Crônicas de Bolso: Histórias Especiais - Eevee (Parte 4) - Pokémon Blast News

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01/07/2015

Crônicas de Bolso: Histórias Especiais - Eevee (Parte 4)


  
   Olá, galerinha!


   Como vocês já sabem, hoje é quarta-feira e é dia de Crônicas de Bolso! Vamos dar continuidade aos nossos trabalhos, pessoal? Depois de uma grande tragédia, o Eevee precisa se recompor! =)

   Nosso pequeno já passou por inúmeras dificuldades, decepções e perdas, mas ele parece ser brasileiro, já que não desiste nunca! Ou será que desiste? Vem conferir a mais nova etapa desta saga das Histórias Especiais! ^^

   Se você quiser dar uma lida nos capítulos passados, basta acessar o Índice AQUI. Então, é isso! Sigam-me os bons! =D
Pequeno Eevee, prova o teu valor!


   Mas e se tudo aquilo pelo que se luta não passa de mero capricho ou ilusão? Tudo parece tão pequeno quando se diminui o brilho de um sonho... Existem desejos que são puros e legítimos e é preciso saber distingui-los. Uma dose de força é necessária, mas tudo vai valer a pena no final.


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Histórias Especiais: Eevee (Parte 4)


   Naquele instante, era como se um pequeno cristal trincado começasse a se fragmentar em mil pedaços. A própria torre respondia ao desespero do filhote com o ranger de suas estruturas e o desprendimento de alguns dos blocos de granito nas paredes. Se Eevee sentia-se largado ao relento, que a torre assim faça.
   O filhote não hesitou em enfrentar Flareon, que, apesar de dominar o fogo, permanecia em total indiferença. Eevee se negava a seguir seu irmão, mesmo com o colapso iminente da casa de Jolteon. Flareon não viu outra alternativa senão sacrificar o corpo do mensageiro, arremessando-o escada abaixo.


   — Eu preciso que tu venhas agora! Não há nada que tu possas fazer por quem já partiu desta realidade. Deixe-o encontrar aquilo que ele sempre buscou.

   Enfurecido diante da crueldade de Flareon, as lágrimas do filhote cederam lugar ao brado da guerra. Em nada ele lembrava a pura criança que vivia nos arredores da torre. Eevee avançou em direção a Flareon, mas este já esperava pelo ataque, desviando prontamente ao se lançar para dentro do portal.


   Não tardou para que Eevee desse início a uma caçada insana atrás de Flareon, seu inimigo declarado. Em nome daquele que fora seu irmão mais próximo, o filhote despiu-se de sua essência pura e sonhadora em nome de suas frustrações pela morte de Jolteon.
   Quando Eevee atravessou o portal para o próximo salão da torre, todos os riscos de desabamento desapareceram. Sequer parecia que ele estava no mesmo lugar de antes. A casa de Flareon era completamente diferente de todos os outros andares da torre.
   Não havia paredes ou teto, era como se ele havia acabado de ser transportado para uma realidade alternativa. Eevee se viu em uma grande cidade, repleta de prédios, lojas e avenidas, mas não havia uma alma viva ali.
   Como se aquilo não fosse estranho o suficiente, os prédios estavam todos tortos, mas estavam firmes em suas bases. O céu lembrava o breve momento do crepúsculo, quando as nuvens tomavam as cores de Flareon. Contrastando com a arquitetura contemporânea das edificações, os postes e relógios poderiam perfeitamente figurar a estante de um antiquário. O novo e o velho se contrapunham.
   Cruzando a cidade, um rio de lava não parecia uma ameaça. Tudo convivia em deslocada harmonia com as cerejeiras florescentes em amarelo, laranja e vermelho. Curiosamente, as pétalas não se queimavam ao cair sobre o rio de lava, tampouco o calor intenso afetava a jovialidade das flores.


   Eevee mal se permitiu a apreciar a obra de arte viva que era a casa de Flareon, só queria descontar suas frustrações nele. O filhote atravessou uma ponte de madeira avermelhada e calhou de encontrar algo que muito lhe lembrava um templo oriental.

   — Dizem que a raiva cega as pessoas, mas nunca imaginei que isso poderia te fazer demorar tanto para enxergar que eu estava aqui. Isto, claro, considerando que tu foste capaz de desafiar a torre e cruzar as escadas.

   — Eu não vim desafiar ninguém além de ti, Flareon! Jolteon também era teu irmão! És um monstro, Flareon!

   A voz embargada do filhote continha uma mágoa que transbordava em agressão. Flareon apartou a investida de Eevee e o imobilizou em um redemoinho de fogo. As labaredas rodeavam o filhote e queimavam-lhe a pele. Eevee tentou sair do confinamento, mas viu seus esforços transcorrendo em vão.


   — Tudo parece confuso e tu te sentes preso. A situação só piora e tu és ferido cada vez mais. Não há escapatória quando o que te move é irracional.

   As palavras de Flareon soavam como provocações para Eevee. Sentindo-se acuado, o filhote começou a chutar areia para abafar o fogo intenso, mas os poucos grãos não eram suficientes para aplacar a fúria flamejante. Ouvindo seu instinto de sobrevivência, Eevee lembrou-se do que havia feito para atravessar a neve espessa da casa de Glaceon e começou a escavar um túnel sob seus pés, libertando-se do redemoinho e golpeando Flareon com grande eficiência.
   Mesmo ferido, Flareon reconheceu a engenhosidade do pequeno, pois sua modéstia não lhe inflamava o ego. Mudando seus planos, o guardião dos domínios de fogo envolveu-se em uma bola de fogo e atingiu Eevee repetidas vezes, ganhando velocidade a cada impacto.

   — O que se pode fazer quando não se sabe de onde vem a causa da dor? Como reagir quando o inimigo parece maior que você, irmão Eevee? Como podes querer desafiar o impossível e voar sem amadurecer suas asas?


   O filhote não sabia que atitude tomar e fez a única coisa que podia ser feita, improvisar. Ele tentou morder Flareon no momento certo para segurá-lo, mas seu irmão era muito mais ágil. Eevee tentou se esconder sob a terra, mas uma onda de calor emitida por Flareon o forçou a retomar ativamente à batalha. As investidas do pequeno apenas serviam para aumentar o dano do impacto de Flareon.
   O cansaço se instaurava dentro do filhote e apenas seus nervos o impediam de sucumbir à derrota. Flareon sequer dava tempo para que Eevee se recompusesse e insistia em castigá-lo com seus ataques. O filhote começou a chutar areia em direções aleatórias, tentando obstruir a visão de Flareon, mas ele controlava perfeitamente seus movimentos. Não demorou muito para que Eevee caísse ao chão.

   — Não há caminho de volta, Eevee. Tua única opção é seguir em frente. Estás a ponto de conhecer a luz, mas sucumbes diante da escuridão. Teu coração não é tranquilo.

   Flareon interrompeu a sequência de movimentos e caminhou lentamente até Eevee, enquanto ambos eram afagados por uma brisa morna e receptiva.


   — Não quero mais lutar, Flareon! Eu estou tão cansado de tudo... Sinto o peso da morte de Jolteon sobre meus ombros, sinto-me bobo por querer voar. Eu achava que esta torre era um lar para quem precisa e não um mar de provações sem sentido!

   — Lembra-te do que tu disseste para Vaporeon? Não há motivo para se culpar se teu sonho é legítimo. Muitos já te ajudaram porque viram a verdade de teu desejo. Por que falas tanto dos mistérios da torre se eles nem de longe são um obstáculo para tua jornada? Há coisas sobre ela que tu até mesmo sabes, só precisa tomar consciência disso.

   Eevee ficou em silêncio e digeriu cada palavra de Flareon, que era um mestre disfarçado de inimigo. O filhote percebeu que muitas de suas questões fugiam do que realmente lhe era importante. Mesmo sem aceitar a partida de Jolteon, Eevee percebeu que não podia seguir contra o ritmo natural das coisas, assim como Leafeon tanto insistiu em pregar.
   Um lampejo de consciência se fez surgir no coração de Eevee para mostrá-lo que absolutamente nada havia sido em vão, nem o fato de que fora incapaz de derrotar Flareon em um combate. Eevee conquistou tudo o que ansiava de uma forma ou de outra. O filhote nunca quis triunfar sobre a derrota de Flareon, apenas queria interromper o combate e obter respostas. Não havia mais nada agora que pudesse impedi-lo de voar, só restava-lhe ganhar asas.


   — Há batalhas que não precisam ser vencidas porque nem deveriam ocorrer. Conflitos surgem da falta de compreensão mútua. Levanta-te, Eevee, recebe o amor em teu coração, a verdadeira espada que corta o medo e a dúvida!

   Flareon envolveu o filhote com sua longa cauda e o ajudou a se erguer. O calor emanado de Flareon era como um abraço repleto de ternura. Eevee sentiu-se envolvido por todos os irmãos que conhecera. O filhote recebeu forças do amor cuidadoso de Vaporeon, da gratidão de Glaceon, do amor incompreendido de Leafeon e da fraterna amizade de Jolteon. Por fim, Flareon concedeu a força de seu amor edificante e construtivo, presenteando-o com aquilo que seria a chave para alcançar a cúpula da torre e todo o seu poder.

   — Flareon, eu... não consigo descrever essa força que me move! É maravilhoso! Como tu conseguiste herdar poderes tão mágicos e ser tão ágil?


   — Eu não deveria ter me tornado Flareon. Minha dona era uma sacerdotisa, uma grande paranormal. Ela queria que eu evoluísse para outra forma, mas tornei-me quem sou após receber os poderes de fogo de uma pedra que caiu em mim. Fui aceito. Tive uma vida feliz, mas minha dona se foi quando ainda muito jovem. Vi-me sozinho depois daquilo e deixei o templo onde vivíamos. Tentei reconstruir a imagem de nossa casa e a torre se moldou conforme eu quis...

   Eevee ouvia cada palavra de Flareon com uma atenção monástica, poderia ficar ali por horas, apenas adquirindo novos conhecimentos. No entanto, a realidade se fez presente. O céu crepuscular começou a se desmontar e cair sobre os domínios de Flareon, revelando os blocos de granito das paredes da torre. O céu era uma simples projeção das memórias preciosas de Flareon. Os dois nunca saíram de dentro da torre...
   Flareon sinalizou para que Eevee entrasse no templo oriental o qual ele parecia guardar. O filhote subiu as escadarias de piso frio e avançou rumo ao interior do templo, cujas portas se abriram assim que Eevee se pôs diante delas. Eevee olhou para trás, mas Flareon não estava mais lá. Quando Eevee se voltou novamente para o interior do templo, uma forte luz violeta começou a se manifestar, trazendo-o para dentro e fechando bruscamente o portão. A luz da verdade estava prestes a desfazer os véus do grande mistério.


E assim termina a história de hoje...


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    Bom, pessoal, o dia é de poucas palavras. Não faço ideia de como eu consegui publicar o capítulo de hoje! Tive alguns problemas técnicos com o meu teclado, então tive que ficar utilizando o teclado virtual para conseguir digitar a história inteira. O problema foi justo na letra "A", uma das que mais se usa. Vocês não fazem ideia de como isso é horrível! Levei o dobro do tempo para poder publicar a crônica de hoje, mas... ainda é quarta-feira! Ufa! xD

   Quem quiser comentar, por favor, a honra é de vocês! Vou ler os seus comentários e respondê-los em breve e com um teclado novo, eu espero... Sério, foi muito horrível, não tentem isso em casa! Uma ótima semana para todos vocês! =D

   Editado: Teclado novo, pessoal! Agora sim, vou poder respondê-los sem ter que fazer Alt+97 para fazer uma simples letra A, hehe. Aproveitei e corrigi algumas coisas. =)






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