Crônicas de Bolso: Singelo como Inseto - Leavanny - Pokémon Blast News

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31/01/2016

Crônicas de Bolso: Singelo como Inseto - Leavanny

Olá, galerinha!

Are baba! O que aconteceu por aqui? Eu fui ali e quando voltei, ta-da! Nova PBN! Eu estou achando tudo aqui tão lindo, parece que o Luciano Huck reformou nossa casa! Os designers não merecem palmas, merecem o Tocantins inteiro! xD

Então, gente... altas novidades! Vou falar metade agora e metade depois da história de hoje. A propósito, hoje é dia de Singelo como Inseto e, atendendo a pedidos, trago a vocês... Leavanny!


Redefinindo o conceito de fofura em 3, 2, 1...

   Aliás, eu adorei esse novo esquema de cores, e vocês? Azul turquesa e um tom de vermelho que eu não sei o nome, haha. Pois bem, vamos às novidades! =)

   Nosso Índice está totalmente repaginado e vocês podem acessá-lo em Projetos, lá no menu principal. Se você quiser deixar um comentário lá ou simplesmente ver como é que ficou, basta clicar aqui! =D

   Vocês repararam que agora temos o Disqus, né? Agora você pode comentar por lá, então temos mais um canal de contato, galera! Vamos poder conversar mais do que nunca! ^^

   Outra coisa, teremos um novo "projeto" dentro das Crônicas para celebrar toda essa transformação da nossa mais que amada Pokémon Blast News. Afinal, ela não é filme, mas é o nosso lar, certo? xD

   Para maiores informações, leiam a história que eu conto os detalhes lá embaixo! Ah, eu aposto que algum de vocês aí vai se identificar com a crônica de hoje. Afinal, quem nunca deixou de fazer alguma coisa por medo de que algo ruim fosse acontecer... de novo? À história, galera! =P


Singelo como Inseto: Leavanny



   Os piores grilhões aos quais alguém pode se prender são aqueles que não prendem apenas o corpo, mas também a alma. E estes são tão cruéis que escolhem aprisionar justamente as pessoas mais doces e inocentes, aquelas que não se sentem fortes o suficiente para escapar deles. Porém, a força também costuma estar naquele que chora em silêncio e se doa para o bem próprio e daqueles que o cercam. Leve pouco ou muito tempo, o importante é que as amarras sempre se desfazem, as correntes enferrujam e tudo vira pó. A liberdade é, enfim, concedida.
   No Luxemburgo, há uma antiga lenda que conta a história do tesouro de sua nobreza, herdada dos tempos medievais. Um grande castelo foi construído por um conde e ali foi erguida uma imponente fortaleza. Pouco a pouco, diversas famílias e demais viajantes se reuniram ao redor do castelo e começaram a construir suas casas, dando origem a um pequeno vilarejo.
   Muitos anos se passaram desde a construção do castelo e vários monarcas dominaram aquelas terras, mas as riquezas daquela região começaram a instigar os reinos vizinhos. Com o intuito de proteger o condado, o monarca ordenou que uma longa muralha fosse construída e que ela deveria sempre aumentar, nunca sendo concluída.
   Os camponeses trabalhavam na construção da muralha e o vilarejo era como um eterno canteiro de obras jamais terminadas, sempre havia pedras para engrandecer a muralha na tentativa de proteger os tesouros do castelo. Porém, o senhor logo viu que precisaria de muito ouro para poder fazer frente aos territórios vizinhos.
   Depois de muito ponderar, chegou aos seus ouvidos um rumor acerca de uma velha senhora que morava em uma cabana na floresta, diziam que ela tinha uma criatura capaz de tecer fios de ouro magicamente. Assim que soube da história, o conde começou a desdenhar da veracidade daquilo até que seus soldados lhe trouxeram fios de ouro como prova. O conde decidiu viajar em segredo até a morada da senhora e tomar para si a tecelã dos fios de ouro.



   Ao chegar ao local indicado pelos soldados, o conde ordenou que a velha lhe apresentasse a tal criatura. Escondida atrás de pilhas de feno no curral, uma Swadloon se apresentou com timidez, caminhando até a senhora. O conde pediu que a inseto-folha tecesse seus fios de ouro e Swadloon cobriu-se por completo com suas folhas. A camponesa idosa pediu que ela o obedecesse e pequenos fios de seda começaram a sair da boca de Swadloon, transformando-se em ouro em pleno ar.
   Os olhos do conde reluziam como o ouro que Swadloon tecia e imediatamente começou a arremessar sacolas de couro repletas de moedas aos pés da senhora, como pagamento pela tecelã de ouro. A inseto-folha se assustou com o barulho metálico das moedas que caíam ao chão e buscou sua dona, que já se jogava ao chão para coletar as moedas e finalmente parar de passar fome. Ela nem sequer reparou quando o senhor e seus soldados levaram Swadloon para o castelo. A inseto-folha jamais se despediu de sua dona.
   Quando chegaram ao castelo, o conde tomou a criatura em suas mãos e dispensou seus soldados, pois queria que ninguém mais além dele soubesse onde a tecelã ficaria. O conde atravessou uma passagem secreta em uma escadaria do castelo e subiu por um corredor escuro e malcheiroso até chegar a uma porta de madeira muito velha. Ele pegou uma chave escondida em suas vestimentas e a usou para acessar o calabouço que jazia por trás daquela porta.
   Swadloon foi jogada no calabouço e obrigada a tecer fios de ouro por todos os dias de sua vida para enriquecer ainda mais o conde. Por medo do que poderia acontecer, Swadloon aceitou os desmandos do senhor e se pôs a tecer fios de ouro.
   Ela nunca mais viu o rosto do conde, mas era incapaz de esquecê-lo. Swadloon acompanhava a passagem das estações através de uma janela repleta de grades, a única passagem de luz que tinha para se manter viva. Diariamente, serviam-lhe água, folhas, frutas e palha através de uma fresta próxima à porta, mas era impossível ver quem estava do outro lado. O conde havia feito de tudo para que ninguém soubesse realmente quem estava presa ali. Até mesmo os fios de ouro eram inacessíveis por outra pessoa que não o senhor do castelo.


   A tecelã depositava seus fios de ouro em um vão na parede que servia como uma espécie de elevador de pequenas cargas. Sempre que o conde acionava uma alavanca, a prateleira descia até seus aposentos para que ele retirasse todo o ouro e elevasse a prateleira vazia novamente ao calabouço.
   Swadloon logo ficou deprimida e arredia, havia perdido todas as suas características. Estava presa e confinada dentro de suas próprias folhas e aquilo a impedia de crescer. Com a pouca luz do sol, suas folhas começaram a amarelar e perder o viço, murchando a cada dia que passava. O aprisionamento da inseto-folha não a impediu de se tornar uma Leavanny, mas ela não cresceu de forma saudável...
   De suas folhas amarguradas pela vida em clausura, uma Leavanny nasceu, mas sem o afeto que lhe seria próprio. O mundo da tecelã de ouro era escuro e acinzentado como as paredes do calabouço. Leavanny tentava se opor à tirania do conde e se negou a tecer seus fios de ouro por diversas vezes, mas era severamente castigada.
   As folhas de Leavanny eram amolecidas, sequer se erguiam, se arrastavam como ela. A inseto-folha quase não conseguia andar direito, suas patas eram frágeis, mas o ouro, por mais que não quisesse, continuava a sair de sua boca.
   Leavanny tentou de todas as maneiras uma forma de fugir, mas suas amarras pareciam ficar mais fortes a cada plano frustrado. Tentou escapar pela porta, pelo compartimento de comida e até pelo elevador de carga, mas sempre era flagrada pelo conde e terrivelmente repreendida, ficando até alguns dias sem comida e água.
   Leavanny já não aguentava mais sobreviver, pois era apenas isso que fazia, já não tinha uma vida há muito tempo. Foram anos tecendo fios de ouro para saciar a fome de poder do conde. A inseto-folha já não tentava mais fugir, não queria mais ser livre, tinha medo do que poderia lhe acontecer.
   No entanto, algo inusitado lhe aconteceu. Quando fora receber a mesma comida de todos os dias, Leavanny percebeu que havia dois ovos bem pequenos ali e pôde ouvir a voz do conde novamente, lhe dizendo para chocá-los e ensiná-los a tecer fios de ouro. Sua voz estava envelhecida e as palavras se intercalavam com graves pigarros. O simples fato de ouvir a voz de seu carrasco já trazia toda a sorte de emoções negativas novamente e fazia com que Leavanny revivesse todos os seus traumas do passado.



   Leavanny não sabia o que fazer com aqueles ovos, não queria que tivessem a vida miserável que ela tinha, mas também não tinha coragem de desampará-los antes mesmo de terem nascido. Era a primeira vez em muito tempo que Leavanny voltava a chorar...
   A tecelã passou a realizar mais tarefas em seus dias, alternando-se entre os cuidados com os ovos e a produção dos fios de ouro. Mesmo que produzisse belas roupas de folha de corte preciso, não conseguia se sentir satisfeita com seus dons, ainda mais pela sentença absurda de ensinar às futuras aprendizes uma arte que lhe era natural e que ninguém mais era capaz de reproduzir. Leavanny estava fadada a frustrar o conde e não sabia o que poderia fazer para salvar a si mesma e as lagartas que logo nasceriam. O conde estava tão preocupado que Leavanny pudesse morrer ou se tornar velha e improdutiva que tratou de sentenciá-la ao absurdo de gerar novas tecelãs de ouro.
   Pouco a pouco, a inseto-folha foi desenvolvendo um estranho apego àqueles ovos, algo começou a despertar de dentro de seu coração, era como se ela realmente se importasse com eles. Suas rotinas sofridas continuavam, ela já não mais tinha a menor noção de tempo, a única coisa que a fazia esquecer-se de sua prisão era imaginar as vidas que se formavam ao seu lado.
   Tudo era tão automático e frio que Leavanny sequer se concentrava em suas atividades, estava condicionada a repetir suas tarefas diuturnamente, como se o corpo se movesse sem que a mente o comandasse.
   Certa vez, Leavanny percebeu que a prateleira do elevador de carga não havia retornado, ainda estava retida nos aposentos do conde. Com medo do que poderia acontecer caso não entregasse seus fios de ouro, ela simplesmente passou a arremessá-los pelo estreito vão da parede. Afinal, não poderia ser culpada por não estar produzindo seu ouro.



   Leavanny não ouvia nada além de seus próprios pensamentos, tudo o que pertencia ao mundo exterior parecia estar coberto por um véu, principalmente depois que até mesmo a comida deixou de ser fornecida.
   E como há coisas na vida que preferem acontecer todas ao mesmo tempo, não era de se admirar que as duas lagartas fossem nascer no mais caótico dos tempos. Como um raio de luz que decide alumiar o mais tenebroso recanto, Leavanny começou a ouvir as cascas dos ovos rachando enquanto tecia seus fios. Duas Sewaddle irmãs nasceram na mais simples das condições, transformando aquele lugar de confinamento em um lar mesmo que por poucos instantes.
   Leavanny interrompeu suas atividades e sentiu seu coração disparar, queria dar o mundo para as lagartas recém-nascidas, mas não tinha ideia do que poderia fazer. Eram tão pequenas e frágeis como ela também o fora um dia, eram como um sopro de vida naquele calabouço.
   Leavanny tornou-se mãe por acaso, tomou suas filhas nos braços e as cobriu com as folhas que preparou para vesti-las. A pouca comida que a tecelã estocou dificilmente duraria mais de um mês. Era questão de tempo até que não houvesse mais alimento disponível.
   Ainda não havia sinal algum da presença do conde, o elevador estava parado e a comida nunca chegava. A inseto-folha passou dias extremamente aflitivos, julgando-se culpada por ter desagradado o conde e estar sendo vítima de um possível castigo. Nada mais se encaixava na mente de Leavanny, estava perdida em suposições enquanto ninava suas duas filhas totalmente dependentes dela.
   Tudo continuava sempre do mesmo jeito, o compartimento de comida já acumulava poeira, a porta continuava ali e o elevador não mais se mexia. Leavanny sentia-se abandonada, mas continuava a tecer seus fios de ouro, os produzia a todo instante, não sabia mais o que fazer e o nervosismo a obrigava a repetir seus condicionamentos herdados do sofrimento.
   No decorrer das semanas, a única mudança que se via era o aumento da preocupação da inseto-folha e a diminuição das reservas de comida, algumas frutas até haviam estragado. Por outro lado, as Sewaddle já conseguiam andar, mordiscar folhas por conta própria e teciam seus primeiros fios de seda, que em nada se pareciam com os fios de ouro de Leavanny.



   A tecelã sentia que seu tempo estava se esgotando, temia que o desaparecimento do conde fosse parte de um plano macabro que ele estava tramando. Leavanny pensava que, assim que ela tentasse fugir novamente, ele apareceria e a puniria dolorosamente. O medo era tão grande que a porta que ali estava, tão próxima, parecia estar a quilômetros de distância...
   As Sewaddle já começavam a reclamar, choravam por estarem comendo pouco, e a própria Leavanny tirava da própria boca para alimentá-las. O medo era tão grande que ela ainda se sentia presa aos castigos de outrora, continuando a tecer seus fios de ouro...
   No entanto, finalmente chegou o fatídico dia em que a esperança acabou, Leavanny terminou de dar seus últimos suprimentos de comida às irmãs Sewaddle e não poderia esperar mais por uma solução, foi chamada a tomar uma decisão.
   Leavanny produziu seus fios de ouro com rapidez naquele dia, movida pelo medo de não suprir a fome do conde por mais riquezas. A tecelã deu tudo de si e concentrou todas as suas forças para produzir seus últimos fios de ouro. Temia pelo desconhecido, mas esperava que o conde pudesse não ser tão severo ao ver todo o ouro que ela havia produzido antes de tentar fugir.
   Sendo guiada totalmente por seu instinto, Leavanny amarrou suas filhas junto ao seu corpo com um laço feito de folhas compridas e caminhou lentamente em direção à porta. As circunstâncias a levaram àquilo, não era uma decisão consciente. Talvez Leavanny não fosse capaz de tentar uma nova fuga se as condições fossem outras, mas ela não podia permitir que as bebês tivessem o mesmo destino que ela.
   Leavanny encontrou forças dentro de si que até então eram desconhecidas para ela, muniu-se igualmente de coragem e desespero e chegou até a porta, tentando empurrá-la com cuidado para que ninguém a ouvisse, mas a porta simplesmente despencou à sua frente, como uma tábua de madeira podre que caía ao chão.



   A inseto-folha ficou paralisada por alguns instantes e diversos questionamentos começaram a surgir dentro dela, eras muitas perguntas sem resposta. Leavanny abraçou suas filhas e andou com dificuldade pelo corredor escuro que havia cruzado apenas uma vez, chegando à passagem secreta na escadaria e finalmente alcançando o salão do castelo. Não havia mais ninguém ali, apenas pedras e manchas escuras nas paredes, como se houvessem sido queimadas. Nada fazia sentido para Leavanny e um medo tão grande começou a percorrer seu corpo que a única reação que pôde ter foi a mais básica de todas: correr pela sua própria sobrevivência.
   Leavanny não andava muito, suas pernas doíam bastante, mas ela corria o mais rápido que podia, cruzou o salão e chegou ao portão principal do castelo, mas não havia nada ali. O portão fora arrombado.
   Quando a inseto-folha cruzou a entrada do castelo, ela pôde ver a luz do dia pela primeira vez depois de muitos anos e testemunhou o real motivo de ter sido abandonada. Não era um plano macabro do conde, sequer havia mais um conde. Toda a cidade havia sido destruída em uma guerra, só havia escombros de um passado de riqueza. A muralha não foi capaz de proteger os tesouros do castelo, só restavam sinais de uma cidade que fora incendiada durante uma invasão dos reinos vizinhos.
   Não havia mais conde, não havia mais clausura. Leavanny se ajoelhou e começou a chorar, soluçando descompassadamente. A inseto-folha não acreditava que seria capaz de fugir e se deu conta de que havia aceitando suas correntes por tempo demais, estava presa ao medo, mesmo que não estivesse mais presa a nada. Ela abraçou suas filhas com firmeza e ali as três ficaram por um bom tempo, até que Leavanny finalmente se ergueu para fugir em direção à floresta, seu verdadeiro lar, jurando que nunca mais permitiria que lhe atormentassem novamente.



E assim termina a história de hoje...


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   E aí, pessoal, o que acharam da história sofrida da Leavanny? Fico feliz que tenha dado tudo certo no final! Ah, e antes que me perguntem, nenhuma velhinha foi machucada durante as gravações. xD

   Continuando com as novidades, fiquem atentos, pois vocês vão me ver por aqui umas três vezes nessa semana. É overdose de Gabriel na PBN! Viva! Aliás, vocês já viram o meu perfil novo? =D

   Então, amanhã a gente se vê por aqui com o retorno da Cápsula do Tempo, totalmente reprogramada para levar vocês a outras histórias! ;)

   Também queria dizer que já estou respondendo todos os comentários pendentes, tanto da Cápsula quanto da crônica do Persian. Se você comentou nelas, corre lá e vê a sua resposta! ^^

   Na quarta-feira dessa semana mesmo, eu vou apresentar a vocês o tal do novo projeto. Por favor, eu vou precisar de montão da ajuda de vocês para ele dar certo! Querem uma dica sobre o que se trata? A palavra-chave é continuidade. Durmam com essa! xD

   Agora, vamos pensar juntos sobre a próxima crônica! Ainda nos restam: Fogo, Água, Gelo, Terra. Quatro crônicas para encerrarmos a segunda temporada, meu Deus! o_O

   Então... eu posso trazer Flores de Água na próxima? Eu já estou com saudade dos Pokémon aquáticos... As opções são tantas! Eu vou deixar duas perguntas para vocês: qual Pokémon do Tipo Água é perfeito para ganhar uma crônica na próxima semana e por quê? A melhor resposta vai ter seu Pokémon escolhido! Vocês são bons, eu confio nas sugestões de vocês!

   Acho que é só isso por enquanto, falei bastante hoje, né? Hahaha. A gente se fala nos comentários, pessoal! Uma ótima semana para todos nós! Até a próxima! ^^




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