5 Razões para Ler o Mangá Pokémon Adventures - Pokémon Blast News

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01/01/2022

5 Razões para Ler o Mangá Pokémon Adventures


Em sua vida de treinador, você já deve ter escutado a frase “O mangá é bem melhor que o anime”. Cada um tem sua opinião, mas nunca é bom se limitar só ao anime ou só ao mangá. Eu não preciso dar razões para jogar os jogos e muitas pessoas assistem o anime. Mas, afinal, quais as razões para ler Pokémon Adventures?

Minha intenção é que, após ler esta matéria, você se interesse mais pelo mangá Pokémon Adventures e descubra outros conteúdos em nosso menu especial.

1 – O mangá é mais maduro

Das franquias relacionadas a Pokémon, é possível afirmar que os mangás concentram a parte mais madura, em especial o Pokémon Adventures. Por quê? Irei explicar.

Normalmente, a primeira coisa que um fã do mangá dirá a você caso pergunte da obra é que as batalhas são mais intensas – e na maioria das vezes lhe mostrará a imagem de um Arbok decapitado – e são na realidade, isso mesmo. O desenhista desenha batalhas mais árduas e calorosas, não tem medo de revelar sangue e violência e deixa muitos de boca aberta – mas calma, não é absolutamente violento. Muitos dizem que o mangá exprime a violência contra os Pokémon nitidamente e é violento toda hora – o que não é verdade, há cenas mais violentas e outras mais simples. E, só porque tem mais violência não necessariamente significa que os Pokémon são tratados como coisas ou armas - apenas são bem diferentes do anime.

Cena retirada do arco XY - Mega Kangaskhan de X (protagonista) ataca um Houndoom do Team Flare

Mas Pokémon Adventures não é só maduro porque possui cenas mais violentas. Além disso, o mangá aborda temas mais detalhados, envolventes e... sombrios. As tramas emocionais podem ser notadas em qualquer arco, mas vão ficando mais intensas com o passar dos anos. Nós temos os conflitos emocionais mesmo (como o que acontece com X, Red, Ruby) e os próprios romances do mangá (que estão fortemente presentes em Ruby & Sapphire, Black & White, Black 2 & White 2 e X & Y). Mas o que surpreende mesmo são os acontecimentos, lições e, principalmente, temas sombrios e complexos presentes no mangá (vide N) que não estão em nenhum outro lugar sobre Pokémon. Também são trabalhadas por aqui as consequências que as escolhas de cada um podem trazer. Vale destacar também temas como a ilusão da perfeição, a influência do poder e os laços familiares intensos que acabaram criando vários vilões nos diversos arcos.

Honedge possui Shauna e tenta assassinar Y (a protagonista feminina de XY)

Mas não se engane – mesmo o mangá sendo bem maduro, a classificação não passa de YA (+13) e não chega a ser adulto, como alguns dizem. Outro fato é que (quase) tudo se resolve no final de cada arco e os vilões (normalmente) vão pro além (ou viram mocinhos, nos piores casos). Cenas como aquela da Arbok decapitada, ou do Magmar despedaçado são vistos bem raramente.

2 – É mais fiel aos jogos...

Sem dúvidas. Em comparações as outras franquias mais famosas (anime, no caso) é o mais fiel.

Os três primeiros volumes, correspondentes ao primeiro Capítulo – Red, Green & Blue – temos basicamente uma cópia dos primeiros jogos se desconsiderarmos algumas coisas (Blue, Mew, Líderes Vilões, entre outras). A imagem abaixo mostra uma arte especial feita para os primeiros jogos, e sobre ela, um remake substituindo os personagens dos jogos pelos do mangá, feito por Mato (o primeiro artista do mangá).

 
Imagem original (colorido) e remake (escala de cinza);

Itens de batalha, itens para o Pokémon segurar, turnos, habilidades, HMs, TMs, Eggs, personagens – isso é apenas o básico do que o mangá pega dos jogos. A história e alma dos jogos são aproveitadas ao máximo com arcos envolventes e você não precisa ter jogado nenhum dos jogos para entender a história – é tudo explicado direitinho a cada tempo e, se você jogou os jogos vai se sentir em um universo familiar, entretanto, diferente e peculiar.

E para finalizar o assunto, destaco aqui algo que nenhuma outra mídia pegou dos jogos: no mangá existem apenas três Pokédex para cada região e, respectivamente, apenas três inicias (exceto em Unova). Muito embora nos jogos algumas Pokédex fiquem sobrando, no mangá sempre tem alguém para pegá-la. Se tem uma Pokédex é protagonista e há um nome especial – Pokédex Holder (Portadores de Pokédex). Lendários são capturados frequentemente. E, é claro, no mangá temos uma protagonista que realmente “Catch’em all” (captura todos eles).

Imagem do Dragonite de Lance em sua Poké bola

3 - Mas também tem história própria

Mesmo que o primeiro arco seja bem “afetado” pela história dos jogos, o resto é completamente distinto. A verdade é que só três protagonistas de todas as sagas tiveram interesse em seguir o regular – ginásios e Liga Pokémon. Mas a verdade é que a conquista da Liga ou ginásios nunca é retratada como primeiro plano, esse é ocupado pela necessidade de corromper o mal que envolta o enredo.

Em Yellow temos um dos arcos mais diferentes dos jogos possíveis. Aqui, o único objetivo do (da) protagonista é resgatar um amigo, passando por vilões inusitados. Esse segundo arco serviu para quebrar o vínculo de “adaptação” que o mangá possuía com os jogos – nas temporadas seguintes, tudo o que acontece é devidamente pelo acaso, não há nenhum sonho, e sim dever. Em Ruby & Sapphire é desenvolvido um romance que também não acontece nos jogos. E por aí vai.

Os protagonistas Yellow e Emerald, ambos são criados especialmente para o mangá, assim como a vilã Sird e vários outros personagens.

Os arcos envolvendo remakes (como Emerald, Yellow, FireRed/LeafGreen, etc.) estão ligeiramente predestinados a não ter relação alguma com a história original dos jogos e normalmente podem ter encontros de personagens. Por essa linha acontecem fatos absolutamente inusitados e que te envolverão.

Atualmente são quinze arcos, vários capítulos e diversos personagens. O requinte do enredo e história é estrondoso e é recomendável que se preste atenção a algumas coisas e pistas, porque no final tudo vai se ligar, sério. Vale a pena acompanhar a jornada de cada protagonista em busca de seus sonhos e obrigações, e eliminando os empecilhos em seu caminho. Viajar de Kanto até Galar pode ser uma ótima experiência no mangá.

45 volumes até meados de Black and White, e muito mais depois disso

4 – Vários protagonistas, personagens e personalidades

Red, Green, Blue, Yellow, Gold, Silver, Crystal, Ruby, Sapphire, Emerald, Pearl, Diamond, Platinum, Black, White, Lack-Two, Whi-Two, X e Y, e muitos outros. Diferentemente do anime, no mangá cada arco vem com protagonistas e personagens diferentes.

Cada um com seus propósitos, personalidade, sonhos e identidade, os protagonistas aparecem cada vez mais, a cada geração. Eles podem ser tímidos, amigáveis, calmos, despojados, corajosos, inteligentes, e por aí vai. Mas a verdade é que são todos bem construídos. São todos divergentes um ao outro e com Pokémon que podem ou não combinar com eles. As semelhanças são poucas – e destacamos apenas a alma heroica que cada um carrega, mas afinal de contas, se juntarmos todos teremos um ser completo, com quase todos os sentimentos e aparências possíveis.

Os personagens, mesmo secundários, são muito interessantes. Vale lembrar Paka e Uji, personagens originais, e vários outros personagens e vilões também – de Giovanni à Lysandre são todos muito bem construídos e consolidados, e alguns bem inusitados (mesmo). O número de personagens é incrível, e não, definitivamente não dá para colocar aqui: além dos personagens dos jogos que são adaptados para o mangá, ainda existem vários outros que se originaram nesses quadrinhos japoneses.

A cada jogo oficial que sai, Hidenori Kusaka (autor) e Satoshi Yamamoto (mangaká/desenhista) se esforçam para criar o maior número de personagens possíveis. E o mais interessante é que em meio a tantos e tantos, poucos são irrelevantes, cada um tem (ou terá) sua importância.

Os mais novos protagonistas – da esquerda para a direita: Y e X.

5 - É o melhor relacionado a Pokémon

No anime nós temos temas mais simples – o plano principal no final das contas é apenas a trilha de um sonho infantil (no caso, o Ash é criança, de 10 anos) que se estende por várias temporadas. Ash, o protagonista, está há mais de vinte anos perseguindo um sonho. O fato é que no final das contas a única mensagem que conseguimos tirar da aventura eterna do garoto de Pallet é: vá em frente, nunca desista, seja bom com todos e tudo e... continue tentando? Outra falha é a falta de tensão, já que o único objetivo é virar “o Mestre Pokémon”. Não que eu não goste da obra, eu sou um tremendo fã de DP e XY, mas alguns personagens (de BW, por exemplo) e tramas (de BW, por exemplo) não tem pé, nem cabeça nem lógica. E o problema acaba sendo muitas vezes a trama mal trabalhada e algumas histórias... fracas.

Aqui mora o perigo. Vamos lá.

Nos jogos é onde vemos o começo de tudo em um novo mundo mágico. O problema é que é um mundo bem limitado. No mangá e anime nós temos a sensação de um espaço maior, e já nos jogos parece bem menor. O realismo dos jogos também pode ser posto em jogo, já que os movimentos dos Pokémon e ações de cada personagem são limitados e simples, em comparação aos outros. As batalhas são rápidas e não tão carregadas de emoção e criatividade. Eu não estou criticando, mas é impossível negar que as outras obras possuem uma sensação de espaço superior que a dos jogos. A história dos jogos é mais complexa do que o anime e do especial, mas é inferior aos quadrinhos de Kusaka e Yamamoto.

Voltando ao assunto, a situação do limite faz com que o jogador se divirta menos, afinal, ele tem uma rota a seguir. E ainda seguimos para o fato da originalidade – os jogos seguem o teorema básico de sempre – ginásios, organização criminosa, Liga - é claro, nós somos apaixonados por isso, mas ainda assim não chega a ter tanta variedade quanto Pokémon Adventures.

Remetendo ao mangá, enfim, nós temos um espaço maior, criatividade, originalidade, maturidade, realismo, trama e história boa e limitação inexistente. Preciso de mais? É claro. De uma forma mais simplória, os ingredientes para formar a massa são tão bons que conseguimos fazer uma pizza ótima e nós temos uma mescla de cada coisa boa de todas as mídias listadas anteriormente – a história e personagens interessantes dos jogos e do anime, a criatividade do último, a diversão do primeiro, a maturidade do especial, a mágica fantasia de ambos e a realidade exclusiva do mangá. 

O arco "Black 2 e White 2" do mangá

E no final de tudo, as razões acima apontam apenas para essa. É óbvio, cada um tem sua opinião e isso aqui é apenas uma humilde tentativa de convencer vocês a lerem o mangá, não a acharem ele "O Melhor" – como eu.

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