Crônicas de Bolso: Doses de Veneno - Muk - Pokémon Blast News

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30/09/2015

Crônicas de Bolso: Doses de Veneno - Muk

Olá, galerinha!

Cá estamos na nossa querida quarta-feira com as Crônicas de Bolso! Bom, o Pokémon de hoje é um daqueles que haviam sido anunciados em uma silhueta. Uma vez, alguém me pediu para falar sobre um cenário pós-apocalíptico e curiosamente esse é o tema de hoje em Doses de Veneno! =)

Se você é fã do gênero apocalipse zumbi e The Walking Dead, acho que você vai gostar! Bom, pelo menos, eu espero que goste. ^^

Trago a vocês hoje a presença de Muk! Se você sempre quis saber como seria um Apocalipse Pokémon, que tal dar uma lida? Falando nisso, deixo essas músicas AQUI como trilha sonora de hoje. =)

Quando tudo parece perdido, quando não há mais esperanças...

   A humanidade sempre tentou descobrir uma forma de alcançar a vida eterna. As pessoas parecem obcecadas com seu próprio fim e correm atrás de qualquer coisa que lhes traga de volta a força e a juventude, ao invés de viver da melhor forma possível. Às vezes, quando se quer algo que não se pode ter, o efeito pode ser contrário ao desejado. E foi a busca incessante pela vida eterna que trouxe o fim dos tempos...



Doses de Veneno: Muk



   Até agora, poucos são os que conseguiam acreditar no que estava acontecendo. Era como se o menor dos atos houvesse causado o fim da vida no planeta. Provavelmente, a humanidade nunca saberia a origem de todo aquele caos, não adiantava saber se foi negligência das autoridades ou um erro de cálculo. Fato é que aconteceu.
   Na capital da África do Sul, havia um polo tecnológico em desenvolvimento. Diversas universidades americanas, europeias e asiáticas possuíam convênios e incentivavam o intercâmbio para lá. Em especial, uma das áreas de pesquisa de maior presença na região focava em seus estudos acerca da genética e evolução.
   Sempre foi de interesse do ser humano encontrar a cura para todas as doenças ou descobrir uma forma de viver para sempre. Muitos pesquisadores apostaram na existência de alguma manipulação genética capaz de retardar o envelhecimento ou garantir uma saúde inabalável, mas o que eles conseguiram foi justamente o oposto do que tanto queriam.
   Com as tentativas, vieram sucessivas falhas no processo de criação de uma estrutura que alterasse a composição genética de uma pessoa e a tornasse imortal. Muitos experimentos fracassados foram jogados fora. A quantidade de lixo químico e micro-organismos produzidos em laboratório era uma preocupação constante, ninguém sabia o impacto que eles poderiam causar na natureza.


   No entanto, a grande preocupação dos pesquisadores se tornou um pesadelo. Devido a uma possível falha de isolamento, um vírus acabou contaminando o lixo produzido naquele centro. Tal vírus havia sido criado para combater agentes invasivos no corpo e destruir qualquer organismo nocivo à vida, esse vírus era a yveltalina.
   Como tudo acontecia sem o conhecimento dos cientistas, foi fácil perder o controle da localização da yveltalina. Tendo contaminado o lixo, o vírus foi transportado pelos caminhões de coleta para o tratamento adequado nos aterros sanitários da cidade.
   Uma das principais propriedades da yveltalina era sua capacidade de se adaptar à água, principal componente encontrado no corpo humano. O objetivo dos cientistas era promover um espalhamento rápido do vírus na corrente sanguínea de modo que todas as partes do corpo pudessem ser protegidas pela yveltalina.
   Porém, chegando ao aterro sanitário, a yveltalina se mesclou ao chorume e se difundiu por um fino córrego na vizinhança até alcançar um rio. A presença de rejeitos químicos e bactérias resistentes naquele lugar fétido incentivou a yveltalina a se tornar um vírus agressivo, capaz de lutar contra as impurezas daquele lugar.
   Não demorou muito para que pessoas e animais que conviviam com o lixo começassem a sentir fortes dores de estômago e irritabilidade na pele. A yveltalina atacava violentamente qualquer organismo vivo para limpá-lo de agentes nocivos, não importava o dano causado por sua atuação. Mas o pior ainda estava para acontecer, pois existiam seres compostos simplesmente de toxinas e rejeitos industriais, formados a partir da poluição da água.


   Os Grimer e Muk eram seres nascidos de uma concentração absurda de agentes químicos fortíssimos introduzidos na água. Eram capazes de matar a vegetação de um lugar simplesmente ao passarem por cima dela. Ingerir a menor quantidade do muco pegajoso de um deles já era uma sentença de morte ou, no melhor dos casos, de um coma prolongado por intoxicação.
   Não poderia haver pior combinação do que a yveltalina nos corpos dos Grimer e Muk. Por suas vidas serem compostas de poluentes químicos, a ação devastadora da yveltalina contaminou seus corpos e tirou-lhes a consciência e a capacidade de viver, mesmo que mantivesse funcionais.
   A combinação com o vírus tornou as criaturas agressivas e eternamente famintas por água, fosse pura ou contaminada. Os Grimer e Muk apodreciam e seus corpos estavam biologicamente mortos, mas eles ainda viviam. A yveltalina os transformou em mortos-vivos.
   A princípio, quase ninguém se dava conta do que estava acontecendo, mas os relatos de desaparecimento de funcionários do aterro sanitário começaram a tomar proporções de interesse midiático.
   As semanas se passavam e os olhos do mundo se voltavam para a África do Sul. Diversos repórteres e jornalistas desembarcaram no país para cobrir o que foi chamado de “mistério do aterro”. Com a pressão do povo, da mídia e do governo, a polícia se mobilizou para investigar os acontecimentos e todos exigiam explicações por parte dos pesquisadores.
   Mas foi em uma cobertura aérea que uma jornalista belga deu a resposta que o mundo tanto queria. Grimer e Muk foram flagrados em quantidades anormais por toda a extensão do rio perto do aterro. As criaturas foram vistas atacando pessoas e corroendo seus corpos, que queimavam em contato com a toxina mesclada ao vírus.


   Era como se os Grimer e Muk engolissem a pele das pessoas e os devorassem por completo, deixando seus ossos expostos. Depois de comer as pessoas vivas, os corpos das vítimas ficavam facilmente expostos à infecção da yveltalina, que se espalhava rapidamente pelo corpo e os transformava em mortos-vivos assim como eles. Humanos eram transformados em Grimer e Muk com ossos expostos em meio ao muco roxo que compunha seus corpos.
   As imagens obtidas pela jornalista Janine correram o mundo e uma onda de terror se instaurou. A capital do país se transformou em um cenário de guerra. As pessoas tentavam desesperadamente fugir para qualquer lugar. O caos tomou conta dos aeroportos e das fronteiras do país, pessoas eram pisoteadas em meio a multidões e a população de zumbis crescia exponencialmente para além das margens do rio e do aterro sanitário. Barricadas foram montadas e carros eram abandonados e incendiados para impedir o avanço dos mortos-vivos pelas cidades, mas eles sequer sentiam dor, apenas queriam despoluir as impurezas contidas em qualquer lugar onde houvesse água.
   Foi instaurado toque de recolher e os moradores eram proibidos de circular pelas regiões afetadas. À medida que os mortos-vivos avançavam, a yveltalina continuava a destruir tudo aquilo que contivesse toxinas nocivas à vida e a se fortalecer cada vez mais. Agora, já havia sinais de infecção respiratória por yveltalina. O vírus que antes se espalhava apenas pela água e pela pele, passou a ser transmitido pelo vapor d’água contido no ar.


   O governo distribuía máscaras de oxigênio para as pessoas, mas era como tentar se segurar a uma árvore em meio a um furacão. A energia elétrica e os telefones foram cortados para a população e pessoas se matavam por comida nas ruas. Era como se a humanidade pudesse olhar de frente para a sua própria extinção.
   Janine sabia que poderia não retornar ao seu país, mas foi obrigada a aceitar a missão suicida de continuar a cobrir o surto do vírus mais poderoso já criado em laboratório. Tudo se tornou escasso ali, até mesmo a esperança e a jornalista começou a se ver como parte da própria matéria.
   O centro de pesquisas de tornou refúgio para pesquisadores, médicos, jornalistas, policiais e líderes locais. A situação era tão crítica que as armas passaram a ter a mesma importância que a comida. Grupos eram formados para promover invasões em postos de gasolina e supermercados próximos para buscar alimentos, peças mecânicas, ataduras, remédios, baterias e outros recursos. As pessoas se armavam com bastões, machados ou armas de fogo para tentar combater os Grimer e Muk que tomavam conta das cidades.
   Outros grupos de sobrevivência também eram formados. Treinadores utilizavam suas criaturas para combater os zumbis, mas os embates corpo a corpo acabavam transformando seus parceiros em mortos-vivos também. Era muito difícil comandar uma criatura para uma batalha e vê-lo se transformar em um monstro para salvar a vida de seu treinador...

   Porém, todos os esforços em proteger o centro universitário tinham um motivo. Mesmo que os cientistas jamais admitissem que produziram a yveltalina, eles se encarregavam de encontrar uma cura que acalmasse o efeito abrupto do vírus, algo que o impedisse de atacar alguém, uma forma de fazer com que a yveltalina acreditasse que alguém era puro e não continha micro-organismos nocivos. A essa vacina foi dado o nome de xerneasina.
   Mas as condições adversas tornaram o projeto ainda mais difícil. A busca pela cura era praticamente uma missão impossível, não havia recursos e era questão de tempo até o centro de pesquisa ser invadido pela população crescente de mortos-vivos. A cada dia ficava mais difícil de encontrar alimento, os grupos de ataque precisavam ir cada vez mais longe para trazer menos comida e pior, voltavam com baixas.
   Já havia relatos de que a proliferação do vírus tivesse rompido o bloqueio do país, a cidade estava sitiada e casos de infecção pela yveltalina alojada nos Grimer e Muk já eram registrados em vários países ao sul do continente africano. Havia riscos de que pessoas contaminadas poderiam ter conseguido viajar até a Europa e iniciado outra epidemia por lá.
   Janine já não mais se importava com seu emprego, apenas queria morrer ou se salvar, queria que aquele apocalipse tivesse fim de um jeito ou de outro. Sua equipe já havia sido infectada e apenas a moça havia sobrevivido. O único registro que ela fazia era de sua própria experiência em seu gravador, retratando a vida no polo tecnológico como forma de não enlouquecer.
   Assim como havia ocorrido no projeto da yveltalina, várias amostras falhas também foram geradas na tentativa de criar o agente da xerneasina, que era perfeita na teoria. O medo de errar e toda a pressão psicológica sofrida pelo grupo de pesquisa debilitavam seriamente o processo.


   Sobreviver um dia já era considerado um milagre. Os grupos de invasão foram obrigados a passar mais tempo defendendo o perímetro do que procurando alimentos estocados em restaurantes ou medicamentos em farmácias. A produção de comida já havia sido interrompida há semanas e o pouco alimento disponível já estava com a validade vencida. Os poucos que não se tornaram zumbis morreriam de fome ou enlouqueceriam em pouco tempo, o fim era praticamente um fato consumado.
   No entanto, contrariando todas as expectativas, os pesquisadores conseguiram produzir um agente inibidor que emitia um artificial baseado na estrutura de ataque da yveltalina. Da destruição, fizeram a vida através da xerneasina, mesmo que o milagre não pudesse ser completo.
   As condições adversas de pesquisa fizeram com que a produção da vacina se tornasse insustentável em larga escala. Não havia tempo ou dinheiro suficiente para bancar a produção em massa de xerneasina. Toda a quantidade possível ainda seria pequena diante da necessidade em escala mundial para contrabalancear a difusão do vírus.
   A produção artesanal da xerneasina certamente não salvaria o mundo, mas seria suficiente para perpetuar a espécie humana. O grupo de pesquisadores foi o primeiro a receber as doses da vacina, seguido pelos médicos e membros dos grupos de defesa. Janine e os demais sobreviventes também foram medicados com a xerneasina, mas tiveram que amargar uma longa espera por não serem considerados uma prioridade.



   Quando os últimos humanos daquela região saíram do centro universitário, os Grimer e Muk já haviam destruído toda a cidade. As criaturas pareciam sentir aversão à xerneasina e se retiravam, não atacavam aqueles que haviam sido vacinados. Pouco a pouco, os Grimer e Muk foram deixando a cidade, ainda em busca de outros seres humanos. Por ora, aquele grupo estava a salvo e podia recomeçar o trabalho de reconstrução do centro de pesquisa e busca por alimentos.
   Era certo que a yveltalina continuaria a se espalhar pelo mundo até alcançar todos os continentes, mas os estudiosos também afirmavam que haveria um período de estabilização e possível declínio na difusão do vírus. A esperança era de que outros também fossem capazes de conseguir lutar contra a epidemia a seu próprio modo.
   Muitos ainda seriam infectados, mas também havia a chance de que pudessem existir outros grupos de sobreviventes ao redor do mundo. Ainda estava longe de a humanidade poder ver o amanhecer novamente, a noite escura trazida pela yveltalina estava apenas começando.



E assim termina a história de hoje...


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   Eu estava doido para poder publicar essa história há muito tempo! Finalmente, consegui trazer o apocalipse Grimer/Muk aqui para as Crônicas! Esta foi uma das primeiras ideias que eu tive para a segunda temporada. Eu estava só esperando a oportunidade de falar sobre o Tipo Veneno novamente. ^^

   Espero que vocês tenham curtido! Eu sempre me divirto muito quando a gente muda o tom das Crônicas e faz esse passeio por gêneros diferentes. O que vocês acharam? Alguém aí quer compartilhar teorias de como sobreviver a um Apocalipse Pokémon? =P

   Se alguém quiser fazer um pedido especial para semana que vem, pode fazer! Ah, se alguém estiver fazendo aniversário, pede sugerir seu Pokémon favorito que ele pode ganhar uma Crônica também! Acho que é só isso, não é, produção? Então, a gente se vê nos comentários, pessoal! Uma ótima semana para todos! =D





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