Crônicas de Bolso: Fortaleza de Pedra - Corsola - Pokémon Blast News

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19/11/2015

Crônicas de Bolso: Fortaleza de Pedra - Corsola

Olá, galerinha!

Chega de sofrência, pessoal! A espera acabou, pois as Crônicas de Bolso chegaram para alegrar o seu dia! =D

Estamos de volta hoje com a subsérie Fortaleza de Pedra e a estrela de hoje é ninguém menos do que o Corsola. Não se deixe levar pela aparência fofa desses corais, pois a história deles é uma grande batalha!

Vocês estão prontas, crianças? Estamos, capitão! Então, simbora ler a crônica de hoje, galera! Ah, a trilha sonora subaquática de hoje é essa AQUI. ^^

Vem cá e me dá um abraço, amigo Corsola!


   Que a união faz a força, todos já sabem, mas quanta força é necessária para se adaptar às situações mais adversas da vida? Que toda ação gera uma reação, todos já sabem, mas como as coisas realmente estão conectadas? Às vezes, a resposta está na própria pergunta...



Fortaleza de Pedra: Corsola



   Tudo está conectado como uma grande teia de aranha, não se pode puxar um fio sem que o conjunto inteiro também se mova. Por mais que o mundo valorize a individualidade, não existe nada além da coletividade, pois tudo faz parte de um único sistema, todas as coisas do mundo se ligam umas às outras.
   Sempre que o inverno ameaçava chegar ao hemisfério norte, era tempo de se observar a migração do maior ser vivo da Terra em direção às águas mornas do sul do planeta. Enquanto as flores nasciam nos jardins e nos campos com a chegada da primavera, os recifes de Corsola chegavam aos mares mais quentes.
   Os corais nadavam livremente pelos mares e a visão de seus chifres rosados contrastando com o azul do oceano era um espetáculo artístico. Os Corsola precisavam de condições muito específicas para sobreviver, não eram capazes de viver em águas sujas ou frias; mas eram mestres na arte da resiliência.
   Ser resiliente, tolerar as condições e suportar as adversidades, os corais se adaptavam, faziam da dificuldade o seu triunfo e se regeneravam se preciso fosse. Os Corsola eram um símbolo de renovação.
   No entanto, não eram todos que os viam como fonte de inspiração, havia quem desejasse apenas suas joias. As pedras de coral eram resistentes e brilhavam em sete cores quando iluminadas. Joalheiros do mundo todo sonhavam em desenhar peças feitas do coral dos Corsola e isso motivava as ações dos gananciosos piratas de corais.



   Os piratas eram caçadores que capturavam Corsola para revender partes de seus chifres no mercado negro e tudo ficava ainda mais rentável pela alta capacidade de regeneração dos corais. Em pouco tempo, eles eram capazes de recriar seus chifres e gerar lucros eternos aos piratas de corais. Era o clássico caso de enriquecimento à custa do sofrimento dos outros.
   O que no passado era algo simples e natural, tornou-se difícil e perigoso para os Corsola. Como eles precisavam se deslocar pelos mares e deixar a camuflagem, se tornavam alvos fáceis para os arpões e as redes dos piratas na travessia dos oceanos durante a migração. Eles nem se preocupavam em ferir os Corsola, pois já davam como certo que eles logo se recuperariam, apesar de que a dor não some tão facilmente.
   A cada ano, o número de Corsola nas colônias diminuía consideravelmente e os corais se viam obrigados a nadar em águas profundas e frias para não serem alvo da ganância dos piratas, arriscando a própria saúde para não arriscar a vida. Buscavam formar aglomerados, unindo-se em um único recife de coral para afugentar seus predadores. Não era fácil ser um Corsola, mas eles nunca desistiam.



   Era comum encontrar Corsola já feridos, com chifres quebrados e corações partidos. Eles sempre se regeneravam, mas às vezes simplesmente não o queriam, era cansativo recriar partes de seus corpos, mas eles continuavam nadando pelos oceanos. Afinal, um Corsola quebrado não tem tanto valor, assim como um objeto que não funciona mais.
   Em uma das muitas colônias de corais, uma família de Corsola tentava sobreviver à travessia dos mares, tinham um forte senso de grupo e era a sua união que os levava adiante. Os mais velhos já traziam consigo as marcas das caçadas antigas, nadavam com dificuldade pela falta de partes das rochas em suas patas e chifres.
   Mas havia um Corsola que se negava a aceitar esse destino. Era um jovem coral idealista, se vangloriava de ser o único naqueles mares a ter o corpo perfeito, com chifres longos e belos. Nunca havia sido alvo de arpões, sempre conseguia fugir dos piratas de corais, era um Corsola muito audacioso.
   Ele queria ser o líder da colônia, não hesitava em mostrar suas habilidades e fazia pouco dos outros que não tinham todos os chifres intactos. Ao invés de se esconder com os demais de seu grupo, ele atacava os barcos dos piratas e os afundava, rindo do insucesso deles.



   Quando o jovem Corsola retornava à sua família, sempre ouvia um sermão por suas atitudes pouco cautelosas, mas ele confiava demais em si. Certa vez, ele quase denunciou a localização de seu recife apenas para bolar uma emboscada e impedir os planos dos caçadores. Ele não media os riscos e isso assustava seu grupo, os Corsola eram pacíficos e não entendiam o jeito de ser do jovem aguerrido.
   No entanto, aquilo não duraria para sempre. Enquanto a colônia descansava em meio ao Oceano Pacífico, o Corsola se retirou para fazer o reconhecimento da área e localizar barcos de piratas. Já era noite quando ele finalmente viu uma embarcação suspeita e resolveu se aproximar com cuidado. Eram realmente piratas de corais, mas eles já não estavam mais caçando Corsola, e sim viajando de volta para a terra firme.
   O Corsola não pensou duas vezes e quis por fim ao sofrimento de seu povo, seguiu o barco de longe em uma missão suicida para desmantelar o bando dos piratas de uma vez por todas. Avançando a madrugada, o coral chegou a um porto abandonado em uma ilha pequena, provavelmente o quartel-general dos piratas de corais.
   Ele esperou o desembarque da tripulação e se escondeu no fundo do mar, nadando até perto do fundo dos barcos e começou a sabotá-los. Com seu canhão de espinhos, Corsola atirava lâminas de coral resistentes que perfuravam a parte inferior dos barcos, que começaram a acumular água em seu interior e afundar lentamente.



   Corsola lançava seus espinhos e pedras para destruir todas aquelas embarcações, queria ensinar uma lição aos piratas, eles nunca mais iriam machucar um coral. O Corsola desferiu rapidamente seus ataques, mas logo um alarme começou a soar. As luzes se acenderam e Corsola se viu cercado pelos piratas que chegavam, munidos de lanças e redes.
   O coral imediatamente fez a maré subir com sua pulsação de água e imergiu antes que pudessem capturá-lo. Aos gritos, os piratas lançaram arpões em sua direção e Corsola desviou deles com dificuldade. Eram muitas lanças e redes elétricas, mas Corsola conseguiu fugir de todas. O coral chegou a sentir algo raspar em seu corpo, mas não sentiu e nem viu nada, continuava intacto e só pensou em fugir.
   Corsola estava cansado, mas muito feliz. Sentia-se realizado com a ideia de que nunca mais seu povo seria caçado por suas joias de coral, mas era cedo demais para isso. O coral retornou à sua colônia e todos já estavam preocupados com seu desaparecimento. Quando finalmente o viram retornar, logo começaram a interrogá-lo e culpá-lo por abandonar sua família. O jovem tentou se explicar e contava as novidades com um sorriso no rosto, mas os outros não lhe foram receptivos e culparam sua irresponsabilidade.
   Sentindo-se triste e incompreendido, o Corsola guerreiro acatou as decisões da colônia e continuou a viajar com eles sem criar mais problemas, apesar de estar muito magoado. Os Corsola continuaram seu processo migratório em direção ao sul e fizeram uma breve parada em um rochedo subaquático que encontraram. Os corais se amontoaram nas paredes das pedras e se camuflaram junto às anêmonas para dormir.



   Mas o sono dos Corsola foi bruscamente interrompido em poucas horas. Ouvindo gritos, o jovem coral acordou e viu seus familiares sendo puxados por ganchos de ferro e redes reforçadas. Um a um, todos os Corsola estavam sendo capturados por um grupo de três barcos.
   Enquanto fugia no dia anterior, os piratas lançaram um dispositivo rastreador em Corsola, que fatalmente os levou até a localização de toda a sua colônia. O medo estava estampado nas faces dos gentis Corsola. Os piratas os tomavam pelos chifres e os cortavam num golpe só, deixando os corais caírem ao chão do barco em prantos.
   O desespero e a angústia tomaram conta do jovem Corsola, que sentiu seu coração inflamar de raiva e sede de justiça. O coral avançou pelas águas e se chocou contra um dos barcos repetidas vezes até abrir um enorme buraco em seu casco. A água invadiu o barco, que começou a balançar, fazendo com que os piratas e os Corsola capturados caíssem no mar.
   O coral mirou seu canhão de espinhos no segundo barco e atirou sem piedade, explodindo até o motor. Tentavam atacá-lo com arpões e ganchos, mas ele desviava perfeitamente de todos, não havia nada que pudesse impedi-lo de salvar seu povo. Corsola atirava pedras como mísseis, que cruzavam o mar em um piscar de olhos até partir o terceiro barco ao meio no primeiro golpe.



   Os demais Corsola tentavam rasgar as redes para salvar seus amigos e auxiliavam o salvador da colônia, alertando-o quando pretendiam atacá-lo. Com muito esforço, o jovem coral conseguiu revidar o ataque dos piratas, que fugiram nadando para se salvarem, e libertar sua família das redes de captura marinha.
   Tendo que prestar atenção em duas situações ao mesmo tempo, era impossível querer que o Corsola pudesse evitar o que estaria prestes a acontecer. Rasgando o céu em um lançamento rasante, um dos piratas naufragados atirou o último de seus arpões com toda a sua fúria e sede de vingança, atingindo o coral e rachando seu corpo.
   O som estridente da ponta do arpão perfurando as pedras do Corsola guerreiro e fazendo dois de seus chifres caírem aos pedaços na água pôde ser ouvido até nas profundezas do mar. Era como se o tempo passasse a andar mais devagar naquele instante, aquela havia sido a primeira vez em que Corsola havia sido vítima dos piratas de corais, foi a maior dor que ele já experimentou em sua vida.
   Paralisado e sem acreditar no que acabara de aconteceu, Corsola permaneceu incrédulo, sentindo uma dor terrível. O pirata que o acertou comemorava sem ter motivos para tal, visto que estava à deriva e nem sequer tinha condições para coletar e revender as joias de coral.
   Os caçadores conseguiram fugir a nado enquanto os demais Corsola levavam o jovem consigo para um lugar seguro. Era como se o espírito aguerrido e corajoso houvesse se partido junto a seus chifres, Corsola disfarçava o choro nas águas do mar enquanto era levado no ritmo lento de seus irmãos mais velhos até um rochedo distante, onde ninguém os incomodaria.



   O coral despedaçado buscou se isolar dos demais em uma fenda perto dali, não queria que o vissem daquele jeito. Porém, o sofrimento de um era o sofrimento de todos e ninguém viraria as costas para ele. Os corais se reuniram ao redor de Corsola para chamar sua atenção e começaram a regenerar as partes dos seus corpos que haviam se perdido com o tempo.
   Todos os Corsola começaram a brilhar e concentraram suas forças para regenerarem seus chifres, estavam reconstituindo seus próprios pedaços como há muito tempo não faziam, tudo em homenagem ao jovem Corsola. Mesmo que todos já tivessem desistido de se regenerar para não sofrerem mais no futuro, tentaram mais uma vez dar uma chance à recuperação dos chifres partidos, os mesmo chifres que sempre foram estimados e valorizados pelo Corsola guerreiro.
   Vendo o esforço de sua colônia, o coral ficou tocado com a atitude e a compreensão de seu povo, que sempre se recusou a reconstruir chifres, mas o fizeram por ele, então Corsola deu uma nova chance à sua vida e regenerou seu próprio corpo, apagando as marcas deixadas pela violência dos piratas.
   Emocionado, Corsola não havia reconstruído seus chifres por considerá-los belos ou um símbolo de grandeza, pois não havia nada disso em seu pensamento, apenas queria se regenerar para ficar exatamente do mesmo jeito que todos aqueles que lhe eram queridos, queria reforçar o seu elo com sua família.
   Esta era a verdadeira joia de coral, o grande tesouro dos Corsola: a união que os fazia ser o maior organismo vivo do mundo, a colônia de corais que sempre ressurgia das lascas partidas para uma vida nova nos mares do sul.


E assim termina a história de hoje...


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   E aí, pessoal, gostaram da história dos Corsola? Espero que sim! Eu pensei seriamente em colocar essa crônica dentro de Flores de Água, mas algo me fez trazê-la em Fortaleza de Pedra. Aliás, acho que você sabem exatamente o que foi! ^^

   Alguém reparou que os Pokémon de Johto andam passeando com mais frequência por aqui? Pelo andar da carruagem, acho que Johto pode deixar de ser a região menos contemplada nas crônicas para ser a que mais tem Pokémon por aqui! xD

   E hoje tem charada, pessoal! Já estavam com saudades, né? Então, eu diria que o Pokémon da próxima crônica tem 7 letras no seu nome e, curiosamente, se você somar os algarismos do número dele na National Dex, também dá 7. Aliás, um de seus tipos também tem 7 letras, mas não vai ser na subsérie desse tipo que ele vai entrar. E agora, moças e rapazes, se virem para descobrir! xD

   Até a outra semana, galera! Espero poder conversar com vocês nos comentários. Uma ótima semana para todos! ^^

   Editado: então, para quem ficou na dúvida, os nomes são em inglês, até porque facilita quem for pesquisar na Bulbapedia. ^^





Créditos de imagem:
E na Fenda do Biquíni...
A migração dos Corsola
Pulsação de água
Batalha em alto mar
Joias de coral partido
O maior ser vivo do mundo




Eu vou ficar muito, muuuito feliz se você clicar aqui! Olha:

Crônicas de Bolso   Cápsula do Tempo


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