Crônicas de Bolso: Espírito de Lutador - Lucario - Pokémon Blast News

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27/02/2017

Crônicas de Bolso: Espírito de Lutador - Lucario

Olá, galerinha! 
Todos na paz? E aí, como foi o feriado de vocês? Só sei que para os nossos amigos cariocas, o feriado ainda não acabou! Pois é, a vida é boa! xD

Aliás, nada melhor que ler as Crônicas de Bolso numa quarta-feira ainda em ritmo de feriado, certo? Pelo menos, aqui está fazendo um frio ótimo. Não sei de quem é o Politoed, mas obrigado pela chuva também! =)

Estamos em ritmo de final de campeonato, não é? Contando com a subsérie Espírito de Lutador, que estreia hoje, são apenas três os Tipos restantes! Falando nisso, eu acabei deixando uma dica muito certeira sobre o Pokémon de hoje e todo mundo acertou! Por incrível que pareça, não foi dessa vez que o meu Confuse Ray funcionou, ninguém se confundiu com as dicas. xD

Como todos já sabem, a estrela de hoje é o Lucario! Se vocês gostam de aventura e muita ação, então a crônica de hoje foi feita especialmente para vocês! Agora, senta que lá vem história! =)
    Muito se fala sobre ser um guerreiro, mas pouco se entende sobre as suas virtudes. Não digo quem está mais próximo delas, mas afirmo que aqueles que usam da força bruta e se colocam acima dos outros, estes sim, estão totalmente distantes de compreender a aura do verdadeiro poder. Qual vitória é mais valorosa senão aquela em que se vence a si mesmo e a seus defeitos?

***REPOST EM 27/02/2017 DEVIDO AO CONCURSO DE DESENHO***

Seja bem-vindo ao mês de abril, Lucario!

Espírito de Lutador: Lucario


   Todos carregam dentro de si a força que precisam para superar as atribulações da vida. Dizem que o cobertor é dado conforme o frio e isto é verdade, por mais que não pareça em alguns momentos. Manter um espírito forte e inabalável é essencial.
   Muitos tentam usar do poder para oprimir os outros, mas se esquecem de que o poder de alguém foi feito para oprimir apenas os seus próprios defeitos e limitações. A verdadeira batalha não é com o que há ao lado, mas com o que está dentro. A vitória na guerra contra si mesmo faz brilhar a aura da paz.
   Há muito tempo atrás, durante a era dos faraós no Antigo Egito, havia um rei que, com seu poder pessoal e capacidade de liderança, unificou seu povo e o tornou forte. Seus súditos trabalhavam e confiavam em seu direcionamento divino.
   No entanto, suas habilidades e glórias também despertavam a cobiça de líderes de outros povos vizinhos, que ansiavam pelos tesouros e conhecimentos do faraó. Muitas foram as tentativas fracassadas de seus inimigos, sempre cheios de si e vazios de saber, mas o faraó sempre conseguia se safar e apenas preparava seu exército para a guerra quando fosse estritamente necessário.


   Ao lado do faraó, havia um poderoso guerreiro de aura elevada, general e sacerdote, Lucario. O misterioso chacal com corpo metálico e de cor azul cerúleo era tenaz e versado nas artes da batalha. Lucario lutava ao lado dos guerreiros humanos nas batalhas e era a arma secreta de todo um reinado.
   O chacal havia sido encontrado pelo faraó durante sua infância. Ainda era um Riolu, estava abandonado e vivia rodeando um determinado templo com o qual se identificava, buscando a comida que alguns devotos caridosamente lhe ofertavam.
   Certo dia, um jovem decidiu adotar aquela estranha criatura, pois sentia um vínculo especial que o unia a ela. Talvez esta tenha sido a mais sensata decisão que ele poderia tomar, antes mesmo de se tornar faraó. Riolu crescia e, à medida que encontrava a felicidade ao lado de seu amigo, evoluía para Lucario.
   De seu amadurecimento, veio o poder de controlar sua energia interna e canalizá-la através de esferas de energia pura, passando a lidar diretamente com sua aura e a dos seres humanos.


   Depois que o rapaz adquiriu o status de divindade como faraó e rei de seu povo, Lucario ganhou destaque no campo de batalha em nome dele e também utilizava sua aura para acalmar e equilibrar o espírito das pessoas que o procuravam. Lucario lia a aura dos humanos e conversava com seus espíritos para ajudá-los, assim como utilizava sua própria aura para energizar as pessoas ou dizimar exércitos.
   No entanto, houve um dia em que Lucario não foi capaz de perceber a tempo as intenções de um velho inimigo de seu povo. Lucario e o faraó foram convidados para um suntuoso banquete que servia de pretexto para um acordo de paz entre seus povos.



   O faraó sempre era o primeiro a propor um acordo de paz e, sabendo disso, seu velho inimigo preparou o banquete e mandou envenenar a bebida do faraó e de Lucario. O resultado não podia ser diferente. O faraó agonizou ali mesmo e acabou morrendo, deixando sua taça cair e despejar o veneno mortal pelo chão. Lucario não havia sido afetado pelo veneno, pois seu corpo era imune a intoxicações.
   Vendo seu rei e fiel amigo partir, Lucario entrou em um estado de fúria, culpando-se pelo ocorrido, e descarregou todo o peso de sua ira sobre os que ali estavam. Lucario destruiu o palácio do rei indigno e acabou com todos os soldados que ali estavam. As colunas começavam a ruir, as paredes eram rasgadas como papiro. Lucario não deixou nada de pé, exceto pelo líder inimigo, que conseguiu fugir enquanto Lucario pegava o corpo do faraó para mumificá-lo em suas terras.


   Com a perda de seu líder, o povo também havia perdido um pouco de seu brilho. Toda a responsabilidade foi passada para a rainha viúva. Felizmente, ela era uma mulher forte e capaz, gerenciava as crises melhor do que seu falecido esposo. A rainha era inteligente e exímia estrategista para administrar a economia do seu povo, mas lhe faltava o tino para a guerra que seu marido possuía. Justamente a guerra que o algoz do faraó planejou após fugir do desabamento daquele palácio.
   Os meses foram passando, mas o luto de Lucario permanecia o mesmo. Ele simplesmente não se perdoava por algo que nem sabia se poderia realmente mudar. Poucas foram as vezes em que tentou se conectar à sua aura novamente, o chacal havia se bloqueado inconscientemente.
   Sob pressão, a rainha não conseguia encontrar uma opção além de preparar seu exército para a guerra. Nenhum acordo era firmado, pois as motivações do outro lado eram mesquinhas, puro revanchismo com sede de sangue. A cada dia, o exército inimigo se aproximava mais das terras do faraó, já atacavam as cidades pequenas nos arredores, e o povo ficava mais preocupado em se proteger dos invasores.


   Sem saber o que fazer, a rainha procurou Lucario no templo e o implorou que lutasse mais uma vez ao lado do exército de seu povo para honrar a memória do faraó. Lucario sentia-se inapto para se conectar à aura, tampouco para liderar um exército, ainda mais em desvantagem numérica. Então, a rainha foi obrigada a exigir que Lucario fosse até a Esfinge e voltasse com uma solução no dia seguinte.
   Sabendo que não poderia desacatar uma ordem da rainha, Lucario se preparou para visitar a Esfinge e descobrir se era capaz de decifrar sua própria existência. O chacal acessou uma área secreta em sua base e começou a sentir um transe sutil. Era como se sua aura o chamasse de longe.
   Em um breve momento de desatenção, Lucario acabou tropeçando em uma pedra calcária e só não caiu porque se apoiou na parede da Esfinge, justamente em um bloco que ativou a abertura de uma passagem secreta, escondida pelas areias do Tempo.

 
   A passagem era um túnel escuro e sinistro que parecia levar a uma câmara ligada ao subsolo da Grande Pirâmide de alguma forma. Lucario concentrou sua energia em suas mãos novamente e conseguiu fazer brilhar sua aura azul, usando-a para iluminar o caminho.
   A cada passo, o poder da aura do chacal ficava mais latente,  era como se Lucario estivesse partindo em uma jornada dentro de si mesmo. Sua aura manifestava-se com pulsações de ar ao redor de seu corpo e até sua pelagem ficava estática. Tal força interior lhe garantiu a capacidade de ler o ambiente à sua volta, identificando todas as armadilhas criadas para manter os intrusos do lado de fora.


   Lucario corria com leveza sobre os blocos falsos que levavam a um precipício com espinhos e desviava de foices que caíam de finas aberturas no teto, quase imperceptíveis. O chacal bloqueava as flechas que eram atiradas das paredes com sua aura. Nem quando as paredes ousaram esmagá-lo, ele desistiu. Lucario se manteve firme em seu caminho pelo corredor até alcançar a câmara proibida, que guardava as riquezas dos faraós daquela dinastia e os próprios.
   Lucario olhou ao redor e teve noção da dimensão daquele lugar, com inúmeros sarcófagos e joias. Quando se aproximou do altar central, o chacal sentiu uma presença forte e familiar ao seu lado, que lhe pôs a mão sobre o ombro.

— Se eu tivesse algo do que te perdoar, eu te perdoaria.

   Incrédulo, Lucario se virou e viu o espírito do faraó, seu amigo de toda uma vida, diante de si. O chacal não sabia o que fazer e deixou que suas lágrimas falassem por ele.



   O faraó se apressou e chamou Lucario até o altar, pedindo-o que abrisse o fundo falso que guardava duas raríssimas pedras preciosas. O espírito do rei pôs sua mão etérea sobre uma das joias e Lucario pegou a outra joia. Raios de luz começaram a dançar pela câmara sombria e feixes vindos das duas joias se entrelaçavam no ar, unindo ambas. Era um vínculo para além da vida. A relação entre Lucario e o faraó transpassava os limites do corpo físico.
   Lucario começou a sentir sua aura vibrar intensamente e novos espinhos lhe cresciam pelo corpo. Sua pelagem tornava-se mais sedosa e longilínea, assim como seu corpo se modificava. Parte de suas manchas e listras tornava-se vermelha, como uma pintura para o combate.
   A megaevolução de Lucario através da aura do faraó era a prova da resistência do forte elo que os unia. Lucario finalmente encontrava sua forma de superar o luto e reconquistar seus poderes em um nível acima. A adaptabilidade do chacal o fez triunfar sobre si mesmo.


   Pouco a pouco, a aura do faraó foi se esvaindo, deixando Lucario renovado e com uma clara missão: expulsar os invasores de suas terras. Agora, Lucario e o faraó eram um só. Lucario era rei, o chacal havia sido consagrado com a plenitude do poder da aura.
   Lucario saiu da câmara e logo chegou à parte externa da Esfinge, nunca esteve tão ágil. Como um raio, Lucario praticamente voava pelas areias do deserto, deixando apenas um rastro de poeira por onde passava. Lucario pressentiu o exército inimigo com sua aura e localizou sua base, já próxima de um grande centro urbano.
   O chacal utilizou a força de sua palma para provocar uma onda de aura que rebatia os soldados para trás como se fossem grãos de areia. Com sua esfera de aura, reduzia as pedras que eram lançadas de catapultas a pó. Lucario era inacreditavelmente forte, mesmo sem contar com o apoio de seus próprios soldados naquele ataque surpresa.


   Toda sua ira descontrolada havia cedido lugar a uma paz interior que era ainda mais ameaçadora, justamente pelo total controle que ele tinha da situação. O poder de Lucario era sobre-humano, era divino.
   Naquele campo de batalha, nem uma gota de sangue foi derramada. Lucario transformou todo o poder que o exército inimigo tinha em nada. O medo e o pânico se instauraram entre os soldados rivais, que começaram a largar suas armas e implorar por clemência.
   Lucario retornou ao seu palácio e encontrou a rainha, que cuidava de seu único bebê com o faraó, o mesmo filho que viria a suceder o pai ao se tornar adulto. No mesmo instante em que a viu, Lucario retornou à sua forma original, deixando sua megapedra cair e rolar pelo chão até parar justamente ao lado do recém-nascido, que começou a brincar com a mais preciosa joia de sua dinastia.


E assim termina a história de hoje...


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   E cá estamos nós! O que acharam da história do Lucario? Particularmente, eu fiquei satisfeito com o resultado. Espero que vocês tenham gostado também. Eu não sei exatamente o motivo, mas senti que ela foi um pouco diferente das demais. Então é isso, a gente se vê nos comentários, certo? =)

  Bom, hoje eu vou querer saber as opiniões de vocês! Além dos Pokémon, o que vocês acham de dar sugestões de nome para as subséries do Tipo Inseto e do Tipo Elétrico? Quem quiser dar sugestões de enredo também pode! Aceito sugestões, principalmente para o Tipo Inseto! Uma ótima semana para todos vocês! ^^



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