Até onde queremos que os jogos de Pokémon evoluam? - Pokémon Blast News

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23/02/2016

Até onde queremos que os jogos de Pokémon evoluam?





Já há muito tempo a série de jogos principal da nossa amada franquia segue um padrão de história, narrativa, gráficos e desafio. Salve algumas excessões podemos dizer que Pokémon, nos consoles portáteis, sempre foi eficaz e certeiro mas pouco inovador em termos de jogabilidade. Vimos jornadas em diversas regiões, adições interessantes em cada geração que era lançada mas sabemos que a Nintendo jamais ousaria demais em cima dos jogos que são uma fonte certa de renda e popularidade para a empresa.

Muitos dirão que não esperam mudanças na franquia, que não se mexe em time que está ganhando - e nisso eu devo concordar, de certa forma. Mas quem nunca sonhou em jogar um jogo de Pokémon com gráficos semelhantes ao do já anunciado Pokkén Tournament? Quem nunca delirou e viajou em pensamentos imaginando o quão magnifico seria um Pokémon para console de mesa, com suporte online, onde você personaliza o seu personagem e pode batalhar, capturar e viajar pelo mundo com o mesmo estilo dos jogos portáteis mas com gráficos maravilhosos ao melhor estilo Xenoblade? Atire a primeira pedra quem não gostaria disso! 

De certo a Nintendo tentou. Vimos fracassar no Game Cube o Pokémon XD, um jogo com uma história interessante, gráficos bons para época e que seguia o mesmo padrão de jogo dos jogos da série principal. Mas vimos um grande acerto em Pokémon Black/White e Black/White 2, com um grande amadurecimento na narrativa e na história do jogo em si. Em Pokémon XY a tão aguardada personalização de aparência, que muitos fãs sempre esperaram, além da mudança no motor gráfico - que pode sim ser considerado a maior inovação nos jogos da franquia, até o momento. Mas até que ponto a nostalgia dos fãs e o apreço da Nintendo em não trocar o certo pelo duvidoso afeta essa evolução dos jogos?

Afinal, os tempos são outros. Não é mesmo?


Arte original de Ken Sugimori para Pokémon Red/Blue. Saudades, né?








  
Um brinde a saudade e dois brindes ao acaso
 
Tenho certeza que por muitas vezes em uma conversa entre amigos alguém ouviu uma pessoa reclamar que “Pokémon não é mais a mesma coisa, esses novos parecem Digimon!”. Se Pokémon tivesse parado em Johto - como muitos dos antigos fãs prefeririam - certamente não existiriam mais jogos, a franquia se tornaria defasada e repetitiva, sem inovações e desafios diferentes. Isso seria um desrespeito. Tudo precisa crescer e evoluir mas lidar com tudo isso é difícil. Muitos deixaram de caminhar ao lado de Pokémon, justamente por conta de adições julgadas “desnecessárias”. 

Mudanças são necessárias. Grandes jogos da história ousaram e ganharam uma nova vida. Vimos isso em Final Fantasy e Resident Evil, por exemplo. A própria Nintendo soube como ganhar MUITO dinheiro quando inovou criando o surpreendente Nintendo Wii, que revolucionou a industria de jogos. Nem todos mudaram para melhor, é verdade, mas muitos arriscaram. Porque foi preciso. 

Todos somos reféns do padrão de jogos que Pokémon criou e seguiu durante todos esses 20 anos de sua existência - inclusive a própria Game Freak. E, veja bem, não estou reclamando. Mas talvez seja hora de sermos presenteados com um grande e diferente jogo de Pokémon, que homenageia o passado e brinda o futuro com maestria. O Nintendo NX pode ser a grande plataforma para abrir essa possibilidade, se a Nintendo quiser, se a Game Freak quiser e o principal: se nós, os principais condutores disso tudo, abraçarmos esse afastamento da nostalgia e aceitarmos trocar o clássico pelo inovador.

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