Crônicas de Bolso: Indomável Voador - Unfezant - Pokémon Blast News

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25/02/2015

Crônicas de Bolso: Indomável Voador - Unfezant




   Olá, galerinha!


   Estamos de volta com as Crônicas de Bolso! Bem, eu havia perguntado na semana passada qual é a melhor tradução para o Dark-Type e os votos para Tipo Noturno e Tipo Sombrio... meio que empataram, com uma ligeira vantagem para a primeira opção. Bem, vou tentar mesclar ambas ou decidir uma alternativa mais para frente, quando for a hora desta subsérie. Muito obrigado a todos que votaram nessa enquete! =)

   Bem, o Pokémon de hoje ABSOLutamente não é o Absol. Tá, essa piada foi horrível, mas eu não disse que o Dark-Type estrearia hoje, né? =P

   Na verdade, o Pokémon de hoje foi um request de algumas semanas atrás e eu tive condições de inseri-lo nesta semana. Então, apresento a vocês a subsérie Indomável Voador, com a participação de Unfezant!

Senta que lá vem história, galera!


      Às vezes, a melhor coisa que podemos fazer é aceitar a vida como ela é e sermos gratos pelo que nós temos. Muitas vezes é a felicidade pelo que se tem que traz a felicidade pelo que não se tem. Espere menos e conquiste mais!


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Indomável Voador: Unfezant


   Algumas vezes, nos pegamos pensando no que seria de nossas vidas caso elas fossem diferentes. Muitos esperam que algo milagroso caia dos céus ou julgam que tudo esteja perdido e inúmeros são os que sonham com uma vida melhor e mais justa.
   Talvez a felicidade esteja em não se esperar tanto da vida e se contentar com as coisas mais simples que ela lhe oferta, mas isso não é tarefa fácil, principalmente quando nos sentimos bons e merecedores de tais dádivas.
   Em uma verdadeira megalópole chinesa, milhões de pessoas circulavam pelas ruas em seus trânsitos diários e as cidades daquela região não paravam de crescer, assim como seus prédios.
   No entanto, havia uma personagem ímpar naquele cenário e que destoava do plano de fundo corriqueiro. Ela era conhecida como mensageira do amor ou, para os menos românticos, Unfezant-correio.
   A história dela é controversa até mesmo para a população que a via diariamente. Enquanto ainda era uma simples pombinha, foi treinada por um adestrador de aves para trabalhar em um posto de correios como entregadora. Era sabido que as Unfezant fêmeas eram mais hábeis ao voar do que os machos e tal qualidade já se manifestava na tímida Pidove, era a melhor entregadora de correspondências.


   No entanto, os dias de glória da avezinha foram eternos enquanto duraram. Por razões adversas e um tanto imprecisas, o posto de correios veio à falência e precisou fechar as portas e a pequena Pidove não mais bateria suas asas para entregar as palavras que uniam as pessoas distantes.
   Incapaz de dar um destino apropriado para todos os pombos, o adestrador se viu obrigado a abandoná-los às margens de uma calçada na cidade, esperando que alguma pessoa viesse a se compadecer da situação.
   Infeliz foi a ideia e o destino de Pidove, que era apenas mais uma em meio à multidão. Pouco a pouco, cada ave de entrega começava a bicar a sua própria caixa de papelão e terminava por fugir para algum lugar.
   Apesar de rápida, Pidove não possuía um grande bico, mas era bastante sortuda a ponto de ter ficado em uma caixa que não estava completamente fechada. Por fim, ela fez o que de melhor fazia: bateu asas e voou aos céus.



   Dizem que só se pode voar quando se tem a alma leve e talvez tenha sido por isso que ela não alçou um voo tão longínquo. Estava cansada e o Sol brilhava em todo seu esplendor, obrigando-a a pousar na beira de um rio, fazendo da natureza sua casa.
   O tempo passou e a paz daquele lugar de águas calmas se encarregou de fazer crescer a avezinha e torná-la Tranquill. O afastamento da cidade e o abandono ocorrido nunca foram devidamente superados por ela, que passava a observar as luzes citadinas durante a noite.
   Apesar de tranquila, a juventude da ave foi vazia e solitária. As árvores ao redor do rio eram seu refúgio, mas ela sabia que não pertencia àquele lugar.
   Tranquill sonhava em entregar cartas de amor novamente, sonhava em viver um amor, como aquele das correspondências que entregava antigamente. O que ela mais queria era voltar à sua infância, pois sabia que era boa no que fazia. Mas, infelizmente, o tempo não anda para trás...
   Conforme Tranquill crescia, também aumentava seu desejo de voltar à infância, cada vez mais distante dela. Da mesma forma, suas plumagens se escureciam para transformá-la em uma Unfezant adulta e seu coração também enegrecia.



   Um dia, Unfezant viu um jovem casal em um encontro às margens do rio e percebeu que o rapaz parecia ter esquecido o presente de sua amada. Rapidamente, a ave colheu algumas margaridas e as entregou ao rapaz, aproximando-se lentamente dele.
   De início, foi grande o susto. Não era mais uma pequena e doce pombinha, seu corpo grande e ágil podia facilmente deixar alguém temeroso ao se aproximar bruscamente. Sem saber o que fazer, Unfezant simplesmente deixou as flores ao chão e fugiu, escondendo-se entre as folhagens de uma árvore.
   O rapaz permaneceu perplexo por mais alguns instantes, mas acabou pegando as flores e as entregou para sua amada, surpreendendo-a com um pedido de noivado. A moça prontamente aceitou. Depois de muitos anos, era a primeira vez que Unfezant tornava a sentir seu coração bater, sentia-se viva novamente.
   Aquele encontro no rio fez acender uma luz dentro de Unfezant, ela havia reencontrado sua essência e, sentindo-se revigorada, não tardou a voltar para a cidade, rumo ao novo e desconhecido.
   A ave sobrevoou vários bairros, tentando encontrar um lugar para ficar. O retorno à vida urbana era complexo, lhe fazia bem e mal ao mesmo tempo. Unfezant se viu sozinha de novo e estava novamente escolhendo um lugar para viver só, sem raízes.
   Foi quando Unfezant viu uma região verdejante e perfumada no meio do centro urbano, era uma bela praça. Havia lindas flores de todas as cores e cheiros, um chafariz e várias árvores. Era como se ela tivesse encontrado a velha tranquilidade do rio no meio da cidade.



   Sem pestanejar, Unfezant buscou uma árvore vazia e passou a habitá-la, assistindo os casais passearem pela praça todos os dias. Em segredo, ela se questionava quando seria a sua vez, mas a felicidade alheia reconfortava seu coração e anestesiava suas dores.
   Apesar dos vários enamorados que se encontravam pela praça, havia uma pessoa que também era diferente. Um senhor de idade que ia à praça para alimentar os pombos, ler jornal e olhar o céu. Por algum motivo, ele intrigava Unfezant, que lhe prestava cada vez mais atenção conforme os dias passavam.
   Decidida a conhecê-lo melhor, a ave lhe entregou três azaleias como presente e surpreendeu-se ao ver que o homem de idade não recuou e tampouco ficou temeroso com a aproximação dela. Ele simplesmente estava ali, parado, como parte da paisagem da praça.
   Unfezant permaneceu estática por alguns instantes, completamente fascinada pela naturalidade do senhor. Ainda temerosa, a entregadora decidiu subir em cima do banco e assentar-se ao lado do idoso, que começou a falar:

— Eu e minha esposa costumávamos vir aqui juntos, mas agora eu venho sozinho. Quando olho para o céu, vejo o rosto dela. Eu tive que reaprender a ser feliz, passei a aproveitar melhor os pequenos momentos da vida.

   As palavras do senhor tocaram profundamente o coração de Unfezant, era como se ela pudesse ver as coisas de uma forma diferente pela primeira vez.
   O senhor não esperava ninguém e nem nada naquela praça, ele simplesmente estava ali porque aquilo lhe fazia bem. Daquele dia em diante, Unfezant sentou-se todas as tardes com o senhor naquele mesmo banco e aprendeu valiosas lições. Ela parou de esperar que as coisas acontecessem e começou a se sentir grata e feliz pelo que já tinha e pelo que era. Afinal, quando se para de esperar pelas coisas, elas chegam, assim como a felicidade.
 



E assim termina a história de hoje...


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   E aí, pessoal, o que acharam da história? Deu o que pensar, né? Quem quiser compartilhar suas reflexões nos comentários, eu ficarei feliz em ler e responder. =)


   Ah, o horário da publicação de hoje tem muito a ver com a própria história da crônica. Eu fiquei esperando para publicar um pouquinho fora do horário habitual. Esperando... sacaram? Hehe. Ótima semana para vocês e até a próxima! ^^



Créditos de imagem:
Cadê o Fletchling?
Pidove-correio
Pidove na caixa
Tranquila Tranquill
Voa além, Unfezant!
O amor de Unfezant




Eu vou ficar muito, muuuito feliz se você clicar aqui! Olha:

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