Crônicas de Bolso: Histórias Especiais - Eevee (Parte 2) - Pokémon Blast News

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17/06/2015

Crônicas de Bolso: Histórias Especiais - Eevee (Parte 2)


  
   Olá, galerinha!


   Hoje ainda é quarta-feira, então estamos de volta com as Crônicas de Bolso! Eu estou realmente muito feliz com este retorno e decidi trazer a continuidade da história da semana passada.

   Todos se lembram de onde nós paramos? Então é isso, pessoal! Hoje é dia de continuar a primeira saga das Histórias Especiais! Teremos fortes emoções hoje, preparem-se! =D

   Será que o nosso herói vai realizar o seu grande sonho ou vai sofrer uma terrível decepção? Teremos uma nova evolução? Peguem seus bilhetes e embarquem neste trem! Agora, senta que lá vem história! =)

Eevee, conta-nos a tua história!


    Se sonhar um sonho impossível é possível, por que materializá-lo não haveria de ser? Ah, o medo e a dúvida... Até que ponto eles são capazes de impedir a conquista do que mais se quer na vida? Às vezes, o medo pode tentar se mostrar forte a ponto de fazer alguém querer fugir de tudo na vida. Se enfrentar os problemas é parte do caminho até um sonho, por que fugir deles ou temê-los? Ultrapassar os obstáculos no caminho é prova da força de um sonho.


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Histórias Especiais: Eevee (Parte 2)


   À medida que Eevee subia os degraus deslizantes da escadaria circular da sala de gelo, a neve cedia lugar à terra e as flores de cristal tornavam-se reais. Eevee sentia-se leve e em um estado sublime de esperança, apostava todas as suas fichas nas asas luminosas de Leafeon. Com cuidado, o filhote galgou os degraus de gelo até alcançar o portão da casa de Leafeon.
   Ao se deparar com o mesmo, Eevee notou que não havia maçanetas e que toda a estrutura do portão era formada por vinhas e cipós. O filhote começou a se esgueirar pelos cantos do portão e descobriu que aquilo não era uma porta, mas um longo corredor de vegetação densa. Graças à sua incrível capacidade de adaptação e à força de seu sonho, o pequeno foi capaz de cruzar um mar de barreiras naturais de uma mata fechada.
   Eevee já se sentia cansado depois de todas as atribulações pelas quais passou. Os degraus eram muitos e a dificuldade de alcançar o salão de Leafeon fez nascer a primeira semente de dúvida no coração de Eevee, uma semente que sugava a certeza de que seria capaz de voar. Em meio ao labirinto de vinhas e cipós, o caminho tortuoso confundia a mente do filhote e, pela primeira vez, Eevee temeu que não fosse capaz de sair do corredor de plantas.

— Forçar a situação apenas a faz piorar, pequeno. Por que buscas atalhos pelos cantos ao invés de fluir com a natureza pelo meio?


   Uma voz misteriosa ecoou pelo labirinto como um sussurro do vento. Não havia ninguém ali, era mais fácil acreditar que havia sido a voz dos pensamentos do filhote. Eevee não sabia de onde o sopro vinha, mas se pôs a questioná-lo.

— Como posso seguir pelo meio se o caminho é repleto de obstáculos? Eu hei de ficar preso neste emaranhado de plantas se eu tentar!

   A voz não respondeu o questionamento de Eevee, ele não conseguia enxergar nada além de plantas. Quanto mais ele tentava forçar um caminho, mais se embrenhava no corredor. As patas do pequeno se enroscavam nos caules e ele acabava por tropeçar, era cada vez mais difícil de se mover.
   Vendo que todas as suas tentativas eram frustradas, Eevee sucumbiu aos conselhos sussurrantes e tomou o caminho do meio, apenas corrigindo o caminho que havia feito e se desvencilhando de todos os cipós amarrados. Eevee passou a andar com tranquilidade, não tentou correr e nem dar passos longos, mal podia se esforçar além daquilo.
 

   Como que por milagre, Eevee conseguiu ultrapassar o emaranhado da floresta com facilidade. Ele praticamente sentia as plantas se recolherem para ajudá-lo em sua caminhada. Eevee aceitou o ritmo da natureza e ela passou a colaborar com ele.
   Pouco tempo depois, Eevee conseguiu avistar uma luz além das muitas folhas e caules espalhados no corredor, era o final do portão e o início do salão de Leafeon. Um misto de ansiedade e renovação de forças correu pelas veias do filhote, que mal conseguia respirar de tanta emoção.
   Quando as últimas folhas se abriram, toda a luz negada no corredor foi ofertada ao filhote com o testemunho da mais bela casa vista até então. Os domínios de Leafeon eram como toda a vasta extensão de terra no mundo a perder de vista. Havia uma magia que trazia dimensões infinitas ao salão de grama, era como se todo o mundo coubesse em um dos andares da Torre da Evolução.
   Grandes árvores de vários tipos conviviam em harmonia com flores de espécies até extintas, de todas as formas e cheiros. Um banquete de cores em forma de flores e frutas espalhadas pelo chão e pelas árvores, cujas folhas brilhavam e mudavam de cor a todo instante. Como um imenso chafariz, uma cachoeira circular jorrava água do centro do salão infinito para formar tímidos riachos que irrigavam todos os cantos da floresta que não tinha fim.


   Antes que pudesse terminar sua contemplação, Eevee ouviu um chacoalhar de folhagens nas copas das árvores, era algo se movendo furtiva e rapidamente. O filhote tentou acompanhar toda aquela movimentação, mas só foi capaz de identificar o que acontecia quando aquele emergiu das árvores em um salto artístico. Iluminado pelos raios solares que entravam pelas janelas daquele andar, a folha de sua cauda brilhava em resposta à dança do Sol. Eis que surge Leafeon.

— Fico feliz que tenha conseguido chegar até aqui para visitar minha casa, meu irmão. Senti tua agonia na travessia até aqui, mas o sofrimento cessou. Vem, pequeno, brinca comigo em meu castelo, vamos nos divertir junto à natureza!

   Com o convite e a receptividade de Leafeon, Eevee desbravou as maravilhas da floresta de seu irmão, um mundo novo. O filhote se lançou nos cipós das árvores e foi embalado de árvore em árvore, sentindo a brisa fresca da natureza em seu rosto. Eevee quase era capaz de voar naquele momento, sentiu tamanha liberdade que percorreu todos os confins da floresta com Leafeon. Quando finalmente se cansou de tanto brincar, Eevee se deitou sobre uma cama de folhas secas e gravetos e lembrou-se de sua jornada.


— Irmão Leafeon, quase que me esqueço do motivo de minha visita! Foi muito bom poder brincar e descansar, mas não posso deixar que o divertimento me tire de meu objetivo. Nossa irmã Glaceon disse que tu és capaz de voar. Eu quero muito passear pelos céus!

   Inicialmente, Leafeon sentiu um desconforto ao ouvir o pedido de seu irmão mais novo, pois não gostava de se lembrar de suas obrigações, queria viver para sempre no mundo de fantasias e brincadeiras.

— Voar não é de nossa natureza, irmão. Eu conheço um de meus semelhantes que voou uma vez, mas não foi graças a seus méritos. Suas asas de luz não eram verdadeiras, eram ilusões de um feitiço psíquico. A mente é poderosa, ela pode te fazer voar. Esquece de teu sonho, vamos brincar para todo sempre neste paraíso!

   Era como se o chão estivesse se abrindo sob os pés de Eevee. Ele sentiu todas as suas expectativas escorrerem como água e serem drenadas pela terra com profunda decepção. Eevee queria recusar o convite festivo de Leafeon, mas estava muito magoado para isso, queria fugir e fingir que nada tinha acontecido. O filhote ficou pensativo por alguns instantes e nem mesmo aquela vontade de brincar ele tinha mais. Eevee tornou o branco da neve em cores de aurora, mas agora via a floresta colorida tornar-se cinza.

— Sinto muito, Leafeon. Não sei o que te aconteceu para quereres fugir tanto de tuas obrigações, mas não posso fingir que os problemas não existem, sei que devo encará-los de frente, mesmo estando o meu coração tão dolorido... Preciso ir adiante e me encontrar novamente. Tua proposta é tentadora demais para que eu negue pela segunda vez. Até outro dia, irmão!

   Com uma profunda desesperança em seu coração, Eevee não cedeu às maravilhas vazias do mundo de Leafeon, que reluzia sem ser ouro. Seu irmão havia sofrido um grande trauma no passado e nunca foi capaz de se abrir com os demais. Leafeon sofria secretamente e só o sussurro da floresta ouvia seu pranto. Mesmo sendo um dos primeiros irmãos a habitar a torre, Leafeon pouco progresso fez e permaneceu inerte em sua evolução pessoal. As belezas da floresta encantada eram um bálsamo para olhos, mas apenas uma anestesia para o coração. Existem coisas que precisam de tempo para serem resolvidas e Leafeon conhecia o ritmo da natureza, mas ironicamente pouco contribuía para sua própria evolução.
   Os dois irmãos não foram capazes de se despedir. Talvez Leafeon precisasse de mais ajuda que Glaceon e Vaporeon juntos, mas era impossível ajudá-lo naquele momento. Conhecê-lo fez com que Eevee também conhecesse a derrota pelos olhos de Leafeon. Abatido e desorientado, o filhote continuou a subir os degraus da escada infinita da torre, escalando rochas em busca do que quer que exista na próxima sala.


E assim termina a história de hoje...


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    Então, pessoal, eu achei melhor trazer apenas o Leafeon aqui por hoje para ajudar a construir melhor os sentimentos do Eevee. Sendo assim, qual a próxima Eeveelution? Façam suas apostas! ^^

   Alguém arrisca um palpite sobre o mistério de Leafeon? Tão brincalhão, mas tão perdido... Será que o Eevee vai conseguir superar a tristeza de saber que Leafeon não foi capaz de voar? A desilusão será mais forte que o sonho de voar? Estou muito afim de ler as suas opiniões nos comentários! =)

   Espero poder trazer mais membros da família Eevee na semana que vem e, possivelmente, um pouco mais cedo! Mas fiquem tranquilos, nós estamos de volta com a programação normal! Uma ótima semana para todos vocês! ^^

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