Crônicas de Bolso: Indestrutível como Aço - Bisharp - Pokémon Blast News

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01/04/2015

Crônicas de Bolso: Indestrutível como Aço - Bisharp


  
   Olá, galerinha!


   Estamos de volta nesta quarta-feira santa com as Crônicas de Bolso! Muita gente já está disposta para curtir o feriado e aproveitar a Páscoa? Espero que sim! =)

   Então, sabíamos que hoje a história traria um cavaleiro e muita gente apostou suas fichas em um Pokémon que ganha uma capa branca quando megaevolui. Bom, vocês quase acertaram, não é exatamente ele, mas sim uma versão mais Samurai ou Power Ranger de herói.

   Apresento a vocês a nova subsérie do Tipo Aço, Indestrutível como Aço! Preparem-se, porque o herói de hoje é o Bisharp! Estejam afiados porque nada vai escapar das lâminas deste cavaleiro! Agora, senta que lá vem história. =)

O Cavaleiro de Aço! Espera, isso não é de outro anime?




   Muito sonham em ser heróis e salvar o mundo, mas quem realmente gostaria de aceitar esta responsabilidade? Às vezes, não são apenas os gestos grandiosos que transformam alguém em um herói. Diga-me, o que vale mais: um nobre coração ou grandes feitos?



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Indestrutível como Aço: Bisharp


   O conceito de herói muitas vezes parece controverso quando se leva em conta as características das pessoas reais. Honra e dignidade são aspectos importantes para esta figura, que sempre salva os inocentes antes do final do dia, mas o que realmente define um herói não é algo fácil de compreender.
   Às vezes, vilões se tornam heróis e mocinhos se transformam em antagonistas. Mesmo que alguém não seja considerado honrado e digno, ele pode trazer uma nobreza dentro de si. Afinal, aquele que é salvo sempre irá considerá-lo seu herói, não importa o que aconteça.
   No passado, havia um valoroso soldado que sempre lutou bravamente para defender a família real em terras hispânicas. Apesar de sua conduta pouco comum e até extravagante, não havia sequer uma pessoa que ousasse duvidar do corte de suas lâminas. Este cavaleiro era o autoproclamado Lord Bisharp.
   Lord Bisharp sempre era visto andando em sua montaria pelas colinas das terras do rei, vasculhando cada canto para trazer justiça onde ela fosse necessária.
   Apesar de seus grandes esforços, sua arrogância ainda era maior do que seus feitos. Para ele, não havia ninguém capaz de chegar a seus pés. Certamente, não lhe faltava amor-próprio.


   O que Lord Bisharp não esperava, do topo de seu pedestal, era que um dia sua glória terminaria, pois seu jeito de ser irritava muito alguns cavaleiros. Foi então que estes bolaram um plano para incriminar Lord Bisharp de se apropriar de uma estimada joia da princesa, uma pedra lapidada que possuía poderes mágicos para a jovem donzela.
   Mesmo se achando acima de tudo e todos, Lord Bisharp tinha um faro aguçado para as más intenções alheias e, pasmem, conseguiu descobrir o plano de seus rivais. No final das contas, ele realmente tinha do que se gabar. Lord Bisharp seguiu seus companheiros de cavalaria durante a noite do sumiço da joia e preparou uma emboscada para capturá-los.
   O lorde era forte, mas subestimou a força de seus oponentes. Ele havia conseguido derrotar todos, mas um cavaleiro que fingia ter sido derrotado se levantou e o atacou. Quando Lord Bisharp caiu e rolou até um rio, o impacto foi tão forte que a lâmina de sua mão havia quebrado. Era o som metálico da espada de um cavaleiro se partindo, bem como seu coração.
   Lord Bisharp havia perdido sua posição, seu cargo, sua arma. Estava arranhado em sua autoimagem, ferido em seu brio. O antigo cavaleiro foi levado inconsciente pela correnteza até ser resgatado na manhã seguinte, próximo a um pequeno vilarejo, na fronteira das terras do rei.


— Senhor, acorde, está bem? Está ferido? Eu posso ajudá-lo se precisar de mim!

   O cavaleiro acordou e rapidamente se levantou para ver onde estava. Ainda com a vista turva, mal conseguia distinguir as imagens que via até a figura de um pequeno Pawniard se formar à sua frente.

— Tudo bem? Espere, acho que me lembro de ter visto seu rosto antes... O senhor é soldado ou algo assim? Meu nome é Pancho, qual é o seu?

   Confuso, Bisharp pediu para que o pequeno Pawniard ficasse quieto, pois não queria ser reconhecido. Não se importava com o fato de ser procurado pelos cavaleiros, só não queria revelar sua identidade antes que recuperasse sua dignidade.

— Garoto, sou um valente soldado, mas preciso da ajuda de um fiel escudeiro para livrar-me das garras de um vilão terrível! Estou nestas terras a serviço da verdade e da justiça! Pode chamar-me de... mestre ou milorde, como preferir.
   Os olhos de Pancho começaram a brilhar. Iniciar uma aventura era o sonho de toda criança, brincar de ser cavaleiro. O garoto imediatamente aceitou e quis ajudar Bisharp já naquele momento.


   O cavaleiro desonrado pediu para que Pancho o levasse até um lugar onde pudesse ficar. O pequeno Pawniard o levou até um velho estábulo no vilarejo. Bisharp negou a ideia inicialmente, pois o lugar claramente não estava à sua altura, mas foi obrigado a aceitar.
   Bisharp ficou sozinho durante a maior parte do tempo no estábulo, vendo seu escudeiro apenas quando este o trazia frutos do pomar. Os dias foram passando à medida que o antigo lorde refletia sobre sua vida ou ajudava Pancho com algumas instruções sobre como ser um cavaleiro.
   O pequeno era muito criativo e logo começou a criar geringonças para substituir a lâmina partida de Bisharp. Usava materiais precários e improvisava lanças, espadas e até escudos para que seu mestre pudesse lutar contra o temível vilão que Bisharp precisava vencer.
   Apesar de contrariar as expectativas, as bugigangas de Pancho se mostraram muito úteis para substituir a lâmina perdida de Bisharp. Tudo estava indo bem durante o período de reclusão do antigo cavaleiro até que uma determinada informação chegasse ao seu conhecimento.

— Grande milorde, senhor! Acho que seus amigos vieram resgatá-lo. Ouvi dizer que alguns soldados da cavalaria vieram buscar um tal de Lord Bisharp e o chamaram de patife! O que é um patife? Ah, e também ouvi dizer que a joia da princesa foi perdida durante um combate ou algo assim. Mal posso esperar para acabarmos com o malvado que pegou essa joia!

   A cada palavra animada de Pancho, Bisharp sentia seu corpo congelar, estava com as mãos frias e os olhos arregalados. Apesar de se ter em alto patamar, sabia que não estava pronto para um combate ainda, principalmente em desvantagem bélica. Não teve outra alternativa senão pedir para seu fiel escudeiro que o ajudasse a fugir dali para uma área campestre nas redondezas.


   Pancho desconfiou das reações de seu suposto mestre, mas algo lhe dizia que ele era o mocinho da história. Sem pestanejar, o pequeno Pawniard disfarçou Bisharp com um monte de feno e o levou ao campo.
   Apesar dos esforços da dupla, um batedor da cavalaria foi capaz de identificar uma movimentação suspeita fora do vilarejo e alertou os demais cavaleiros. Os soldados chegaram a galopes em suas montarias e cercaram Pancho e monte de feno que ele trazia consigo.
   O garoto era bom para criar coisas improvisadas, mas não era tão habilidoso para elaborar disfarces e logo Bisharp foi descoberto pelos cavaleiros.
   Ao ver a lâmina partida de Bisharp, seus antigos colegas começaram a debochar de sua condição e desdenhar de sua competência como cavaleiro. Bisharp se enraiveceu tremendamente, nunca tolerou insultos, só admitia elogios. Furioso, ele pegou a lança que Pancho fez e duelou bravamente contra os cavaleiros. 
   Ele esquivava dos golpes e os acertava com seu poderoso ataque surpresa, antes que pudessem tocá-lo. Sua agilidade nunca esteve debilitada e Bisharp percebeu isso a tempo. Se não podia usar sua própria força contra seus oponentes, ele passou a usar a força deles contra os mesmos, uma estratégia de mestre.
   Vendo uma luta injusta e a desvantagem numérica do lado de Bisharp, Pancho resolveu entrar na batalha para dar cobertura ao seu herói. O pequeno Pawniard não tinha habilidade alguma em batalha, mas fazia os cavaleiros tropeçarem ou derrubava suas armas, um grande auxílio para sabotar as forças inimigas.
   Bisharp protegia Pancho e este o ajudava a trocar de armas durante a batalha, alternando entre espada, lança e escudo. Ambos formavam uma dupla perfeita naquela luta.
   O resultado não podia ser diferente, Bisharp havia conseguido sua revanche e recuperou sua autoestima como cavaleiro de forma surpreendente. A única coisa que precisava fazer era recuperar a joia da princesa como prova de sua inocência.


   Ao lado de Pancho, Bisharp agradeceu a ajuda de seu fiel escudeiro e jurou pela sua palavra de cavaleiro que o ajudaria a ser um bravo soldado no futuro. Feliz e emocionado, Pancho revelou o motivo pelo qual o ajudou, mesmo com a história mal contada de antes.

— Grande senhor, preciso contar-lhe uma coisa. Eu não tinha certeza disto até o momento desta batalha, mas, vendo seu estilo de lutar, fui capaz de lembrar que eu já conhecia o senhor! Milorde havia me salvado quando eu quase me afoguei no rio. O senhor foi o meu herói e não me importa o que digam, o senhor para sempre terá salvado a minha vida naquele dia! Foi por este motivo que quis me tornar um cavaleiro, para salvar a vida de pessoas em perigo.

   Lord Bisharp sentiu pela primeira vez uma forma estranha de orgulho, era recompensador e o fazia sentir maior do que jamais havia sentido. Era a sensação de reconhecimento e gratidão que vinha de outra pessoa. Bisharp percebeu que fez a diferença na vida de alguém mesmo que jamais tivesse se dado conta da existência daquela pessoa. Um simples ato de sua vida cotidiana como cavaleiro foi capaz de determinar o futuro e o propósito de uma pessoa.
   Como não poderia ser diferente, Lord Bisharp se sentiu o cavaleiro mais importante do mundo, mas fez isso de forma diferente. Assim, herói e escudeiro partiram juntos para descobrir o paradeiro da joia perdida e continuarem a escrever o que seria a maior história de suas vidas.
 

E assim termina a história de hoje...


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   Então, vocês gostaram da história? De quem vocês mais gostaram? Do Lord Bisharp? Do Pancho? Espero poder ler os comentários de vocês e, claro, saber como foram as reações à pegadinha do Dia da Mentira. xD

   Aliás, semana que vem fazemos aniversário de novo! Dia 8 vai cair justamente numa quarta-feira e teremos completado três na PBN! Viva! Se quiserem deixar uma sugestão legal de comemoração, eu vou adorar! Por hoje é só. Feliz Páscoa para todos vocês e até quarta-feira que vem! ^^

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