Crônicas de Bolso: Sangue de Dragão - Altaria - Pokémon Blast News

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26/08/2015

Crônicas de Bolso: Sangue de Dragão - Altaria

Olá, galerinha!

Hoje é quarta-feira e estamos na área com as Crônicas de Bolso! Hoje é um dia épico, temos um encontro de duas lendas poderosíssimas. Não, não estou falando do clássico de futebol na televisão. xD

Vamos ter dobradinha de princesa Mawile hoje! Finalmente, em Sangue de Dragão, todas as cartas serão postas à mesa e todos os personagens são apresentados. Uma grande guerra se anuncia entre o Reino de Metal e o Reino das Fadas e estamos prestes a conhecer as armas de cada um deles.

E que entre o meu dragão preferido de todos os tempos, Altaria! Altas emoções rolando aqui, hehe. Ah, quase que me esqueço! A trilha sonora de hoje é esta AQUI. Agora sim, vamos à história! ^^


Um canto angelical que tinge nuvens e pede paz...


   A vida é como uma música a ser cantada em todo o seu esplendor. Mesmo que as pessoas entrem em conflito, as nuvens brancas pedem paz. Por que o pequeno insiste na guerra para se fazer crescer e diminuir os outros se o grande pede paz para que todos cresçam juntos?


Sangue de Dragão: Altaria



   Há forças no mundo que são maiores do que se pode compreender. Verdadeiras lendas vagam tranquilamente pelo mundo em busca de paz e equilíbrio, tingindo o céu com o rastro de sua passagem. São forças divinas que olham de cima e vivem em harmonia com a natureza. Cientes de seu poder, estes seres são capazes de tomar o mundo para si, mas não o fazem, pois sabem que o planeta possui seu próprio ritmo. Como é possível que um ser tão poderoso respeite o mundo à medida que vidas pequenas geram conflitos e desequilíbrios?
   Sentada em seu trono de ouro, ela estava a olhar pelas janelas em busca do futuro. Subitamente, as portas do palácio de metal se abrem e um cavaleiro errante surge com seu ajudante e um prisioneiro perante a princesa do Reino de Metal.



   — Lord Bisharp, o senhor retornou! Espero que me traga boas notícias. Vejo que capturou um prisioneiro, seria ele um espião do Reino das Fadas?

   — Minha santa princesa Mawile, eu fui capaz de retornar a Mawilite ao seu berço de direito! Enfrentei armadilhas, batalhas sangrentas e vilões ardilosos, mas eles não foram páreo para o poder de minha valentia! Cruzei pântanos, desertos, tempestades e cavernas até ser capaz de descobrir o paradeiro da bela joia!

   Pancho tentava esconder sua ligeira vergonha ao ouvir o discurso criativo de Lord Bisharp. Era bem verdade que as palavras do cavaleiro eram pomposas em excesso, mas ninguém ousava questionar suas habilidades. Os olhos da princesa Mawile ainda brilhavam ao ouvir as histórias do herói corajoso, pois ainda não estava devidamente acostumada com seu jeito de ser. Tudo era novo para ela, assim como para Sableye.
   Enquanto Mawile havia deixado sua vida de clausura e sofrimento no Reino das Fadas para trás, Sableye foi afastado à força de sua doce caverna inóspita. Poucos meses se passaram desde que Mawile foi resgatada por Lord Bisharp às margens da floresta encantada, assim como também foi ele quem trouxe Sableye ao Reino de Metal.

   — Lord Bisharp, traga-me a joia. Sei que muitas perguntas serão respondidas, o destino de todos nós depende dela.

   O lorde pediu que Pancho cuidasse de Sableye, que não oferecia mal algum. O ser da caverna estava inocentemente perdido naquele mundo metálico e reluzente, repleto de cores e pessoas. Ele nem sequer pensava em fugir, já havia se acostumado com a presença de Lord Bisharp e Pancho.



   O cavaleiro caminhou pelo longo tapete vermelho e dourado com a joia em mãos. À medida que ele andava, os cavaleiros erguiam suas armas para saudá-lo. Lord Bisharp subiu os degraus até o trono e entregou a Mawilite à princesa, cuja energia fez a pedra reagir, brilhando intensamente.
   Era a primeira vez que Sableye se distanciava tanto de sua amada pedra, seu coração apertava mais conforme sua amada se afastava dele. Ao vê-la brilhar tão lindamente, Sableye entrou em rompante e começou a gritar, com medo de perdê-la. Sableye arrancou sua túnica e a jogou em Pancho, fazendo o garoto cair no chão. Sableye correu em disparada, passando por baixo das pernas dos cavaleiros de metal que tentavam capturá-lo.
   Sableye subiu os poucos degraus e empurrou Lord Bisharp, que rolou escada a baixo, derrubando vários de seus cavaleiros. A criatura tentou pegar a joia das mãos da princesa Mawile, mas ela resistiu. Sableye não quis correr o risco de partir a joia e se contentou em segurá-la, com as mãos sobre as da princesa.
   Naquele momento, o ser da caverna lamentava e gritava em tom choroso, mas admirava o brilho mágico da Mawilite, que até refletia em seus olhos de diamante. A princesa Mawile elevou o olhar e encarou Sableye, vendo no fundo de sua alma a inocência que ele carregava.
   Um batalhão de soldados tentou apartar o suposto ataque à princesa e puxaram Sableye violentamente para afastá-lo de Mawile, mas ele insistia em segurar a joia e as mãos da princesa. Quando Sableye também subiu o olhar, viu que a princesa estava olhando-o e pôde perceber que havia algo no mundo mais belo que sua joia: a dona dela.



   Naquela hora, Sableye transferiu completamente todos os sentimentos que nutria pela Mawilite para a princesa, ao ver que todas aquelas cores bonitas que via eram reflexo da beleza dela. O coração de Sableye acelerou e ele acabou soltando a Mawilite sem perceber. A criatura da caverna foi ao chão e diversos cavaleiros estavam prontos para puni-lo em questão de segundos, mas a voz de comando da princesa se fez ouvir, interrompendo o ataque.

   A princesa Mawile respirou fundo e ordenou que Sableye fosse tratado como hóspede do reino. Lord Bisharp questionou a decisão e alertou Mawile dos riscos, mas ela já tinha consciência da situação e pediu que Pancho, o pequeno Pawniard, ficasse responsável por Sableye. O garoto encheu-se de si ao receber sua primeira missão como cavaleiro diretamente da princesa, mas podia conter sua emoção.
   Em segredo, Mawile prometeu a Sableye que o ensinaria a se comunicar melhor, conforme a educação que recebera das fadas. Sua vida de princesa ainda lhe assustava e precisava de alguém cuja vida também houvesse sido mudada. Por último, a princesa ordenou que Lord Bisharp preparasse seu exército, a guerra contra o Reino das Fadas já estava declarada.
   Fadas e seres de metal nunca conseguiram viver em paz. Elas eram delicadas e se diziam puras, culpavam o Reino de Metal pela destruição do mundo e por torná-lo feio. Do outro lado, os seres de metal acusavam as fadas de se julgarem superiores a todos e quererem viver em um mundo encantado onde não haveria espaço para os que eram diferentes delas. Os seres de metal sabiam que suas máquinas e tecnologias prejudicavam o mundo, mas também sabiam que eles estavam construindo um mundo feito para todos.



   Muito tempo se passou e os conflitos continuavam, não havia felicidade para nenhum dos dois lados. Criaturas inocentes sofriam com as constantes batalhas, mas uma das forças divinas interveio em nome da salvação do mundo. Um grande mago lançou um feitiço e selou o Reino das Fadas no coração de uma floresta mágica, que jamais permitiria que ninguém entrasse ou saísse. Assim, as fadas viveriam em seu tão sonhado paraíso e os seres de metal jamais descobririam sua localização, podendo concentrar suas forças em tornar o Reino de Metal em uma capital para todo mundo.
   No entanto, o mago avisou que, do coração das fadas, nasceria uma mestiça com grande força, capaz de desbravar a floresta encantada e encontrar o mundo exterior, levando o Reino das Fadas ao fim.
   Com tal promessa devastadora, as fadas se uniram e formaram um Conselho, buscando identificar a mestiça assim que nascesse e impedi-la de cumprir seu destino. No entanto, a mesquinhez das fadas não foi forte o bastante para quebrar a profecia e Mawile conseguiu fugir, descobrindo que possuía o sangue da realeza de metal e assumindo sua verdadeira história.

   — Nós falhamos, irmãs. Nossa querida Mawile nos traiu, renegou o amor e os cuidados que lhe oferecemos. Não há como negar que ela é a fada mestiça que destruirá a perfeição de nosso mundo. Devemos nos preparar para o pior e não há nada que possa ser feito.

   No topo do frondoso carvalho dourado, o Conselho das Fadas se reunia. Em uma mesa circular, estavam todas sentadas em suas cadeiras e ouvindo a voz da razão de Gardevoir, a imperatriz das fadas. Ela era a guardiã da história e das lendas e possuía poderes mágicos incríveis, mas poucos a compreendiam. Gardevoir era amorosa, mas rapidamente era capaz de desferir sua ira sobre todos; ela era generosa, mas ninguém podia adivinhar quando ela se tornaria rancorosa, alternava entre a bondade e a cólera como as flores do reino trocavam a cor de suas pétalas. O que Gardevoir nunca deixava de ser era astuta.



   — Uma grande guerra se aproxima. Há momentos na vida em que somos chamadas a fazer coisas que não gostamos para manter algo maior do qual gostamos mais. Preparem-se todas! Devemos formar um exército que nos defenda dos invasores. Não é porque uma profecia disse que nosso reino irá perecer que eu vou deixar que isso aconteça. Eu vou proteger a nossa família, ninguém mais tem que sofrer, não mais! Eu vou quebrar a profecia, não importa o quê!

   Gardevoir socou a mesa com força e as fadas se assustaram. Todas ficaram caladas e concordaram com a imperatriz, mas a verdade não foi dita em palavras, bastava olhar para o vaso de flores que enfeitava o centro da mesa, suas pétalas eram cinza e sombrias, como o futuro do Reino das Fadas.

   — E tem mais uma coisa, irmãs. Eu preciso me ausentar por alguns dias, a solução de nosso dilema está mais perto do que vocês podem imaginar e eu vou trazê-la até nós. Estoquem alimentos, construam bases defensivas e treinem muito. O mundo exterior é vasto, estamos em desvantagem numérica, precisamos suplantar isso com força bruta.

   Gardevoir se levantou e deu a reunião por encerrada. As fadas estavam desesperadas, não sabiam lutar e nem precisavam saber até então. Mesmo sem saber o que fazer, as fadas juraram se empenhar para seguir as ordens de Gardevoir, pois sabiam o que aconteceria caso não cumprissem as recomendações da imperatriz.
   Gardevoir abriu um portal para se teletransportar e partir em sua jornada. Com um olhar sem vida, ela se abaixou e pegou um pequeno objeto no chão, coberto com um pano escuro e entrou no portal.



   Quando Gardevoir se rematerializou, a fada guardiã estava dentro de uma espécie de caverna de paredes roxas em meio às nuvens, era uma das muitas que formavam o Lar dos Dragões. Diante dela, estava uma das mais poderosas lendas, a ave-dragão que criava as nuvens do céu, Altaria. Sem expressar reações, Gardevoir apenas viu Altaria agonizar, gritando com seu canto soberbo em meio a grilhões mágicos que a prendiam.

   Altaria estava acorrentada até o pescoço e aparentava estar bastante abatida. Gardevoir ergueu o objeto que trouxe consigo do Reino das Fadas e removeu o pano que o cobria, revelando uma gaiola brilhante e um Swablu dourado em seu interior. Com a outra mão, Gardevoir mostrou um pingente a Altaria, cuja joia brilhava fracamente na presença da ave-dragão desesperada.
   Altaria lançou um violento sopro de dragão em Gardevoir, que desintegrou completamente até as rochas atrás da imperatriz das fadas sem deixar uma poeira sequer, mas nada aconteceu a ela. Gardevoir revidou com seu brilho deslumbrante, atingindo a asa esquerda de Altaria com sua energia feérica. A voz da ave-dragão era tão bela que até seu grito de dor soava como música. O pequeno Swablu observava Altaria com lágrimas em seus pequenos olhos.

— É melhor colaborar, ave-dragão. Assim todos nós ficamos felizes, até mesmo o seu filhote, não é mesmo? Eu vou lutar com unhas e dentes pelo que acredito, espero que Mawile esteja ciente disso. Você não terá como impedir que as fadas tragam a besta!


E assim termina a história de hoje...


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   E cá estamos com a princesa Mawile, galera! E aí, deu para tirar muitas dúvidas sobre o passado desses dois reinos? O que vocês acharam? =)

   Os níveis de tensão estão bem altos em ambos os lados da guerra, não acham? Acredito que só falte agora o último capítulo, talvez fique um pouco maior do que uma crônica comum.

   Bom, acho que é isso. Talvez eu traga outra crônica nova na semana que vem ou acabe logo com a saga da Mawile. Temos altas megaevoluções para acontecer, certo? Espero poder encontrá-los nos comentários. Uma ótima semana para todos! =D






Créditos de imagem:
Altaria e Swablu
Mega Altaria
Pancho, o Pawniard
Mega Mawile e Mega Sableye
A guerra de Gardevoir
A lendária ave-dragão




Eu vou ficar muito, muuuito feliz se você clicar aqui! Olha:

Crônicas de Bolso   Cápsula do Tempo


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