Crônicas de Bolso: Histórias Especiais - Eevee (Parte 5) - Pokémon Blast News

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08/07/2015

Crônicas de Bolso: Histórias Especiais - Eevee (Parte 5)


  
   Olá, galerinha!


   E aí, vocês já estão curtindo as férias de meio de ano? Fala sério, não tem coisa melhor do que um bom recesso, não é? Então, estando de férias ou não, embarque neste trem comigo para curtir as Crônicas de Bolso e relaxar! ^^

   Olha, eu não sei se vocês concordam, mas esse Eevee já passou por tantas e sobreviveu, que ele é bem capaz de ser escolhido para participar de uma batalha no competitivo! Como nosso querido filhote não é bobo e nem nada, ele finalmente chegou ao templo de Espeon! Aliás, se existe a luz do Sol, pode ser que...

   Se você gosta de poderes psíquicos, sombras, mistérios e ilusões, o Xatu rei me diz que você vai gostar desta história! Vamos nessa, pessoal! =)


Hoje é dia de festa! Neste dia 8, completamos meio ano de Crônicas de Bolso!


   Alguns sonhos desafiam tanto a realidade que até o mais inocente sonhador pode duvidar deles. Mas e se a verdade do sonho for maior do que aquilo que se chama de real? É possível que alcançar um sonho impossível seja uma ilusão, mas a própria impossibilidade também pode ser uma ilusão para mascarar o que realmente é importante...


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Histórias Especiais: Eevee (Parte 5)


   Quando as portas bateram, toda a ruína caótica que se abatia sobre o mundo fantasioso de Flareon foi silenciada. O templo era como uma redoma imune ao colapso da torre. Talvez fosse possível acreditar que ele continuaria a existir mesmo que toda a construção cedesse...
   O filhote foi dragado por uma energia poderosa que lhe paralisou os movimentos. Eevee ficou suspenso com a cauda a balançar em pleno ar. Um festival de luzes e sombras violetas começou a se desenrolar, revelando gradativamente vários pontos do interior do templo. Era como se o templo estivesse se apresentando em diversas facetas ao filhote.
   Eevee estava irrequieto demais com sua prisão suspensa para poder prestar grande atenção ao que o rodeava. Do pouco que conseguira ver, ele notou a presença de diversas velas coloridas de todos os tamanhos e formatos ao redor do chão de vidro translúcido púrpura. Do topo da sala de teto elevado, caíam véus e lenços infinitamente compridos em um fino dégradé de belíssimas cores.
   Era como se Eevee estivesse cruzando o manto celeste ao pisar sobre um tapete de estrelas sob as cores das nebulosas. O vidro escuro do chão apenas reforçava a sensação de que não havia um piso naquele lugar.



   Quando todas as luzes finalmente foram acesas, o filhote moveu apenas os olhos para observar o salão de formato hexagonal. Não havia ninguém ali, mas uma clara presença se manifestava. Em um piscar de olhos, um pequeno brilho vermelho começou a se deslocar ainda sob o jogo de véus e sombras do templo. Eevee tentou segui-lo com os olhos, mas o oceano de tecidos sobrepostos mascarava a real posição da luz.
   O filhote tentou forçar a sua saída da imobilização, mas algo continuava a prendê-lo. Sem nada poder fazer, Eevee aceitou as circunstâncias nas quais se encontrava e fechou os olhos. No mais absoluto silêncio, Eevee se pôs a ouvir o deslocamento suave do ar e acompanhou o movimento do brilho vermelho.

   — Não sei quem tu és, mas sei que essa luz é mera ilusão. Tu sempre estiveste aí o tempo todo e tua respiração é calma, mas Flareon me ensinou que o desespero é mau conselheiro. Não me iludas e revela-te já!

   Uma doce risada feminina ecoou por todos os cantos do salão. Subitamente, as chamas das velas tornaram-se labaredas dançantes e o brilho vermelho tomou a forma de um espírito lilás um tanto disforme. À frente de Eevee, o corpo de Espeon se fez visível e um filete de energia rubescente conectava sua testa ao brilho vermelho de seu espírito viajante.


   A projeção de Espeon retornou ao corpo de sua dona, que desceu lentamente pelo ar, como que se pudesse tocar os degraus de uma escadaria que só ela era capaz de pisar. A beleza misteriosa da irmã intrigou o filhote.
   Espeon tinha um jeito poético de caminhar e balançar sua cauda dupla e ambígua. O olhar lânguido de Espeon guardava um profundo segredo, talvez todos os mistérios da Torre da Evolução estivessem mergulhados nele.

   — Queres voar? Então voa, Eevee.

   Espeon vibrou os tufos de pelo nas laterais de seu rosto e começou a mover Eevee a seu bel prazer, fazendo-o voar em círculos por todo o salão. O filhote era alavancado com tamanha velocidade que aquilo o fez lembrar de sua viagem na garupa de Jolteon. Eevee voou em círculos pelo interior do templo, passando muito próximo dos grandes vitrais coloridos que ele nem havia notado.

   Um sorriso bobo tomou conta do pequeno filhote, ele não cabia em si de tanta alegria. Espeon havia finalmente sido capaz de realizar seu sonho de voar. No entanto, logo o filhote foi trazido ao chão, mesmo que quisesse continuar a voar mais e mais. Confuso, Eevee pediu para que sua irmã continuasse a fazê-lo voar, mas ela se negou.


   — Não tenho tempo para ficar aqui por toda a vida fazendo-te voar. Isto é, se é que estás mesmo voando, pois meus poderes simplesmente fizeram-te levitar. Tu não podes voar, pequeno, encara os fatos. Teu sonho é mera ilusão.

   Eevee já estava tão cansado de todas as sucessivas frustrações pelas quais passou que uma espécie de casca se formou ao redor de seu coração, protegendo-o de novas dores. Em outras épocas, as palavras da realidade dura trazidas por Espeon o teriam causado uma ferida incapaz de cicatrizar, mas o filhote já estava aprendendo a lidar com suas decepções de forma menos sofrida e muito mais madura.

   — Muito obrigado, minha irmã. Talvez se não fosse por ti, eu jamais descobriria tamanha paz dentro de mim. Tu tens noção de que és capaz de manipular a realidade e criar ilusões com suas magias psíquicas, mas a maior magia farei eu! Nem que este seja o meu trunfo, o meu último recurso, eu hei de mudar o mundo, mas não há de ser apenas ilusão!



   — Eu gosto de ti, Eevee. És dotado de uma mistura estranha de coragem, sabedoria e ingenuidade. Eu posso fazer-te voar pelos céus, mas tu sempre voltarás à terra. Até mesmo as aves sempre voltam para os galhos das árvores. O único lugar para onde podes voar para além do infinito é dentro de ti.

   Espeon lançou um olhar compassivo e maternal para Eevee, expressando seus sinceros votos de esperança. Ninguém sabia mais das verdades entre a realidade e a ilusão mental do que ela, mas ela queria estar enganada pelo bem de Eevee. Espeon fez uma pausa e mergulhou por alguns instantes dentro de si e, quando retornou, convidou o filhote a se sentar sobre o tapete estrelado.

   — Então, meu pequeno, creio que seja chegada a hora de revelar-te um pouco mais dos mistérios da Torre da Evolução. Fui autorizada a contar alguns detalhes que podem estar afligindo teu coração repleto de questionamentos.

   Eevee nunca esteve tão atento em toda a sua vida quanto naquele momento. Ele sabia que havia algo de errado com a torre e sua vontade de desvendar esses segredos só não era maior do que seu desejo de voar.


    — Sempre que um de nós perde o rumo da vida, ele é encaminhado para cá e aqui fica até o momento de sua evolução. Fomos criados para evoluir, mas engana-se quem pensa que nossa missão é apenas a mudança física para outras formas. Nós devemos nos adaptar e evoluir. A Torre é uma grande mãe que nos traz de volta ao caminho. Muitos sofrem, choram e se perdem até que encontram um lugar que seja capaz de abrigá-los e montar uma realidade que os faça felizes. A torre se molda de acordo com a vontade de cada um e minha missão é criar essas doces ilusões para fazer com que todos superem seus traumas.

   A resposta de Espeon era como a solução de um problema óbvio. Tudo ficou tão claro para Eevee que ele simplesmente não conseguia entender como fora capaz de não enxergar tal verdade antes. As névoas que cobriam Vaporeon, os espinhos de gelo que se transformavam em rosas, a floresta do paraíso, tudo sempre esteve ali. Nada era velado ou oculto.

   — Mas o quê? E então? E Jolteon? E meus outros irmãos? A torre estava desabando e parou, depois recomeçou e parou novamente. Eu não sinto o chão e não sei que horas são. Tudo parece não fazer sentido algum!

 
   — Na verdade, nem tudo sempre dá certo... Como uma mãe, a torre sofre ao perder um filho e ameaça desmoronar. Como filhos e filhas, devemos cuidar dela e acalmá-la, assim como ela faz conosco. É nosso dever restabelecer o equilíbrio, só assim novos irmãos e irmãs poderão vir até nós e ser ajudados pela torre. Quando um ciclo termina, um novo começa e os que vagam eternamente encontram a chance de redenção.

   — Então quer dizer que... eu tenho mãe? A torre é minha mãe? Eu... já reclamei tanto dela. Sinto-me envergonhado, Espeon. Eu não sabia...

   — Se tu não sabias, não precisas te culpar, pequeno. Todos temos pais e mães. A torre é um tipo diferente de mãe, mas isso tu descobres com o tempo. O mais importante é reconstruir o equilíbrio para que todos nós possamos existir. Preciso que faças uma escolha, Eevee. Apenas tu serás capaz de devolver a paz à nossa mãe.

   Espeon ergueu sua cauda e entrelaçou suas pontas com firmeza, fazendo surgir uma faísca luminosa dela. Quando Espeon abriu as pontas de sua cauda, uma pedra do trovão havia se materializado. Eevee ficou fascinado com o resplendor da pedra e viu nitidamente o rosto amigo de Jolteon em seu interior. Espeon ofereceu a pedra do trovão para que Eevee fizesse sua escolha e trouxesse uma grande alegria para abafar a dor de sua perda. A memória afável e o desejo de ser a imagem de seu irmão mais velho fizeram com que Eevee aproximasse sua pata da pedra, estando em vias de tocá-la.
 

    — Achas que irás passar impune depois de tudo o que causaste, filhote? Ousaste interferir em meus domínios e fizeste nascer a corrupção nesta casa. Tu pretendes evoluir e ainda ser louvado como grande salvador? Eu hei de cortar tuas asas e recriar a minha mãe com todas as dignidades que ela merece!

   Uma voz tenebrosa e distorcida foi ouvida em todos os andares da Torre da Evolução. Todos os vitrais começaram a se partir violentamente um a um à medida que uma gargalhada atormentadora se fazia escutar por todos. Rachaduras negras tomaram conta do templo de luz e partiram pedaços da estrutura que compunha as paredes. Subitamente, todas as velas se apagaram e uma ventania percorreu as aberturas dos vitrais partidos. Uma nuvem negra arrancou o teto do templo de Espeon e começou a expelir toxinas putrefatas, queimando os véus da casa psíquica. Da mesma nuvem, discos amarelos cintilantes desceram em voo rasante e rodearam Espeon, prendendo-a em um esquife de cristal amarelo-escuro.
   Eevee sabia que aquilo tudo dizia respeito a ele e que novamente uma inocente sofria por sua causa. No entanto, o filhote não era mais o mesmo e, ao invés de se deixar guiar pela lamentação e pela raiva, tomou a decisão correta.


E assim termina a história de hoje...


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    Parabéns para nós! Viva! Nossa, eu nem senti que metade de um ano já se foi desde que começamos com o projeto das Crônicas aqui na PBN. Eu só tenho a agradecer a todos vocês! Agradeço aos meus colegas da equipe, a vocês que sempre comentam, a outros tanto que curtem e comentam pelo Facebook e muitos outros que gostam de ler sem comentar. Gratidão! Todos vocês são muito importantes para mim. Muito obrigado, galerinha! A melhor coisa do mundo é o carinho de vocês! =)

   E aí? Sinceramente, hoje eu acho que vocês têm muito assunto para comentar, hehe. Finalmente, tivemos algumas revelações mais concretas acerca da Torre da Evolução, mas fica a pergunta: qual será a decisão correta que o Eevee tomou? xD

   Espero poder ler seus comentários e conversar com vocês. Eu adoro isso, principalmente quando vocês descobrem o que vai acontecer em seguida ou pegam as referências e os outros easter eggs. É muito legal! Uma excelente semana para todos vocês! ^^






Créditos de imagem:
Festa das Eeveelutions

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