Crônicas de Bolso: Doses de Veneno - Roserade - Pokémon Blast News

Novidades

Ad superior

04/02/2015

Crônicas de Bolso: Doses de Veneno - Roserade



   Olá, galerinha!

   Hoje é dia de Crônicas de Bolso! Bem, não teve mistério na semana passada, mas eu pedi uma sugestão para o Pokémon de hoje. Eu já estava com vontade de falar sobre este Tipo e ele também foi citado em algumas sugestões. Então, sem mais delongas, hoje o bicho vai pegar! Preparem seus antídotos, porque teremos Doses de Veneno!

   Sobre o Pokémon, muita gente gosta dele por sua beleza e seu poder, sendo bem poderoso até em times competitivos. Por outro lado, também costuma ser uma estrela em Pokémon Contest. Seja bem-vinda, Roserade! E agora... senta que lá vem história! =)

   Ah! Tem surpresa no final da postagem de hoje, então deem uma olhadinha lá! ^^

Antes de começar, deixa só eu tomar uma xícara de... oi?


      Todos já devem ter ouvido que beleza é fundamental. Mas o que acontece quando se é uma daquelas pessoas que não conseguem sequer encarar o espelho? O que realmente importa? A verdadeira Beleza está além da beleza que se pode ver...



- - - - - - -


Doses de Veneno: Roserade


   Há poucas coisas no mundo que são mais belas do que o desabrochar de uma linda rosa. Beleza é fundamental. Todas as rosas possuem sua própria beleza, seja pela maciez de suas pétalas, pelo perfume que exalam ou pelas suas cores.
   No entanto, existe uma coisa que pode ser extremamente cruel para uma rosa, algo capaz de envenenar seu coração: a rejeição. O simples fato de nascer com um defeito ou não ser tão bela e perfumada quanto as outras pode torná-la predestinada à rejeição.
   No sul da Itália, havia uma cidade pequena que parecia resistir aos avanços do tempo, mantendo seu puro ar campestre praticamente intocado por anos. Este lugar era palco de uma paisagem natural digna de ser considerada uma dádiva divina. Até mesmo os pomares eram jubilosos, tudo era frutífero e próspero.
   Porém, nem todos os habitantes de lá eram capazes de ver a beleza de suas cores. Havia um garoto cujos olhos só viam os tons de cinza, tamanha era a amargura que corroía seu coração.

 

   Este menino entendia como ninguém o sentimento das rosas rejeitadas, pois ele mesmo se considerava alguém com um defeito: o menino não tinha uma das mãos.
   Por mais que tentasse esconder, era impossível ocultar sua deficiência. Em um mundo que cultiva as aparências, era um tormento destoar tanto dos outros. O garoto era constantemente alvo de humilhações e comentários que doíam como injeções de veneno em seu coração. O mundo não era tão belo para ele, tampouco os aromas eram tão perfumados, mas as dores eram grandes.
   Por obra do Destino, era curioso como ambos os seus pais trabalhavam com a beleza. Sua mãe era florista e seu pai era lapidador. O menino cresceu entre os encantos das flores e o brilho das joias, mas nada disso parecia fazê-lo esquecer daquilo que o diferenciava dos outros. Ele não via a beleza das rosas, mas só os seus espinhos. Não via a beleza das joias, apenas suas rachaduras.
   Em uma tentativa de fazê-lo feliz, seu pai criou uma mão metálica, feita de um mineral cintilante, uma preciosa pedra em tons esverdeados e amarelados, para aliviar o desconforto do filho. Foi-lhe útil, pois ele passou a usar uma luva de couro sobre a mão falsa, mas não é preciso dizer que aquilo não fez o garoto sorrir...
 
    Felizmente para o garoto, nem tudo eram flores naquela cidade e os outros também tinham seus problemas. Havia um determinado perigo iminente, um mal à espreita que assolava os parques, jardins e bosques daquela região.
   Todos conheciam aquele ser quase folclórico, chamado de Roselia Maldita. Não havia uma bondosa alma, por mais caridosa que fosse, que poderia se referir àquela Roselia com palavras carinhosas. Ela era conhecida como a encrenqueira, a maldita, a infeliz, a desordeira. Até de desprezível ela era chamada.
   Em parte, ela fazia por onde merecer tais atribuições. Roselia detestava tudo o que era belo e aparentemente perfeito, atacava plantas e até mesmo pessoas com seu veneno lancinante. Quando ela encontrava um belo jardim, não tardava a intoxicar todas as plantas até que murchassem.
   O que as pessoas não se davam ao trabalho de fazer era conhecer o que motivava a pequena roseira rebelde a agir assim. O julgamento é mais cômodo do que a compreensão.
   Roselia nasceu em um roseiral de uma cidade vizinha, que produzia flores em uma grande estufa. Eram flores de todos os tipos e jeitos. Havia várias Roselia que ajudavam no tratamento das plantas, mas uma delas havia nascido com uma mancha em sua rosa vermelha, uma mancha escurecida que fazia com que uma de suas pétalas sempre tivesse um aspecto murcho.



   Triste foi a vida de Roselia, que nada tinha de maldita. Nasceu murcha de flor e de coração. Não demorou para que seu coração se amargurasse ao ver todas as suas irmãs brilharem com pétalas coloridas e ela ser deixada de lado.
   Sentindo-se feia e inútil, não podia ser a única coisa que se espera de uma rosa: bela. Foi então que resolveu fugir do roseiral e tornar o mundo mais feio, assim tudo murcharia como ela. Se não podia ser a mais bela rosa, teria os mais venenosos espinhos. O que a Roselia não podia esperar é que havia alguém que sabia exatamente como ela se sentia...
   Um dia, quando o menino voltava da escola para casa, percebeu que as gramas pela estrada pareciam escuras e que também havia um rastro viscoso e de cor púrpura que levava até o bosque.
   Por mais que todos cismassem que não, o menino era curioso como qualquer garoto de sua idade e decidiu procurar pela Roselia Maldita, já que ele entendia de rejeição e, mesmo que ela o atacasse, ele já estava acostumado com o sofrimento...
   Vagando pelo bosque e passando por diversas árvores, o menino se esquivou de galhos, pulou sobre troncos caídos e quase escorregou às margens de um córrego. Ele foi se embrenhando na mata fechada e densa, mantendo-se na trilha do rastro de veneno da Roselia.
 

   Subitamente, o menino viu algo se movendo na grama alta e percebeu que era Roselia. Ela parecia triste e desolada, andava arrastando suas flores pelo chão. A Roselia tentava arrancar sua pétala manchada, mas a cura natural típica das Roselia fazia a pétala se regenerar e continuar murcha.
   Intrigado, o menino tentou se aproximar e escorregou no musgo de uma pedra, rolando pelo chão e até perdendo a luva que cobria sua mão de metal.
   Assustada, Roselia o atacou com seu veneno e o garoto fugiu. Pedindo que a roseira se acalmasse, o menino disse:

— Por favor, por favor! Não ataque! Eu não vim lhe fazer mal, só queria... te conhecer. Você é como eu, também sou diferente dos outros.

   O menino estendeu a mão falsa na direção de Roselia, que logo olhou para sua rosa manchada. Atordoada, ela não sabia o que fazer e ficou imóvel, deprimida com sua condição. O menino foi se aproximando dela com cuidado, dizendo que entendia como ela se sentia.
   Com sua ingenuidade jovial, o garoto não pensou duas vezes e estendeu sua mão falsa até Roselia, tentando fazer um carinho em seu rosto de semblante tão entristecido.
   Foi quando o toque da mão de pedra do menino começou a fazer a Roselia brilhar. Um doce perfume começou a tomar conta de todo o bosque. A roseira parecia crescer, crescer e crescer mais. Suas flores desabrochavam e se multiplicavam. Os espinhos de sua cabeça abriram como flores de luz e começaram a envolvê-la em uma luz cintilante que se estendia até o braço do garoto.


   O material cintilante da mão falsa do menino se revelou como chave para o desabrochar verdadeiro do total resplendor de Roselia, que deixava de ser tudo o que era para florescer como Roserade.
   Foi a primeira vez que algo essencialmente belo tocou o coração do menino e o fez sorrir. Eram ambos que evoluíam naquele momento. Em choque, o garoto começou a sentir um formigamento em seu braço, talvez por estar com o braço estendido por muito tempo.
   O menino tocou seu ombro e foi descendo calmamente com sua outra mão pelo antebraço, sentindo o formigamento continuar até seu braço e... o formigamento se estendia ainda mais. Suas pupilas dilataram, ficou boquiaberto. Era uma mão. De carne e osso, com pele e tudo mais. O desabrochar de Roserade potencializou sua cura natural fazendo com que o corpo do menino regenerasse sua própria mão.
   Olhando para Roserade, o sorriso dele parecia não caber em seu rosto! Ela mostrou seus buquês de rosas para ele e a conclusão foi uma só: não havia sequer uma mancha em nenhuma de suas rosas.

— Roserade, isto é um milagre! Você não é maldita, é abençoada! São tantas sensações estranhas... É esquisito, mas eu sinto que isso não mudou quem eu sou. Só agora eu pude ver que eu sempre fui normal e vivi apegado a um detalhe sem ter tempo de ser feliz pelo resto inteiro!

   Um tanto chorosa e emocionada, Roserade sentia que o menino traduzia perfeitamente os seus próprios sentimentos e fez o que sempre quis fazer desde que nasceu. Entregou-se com carinho para abraçar um humano que a compreendesse.
   De cabeça erguida, os dois saíram do bosque e sentiram que suas vidas começavam naquele momento, pois não há mais bela rosa do que aquela que desabrocha no último dia da primavera...


E assim termina a história de hoje...


- - - - - - -


   E aí, o que acharam da história de hoje? Espero que tenham curtido, porque eu fico feliz quando vocês gostam! ^^

   Como sempre, vou ficar de olho nos comentários e respondê-los quando for possível! =)

   Bom, eu falei que tinha surpresa, não é? Então, as Crônicas de Bolso estão fazendo aniversário! Parabéns para nós todos! Hehe. As crônicas fazem aniversário todo dia 8 do mês e agora, em Fevereiro, completamos um mês na PBN! ^^

   Como falamos da Roselia hoje, vou compartilhar com vocês um pouco da minha experiência com a minha no Pokémon Contest Spectacular! Então fica de presente de aniversário para vocês. Minha Roselia realizando a apresentação Venin Quartet BT no Beauty Contest! E, de brinde, a apresentação dela no Appeal Round.

Venin Quartet BT: Roselia
Appeal Round: Roselia



Créditos de imagem:
Xícara de rosas
O menino solitário
Mão falsa
A Roselia Maldita
Roselia venenosa
A mais bela rosa




Eu vou ficar muito, muuuito feliz se você clicar aqui! Olha:

Crônicas de Bolso   Cápsula do Tempo


Post Top Ad