Review: Pokémon XY064

E aí, pessoal!
Curtindo o feriadão?
Bom, nós aqui da PBN definitivamente sim. Então pra celebrar, vou trazer três reviews este feriadão pra vcs curtirem! Um pra cada dia deste fim de semana.
Então vamos começar e boa leitura!

XY064/ Episódio 868 - Fennekin VS Delphox! Uma Batalha de Performers Deslumbrante!!

Às vezes, em ficção - e especialmente em animes - muitos problemas se resolvem com uma simples mudança de atitude. O corte de cabelo de Serena não foi sua saída da crisálida ainda e neste episódio, Akemi Omode - a roteirista que parece ser a principal encarregada da personagem - mostra que o treinamento de seus Pokémon continua, assim como todas as dificuldades que dele provém. Pancham e Fennekin continuam tão em desarmonia quanto sempre estiveram em todas as práticas anteriores e as acrobacias de Serena ainda parecem um caso de tentativa e erro melhor posto na teoria que na prática.
A explosão da aspirante a Rainha de Kalos como consequência de suas brigas é bastante humana e sua reação de decidir se isolar deles - deixando-os inadvertidamente sob os cuidados de Ash e Bonnie - uma decisão narrativa mais que acertada. A personagem tem trilhado um caminho interessante ao lado de seus Pokémon e quando vemos ela saindo de perto de seus amigos fica nítido que a decisão é mais motivada que pelo remorso e a culpa por ter gritado com seus Pokémon do que pela raiva em si, que ambos provocaram.
Mas a solidão de Serena não dura muito. É então que entra em cena Aria! A Rainha de Kalos é gentil o bastante para cumprimentá-la e fazer de tudo para animá-la ao perceber seu estado tristonho. As duas vão juntas às compras e até conversam sobre o fracasso de Coumarine - tudo isso sem a Performer saber que está diante de seu grande ídolo! O fato de Aria esconder sua verdadeira identidade é um detalhe bacana por dois motivos: parece confirmar o fato de que você não é uma celebridade de verdade em Kalos até precisar andar disfarçado entre os civis - vide Diantha em "Os Elos da Evolução!". Mas mais que isso, permite que Serena ainda seja autêntica com ela e o verdadeiro foco da atenção - se a Rainha de Kalos tivesse revelado sua identidade, provavelmente Serena ficaria preocupada demais em impressioná-la e Aria automaticamente ficaria numa posição superior, e elas talvez não teriam desenvolvido sua amizade da forma como foi.
Aria acaba se provando uma personagem mais bacana do que o esperado e, embora ainda seja um mistério o que ela tenha de tão bom assim para ser cultuada da forma que é e vista como insuperável pela madame poderosa lá, não dá pra negar seu carisma. O grande problema da Rainha de Kalos é que ela não veio sozinha. Ela traz consigo toda uma bagagem de machismo que lhe fora doutrinado ao longo dos seus anos de vida. Ao ver Serena pra baixo, a primeira coisa que ela diz é "Não, não, você não pode fazer essa cara! Se fizer uma cara triste, ela gruda em você e nunca mais sai!", o que deixa Serena em pânico e então Aria continua "Por isso sempre sorria! Esse é o segredo pra ser uma garota graciosa!". E foi aqui que eu quis vomitar e de repente todo meu ânimo por este episódio morreu. Mas por que esta frase em particular me incomodou tanto?
O machismo tem acompanhado todo o desenvolvimento da sociedade desde não sei quando. Ele estabelece que não só mulheres e homens são diferentes, como devem agir e ser tratados de maneiras diferentes. Enquanto o machismo - ou sexismo, se preferir - fere tanto homens quanto mulheres, não dá pra negar que elas sempre foram suas maiores vítimas. Desde tempos remotos, as sociedades patriarcais têm estabelecido regras sobre como as mulheres devem agir, como elas devem ser, como elas devem parecer, etc. Uma das práticas machistas mais antigas é crença amplamente difundida de que a coisa mais importante para uma mulher é a sua aparência.
Todos os filmes de princesa produzidos pela Disney até o começo dos anos 1990 traziam moças que conquistavam seus príncipes encantados só na base da beleza e essa também era sua única característica real (além dos talentos musicais, obviamente). Bastava um olhar e pronto. Amor à primeira vista. Nada mais importava sobre elas: se eram inteligentes, se eram amigáveis, se eram emotivas demais, se tinham chulé, o que gostavam de fazer no tempo livre, seus interesses. Nada disso era relevante porque sua beleza dizia tudo que se precisava saber sobre elas. Infelizmente, tal padrão não foi inventado pelo estúdio de animação, mas socialmente construído por nossos antepassados e estava sendo apenas transmitido para toda uma nova geração de meninos e meninas, e muitos deles cresceram cultivando os mesmos valores e passando-os adiante.
Ao longo dos anos, mulheres foram ensinadas que elas também devem aparentar outras coisas além da beleza física: devem ser contidas, delicadas, graciosas, sensíveis, maternais, pueris e prendadas. Todas características apreciadas pelos homens com quem deveriam se casar. Enquanto isso, eles aprendiam a ser os chefes da casa, líderes, provedores e a obter sucesso e poder, o que frequentemente envolvia ter uma boa esposa para exibir de troféu. Não cabia às mulheres questionarem seus maridos, nem seus pais, nem à cultura e a religião que lhes fora doutrinado porque não era seu lugar. Elas eram privadas da ordenação religiosa, da vida política e até mesmo de atividades de lazer!
E enquanto sempre houveram mulheres que se rebelaram, em grupos ou isoladas, contra as regras e o sistema das sociedades machistas de seus tempos, foi só em 1848 que a luta pelos direitos das mulheres começou oficialmente com a convenção dos direitos da mulher em Seneca Falls, Nova York. Enquanto muito progresso tem sido feito graças à luta de movimentos feministas e mulheres ao redor do mundo que têm se posicionado contra as amarras que lhes foram impostas pelo patriarcado, ainda há uma parcela imensa da sociedade que ainda apoia e reforça o machismo nosso de cada dia e faz resistência ferrenha contra as mudanças necessárias.
"Primeiramente, ninguém deu nada pra nós (mulheres). Eu fico furiosa quando eu ouço que eles (os homens) deram a nós (as mulheres) o direito ao voto. Como é que é?"

O Japão é um país bastante machista. Em ranking anual feito pelo World Economic Forum,  por exemplo, que visa verificar o progresso que cada país tem feito para diminuir as disparidades entre homens e mulheres em questões como saúde, educação, economia e política, dentre os 135 países analisados, o Japão figura na 104ª posição na pesquisa referente a 2014 - em 2013, ele ocupou a 105ª, e em 2012 a 101ª (o Brasil aparece na 71ª posição do ranking de 2014).

"Deixar o mundo ser salvo pelos homens? Claro que não."

Constituída como uma sociedade muito tradicional, muitos japoneses ainda veem com muita resistência mulheres assumindo posições de liderança e obtendo sucesso profissional, por exemplo, a ponto de um vereador japonês se achar no direito de gritar frases machistas para uma colega vereadora enquanto esta discursava em assembleia justamente pedindo maior apoio público às mulheres. Além disso, há uma constante fetichização da figura feminina na cultura japonesa. Diversas personagens de animes e jogos - especialmente aqueles voltados para o público adolescente e adulto - são tratadas de maneira hipersexualizada e exageradamente fragilizada e parecem existir somente para cumprir algum tipo de fetiche comum na cultura japonesa: o famoso fanservice. Quando não assim, temos as femme fatale que parecem sair direto de uma fantasia sadomasoquista masculina. De bônus, o assédio sexual sofrido por mulheres em trens no Japão é tão grande que eles também possuem sua própria versão do "vagão rosa", isto é, vagões exclusivos para mulheres, isso sem contar o assédio sofrido regularmente em escolas e no ambiente de trabalho.

"É como eu digo pras minhas filhas: mulheres e meninas podem fazer o que elas quiserem fazer. Não existe limite para o que nós, enquanto mulheres, podemos conquistar"

Ao mesmo tempo, o Japão mantém os mesmos ideais de uma boa esposa que são tão prezados por setores mais conservadores da nossa sociedade: a boa esposa é aquela que cuida da sua casa, do seu marido e lhe dá filhos. Semelhante aos valores ocidentais tão valorizados nas décadas passadas (e ainda encorajadas por muitas pessoas no mundo hoje), essa mulher é submissa, obediente, solícita, não levanta a voz para seu marido e deve sempre parecer bonita e graciosa, para honrar seu esposo. E uma das formas de explorar a beleza de uma mulher é justamente através do seu sorriso.
O engraçado do sorriso feminino é que ele é tratado mais como uma maquiagem do que como uma forma de expressar um sentimento real. É socialmente aceitável privar a mulher do seu direito de expressar a tristeza e a preocupação que ela está sentindo porque isso "a torna feia ou menos atraente". O verso "Toda mulher leva um sorriso no rosto e mil segredos no coração", de Clarice Linspector, reflete bem a realidade de milhares de mulheres que ao longo de suas vidas foram obrigadas a carregar um sorriso no rosto porque era esta a aparência que lhe era mais aceitável. Frases como "Um sorriso é a curva mais bela no corpo de uma mulher" ou "Uma mulher forte é aquela capaz de sorrir de manhã como se não tivesse chorado na noite anterior" não são elogios, mas apenas formas de reforçar ainda mais essa realidade de que não é permitido a uma mulher se expressar livremente nem mesmo com seu próprio rosto. É o sorriso enquanto maquiagem.
Felizmente, por anos, Pokémon conseguiu evitar percorrer um viés machista. Desde o começo, o desenho foi pensado para atrair um público feminino tão forte quanto o masculino - havia planos para incluir uma protagonista feminina nos jogos originais e a escolha de Pikachu para ser o mascote da série foi baseada justamente no fato de que as meninas gostavam mais dele do que de Clefairy, como se esperava. As protagonistas de Pokémon nunca sofreram nenhum tipo de hipersexualização - ironicamente, a única vez que algo assim ocorreu foi quando James decidiu competir num concurso de beleza com temática praiana e exibiu enormes seios postiços e uma cinturinha bem delineada -, as inconvenientes investidas de Brock sempre foram devidamente punidas (inicialmente por uma menina), as líderes de torcida que acompanhavam Gary e cuja mera existência parecia revolver ao redor de mostrar o rival numa posição de fazer inveja a outros meninos (afinal ser cercado de lindas garotas num carrão também faz parte de um velho fetiche masculino) acabaram sumindo sem deixar rastros. Mesmo as típicas mães de toda região passaram a ter ao menos um passado com mais ação, como Johanna sendo uma ex-Top Coordenadora e Grace tendo uma carreira bem-sucedida como Piloto de Rhyhorn.
Ao longo da série, as meninas em Pokémon sempre tiveram o direito de participar nas mesmas competições que os meninos e assumir as mesmas posições hierárquicas que eles e vice-versa, além de atos heroicos. Sempre houve uma igualdade - com a única ressalva sendo a de que Ash nunca teve uma rival feminina que lhe fosse à altura (o que é uma coisa que eu espero há gerações que aconteça) - no tratamento dado aos Treinadores e às Treinadoras da série. O surgimento das Exibições Pokémon serviu para causar uma ruptura nessa estrutura, sendo o primeiro evento na série restrito a um sexo específico. Com essas competições focando principalmente em beleza - e aqui que fique claro que é um padrão de beleza muito específico, seguindo o modelo das idols japonesas, magras e jovens, com maneiras delicadas e infantis, e que tudo que fazem tem que parecer fofas -, o posicionamento da Rainha de Kalos não chega a surpreender.
O pior de tudo ainda é que toda a temática do sorriso é extremamente desnecessária e Omode a deixa crescer tanto que ela ganha uma importância exagerada e absurda. Ao longo de todo episódio, a ideia de Aria tentar animar Serena é diretamente atrelado a como ter uma expressão triste é feio ou como uma Performer deve sempre sorrir. Após Serena lhe ajudar a escolher a pulseira, Aria diz "Performers Pokémon sempre precisam ter os maiores sorrisos. Serena, seu sorriso vai deixar todo mundo feliz". Novamente, não é sobre a importância de se sorrir ou ser feliz, mas do sorriso enquanto meio para agradar outras pessoas. Ironicamente porém, isso não condiz com a forma como o sorriso é de fato utilizado no momento mais crucial do episódio.
Quando Serena sorri para seus Pokémon, ela não está tentando conquistar simpatia de ninguém, nem mostrar o quão bonita é: ela reergue seu time com sua confiança de que eles podem vencer. Tal noção já foi apresentada no anime antes de diferentes maneiras, em especial em Diamond & Pearl. No episódio "Doutor Brock", o Pachirisu de Dawn passou mal (aquela doença que parece ser a única coisa capaz de derrubar um Pokémon Elétrico além de ataques tipo Solo e que, inclusive, afetou Dedenne no XY anterior) e o desespero da menina por não saber lidar com a situação acabou afetando negativamente o estado de seu Pokémon. Brock então ensina a ela e a Ash que a coisa mais importante para um Treinador em um momento de crise é manter a calma diante de seus Pokémon. A lição para Serena era a mesma. Ela não podia perder a compostura, mas mostrar confiança para que seus Pokémon não pensassem que a batalha já estava perdida antes de realmente estar. Em vez disso, virou um discursinho babaca e machista desnecessário sobre como sorrir é importante - uma ideia que até o narrador reforça no final. Patético.
Falando na batalha em si, é ótimo que tenham escolhido fazer uma batalha dupla porque é um estilo interessante e que o anime tem utilizado muito menos do que deveria. Além disso, ele também nos dá uma última lição valiosa de Aria para Serena: a ideia de que em batalhas duplas, a cooperação entre os Pokémon é essencial. Porém, a batalha em si não é nada deslumbrante como seu título parece querer que acreditemos. Serena faz uma ótima estratégia ao ordenar que Fennekin pule as pilastras formadas pelo Corte de Pedra para atacar, mas o ataque ordenado é o Lança-Chamas, que o Reflexo nem devia repelir. Embora possa ser um erro de iniciante de Serena, o que seria muito plausível, o episódio ignora qualquer potencial de mais aprendizado para a garota, dando a impressão de que foi sim um erro de roteiro. Além disso, Serena insiste em atacar Aromatisse, mesmo o Pokémon tendo uma barreira ativada, com o ataque de Pedra de Pancham, quando Delphox estava ali, bem mais suscetível e em desvantagem.
Também faltou beleza à batalha. Tirando o lance de Fennekin pulando as pedras, não houve absolutamente mais nada interessante. A decepção maior fica por conta de Aria, que o máximo que faz é ordenar ataques que são liberados com o mínimo de estilo e criatividade - embora na hora que parecia que ela ia começar a lutar pra valer, a batalha é interrompida. Claro que não ajuda nada que a animação deste episódio tenha sido um bocado inferior ao padrão estabelecido nesta série. Enquanto as cenas mais de perto sejam bem animadas, todas as vezes em que são colocados em um ângulo de maior distância, os personagens parecem mal desenhados. Especialmente quando se trata dos rostos deles - o que é irônico com o tema recorrente de beleza.

Assim como ocorreu com Luxio apenas dois episódios atrás, a sequência de evolução é novamente interrompida, mas desta vez para uma sessão de flashbacks. Isto só se assoma à crescente lista de repetitividades que esse lote de episódios tem apresentado. Os dois capítulos anteriores também contaram com flashbacks. Temos também a introdução do guri misterioso da abertura e não preciso de muito para dizer que minha primeira impressão foi a pior possível. Além de ela ser terrivelmente aleatória, achei a aparência dele horrível (o que pode ser simplesmente consequência da animação ruim, mas não confio que seja o caso), odiei o fato de ele ser visivelmente um personagem fraco e sua voz é medonha - parece que ele fala cuspindo, sei lá. Porém, serviu pra nos mostrar que Clemont está lutando pessoalmente contra seus oponentes, independente do que eles têm a oferecer, o que já é uma mudança interessante.

No fim das contas, a melhor coisa deste episódio acaba sendo a relação entre Serena e seus Pokémon e não é à toa. Diferente de Luxio ou Goomy, Fennekin foi a única Pokémon desse aglomerado de evoluções recentes que realmente mereceu sua transformação. Seu desenvolvimento na série tem sido algo gradativo, tímido e que temos acompanhado com afinco. O drama entre Serena e Fennekin neste episódio parece extremamente honesto e plausível, assim como o drama da raposinha na Exibição Pokémon justamente porque os roteiristas investiram pesado em mostrar cada vez mais o quanto elas e Pancham se preocupam um com o outro e o quanto eles têm crescido juntos.
Desse modo, não é à toa que meus momentos favoritos do episódio sejam justamente aqueles em que o trio sente falta um do outro. Ver Serena se dar conta da ausência de Fennekin, sua fiel parceira desde o início, e então descrevendo com precisão as personalidades de ambos para Aria, além de Fennekin e Pancham ansiosamente esperando pelo retorno de sua Treinadora olhando pela janela formam momentos preciosos. Os roteiristas acabaram criando uma relação entre Treinador e Pokémon que barra até mesmo a de Ash com os seus. E enquanto as Exibições Pokémon certamente não me empolgam, Serena, Braixan e Pancham certamente merecem minha torcida.

Considerações finais:

  • Shauna agora é subcelebridade em rede nacional! O que parece acender sentimentos de inveja em Sereníssima;
  • O quanto de treinamento é necessário para fazer seus Pokémon expelirem purpurina?
  • Jessie está de volta ao seu velho eu de sempre e eu adoro como ela tem expectativas altas demais sobre o que realmente significa ser Rainha de Kalos. Eu sinceramente ia amar se no fim das contas, ela acabasse se tornando de fato Rainha de Kalos e acabasse desistindo da coroa ao perceber que o título significa bem menos do que ela sonhava, mas acho seguro afirmar que todos sabemos que isso nunca aconteceria. Aliás, eu queria entender por que ela ficou chicoteando Meowth, afinal de contas, por mais que a cena seja engraçada, ele foi bonzinho e se ofereceu para ajudá-la, mesmo não tendo nenhuma obrigação nem interesse pessoal nisso, e eu não vejo como um momento de chicoteamento faria sentido no contexto das Exibições Pokémon, mesmo considerando Jessie como ela é. Vale lembrar que embora suas apresentações em Sinnoh contassem com uma violência incomum para aqueles eventos, geralmente era ela a atacada, não os Pokémon;
  • Existe uma pergunta na minha cabeça para a qual eu achei que tinha a resposta na primeira que assisti ao episódio, mas que não tinha tanta certeza quando o vi pela segunda vez: por que Aria se aproximou de Serena? Antes, eu tinha toda essa teoria formulada de que ela o fez de propósito (talvez porque a madame lá se interessara pela menina e pode ter comentado algo?), sabendo quem era Serena o tempo todo e escondendo o jogo para que pudesse descobrir qual era o problema real e ajudá-la. Porém, reassistindo e considerando que ela tem uma leve hesitação antes de falar o nome falso - e também levando em conta que Serena está com roupas e cabelo diferente e isso geralmente é o que basta para você se tornar irreconhecível no mundo Pokémon (vide Equipe Rocket) -, comecei a pensar que ela estava sendo honesta o tempo todo e não se tocou de quem Serena era até o momento em que ela declara isso, durante as compras. Isso faria dela uma personagem bem menos esperta e interessante do que eu originalmente concebera;
  • Esta deve ser a primeira vez, desde que Ash salvou Bonnie no acampamento, que os dois estão a sós e a primeira vez que podem interagir sem a intermediação de Clemont ou Serena, já que desta vez ela está acordada. Porém, Omode faz absolutamente nada de especial com os dois, tornando um grande desperdício de oportunidade. Eles mal se falam! Tudo o que eles têm é uma conversinha sobre Clemont na qual ela é extremamente fofinha, mas só isso;
  • Ao longo deste episódio, Dedenne interage bastante com Pikachu. Mesmo quando seu BFF Sliggoo sai da Pokébola para comer alguma coisinha, Dedenne continua com Pikachu. Achei isso curioso, sei lá;
  • Bonnie convence Fennekin e Pancham a comerem com os demais usando a preocupação de Serena como argumento. É muito fofinho ♥
  • Fiquei surpreso que Omode tenha decidido revelar a verdadeira identidade de Aria depois de sua saída abrupta. Achei por um momento que eles iriam adiar tal momento para Serena até o próximo encontro entre elas. Ficou bem legal da forma que foi feito;
  • O lado inspirador de Ash é mais uma vez trazido à tona durante a batalha contra Aria;

  • E falando nele, parece que estava curtindo a batalha até mais que a própria Serena;

  • Próxima quarta, o Cartoon Network encerra a exibição da 17ª temporada de PokémonPokémon - A Série XY, com a exibição do episódio "Bonnie para a Defesa!", iniciando as reprises já a partir da quinta. É triste ver que o primeiro especial da Mega Evolução parece não fazer parte do repertório dos episódios desta temporada. Eu sinceramente esperava que, diferente dos demais especiais da série, ele estivesse incluído nos pacotes de episódios licenciados. Há sim uma possibilidade de o CN até ter o episódio, só que tenha optado não exibi-lo agora ou simplesmente pulado-o acidentalmente - afinal eles também não passaram "Pesquem o Magikarp Dourado!", como era esperado. Entretanto, há também uma grande chance de a minissaga de Alain acabar nunca vindo pra cá de forma oficial. Vale lembrar que o Brasil não vê a cor de um especial da série desde 2008, quando Pokémon - Mundo Misterioso: A Equipe Força Resgate em sua Primeira Missão fez sua estreia no CN. De lá pra cá, mais de 10 especiais foram feitos e nenhum deles tocou solo brasileiro, mesmo aqueles lançados oficialmente no ocidente. É um jejum que eu realmente queria ver quebrado. Vale lembrar que ao menos na Europa a exibição ocorreu em países como França e Itália, então talvez haja uma esperança;
  • Ainda sobre Pokémon no Brasil, outro dia assisti a "Confronto no Ginásio de Shalour!" dublado pela Centauro e adorei a voz da Korrina! Enquanto bastante distinta da versão japonesa, a dubladora Priscila Ferreira - ironicamente uma dubladora que até há alguns anos atrás eu criticava pela falta de poder de interpretação no papel de Solana - deu um show, dando uma força muito bacana à personagem. Triste mesmo foi a contestação de que acredito que Jussara Marques definitivamente não serve para Bonnie. Até o final da temporada, fica visível que Marques não acerta o tom da personagem, desafina em sua voz com frequência e falha em transmitir todo aquele agito que a personagem tem na versão original. É triste porque eu amo Bonni e gosto muito do trabalho de Jussara, mas eles definitivamente deviam ter escolhido outra dubladora porque não funcionou…
  • Para escrever este texto, eu também link o seguinte artigo, em inglês, "Why we should stop telling women to smile" (Por que devemos parar de mandar as mulheres sorrirem, em tradução livre), que você pode acessar clicando aqui. Para quem quer saber mais sobre feminismo, também tem um ótimo vídeo chamado "We should all be feminists" (Nós todos devíamos ter feministas), em que você pode assistir ao discurso (tem legenda em português) de Chimamanda Ngozi Adichie clicando aqui. Este é o mesmo discurso cujo trecho entrou na música Flawless da Beyoncé, então superrecomendo porque Chimamanda é foda;
  • A propósito, já li e respondi todos os comentários no blog =D
 

16 comentários:

  1. Pra mim esse episodio foi um dos melhores!
    Eu gostei muito da aria e acho que as duas batalharam muito bem!
    Essa batalha das duas foi melhor que a do ash vs shotaa desse ultimo ep que saiu
    De todas as evoluçoes até agr na minha OPINIÃO a do fennekin foi uma das melhores

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    1. vdd tambem acho isso

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  2. Sou menina desde pequena assisto eu e algumas amigas estamos adorando os try pokarons! Eu gostei muito desse episodio um dos melhores que ja assisti realmente amei gostei muito da aria, nao achei Tanto machismo ! Afinal é um desenho para o publico infantil gente.

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  3. Eu pelo contrario adorei esse episodio estou adorando os shows pokaron da serena, e tambem adorei a aria.

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  4. Melhor episodio ever de xy pra mim foi esse!

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  5. Desculpa, mas adorei o episódio e pra mim não foi nada tão machista assim. Acho que era mais questão de que se você ficar triste, os outros também acabarão ficando. Acho que é mais uma implicância sua com os Showcases :p

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    1. isso ai falou tudo !!! eu tbm nao vi machismo afinal é um desenho destinado mais para as crianças! sou menino e nao tenho vergonha de dizer que estou
      amandooo os try pokaron !!!!!!

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    2. nossa como é bom ver tanta gente em um unico post defendendo a nossa amada e querida serena e os try pokaron !!!!

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    3. Claro que foi machista. A frase é essa: "Ora, você é uma menina. Você ,menina, tem que sorrir para mostrar que é bonita, ou os homens não vão te querer!."

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    4. A frase foi "Sempre sorria! Esse é o segredo da beleza feminina."
      Não diria que a frase é machista, foi apenas uma forma de elevar a autoconfiança da Serena. Muito mimimi atoa.

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  6. O dever de uma performer é deixar os outros felizes:)

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  7. Anonimo 12:54 nao foi bem assim tambem nao, esse episodio foi otimo e quem nao gosta dos try pokaron se nao gosta deles então nao assiste . Muitos estao adorando! INclusive euu

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  8. achei o post incrível, mas a parte em que você critica o novo personagem que aparece na abertura(Shota[esse é o nome dele tá, não pense besteira kkk]), dizendo que ele é feio e visivelmente fraco, achei isso meio contraditório da sua parte, pois você ao mesmo tempo afirma que a mulher não se resume apenas a aparência, mas mesmo assim adorei o seu post e pelo simples fato de você querer conscientizar seus leitores sobre os problemas sociais, que muitos ignoram por achar que é normal, só me fez gostar ainda mais do seu trabalho.

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  9. Acho muito exagero esse sentimento de ódio em relação às performances Pokémon a ponto de envolver questões políticas e sociais no intuito de convencer os demais de que não é bom. Cada um tem sua opinião e na minha não vejo nada demais nos try pokaron, até acho que se encaixa bem no estilo da Serena. Entretanto, quanto ao episódio, terminei de assisti-lo sentindo uma pontada bem grande de decepção, pois acho que a ideia que quiseram passar era muito boa, de que apesar da mudança de visual ela não sofreu uma mudança abrupta de personalidade e a dor da derrota ainda doía nela, e a repentina amizade com Aria também era uma excelente sacada, mas no fim das contas a execução deixou muito a desejar, aliás, de todos os episódios do intervalo entre a batalha contra Ramos e a batalha contra Clemont, o único que ainda achei legal foi ironicamente o criticado XY 59, foi o único que eu senti prazer em assistir embora não tenha rolado nada de efetivo (eu queria muito que tivesse acontecido, mas sei que isso é algo que só vai ser resolvido no final da temporada). Dos outros, houve muito enchimento de linguiça e muita coisa boa mal aproveitada, como a subtrama de Ash, Serena e Bonnie se virando sem o Clemont. Felizmente após a batalha de Lumiose o nível dos episódios melhorou um pouco, inclusive os dois "fillers" antes da chegada a Kunoe ficaram muito bons mesmo usando-se de dois clichês muito usados desde a série original (eu sei que tecnicamente Pokémon não tem fillers porque seu anime não tem relação direta com o mangá, mas há muitos episódios que não acrescentam em nada à trama e poderiam ser considerados fillers por analogia). Espero que o nível dos episódios se mantenha satisfatório ainda mais que a nova exibição da Serena está próxima (se bem que a maioria dos episódios vinham sendo bons mas começaram a decair justamente a partir do XY 60).

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  10. Gosto muito dessa área do charizard. Suas analises dos episódios são excelentes, pois tem conteúdo não são como a de alguns youtubers que esquecem o publico alvo do anime e se interessam apenas pelas batalhas.
    ps:Continue o bom trabalho

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