Crônicas de Bolso: Singelo como Inseto - Beautifly e Dustox - Pokémon Blast News

Novidades

Ad superior

29/04/2015

Crônicas de Bolso: Singelo como Inseto - Beautifly e Dustox


  
   Olá, galerinha!


   Como hoje é quarta-feira, hoje tem Crônicas de Bolso! E aí, como vocês estão? Espero que estejam todos afiados para a nossa primeira crônica dupla! É isso aí, hoje é emoção em dobro! =)

   A ideia de trazer dois Pokémon em uma mesma crônica é antiga, mas só agora se tornou realidade! Aliás, já repararam como Hoenn possui uma enorme quantidade de duplas Pokémon? Temos os vaga-lumes, uma dupla de rivais, os meteoritos, os roedores gêmeos, o ninja e sua sombra e... Beautifly e Dustox!

   Como muita gente havia pedido, eu realmente cogitei trazer os ninjas do Tipo Inseto esta semana, mas acabou que eu não consegui parar de pensar em algo que se encaixava melhor na borboleta e na mariposa. Vocês vão descobrir o porquê! ^^

   Sendo assim, hoje é o dia da estreia da subsérie Singelo como Inseto! Agora, senta que lá vem história! =)


Pois é, Masquerain, não foi dessa vez também...


    Uma das coisas mais simples e, ao mesmo tempo, mais complexas da vida é, sem dúvidas, o amor. Que outro sentimento requer doçura e resistência, inocência e maturidade, doação e ponderação? Talvez seja esta a origem dos conflitos. O motivo mais simples e mais forte para o surgimento deles jaz no fato de as pessoas não tentarem compreender umas às outras, com amor.


- - - - - - -


Singelo como Inseto: Beautifly e Dustox


   O amor costuma ser um tema atraente para diversas histórias e o mesmo acontece para a vida das pessoas. Apesar de ser um sentimento sublime e poderoso, existem nuances ainda pouco exploradas sobre ele.
   O amor também é como uma fortaleza que deve resistir aos rigores do tempo e das adversidades, ainda mantendo a doçura que o torna cativante. A própria família é um perfeito exemplo de que o amor deve ser como uma chave-mestra. Não importam quais são as necessidades de cada um, pois os corações são como fechaduras únicas, o amor sempre deve ser moldado de forma que possa abrir todos os corações, como uma chave-mestra. O amor deve ser puro e pleno, singelo.
   Em um bairro suburbano de Lisboa, morava uma gentil senhora que havia acabado de se aposentar. O lugar era pacato e bucólico, sem os grandes luxos encontrados nos centros movimentados.
   Como não precisava mais trabalhar, sobrava-lhe tempo para cuidar de suas coisas e desenvolver seus projetos há muito esquecidos devido às suas tarefas diárias. Uma das principais atividades que preenchia o coração da senhora era a jardinagem. Ela simplesmente amava cuidar de seus bonsais e suas flores, bem como cultivar uma horta doméstica.


   A vida da aposentada era feliz e tranquila. Quando não estava podando, regando ou adubando, ela saía para se divertir com suas amigas ou visitava seus estimados filhos.
   Certo dia, enquanto cuidava de um dos canteiros, percebeu que duas lagartas estavam se alimentando das folhas que caíam sobre a terra. A senhora buscou seus óculos para poder enxergar melhor e viu que havia duas Wurmple ali, aparentemente atraídas por seu belo jardim.
   Em um primeiro momento, a idosa pensou em proteger suas flores e hortaliças da visita supostamente indesejada, mas logo compadeceu das duas lagartas. Seu coração era generoso, por que seu amor pelas plantas precisava acabar com a vida daquelas que só queriam se alimentar e sobreviver?
   Pouco a pouco, as duas Wurmple começaram a cativar igualmente o coração da senhora, que fez duas casinhas com caixas de papelão para abrigá-las com algum conforto e resguardo. A aposentada logo tratou de dar nomes às duas irmãs Wurmple: Mimi e Momo. Segundo ela, uma era tímida e misteriosa, se escondia e pouco retribuía sua atenção. Já a outra era amorosa e formosa, adorava aparecer e agradá-la.
 

   As personalidades das lagartas irmãs eram diferentes. Cada uma tinha seus próprios valores individuais, naturezas características de cada uma. Momo vivia saindo de sua casinha para poder mordiscar algumas plantas no canteiro e adorava atrair a atenção da idosa com suas peripécias. O quarto da senhora estava quase sempre sujo com os fios de seda que Momo tecia e também era ela que sempre acompanhava a senhora durante o cultivo do jardim. Momo sempre a fazia sorrir.
   Mimi era quieta e refreada, vivia dormindo ou escondida dentro de sua casa. Poucas eram as vezes em que saía de lá, só o fazia porque adorava subir até a janela e observar o luar, recostada na lateral do vidro. Os olhos de Mimi brilhavam à noite, quando tudo era calmo e quieto, assim como ela. Quando a aposentada podava suas plantas, Mimi só ia buscar algumas folhas depois de horas, se Momo já não tivesse comido todas. Mimi sempre a fazia refletir.
   Em poucas semanas, a idosa começou a perceber que as lagartas estavam se transformando, havia seda e um muco pegajoso nas caixas e os corpos delas pareciam começar a mudar. Foi assim que as diferenças entre as irmãs se tornaram ainda mais visíveis. Momo virou Silcoon e Mimi virou Cascoon.


   Pela primeira vez, a aposentada se viu tratando ambas igualmente, já que os cuidados necessários pelas crisálidas eram semelhantes. Ela colocou algumas folhas perto dos casulos e cuidou para que a luminosidade, o calor e a umidade fossem perfeitas. A idosa só queria o bem de suas meninas e respeitou o tempo de cada uma. Eram crianças que passavam pela adolescência até se tornarem adultas.
   Mimi e Momo pouco podiam se movimentar, apenas observavam o quarto da senhora e sonhavam. Como um bom quarto de senhora modesta, os móveis eram tradicionais, talhados em madeira nobre e já de longa data. As estantes guardavam livros de diferentes épocas e temas. As crisálidas se encantavam com cada nova descoberta que faziam, o que incluía as fotos de família na cabeceira da cama.
   Enquanto Momo se divertia com as coisas que aprendia, Mimi se sentia nostálgica por não poder mais ver a Lua e sentia falta de sua infância, sentindo-se amargurada e sozinha.
   A experiência positiva no casulo ajudou Momo a se desenvolver bem e logo a seda do casulo se rompeu e asas vibrantes anunciavam o seu renascimento como uma borboleta de estonteante beleza, Beautifly. A primeira coisa que a borboleta fez foi voar por todo o quarto, mesmo que derrubasse as coisas, já que não era especialista em voos ainda.


    Naquele dia, a idosa havia ido à padaria e não pôde ver a transformação de Momo, mas foi recebida carinhosamente logo que chegou em casa, ainda com a sacola de pães nas mãos. Momo dava piruetas e simulava uma brisa prateada com o pó de suas asas. A senhora aplaudia a beleza da Beautifly, que parecia trazer luz e brilho à casa.
   Quando foi averiguar se Mimi havia evoluído, a aposentada logo se frustrou. A Cascoon continuava parada e enciumada de todo o traquejo social e beleza de sua irmã. Para piorar a situação, a senhora convidou suas amigas para ver Momo em sua forma evoluída e, como era de se esperar, o espetáculo foi cativante e charmoso. Momo encantou todas as amigas da senhora e gostava de ficar pousada atrás de sua cabeça, fazendo companhia enquanto ela cuidava do jardim.
   Cheia de amargura, Mimi sentia-se desamparada e totalmente posta de lado, era como se fosse uma sombra para sua irmã. Durante a noite, a senhora acordou e ouviu certos murmúrios vindos da caixa de Mimi. Eram como gemidos de dor de alguém que não consegue chorar.
   Compadecida do casulo, a idosa levantou-se e suspendeu a caixa de papelão e a levou até a janela, apesar do esforço para sua idade avançada. Ela sentou-se em uma cadeira e se pôs a observar a Lua junto de Mimi, como ela adorava fazer em segredo quando era apenas uma lagarta. O brilho lunar encheu mais uma vez os olhos da Cascoon, que se sentiu amada pela senhora, apesar de todas as barreiras que havia criado para se preservar. Com carinho e empenho, Mimi finalmente conseguiu evoluir e se tornar uma bela mariposa de cores fortes, Dustox.
 

   Mimi e Momo, distintas de todos os jeitos. Enquanto a borboleta adorava exibir suas asas coloridas até para quem não lhe dava a mínima, a mariposa custava a abrir seu coração para qualquer um. Muitas eram as diferenças e os desentendimentos. A aposentada se via novamente apartando brigas, como fazia com seus filhos no passado.
   Apesar das semelhanças com tempos de outrora, ela não era mais a mesma. Durante uma briga entre as irmãs, a senhora acabou passando mal e precisou ser levada às pressas para o hospital. Embora morasse sozinha, não demorou muito para que pudessem socorrê-la, pois aguardava as visitas costumeiras para apreciar a Beautifly.
   Sentindo-se culpada pelo ocorrido, Momo fugiu e deixou sua irmã para trás. Apesar da dor, a Dustox era fiel àquela que lhe ajudou a evoluir e seguiu a ambulância até o hospital. Mimi ficava perto da janela do quarto onde a senhora estava internada.
   As visitas no quarto pouco davam importância para ela, pois só conheciam o charme de Momo, só a senhora estava feliz por ter a Dustox por perto.
   Certa vez, Mimi decidiu engolir seu ciúme por uma causa justa e saiu em busca da Beautifly perdida. Usando seu feixe sinalizador, ela rastreou sua irmã e a encontrou.
 

   Momo estava voando sem rumo e desolada, sentia-se devastada por não ser nada além de um encanto para os olhos, mas Mimi foi capaz de consolá-la.
   As irmãs estavam encontrando um caminho que as duas pudessem trilhar juntas pela primeira vez. Uma precisava admirar e aprender com a outra. Momo sabia receber o amor, ela suportava a felicidade que a Dustox se negava a receber. Momo era generosa e amorosa como a senhora. Mimi sabia dosar o amor, ela suportava os obstáculos que a Beautifly se julgava incapaz de conseguir. Mimi era ponderada e disciplinada como a senhora.
   Naquele momento, as duas perceberam que eram as metades que se completavam. Cada uma havia herdado uma qualidade da idosa, que sabia dar e receber amor. O amor que se doa sem saber se o outro é capaz de recebê-lo é irresponsável, como Momo. O amor que se nega a quem precisa recebê-lo é seco, como Mimi.
   Quando as duas irmãs se reconciliaram, elas partiram rumo ao hospital, para alegrar a senhora, que sempre as amou igualmente. No entanto, quando as duas chegaram à janela do quarto, viram que o mesmo já estava vazio...

E assim termina a história de hoje...


- - - - - - -


   Pois então! O que acharam da história de hoje? Sentimentos duplos? Gostaram da história? Quem tocou mais o coração de vocês? Vocês são #TeamMimi ou #TeamMomo? Espero que tenham gostado dessa novidade, a crônica dupla. Se quiserem, podemos ter mais histórias de Pokémon aos pares no futuro! ^^

   Bom, não dá nem para fingir que a gente não sabe qual é o Tipo da próxima semana, certo? Pois é, acabou que o Tipo Elétrico vai fechar com chave de ouro a primeira temporada das Crônicas. Agora... nas mãos (ou patas, sei lá) de que Pokémon fica essa responsabilidade? Aguardem e vejam! Uma ótima semana para todos vocês! =)



Créditos de imagem:

Post Top Ad