Cards falsificados e proxies


Saudações jogadores! Sabe aquelas vezes em que você encontra aquela carta rara por um preço bem baratinho, ou um booster num preço camarada num lugar que você nem sabia que vendia card, e fica a dúvida: será que é falso?




Bem, alguns cards dá para saber "de cara" que são falsos, talvez por serem forjados por quem não tinha muito conhecimento sobre Pokémon.



A "estrela" não é um Pokémon, é um personagem de outra franquia. Embora o card do meio seja lindo, Milotic ainda não possui uma Mega Evolução. Já o último card, apesar da bela ilustração, é falso: não há nenhum card como esse Zoroark na base oficial do Pokémon TCG.

Certos cards falsos são facilmente detectáveis justamente por saírem do padrão do jogo. Até a presente expansão (Sombras Ardentes), não temos nenhum Pokémon com um custo de recuo maior que 4 (excetuando Wailord ex, Golem ex, Steelix ex da série EX e Mamoswine ex de Diamond & Pearl). Também não há no TCG Pokémon que exigem mais de 5 energias para atacar ou com pontos de saúde maiores que 250. Por mais que Pokémon-EX, GX ou até mesmo Estágio 2 tragam ataques poderosos, nenhum ataque no TCG possui dano base acima de 300.

Erros grosseiros como fonte diferente da original, inclinação da borda e da ilustração e até erros ortográficos também denunciam que o card é falso. Outro detalhe são o formato das energias e do símbolo contido nelas: um card falso possui o símbolo desalinhado ou grande demais, e até mesmo uma esfera não tão redonda quanto deveria.

O padrão holográfico também é difícil de ser imitar: numa falsificação ele é simplesmente impresso ou constitui numa camada de pontos brilhantes. O padrão holográfico original é meio metalizado e iridescente, possuindo um brilho e/ou alteração de sua cor de acordo com a luz e a inclinação.





As cores numa falsificação geralmente são imprecisas quando comparado com as de um card real.  As variações nos cards falsos são muitas vezes gritantes, sendo muito claras ou muito escuras quando comparadas com um card original, ou até mesmo apresentando diferença na tonalidade. Veja como na imagem abaixo, o card do meio possui cores mais saturadas e escuras comparadas com o da esquerda, o original. O card da direita possui cores mais claras e menos nítidas, como se fosse baseado numa foto do original.



Alguns cuidados devem ser tomados ao usar esses critérios para definir a autenticidade dos cards. Diferentes expansões apresentam variações ao longo do tempo. Um card bem mais antigo, como um da expansão Fóssil, terá uma cor um pouco diferente de um card mais atual. O layout das informações, o padrão holográfico e holográfico reverso e até os tons do card mudam conforme as gerações. Um caso que merece atenção são os Pokémon Dual-Type da expansão Cerco de Vapor. A cor do tipo pode invadir a borda amarela, já ouvi muita gente alegando ser falsa por conta disso, mas é só uma questão de falta de espaço mesmo. Alguns detalhes das ilustrações dos Pokémon-EX e GX também costumam ultrapassar as bordas do card.



O verso do card também fornece indícios se o card é verdadeiro. Algumas falsificações não dão sequer ao trabalho de incluir a marca registrada (TM) ao lado do logotipo "Pokémon". O fundo do card verdadeiro é bem mais detalhado do que nos falsos, especialmente em torno da Pokébola. O vestígio branco do redemoinho não tira a nitidez do restante do card, ao contrário do que ocorre nas falsificações, onde os cantos superior direito e inferior esquerdo ficam praticamente esbranquiçados.



Além do que é possível ver no card em si, o material auxilia na definição da autenticidade, em especial em cópias bem feitas no quesito gráfico. Os cards falsificados muita vezes têm um brilho ou textura estranhos, diferente do padrão levemente acetinado do original. As pontas/cantos podem não ser arredondadas como nos originais, e a espessura costuma ser mais fina ou até mais grossa nas falsificações.

Testes mais invasivos também podem determinar a autenticidade do card, embora possam vir a danificá-lo permanentemente. O mais radical literalmente destrói o card. Como os cards originais apresentam camadas de segurança, ao rasgá-lo se tornará evidente se o card possui ou não essas camadas. Não recomendo rasgar o card para se certificar disso, é possível tentar visualizar essas camadas a olho nu, e mesmo que o card seja falso, é bom tê-lo em sua coleção para fins de comparação.



Tadinho do Pidove.

A flexibilidade de uma falsificação é diferente da original, então ao arquear o card juntando as extremidades mais curtas, o original não sofrerá (tantos) danos, mas a cópia apresentará vincos e fissuras. Outro teste invasivo se dá pela água: umedecendo levemente um algodão e esfregando-o em uma pequena área do card. Os originais não sofrerão (tantos) danos, mas um card falsificado irá manchar, soltando a tinta. Porém, cabe destacar que cards promocionais mais antigos (como os que eram distribuídos na Liga Pokémon) são mais frágeis, inclusive se comparado com cards "de booster" da mesma geração.

Ao arquear o card, só apareceu uma minúscula fissura no cantinho inferior esquerdo.

Depois de esfregar o algodão (note os respingos d'água), foi só secar e foi como se nada tivesse acontecido.

Proxies

Pode acontecer de um oponente, durante uma partida, exibir um card que é uma cópia descarada do original, xerocada mesmo. Nesse caso, o card "xerox" não é uma falsificação, sendo assim tão evidente. Trata-se de uma proxy, ou prótese, como ficou a tradução do termo em português.


A própria escolha da palavra já deixa claro o seu papel: em inglês, proxy é uma autorização escrita para agir em substituição de outrem, ou seja, uma proxy é um substituto autorizado do card. São cópias usadas para testar como determinados cards funcionam no deck, com o consentimento de ambos jogadores. O motivo para tal geralmente está relacionado com o custo do card: cards mais efetivos costumam ser mais caros, além de serem mais raros (cof cof Shaymin EX Tapu Lele GX). Mas só porque um card é bom, não significa que ele será bom no deck. O uso de proxies permite testar a sinergia da cópia com os demais cards, e possibilita ao jogador avaliar o custo-benefício de determinada aquisição.

Porém, na maioria das competições oficiais (até mesmo aquelas que não geram pontuação para os jogadores, como a Liga Pokémon), o uso de proxies é vetado. Apenas se um card for danificado durante a competição é que ele será substituído por uma proxy fornecida pelos juízes. Em alguns tipos de torneio, como pós-releases e formatos expandidos, os organizadores podem permitir um determinado número de proxies devido à dificuldade de aquisição dos cards. Um exemplo foi um torneio da Pokémon TCG Brasília, no qual foi permitido próteses de Dragons Exalted pela expansão ter sido lançada recentemente à época.

Então, caríssimos jogadores, fiquem ligados para ver se determinado card é realmente falso ou apenas uma proxy. Nós vemos nos nossos próximos destinos!



Fonte: Pokegym.net, Rextechs.net, Pokemon.com, Pokémon TCG Brasília, Google Imagens, antigo acervo pessoal

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