Crônicas de Bolso: Histórias Especiais - Eevee (Parte 3) - Pokémon Blast News

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24/06/2015

Crônicas de Bolso: Histórias Especiais - Eevee (Parte 3)


  
   Olá, galerinha!


   Em ritmo de Festas Juninas, chegamos à quarta-feira! Preparem logo a paçoca, o pé de moleque, o milho cozido e a maçã do amor! As Crônicas de Bolso estão chegando, pessoal! =)

   Pois é, nosso querido Eevee enfrentou uma grande decepção na semana passada. Será que as coisas vão melhorar para ele hoje? Estejam prontos, pois continuamos a nossa primeira saga das Histórias Especiais! Teremos a presença de duas Eeveelutions nesta parte. Quer saber se é a vez da sua evolução preferida aparecer? Basta continuar a leitura! =D


Neste inverno, até o Eevee está calçando meias!


    Dizem que a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional. Por que tantas pessoas sofrem para alcançarem a realização de seus sonhos? Existem mistérios praticamente inexplicáveis que permeiam os acontecimentos da vida. Sendo assim, como é possível ter certeza de alguma coisa? Às vezes, o sofrimento é tanto que faz parar o desejo de tornar um sonho realidade. Há momentos em que só resta confiar no caminho e torcer para que os próximos degraus da escada sejam mais doces e gentis...


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Histórias Especiais: Eevee (Parte 3)


   Nada mais era como antes. Todo o brilho e inocência de Eevee havia se perdido no momento em que provou do amargo sabor da decepção. Eevee não estava mais subindo os degraus que o levariam à realização de seu sonho, mas sim escapando da floresta desencantada de Leafeon.
   A cada novo degrau, mais o filhote se distanciava da vegetação que o cercava. A escadaria perdeu os tons supostamente vivos de verde para herdar o cinza original do granito, combinando com a apatia de Eevee.
   O filhote praticamente se arrastava pela escada para poder subir até o próximo salão e não fazia ideia do que poderia encontrar. Até mesmo seus movimentos estavam mais lentos e vacilantes, sentia suas patas serem puxadas para baixo. Cansado, Eevee parou sua jornada e decidiu olhar ao redor, contemplando um imenso vazio.
   Apenas as paredes e a escadaria faziam companhia ao filhote solitário. Ele tentou enxergar o fundo da torre, mas não havia sequer sinal da floresta de Leafeon. Horas haviam se passado desde que esteve lá, nunca uma casa esteve tão longe da outra. O pequeno tentou olhar para o alto e apenas viu um reflexo do que havia embaixo, um repleto vazio cravejado de degraus.


 
   Eevee sentia-se exaurido e todas as suas forças pareciam ser drenadas pelo granito, até sua pelagem arrepiada era atraída para o chão por uma força desconhecida. O filhote ficou assustado e começou a se remexer, tentando se levantar, mas a escada tinha uma força que o puxava para baixo e até suas orelhas estavam arriadas. Sempre que Eevee fazia algum movimento brusco, estalos eram ouvidos junto a pequenas faíscas.
   Sentindo seu corpo paralisado e sem a menor possibilidade de se mover, o coração do filhote disparou. Em frações de segundos, inúmeras ideias catastróficas bombardearam a mente de Eevee, desde o medo de permanecer ali para todo sempre e definhar até a loucura de se jogar na imensidão vazia em queda livre para sair dali.
   Foi então que um grande estrondo rasgou o ar. Na ferocidade de um raio, Eevee sentiu um grande vento a deslocar todo o ar à sua volta. Algo suspendia o corpo de Eevee e o retirava do meio da escada. O filhote sentiu fagulhas elétricas e espinhos pontiagudos espetarem sua carne. Eevee tentou se mexer, mas estava paralisado, não sabia o que estava acontecendo. As imagens desconexas eram formadas e desfeitas rapidamente, a única coisa que ele foi capaz de identificar era um borrão amarelo em meio a tantas pedras de granito.


   O filhote tentou levantar o rosto para descobrir quem o carregava e logo reconheceu seu segundo irmão mais velho, Jolteon. Daquele momento em diante, tudo fazia sentido. Eevee nunca esteve perdido em busca da próxima sala, ele já estava na casa de Jolteon.

   — Esqueceste de que sou o mensageiro da torre, não é? A escada é minha casa e o movimento é a minha natureza, pequeno. É um alívio saber que te encontrei a tempo, irmão.

   Jolteon era como um meteoro que cruzava a infinitude dos céus, ele era o único irmão cuja tarefa era zelar por todos os andares da Torre da Evolução, já que apenas ele era capaz de viajar por todos os degraus da escada.
   Ainda um pouco abatido, Eevee levou um tempo até se recuperar da intensa eletricidade à qual fora exposto. Os meteoros deixam rastros de poeira cósmica em suas trajetórias, Jolteon deixava rastros de eletricidade por sua casa.

 


   — Reage, Eevee! Foste capaz de chegar até aqui, como te deixas abater por simples resquícios de eletricidade? Vaporeon alertou-me de tua empreitada, eu não poderia estar mais contente! Quem diria que meu pequeno irmão se parece tanto comigo?

   Jolteon se esforçava para manter um diálogo com o filhote, mas este não reagia como esperado. A eletricidade do próprio corpo do mensageiro impedia que Eevee descarregasse sua energia. Percebendo os sintomas de Eevee, Jolteon tomou um impulso e se lançou ao ar em uma performance quase artística, arremessando Eevee para cima. Jolteon concentrou todo o seu poder e desferiu uma poderosa descarga elétrica ao seu redor, drenando a carga encontrada em Eevee e na escada.
   De repente, a imensidão vazia e escura dos domínios de Jolteon começou a se iluminar. Toda a eletricidade havia sido direcionada para monólitos flutuantes, servindo de focos de luz. Subitamente, todo o vazio foi preenchido por luz e o invisível tornou-se claro.
   Quando Eevee começou a cair, Jolteon o apanhou pela cauda e o colocou sobre si mesmo. O filhote recuperou seus movimentos e percebeu que até mesmo Jolteon estava descarregado, algo que ele não deveria ter feito...



   — Jolteon! Teu corpo precisa de energia para se mover! Por que fizeste isso? Nós precisamos de tua força!

   Jolteon ignorou a ressalva de Eevee e continuou a carregá-lo pela grande escadaria circular de sua casa. Era bem verdade que ele já não corria a toda velocidade e suas pernas fraquejavam, mas ele parecia saber exatamente o que estava fazendo.

   — Existem momentos em que precisamos da ajuda de alguém, Eevee. Eu vi o que tu fizeste por três de nossos irmãos, agora é minha vez de prestar-te auxílio!

   Era como se Eevee pudesse finalmente voar. O filhote viajou na garupa de Jolteon pela torre de luzes e estrelas. O mensageiro era ágil e pinchava seu próprio corpo para alcançar os degraus mais distantes, superando os obstáculos da escadaria.


   Aproveitando a ajuda oportuna de seu irmão, Eevee voltou a se sentir confortável e deixou sua doçura questionadora aflorar novamente.

   — Jolteon, como vieste parar aqui?

   Poucas foram as palavras, mas bastaram para fazer Jolteon tropeçar. Ele não estava preparado para aquela pergunta, tanto que se desequilibrou e fez ambos caírem da escada e mergulharem rumo ao abismo. Jolteon precisou agir rápido e aproveitar seu momento.
   O mensageiro da torre curvou-se em forma de esfera e começou a girar cada vez mais rápido, gastando a eletricidade de seu corpo para se transformar em uma espécie de bola elétrica viva. Jolteon golpeou a parede e fez cair blocos de granito. Sequer foi possível ouvir o barulho dos blocos atingindo o chão tão distante.
   Jolteon passou a correr pela parede, contrariando a força da gravidade. Enquanto Eevee só fazia gritar, Jolteon extenuou as forças que já não tinha mais em uma sacrificante corrida de carga selvagem. Um raio luminoso começou a desenhar uma espiral que ascendia pelas paredes rumo ao topo da torre.


   Quando os dois irmãos se aproximaram do final da grande escadaria, Eevee avistou o que parecia ser o portal para o próximo salão. Jolteon saltou em direção àquela plataforma e ambos rolaram pelo chão em frente ao portal. Eevee se esforçou para levantar e viu Jolteon caído e ofegante. O filhote chamou por seu irmão e se aproximou dele. Os olhos de Jolteon mal conseguiam permanecer abertos...

   — Perdão, Eevee... Eu fiquei surpreso com sua pergunta e acabei me atrapalhando um pouco... Sinto muito por não te trazer até o topo da torre, mas espero que consiga andar com seus próprios pés...

   Eevee soluçava como uma criança em prantos, tamanha a nitidez da fraqueza de Jolteon. O filhote tentou reanimá-lo e lembrá-lo de suas tarefas, mas aquela parecia ser a última entrega do mensageiro. Aproveitando seus últimos suspiros, Jolteon revelou o que o filhote outrora quis saber.



   — Eu vim para a torre depois de uma grande perda. Meu parceiro e eu competíamos em batalhas. Eu era ágil, paralisava meus oponentes e realizava trocas rápidas em campo. Era tão bom... Certa vez, nós conseguimos vencer o campeonato mundial, era tudo o que sempre sonhamos, só que... eu fui tomado por uma alegria irresponsável. Atirei-me no colo dele para abraçá-lo e acabei eletrocutando-o com toda a carga que eu ainda possuía. Vi meu treinador agonizar e cair aos meus pés, sem reação... Só me lembro do som metálico da taça do campeonato caindo ao chão e rolando pelo pódio... Todos me olhavam com pavor e eu fugi, apenas fugi... Deixa-me aqui, Eevee, quero poder ter paz novamente...

   Imediatamente, todas as luzes dos monólitos se apagaram e pequenas esferas de luz começaram a subir pelo vazio da torre, que retornava ao escuro. Jolteon fechou os olhos e ficou respirando cada vez mais lentamente. Um grito de dor foi ouvido.



   Enquanto as luzes subiam, o portão da próxima sala começou a entreabrir-se rangendo. Ainda chorando os lamentos de Jolteon, Eevee viu uma figura semelhante à sua se formar e caminhar em sua direção. Os pontos luminosos que dançavam revelaram a presença de Flareon. O filhote estava prestes a conhecer os domínios de fogo após uma estrela retornar ao céu.

   — Preciso que venha comigo, Eevee. O mensageiro se foi e o equilíbrio da torre está comprometido. Há coisas no alto que tu nem sonhas saber...

   — Por quê? Flareon, responda-me! Por que eu tenho que sofrer tanto? Por que os que me são queridos precisam sofrer? Se eu preciso disso para voar, então eu não quero mais!

E assim termina a história de hoje...


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    Pois é, pessoal, justo quando as coisas já estavam difíceis para o Eevee, elas pioraram! O filhote desistiu do seu sonho de voar. O que será que vai acontecer agora? Que surpresas Flareon irá trazer? Como vocês imaginam que vai ser o salão de fogo? ^^

   Aliás, e o sacrifício de Jolteon? Parece que ele acreditou mais no sonho do Eevee do que o próprio... Espero que tenham gostado da história de hoje! Vou ficar muito feliz em poder ler os comentários de vocês para a gente prosear! Uma ótima semana para todos vocês! =D






Créditos de imagem:
Família unida no inverno!

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