Crônicas de Bolso: Rompante Elétrico - Heliolisk - Pokémon Blast News

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06/05/2015

Crônicas de Bolso: Rompante Elétrico - Heliolisk


  
   Olá, galerinha!


   Chegou o dia da alegria! Hoje teremos o fim (pera aí, fim?!) da primeira temporada das Crônicas de Bolso! Sim, hoje é um dia de término, mas vocês sabem o que acontece quando um ciclo termina, certo? =)

   Em primeiro lugar, gostaria de agradecer pelo carinho e atenção de todos vocês nessa curta ou longa jornada de praticamente quatro meses por todos os dezoito Tipos de Pokémon! Muito obrigado, pessoal! Vocês são os melhores! ^^

   Acho que ninguém esperava que o Tipo Elétrico fosse o último a estrear por aqui, o que me inclui também. Começamos com a sequência Fogo, Água e Grama e fechamos com Elétrico. Interessante, não? Acho que alguém vai lembrar da primeira geração aí. Haha! xD

   Ah, claro. Antes que eu me esqueça de novo, é sempre bom lembrar que AQUI vocês podem acessar o Índice, com todas as histórias da primeira temporada já publicadas! ^^

   Sem mais delongas, a última subsérie desta temporada é Rompante Elétrico! E com vocês, o lagarto mais simpático do mundo, Heliolisk! Agora, pela última vez nesta temporada, senta que lá vem história... =)

Que as expectativas comecem!


    O que realmente significa crescer, se expandir e progredir para uma sociedade? Tornar-se escravo de sua própria ambição não parece uma atitude sábia a ser tomada. Nem tudo que reluz é ouro e até mesmo o resplandecente brilho do Sol pode ser nocivo. A lição que se tira disso? Parcimônia e comedimento.


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Rompante Elétrico: Heliolisk


   Apesar de ser amplamente ignorado pelas pessoas, o limite da ganância realmente existe. O progresso se torna um vício quando é almejado de forma irresponsável e pode ser a ruína de uma civilização. Quando o ser humano se julga capaz de dominar a natureza como se ele fosse maior que a mesma, ocorre um absurdo. Como pode a parte querer ser maior que o todo?
   A ambição desmedida claramente não é benéfica e pode provocar uma ruptura de algo precioso. Quando se constrói algo com rupturas, a única coisa que pode acontecer é o desmoronamento, pois as bases são frágeis. No entanto, é do rompante que surge a oportunidade de criar algo verdadeiro.
   Foram muitas as civilizações do passado que conquistaram sucesso e desapareceram misteriosamente com o tempo. Inclusive, até mesmo sua existência é questionada, bem como sua avançada tecnologia.
   Uma dessas civilizações se encontrava no território hoje pertencente à Guatemala, especula-se que ela tenha sido tão antiga quanto a dos maias, se não for mais antiga. Este povo detinha conhecimentos astronômicos e matemáticos que até a ciência contemporânea é incapaz de reproduzir.

    Além das pirâmides quadradas e esculturas gigantes, eles eram capazes de construir a torre de sol, uma lendária estrutura repleta de espelhos que são capazes de transformar raios solares em fogo, podendo causar combustão espontânea em objetos de madeira a quilômetros de distância.
   Inúmeros cientistas tentaram recriar os efeitos das torres de sol, mas os resultados sempre deixam a desejar. O que eles não sabem é que o elemento principal das torres é um componente vivo: Heliolisk.
   Junto àquele povo, vivia uma variada fauna e uma espécie dentre estas criaturas era a dos lagartos solares, que cruzavam ruas e subiam pelas pirâmides para receberem energia luminosa. Com os avanços tecnológicos, percebeu-se que os Helioptile eram capazes de causar efeitos elétricos com o poder solar, que intensificava a força deles. Os lagartos eram como painéis solares vivos, conversores ambulantes de energia luminosa em energia elétrica.


   Foi assim que aquele povo começou a desenvolver pesquisas sobre como usar os Helioptile com eficiência, mas os resultados eram pouco vantajosos em larga escala. Era preciso ter muito mais força, mais poder. Então, os estudiosos daquela civilização começaram a buscar uma forma de torná-los mais capazes e estudaram seu processo de evolução.
   Os Helioptile cresciam à medida que recebiam rajadas solares intensas e seus corpos se modificavam gradualmente, tornando-se Heliolisk. No entanto, este processo era sempre muito demorado e era comum que um Helioptile sequer evoluísse.
   Assim, as grandes mentes daquele povo buscaram uma forma de forçar a evolução. Eles encontraram uma matéria-prima que serviria como receptora de energia solar. Usando vários espelhos, eles calcularam o ângulo de incidência dos raios luminosos e os fizeram convergir para aquela matéria-prima, uma rocha. Aquela pedra era aquecida com o calor solar e começava a tomar tons de laranja. Tal descoberta originou a primeira pedra do sol, amplamente conhecida nos dias de hoje.



   Com as pedras do sol, houve uma evolução em massa dos Helioptile em Heliolisk, comprovando os resultados esperados. Os Heliolisk passaram a ser adestrados e utilizados exaustivamente como ferramenta de geração de energia elétrica.
   Os lagartos evoluídos foram tão importantes naquele tempo que a quantidade de Heliolisk que uma família possuía passou a representar força e riqueza. Os lagartos solares eram poderosos e sobreviviam a condições climáticas adversas. Eles eram capazes de gerar mais energia em dias ensolarados, restaurar suas forças na chuva ou terem seus reflexos agilizados em tempestades de poeira ou areia.
   Os Heliolisk vibravam suas camadas de cartilagem ao redor do pescoço e as levantavam quando se sentiam ameaçados ou felizes. Esta gola ou colar era como um refletor parabólico que amplificava a carga de energia que eles absorviam para restaurar seus padrões elétricos. Tendo este poder em mãos, os humanos começaram a escravizar os lagartos e os utilizarem em nome do progresso de seu povo, ignorando qualquer coisa além de seus objetivos.
 

   Foram anos de exploração de Heliolisk e de um milagroso avanço tecnológico para aquela sociedade, tanto que os Helioptile começaram a desaparecer das ruas e se esconder.
   Um dos poucos filhotes restantes era um Helioptile extremamente sensível que havia nascido com um problema em suas longas orelhas. Ele era alerta a todos os tipos de sons e ruídos, possuía uma audição aguçada, mas qualquer barulho o assustava, o que incluía o som dos trovões.
   Este Helioptile sequer utilizava choques elétricos por medo do som e logo foi descartado pelo povo, pois não valia o uso de uma pedra do sol. Ele vivia como um animal de rua, sendo cuidado por uma vizinhança que deixava comida e água para ele. Sempre que absorvia o calor solar, ele utilizava uma pequena descarga elétrica para se livrar da eletricidade ao redor da cabeça.
   Helioptile vivia com medo de sua própria natureza. Dias de chuva eram terríveis para ele a cada raio que caía do céu. Ele apertava suas orelhas compridas e tremia de medo com o barulho ensurdecedor. No entanto, ele sabia que não poderia fugir de seu futuro. Mesmo que fugisse das pedras do sol, ele ainda poderia evoluir naturalmente como era raro, mas acontecia no passado.

   Tanto que a natureza se pôs a tornar aquela remota possibilidade em realidade. O corpo de Helioptile começou a apresentar os primeiros sinais de transformação gradual em Heliolisk e ele passou a evitar os banhos de sol, mas não podia rejeitá-los totalmente. O calor solar o mantinha vivo e aquecia seu sangue, ele precisava receber a energia luminosa para viver, mesmo que isso significasse evoluir e ser um escravo.
   Conforme o lagarto crescia, ele via seus irmãos no topo das torres de sol, sendo forçados a utilizarem sua carga parabólica diuturnamente, enquanto eram expostos aos raios solares intensos para alimentar a cidade com energia elétrica. Os Heliolisk torciam para que sempre chovesse ou mudasse o tempo, pois não aguentavam mais ter suas peles secas queimadas pelo sol.
   Os Heliolisk se queimavam com muita facilidade e ainda eram expostos aos raios de sol convergidos pelas torres, que eram muito mais nocivos, transformando o amarelo de seus corpos em vermelho, totalmente queimado e dolorido. Todo aquele processo era muito sofrido e Helioptile estava certo em não querer evoluir, mas sua hora chegou.
 

   Infelizmente, a evolução solar ou baseada em pedras evolutivas não pode ser interrompida por vontade própria e Helioptile virou Heliolisk. Pouco tempo após evoluir, alguns soldados o capturaram e o levaram até uma das torres de sol. Heliolisk hesitou em produzir a energia elétrica, mas foi obrigado a utilizar seus poderes.
   Com medo de se assustar com o barulho de suas descargas elétricas, Heliolisk produziu pequenas faíscas, mas os operadores da torre batiam em sua cauda para forçá-lo a aumentar a força. Heliolisk começou a chorar, aquilo não era vida para ele. Estava literalmente sendo obrigado a fazer algo que o machucava profundamente. Espetavam-lhe a cauda com lanças para que aumentasse sua produção de energia, mas o que mais doía era seu coração.
   Heliolisk sentiu que o barulho lhe causava medo, mas não dor, então seu medo poderia ser controlado. Heliolisk se deu conta de que não tinha mais as longas orelhas de antes e que os barulhos ainda incomodavam, mas não lhe causavam mais o impacto de antes. O lagarto criou coragem para superar seus medos e lutar contra sua dor real.



   Em um rompante desesperado, Heliolisk abriu sua gola vibrante e os soldados se puseram em posição de ataque para revidar a rebeldia do lagarto. Heliolisk eletrocutou os soldados e operadores no topo da torre de sol e seus raios elétricos partiram os espelhos de todos os andares da torre.
   O som do vidro partindo e os estilhaços esvoaçantes captaram a atenção de outros Heliolisk nas torres vizinhas e eles também se rebelaram contra seus agressores. Bastava apenas um dar o primeiro passo para que os demais dessem voz a seus próprios sentimentos e angústias. Pouco a pouco, os espelhos de todas as torres de sol foram sendo partidos e os Heliolisk se reuniram com os demais lagartos de pele queimada.
   Os Heliolisk emitiram um impulso elétrico misterioso que serviu de chamado para todos os Helioptile escondidos. Os lagartos rebatiam as forças do exército humano e marcharam rumo à praia. Com muito esforço, os Helioptile e Heliolisk saíram da cidade e cruzaram florestas até encontrarem o oceano.


   A brisa refrescante e úmida do mar lhes fez um bem indescritível. Um a um, os lagartos solares entraram no mar e surfaram pelas águas, lavando seus corações repletos de amargura e deixando para trás um passado de escravidão.
   Os Helioptile e Heliolisk juraram que nunca mais habitariam o mesmo chão que os humanos e fizeram a travessia do Oceano Atlântico por dias até alcançarem a costa africana, a terra abençoada cujos desertos lhes serviram de lar. É por este triste motivo que os lagartos solares só são encontrados em regiões áridas e inóspitas, pois só assim estariam livres daqueles que tanto os fizeram mal.
   Não importava mais se fazia frio ou calor, os Helioptile e Heliolisk confiavam na natureza, pois ela sempre haveria de ser mais generosa do que os humanos, por mais que eles também fossem parte dela.



E assim termina a história de hoje...


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   Bom, pessoal, terminamos a nossa primeira temporada. Espero que tenham gostado da história dos lagartos solares! Mas e agora? O que vai acontecer? Teremos outra temporada das Crônicas? Se sim, quando? Muitas perguntas, poucas respostas, mas muito mistério! Hehe. ^^

   Ah, sim! Quero fazer um agradecimento especial a todos vocês que comentam e acompanham as Crônicas. Todas as sugestões de nome para as subséries dos Tipo Inseto e Tipo Elétrico foram muito importantes! Aqui, por exemplo, sempre havia algo relacionado a trovão, rugido, poder e energia nas sugestões, daí rompante: como um raio que rasga o céu! =)

   Como de costume, vou ficar de olho nos comentários e espero poder ler suas reações e pontos de vista! Aliás, lanço um novo desafio: o que há para o futuro das Crônicas de Bolso? Alguém arrisca um palpite? Uma excelente semana para todos vocês! ^^



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