-lhe decidir se seria grato pela sorte que teve de poder ver o que humanos não podem ver, guardando tudo para si e seguindo em frente, ou se tentaria convencer as pessoas de que sempre esteve certo. Dessa vez, felizmente, o homem escolheu a primeira opção.
 

E assim termina a história de hoje...


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   E aí, gostaram? É a primeira vez que eu coloco o Brasil como cenário nas Crônicas, espero que tenha sido especial o suficiente! Aliás, partiu viajar para Fernando de Noronha e capturar Dragonite! xD

   Espero que vocês tenham gostado desta história, ainda mais com esse cenário lindo. Claro, também espero que vocês tenham gostado da escolha do Pokémon para representar o nosso Brasil!

   Então, é isso aí, pessoal! Eu vou ficar de olho nos comentários e espero poder conversar com vocês! Uma ótima semana para todos vocês e até a próxima quarta-feira! ^^



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