Crônicas de Bolso: Vestígio Noturno - Sableye - Pokémon Blast News

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19/08/2015

Crônicas de Bolso: Vestígio Noturno - Sableye

Olá, galerinha!

Era uma vez, eu. Estava eu indo escrever uma história para Simplesmente Normal, como vocês haviam pedido na semana passada, quando eu me deparei com ela:

A princesa Mawile não pode ser esquecida!

Pois é, a história da princesa Mawile tem que continuar e ela está de volta às Crônicas de Bolso! Quem se lembra dela? Nós conhecemos nossa heroína em Encanto de Fada e estamos prestes a saber o que aconteceu com ela. E o que Vestígio Noturno tem a ver com isso? Bom, isso é o Sableye quem vai dizer! ^^

Há muito tempo, uma profecia já dizia que uma fada mestiça traria o fim do Reino das Fadas. Com medo, as fadas mantinham Mawile sob forte vigilância, mas os maus tratos fizeram com que ela fugisse. Mawile atravessou a floresta encantada e foi resgatada por cavaleiros do Reino de Metal, que estava à procura de sua princesa. Mawile foi salva pelo grande cavaleiro, Lord Bisharp, e retornou ao seu reino, onde descobriu sua verdadeira história e foi coroada princesa. No entanto, a joia de Mawile havia sido perdida em um combate entre Lord Bisharp e demais cavaleiros, que tinham inveja dele. A pedra da princesa foi levada pelo rio e o nobre cavaleiro, junto de seu assistente, Pancho, devem recuperá-la.

Vestígio Noturno: Sableye



   Ninguém é uma ilha. O mundo pode parecer feio ou belo, só depende de como você o enxerga. A vida nasce do amor e, portanto, deve ser amada e celebrada. O mundo pode ser confuso, mas também pode ser compreendido, basta que seja visto com olhos puros como diamantes.
   Em meio a uma densa floresta, já muito distante do Reino de Metal, havia uma caverna. Era escura, tinha pedras e pouca água, uma caverna como qualquer outra. Também era feia e malcheirosa, mas era obra da natureza assim como as rosas.
   Não havia sequer um ser da floresta que ousasse viver em um lugar tão horrível, repleto de formações rochosas que dificultavam o andar. Quem poderia querer viver em um lugar assim? Mas havia sim quem chamasse aquele lugar de casa.
   Curiosamente, o dono daquela caverna era um ser tão estranho e assustador quanto ela, talvez por isso tenha escolhido viver lá. Seu corpo era de um roxo tão escuro quanto a noite, tinha um sorriso de monstro, garras pontiagudas e orelhas que pareciam chifres. Era um bicho feio de doer, capaz de fazer qualquer um fugir aos prantos só de encontrá-lo. Seu nome era Sableye.
   Só que Sableye não sabia que era feio, não sabia o que era ser monstro ou alguém normal, nunca havia convivido com ninguém além de si mesmo. Ele não se lembrava de seus primeiros dias de vida, sempre se viu sozinho na caverna desde suas primeiras lembranças. Mas se havia algo que ele conhecia muito bem, esse algo era a caverna.





   Apesar de feia e desagradável, a caverna era extensa e possuía muitos caminhos que se cruzavam até chegar a uma vasta galeria subterrânea. Naquele lugar de difícil acesso, eram formadas as mais raras e preciosas pedras, um verdadeiro tesouro escondido na escuridão da caverna.
   Pouca era a luz que chegava até lá, mas Sableye não precisava de muito para enxergar suas pedras. Ele as amava tanto que fazia delas parte de seu próprio corpo, adorava pendurar rochas coloridas em si mesmo e até se alimentava de rochas.
   Sableye vivia sozinho na caverna e conversava com as pedras, mas ele não entendia o porquê de elas não o responderem. Alguns dias eram bons e outros, nem tanto. A única coisa que o distraía era procurar por novas pedras, cada vez mais brilhantes. Sableye tinha um brilho no olhar e não era apenas por eles serem feitos de diamantes, mas porque via beleza até na mais completa escuridão.
   Volta e meia, Sableye juntava suas pedras e subia até o começo da caverna, onde uma estranha luz se formava. Ele nunca havia se dado conta do que havia além da caverna, nem se virava para ver a saída, mas era fascinado pelo brilho do Sol que iluminava as paredes da caverna, formando desenhos que se moviam e revelando todo o esplendor das cores das pedras que ele carregava.


   Certa vez, Sableye acordou durante uma noite agitada ao ouvir o som metálico de algo que parecia se aproximar, algo que vinha se chocando de parede em parede até cair em uma pequena poça d’água na galeria subterrânea de sua caverna. Assustado com o barulho que ecoava pelos túneis, Sableye se agitou e começou a procurar pelo que havia caído ali.
   Aproximando-se lentamente da poça, os olhos brilhantes de Sableye refletiram as cores da pedra mais linda que ele já havia visto. Era cinza, amarela, cor-de-rosa e brilhava muito. Era tão perfeita, lapidada com tanto esmero e delicadeza que... Sableye apaixonou-se pela pedra.
   A criatura noturna sentiu algo em seu peito bater mais forte. Suas pernas tremiam mais do que o normal, não sabia se sentia frio ou calor, aquela pedra era sua princesa. Sableye carregava sua joia por todos os cantos aonde ia, conversava com ela... e ela respondia.
   Os dias continuaram a ser bons e outros, nem tanto; mas tudo era mais bonito na presença da princesa. Sableye aprendeu a sorrir e gostava de ver seu próprio reflexo no brilho de sua pedra favorita. E foi pelo amor que Sableye sentia por sua pedra que ele tomou uma decisão.
   Ele estava tão encantando por aquela pedra que se perguntava de onde ela teria vindo, pois não parecia ser da caverna. Será que havia algo além da caverna? Sableye pensou e refletiu muito até decidir refazer o caminho que sua pedra havia feito durante a queda.



   Sableye escalou pelos túneis da caverna e retornou à entrada, onde sempre via aquela luz que dançava na parede. Mas dessa vez, ele percebeu algo diferente. Sableye viu que a sombra na parede não dançava sempre, o reflexo de sua pedra era imóvel. Ele viu que a sombra só se move quando algo também se move e, estimulado pela sua curiosidade, Sableye se virou para trás.
   A criatura da noite contemplou o brilho do Sol, que se escondia atrás das árvores da floresta, e viu cores novas, uma grande quantidade de luzes e tons que não existiam em sua caverna, seu mundo.
   Sableye agarrou firmemente sua pedra e decidiu sair da caverna e ver o que o mundo guardava para ele. A floresta era densa e cheia de árvores, eram como estalagmites com folhas penduradas. Sableye viu que também havia pedras naquele novo mundo e comeu algumas delas, mas tinham sabor estranho.
   A criatura estranha subiu em uma árvore e tentou ver o que havia ali, mas só via folhas e alguns pontos vermelhos em meio a tanto verde. Sableye decidiu encostar em uma daquelas coisas vermelhas no topo da árvore e ficou batendo nela até que a mesma caísse no chão. Sableye ficou assustado, achou que tinha machucado aquela coisa estranha, que não era nada além de uma maçã. Tudo era novo para Sableye.
   Ele continuou andando por baixo das árvores, viu outras criaturas, diferentes dele. Havia bichos de vários olhos, bichos de vários pés e até aqueles que andavam no ar. Sableye tentou pular e chacoalhar seus braços, mas não entendeu o motivo de não alcançar aquelas coisas brancas no meio daquela coisa azul que fica acima de todas as árvores.


   Porém, quando Sableye deixou a sombra das árvores, viu uma luz intensa iluminar seu corpo. Aquilo lhe doía o corpo e a vista, ardia como queimadura. Sableye correu até um arbusto e se escondeu. Sempre viveu na escuridão de sua caverna, era sensível à luz solar.
   Enquanto estava escondido, Sableye ouviu sons ritmados como galopes, anunciando a chegada de duas criaturas levemente semelhantes. Eles pareciam ser feitos de metal, mas um era claramente maior que o outro e agia pomposamente.

   — Pancho, este é o local! Meus bravos instintos heroicos anunciam que a joia de nossa estimada princesa jaz aqui! Avante, pequeno, quero receber minhas honrarias antes do cair da noite!

   — Magnífico senhor, não foram seus instintos, foram nossos batedores que nos informaram desta localização. Já procuramos por todo o Reino de Metal e só restava mesmo esta região para que...

   — Como ousa questionar minha intuição de cavaleiro, assistente? Eu posso acabar desistindo de te conceder a honra de ser meu aprendiz! Felizmente, o grande Lord Bisharp é generoso e irá perdoá-lo. Agora vá, guarde nossas montarias amigas, os Scolipede!




   Sableye ficou confuso com aqueles sons estranhos que eles emitiam pela boca e, sentindo-se acuado, decidiu fugir para a caverna. Não havia gostado daquelas criaturas de metal, principalmente do mais autoritário.
   No entanto, a fuga de Sableye fez os arbustos denunciarem sua presença e Lord Bisharp, como um exímio cavaleiro, rapidamente notou sua presença. O cavaleiro armou-se com as bugigangas construídas por Pancho, já que havia perdido suas lâminas na armadilha de outrora, e se pôs a seguir a criatura da noite.
   Sableye correu como jamais havia corrido antes, mas foi capturado antes de poder retornar à caverna. Muito agitado e com medo, a criatura tremia e tentava se soltar a todo custo, arranhava o chão de tamanho nervosismo. Sableye não sabia o que era batalhar e gritava desesperadamente.

   — Pancho, rápido! Capturei um vilão ardiloso que nos observava em meio às folhagens de um arbusto!

   Enquanto Lord Bisharp chamava por Pancho, Sableye conseguiu se esquivar e improvisou uma sombra noturna mesclada com uma sombra sorrateira para fugir. O cavaleiro se assustou e o deixou escapar. Sableye correu em direção ao pequeno Pancho e se escondeu atrás dele, segurando-o como um escudo. Sableye tremia tanto que fez até o pequeno Pawniard balançar.



   — Espere, Lord Bisharp! Eu acho que ele não é um vilão, veja... ele está com medo. Acho que ele vive naquela caverna, não parece ser mau.

   — Bobagem, garoto! Meus instintos me dizem que devemos levá-lo como prisioneiro. Não deixe que ele manipule seu coração, ele quer enganá-lo, Pancho!

   Sableye apertou sua pedra querida em seu peito e se abaixou, cobrindo a cabeça com as mãos, murmurando baixinho de tão assustado que estava. Lord Bisharp andou em sua direção, tirando Pancho do caminho, e reconheceu a pedra que Sableye tanto amava, era a joia da princesa Mawile.
   Lord Bisharp tentou tomar a pedra para si, mas Sableye não permitiu. Uma força tão grande foi crescendo de dentro dele que nada no mundo o faria soltar sua pedra. Lord Bisharp ergueu a joia no ar e lá permaneceu Sableye, pendurado. O cavaleiro balançou a pedra, tentando fazer a criatura se soltar, mas ele balançava junto com a pedra e nada de soltá-la.
   Sem saber o que fazer, o lorde decidiu levar a pedra consigo e Sableye foi se arrastando pelo chão. Porém, quando os três estavam perto de alcançar as montarias, o Sol novamente começou a queimar o corpo de Sableye, que gritava de dor.


   Todos se assustaram com o escândalo que a criatura fez. Rapidamente, Pancho tentou ajudá-lo e o cobriu com uma capa de couro que havia trazido em sua jornada, vestindo Sableye como se aquilo fosse uma túnica.
   Imediatamente, a dor de Sableye parou. Lord Bisharp montou em seu Scolipede e permitiu que a criatura estranha carregasse a joia de Mawile. Pancho também subiu em sua montaria e ajudou Sableye a montar na garupa. Sableye não ofereceu resistência alguma e desenvolveu certa simpatia pelo pequeno Pawniard.
   Devidamente protegido da luz, não havia mais nada que impedisse Sableye de se aventurar por aquele novo mundo, não havia mais nada que pudesse separá-lo de sua amada pedra, nem mesmo uma guerra prestes a acontecer entre dois reinos...



E assim termina a história de hoje...


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   Então, pessoal, como foi? Não sei se alguém reparou, mas coisas diferentes aconteceram na história de hoje. Por exemplo, é a primeira vez que não aparece a megaevolução de um Pokémon capaz de megaevoluir na história. O que isso significa? =P

   Também é a primeira vez que aparece o nome de uma espécie de Pokémon além da espécie que é a estrela da crônica. Scolipede, alguém? Hehe.

   Vocês notaram alguma outra "novidade" na história do Sableye? Quem achou, por favor, posta nos comentários para a gente conversar! ^^

   Ah, sim! Não acho que seja o caso, mas, se alguém ficou perdido, a cronologia da história é: Mawile, Bisharp e Sableye, em ordem crescente de acontecimentos. Isto é, na crônica do Bisharp, a Mawile já era a princesa do Reino de Metal. Quem está antenado, deve ter percebido que a história do Sableye se passa logo depois do final da do Bisharp, que é quando ele sai em busca da joia da princesa. =D

   Se quiserem a continuação da saga da Mawile logo na semana que vem, é só pedir! Uma ótima semana para todos vocês! =)






Créditos de imagem:
Mawile e Sableye
Monstro ou alguém normal?
Conhecendo um novo mundo
Encontros predestinados
A fuga de Sableye
Mega Sableye




Eu vou ficar muito, muuuito feliz se você clicar aqui! Olha:

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