Crônicas de Bolso: Fortaleza de Pedra - Rhyperior - Pokémon Blast News

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18/03/2015

Crônicas de Bolso: Fortaleza de Pedra - Rhyperior




   Olá, galerinha!


   Estamos de volta com as Crônicas de Bolso desta semana! E aí, como vocês estão? Todos prontos para mais uma história? Espero que sim, hehe. Ah, eu cumpri minha promessa, viram? Eu disse que hoje a publicação sairia mais cedo e aqui estamos! xD

   Muito bem, eu havia pedido a ajuda de vocês na semana passada, pois eu precisava de algumas sugestões para os Tipo Pedra e Tipo Terra. Aliás, eu vou chamá-los assim, tudo bem? Eu vi que muita gente reagiu positivamente a esses nomes, apesar de existirem os nomes Tipo Rocha e Tipo Solo. =)

   Talvez seja surpresa para alguns e nem tanto para outros, mas hoje é dia de Rhyperior! Os fósseis ficam para outra ocasião por enquanto, fiquem tranquilos. Agora, a subsérie de hoje se chama Fortaleza de Pedra! Bom, vocês já sabem o que eu vou dizer, não é? Senta que lá vem história! =)

Parece que esse esporte ficou bem famoso, não?




      A vida pode ser tão misteriosa e repleta de surpresas, talvez seja isto que a torne tão fascinante. É incrível a possibilidade de aprender e melhorar com todos os tipos de situação, adaptando-se aos ritmos e ciclos da vida. Sempre que uma etapa é concluída, uma nova se inicia, assim como as marés se movem em ciclos de idas e vindas.


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Fortaleza de Pedra: Rhyperior


  
   É comum dizer que não há nada mais forte que o amor, mas poucas frases possuem tanta verdade quanto esta. Às vezes, a vida toma rumos diferentes daqueles que são escolhidos previamente ou surpresas são concebidas. Muitas vezes, não se sabe a razão pela qual as coisas acontecem e as rotas alternativas acabam sendo melhores do que os caminhos estabelecidos.
   Como as ondas do mar vêm e vão, assim também é a vida, com um movimento constante de ciclos. Estar preso a um caminho é a rota para se perder do verdadeiro rumo.
   Em uma viagem de férias, um jovem triatleta acabou tendo sua rota desviada para uma pequena ilha no Havaí. Por questões meteorológicas, o esportista se viu obrigado a mudar seus planos de viagem e decidiu descansar no arquipélago, junto a seu companheiro fiel, Rhyperior.
   Com espírito forte e aventureiro, os dois competiam juntos no passado em campeonatos de corrida a Rhyhorn, hoje uma badalada modalidade olímpica. Ambos possuíam uma afinidade incrível nas corridas, fato que levou o triatleta a adotar seu companheiro quando este evoluiu para Rhydon
   Uma vez Rhydon, ele não mais poderia competir nas corridas, o que o deixou profundamente entristecido. Compadecido dos sentimentos de seu fiel amigo, o rapaz decidiu se aposentar também das corridas, mudando seu foco para o triatlo. Se Rhydon não podia mais participar das corridas a Rhyhorn, ele também não o faria.



   Quando finalmente desembarcaram em terras havaianas, o triatleta e seu Rhyperior foram calorosamente recebidos pelo comitê de recepção local, ganhando colares floridos de belas dançarinas. Tudo ao som melódico das violas havaianas.
   Querendo um contato mais próximo com a natureza, o esportista escolheu uma ilha mais reclusa e menos movimentada no arquipélago. Afinal, ambos precisavam descansar. 
   Ao cair da noite, Rhyperior e seu treinador foram convidados para uma festa de boas-vindas pelo chefe local. O espetáculo era visualmente atraente e contava com apresentações de acrobacias com tochas. Toda a iluminação do local vinha das lanternas penduradas e da fogueira ao centro do palco.
   Porém, não havia chamas apenas na fogueira. Em um rápido olhar, Rhyperior sentiu seu coração aquecer ao ver uma Rhydon perto das dançarinas locais. Ela estava coberta de colares e usava uma linda coroa de flores, amor à primeira vista.
   O aventureiro nem se deu conta do desaparecimento de seu amigo durante a festa, sentia-se bem por não precisar fazer nada e poder descansar. Quando foi cumprimentar o chefe local pelo convite, ele percebeu que o senhor parecia incomodado com alguma coisa, mas não ousou perguntar o motivo.



   Tudo transcorreu bem durante os três primeiros dias da viagem. A população estava feliz pelas celebrações locais, era uma época de agradecimentos e honrarias ao grande vulcão da ilha.
   Apesar do acréscimo incomum na quantidade de poeira no ar, as pessoas continuavam agindo naturalmente. Provavelmente, tudo era apenas um fenômeno climático, já que as nuvens andavam densas e escuras sobre a ilha.
   Rhyperior e a doce Rhydon estavam cada vez mais ligados. Até mesmo o atleta sentia-se à vontade com as pessoas da ilha e era visto em rodas de amigos, contando suas histórias e conquistas. A única pessoa que parecia ver algo além do visível era o chefe local, que demonstrava mais ansiedade a cada dia que passava.
   Alguns dias se passaram até que o mais aguardado momento do festival chegou. Havia encenações de lendas antigas sobre como o grande vulcão abençoou a ilha e outras histórias populares. Vendo a preocupação do líder da ilha, o jovem atreveu-se a perguntar o motivo de sua aflição. O senhor tentou desconversar, mas acabou revelando o que há dias o deixava pensativo.

Não há problema algum, meu rapaz. Estou apenas ansioso pelo festival. Nós precisamos agradar ao grande vulcão, é o que nos mantém em paz na ilha, afinal de contas.

   Preocupado com as palavras do chefe local, o rapaz procurou seu amigo para informá-lo da situação. Rhyperior estava cabisbaixo, um pouco temeroso ou confuso, mas tal condição logo cedeu lugar ao seu espírito aventureiro.


   No entanto, a conversa dos dois é subitamente interrompida por um grito alarmado, que alegava ter sentido a terra excessivamente quente nos arredores do vulcão. Os artistas interromperam suas performances e os turistas ficaram ainda mais confusos que os locais.
   Como nos velhos tempos, o corredor montou em Rhyperior e ambos foram em direção ao vulcão. Com sua couraça de pedra, era fácil para Rhyperior se deslocar sem problemas. Não tardou muito até ambos começarem a ver os sinais de uma catástrofe proeminente: as folhagens queimadas e a fuligem no ar.
   Quanto mais se aproximavam do vulcão, maior eram a temperatura e o cheiro de cinzas. Com sua fragilidade humana, o treinador acabou sendo obrigado a desistir da corrida quase aos pés do grande vulcão. O ar poluído lhe provocava tosses fortes e ele não possuía equipamentos necessários para tal empreitada assumida de supetão. Rhyperior deixou seu treinador em uma rocha firme, coberta com algumas folhas frescas para reter o calor, e seguiu em direção ao vulcão.
   Rhyperior não sabia o que o motivava tanto a seguir em frente, ao invés de fugir e se salvar. À medida que ele se aproximava da incólume montanha de fogo, mais seu coração era aquecido por uma coragem incomensurável. Rhyperior se tornaria uma fortaleza viva.
   Lutando para manter o vulcão adormecido, Rhyperior atirou pedregulhos com suas mãos para tampar os vãos por onde a lava escorria. Apesar de sua dura couraça de pedra, Rhyperior ainda era capaz de se queimar, então precisava ser cuidadoso.
   Mesmo com seus esforços, era difícil medir forças com uma potência da natureza. Rhyperior conseguiu tampar os buracos menores, mas suas tentativas eram frustradas ao cogitar bloquear a cratera principal. Todas as rochas quebradas e arremessadas logo eram absorvidas e derretidas pelo magma.
   O medo e a dúvida começaram a invadir o coração valoroso de Rhyperior, assim como a lava sempre encontrava uma forma de transpassar até mesmo o deslizamento de rochas que ele provocava. Temendo o pior para todos que o acolheram, Rhyperior não viu outra alternativa para interromper a erupção vulcânica, mesmo que o preço a pagar pudesse lhe ser caro demais.
   Rhyperior exauriu todas as suas forças para cobrir as bordas da abertura do vulcão, a fim de diminuí-la para aquela que seria sua cartada final. Vendo o magma subir cada vez mais rapidamente, Rhyperior já podia ouvir e ver seu treinador, sua amada Rhydon e todos na ilha sendo assolados pela força do vulcão.


   De seu generoso coração de pedra, uma lágrima lhe veio aos olhos. Não era justo que pessoas tão boas e hospitaleiras sofressem sem ter culpa. Se não era possível salvar todos, pelo menos que apenas um pagasse.
   Rhyperior bateu sua cauda rochosa no chão para tomar um impulso e se lançar ao ar, mergulhando em direção ao centro do vulcão enquanto diminuía o diâmetro da abertura com as pedras que lançava. Em queda livre, o impacto do choque do corpo de Rhyperior com a lava pressionou o magma para que escoasse pelo subterrâneo até ser redirecionado para o fundo do mar, neutralizando seus efeitos.
   Rhyperior sentiu o calor da lava incandescente perfurar sua sólida armadura rochosa, mas seu esforço parecia ter dado certo. Rhyperior ficou inconsciente e transformou-se em uma grande rocha de extrema rigidez.


   As horas foram passando e a população começou a tomar conhecimento dos acontecimentos, já que o vulcão não tinha entrado em erupção. Um choro copioso foi a única reação que o triatleta pôde exprimir face à perda de seu estimado companheiro de jornada. Não havia mais nada que ele pudesse fazer e a tristeza transbordava de seu coração.
   Não restaram muitas opções ao esportista senão dar as férias por encerradas. Havia perdido algo que era inestimável, sentia-se vazio e sem rumo. Ele apenas queria fugir daquela ilha.
   No dia seguinte, o jovem corredor já estava prestes a pegar um barco e voltar para sua terra natal quando foi surpreendido pelo chefe local, que carregava algo peculiar.

Espere, por favor. Nossa Rhydon quer entregá-lo uma coisa.

   Os olhos do triatleta ficaram novamente marejados de lágrimas, estava experimentando as mais profundas e distintas emoções em questão de horas. Rhyperior havia partido, mas também havia deixado uma continuação de sua própria existência.
   A doce Rhydon carregava um ovo de Rhyhorn e quis entregá-lo ao treinador, que tanto amava seu Rhyperior. O esportista tomou o ovo em seu colo e o cobriu cuidadosamente com a manta que o envolvia. Tudo sem nada falar, mas muito dizendo. Era o recomeço de uma história. O amor que transpassava a vida e se perpetuava. Rhyperior era incapaz de desapontar quem amava até mesmo depois da vida.



E assim termina a história de hoje...


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   Quem gostou da história de hoje? Alguém levantando a mão aí? Hehe. Bem, como sempre, vou ficar feliz em ler os comentários de vocês e respondê-los sempre que possível. =)

   Vou ser sincero, fazer a postagem hoje deu um trabalho e tanto, mas deu tudo certo no final. Ufa! Aliás, hoje eu gostaria de propor algo diferente a vocês. Se vocês gostaram mesmo da história de hoje, que tal enviá-la para um amigo ou amiga que vocês acham que também pode gostar? Não precisa ser três, nem dois, basta uma pessoa que vocês queiram que leia também! Pode ser divertido, não acham? Uma ótima semana para todos vocês! ^^




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