Review: Pokémon XY045 & Pokémon XY046


Fala, galera!!!
Depois de uma pausa para reorganizar as coisas da vida, jogar Pokémon Omega Ruby (que eu comprei mês passado) e Pokémon Platinum Version (que eu comprei este mês), finalmente retomo minha vida de redator às vésperas das festividades de Ano Novo!
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então boas festas e boa leitura pra vocês!

XY045/ Episódio 849 – Clemont VS Bonnie!? Uma Batalha de Irmãos com Meowstic!!
&
XY046/ Episódio 850 – O Wigglytuff Atrapalhado VS o Salamence Descontrolado!!

Sejamos francos: metade de vocês não quer ler charithoughts sobre esses dois episódios bastante desinteressantes de Pokémon XY. Tem capturas vindo aí, evoluções, Tripokalon e você talvez queira saber o que eu acho de todas essas coisas, mas porque eu sei que existe uma parcela de vocês que tem interesse em saber o que eu achei de capa episódio e porque pessoalmente eu possuo algum TOC que não me permitiria simplesmente pular dois episódios do que pode vir a ser a cobertura de uma série inteira, aqui estou passando por esses dois episódios. Um deles me deixou tão interessado que eu levantei no meio e fui ler um encadernado do Batman que eu ganhava mais. Já o outro deu pra curtir um pouco mais, mas não foi muito melhor.
Akemi Omode, a roteirista de “Clemont VS Bonnie!? Uma Batalha de Irmãos com Meowstic!!”, tem uma ótima temática em mãos e com a qual boa parte dos telespectadores pode se identificar. Todo mundo que tem um irmão ou uma irmã sabe como a convivência nem sempre é fácil. Aqui em casa mesmo, eu já tive diversos arranca-rabos com minha irmã mais nova. Além disso, esse não é um tema tão frequentemente explorado na série – afinal, já faz um bom tempo desde que acompanhamos irmãos fazendo jornada juntos. Além disso, a briga entre vem em ótima hora: situá-la alguns capítulos após “PokéEnteering! O X na Neblina!!” é uma ótima ideia já que aquele estresse foi recente e em ambos os casos a menina é injustamente culpada e eu diria até constrangida pelo irmão mais velho diante de outras crianças –, porém ela desperdiça tudo isso transferindo o foco da história para outra dupla de irmãos.
Nada torna um episódio filler mais insuportável do que ser forçado a acompanhar o drama de personagens com os quais você não se importa nem um pouco porque o roteirista em questão falha em tornar os tais sujeitos interessantes. E é justamente esse o erro de Omode. A ideia de trazer os outros dois irmãos à história também tinha potencial para funcionar se servisse para colocar Bonnie e Clemont diante de pessoas que poderiam ajudá-los justamente por entenderem perfeitamente o que eles estão passando. Entretanto, a roteirista não administra bem esse lado da história. Em vez de focar nos limões, que são os personagens que amamos de verdade, Omode vai aumentando o foco nos irmãos chatos. Aí conhecemos mansão, mamãe, papai, herança, florzinha e flashbacks dos fulanos e logo nossos protagonistas loiros acabam virando coadjuvantes da própria história. Felizmente, Bonnie é escrita aqui de forma magnífica. Eu sempre me admiro com o quão ela parece uma criancinha de verdade. Seja na dublagem, na animação, nas suas falas…tudo contribuindo para torná-la cada vez mais amável. A cena em que ela e Clemont se desculpam e fazem as pazes é muito lindinha e só ressalta o quanto essa dupla é perfeita.
Omode também consegue criar uma interação bacana entre a limãozinha e o irmão rico mais velho e mais bonito da família, porém o resto do episódio é tedioso. Por outro lado, a interação das demais crianças com o irmão caçula soa bastante forçada - e eu não gosto de como eles ficam toda hora mostrando como ele está infelizmente de ter brigado com o irmão. Além dos personagens pouco interessantes, a contenda dos dois bem bobinha e o draminha oriundo dele bem fraquinho. Pra piorar, o lance do pai colocá-los para fazer uma caça ao tesouro para decidir quem vai ser o herdeiro da riqueza da família não é a forma mais inteligente de você querer que seus filhos reatem. Aliás, não faz sentido também que os filhos nem pareçam se importar nem um pouco em receberem a herança e mais com sua competição própria. Eu também não gosto de como a animação é bem ruinzinha aqui e ainda é coroada com um erro de continuidade grande na cena em que o pai propõe o desafio aos filhos e Bonnie decide quem ela quer ajudar, como ilustrado nas imagens abaixo.
O episódio também traz uma terceira subtrama envolvendo Chespin se apaixonando pela Meowstic e, claro, se lascando no final. Essa é uma das tramas mais repetidas na série e mais previsíveis o possível e a única cena realmente bacana que gera é o momento em que ele tem que escolher quem vai seguir: seu novo amor ou o seu Treinador. E, felizmente, ele opta pelo Treinador. Outro elemento que me incomoda bastante no roteiro de Omode é como os Meowstic são muuito mal usados. O felino Psíquico é um dos meus grandes favoritos da geração introduzida em Pokémon X & Y e tem uma dinâmica interessantíssima, em que não apenas o macho e a fêmea possuem diferenças físicas, como também aprendem diferentes golpes, o que influencia na forma como funcionam em batalha.
Omode expõe as diferenças físicas, mas desperdiça totalmente a chance de mostrar como cada um tem um estilo próprio de combate. Eu até cheguei a pensar que ela fosse tocar nesse ponto, aproveitando-se do fato de que as personalidades dos irmãos pareciam opostas aos estilo dos Meowstic que eles possuíam – Ryuji, o irmão mais novo com um estilo mais ofensivo, possuía um Meowstic macho, que é mais defensivo e de suporte, enquanto o Hajime, o irmão mais cauteloso, possuía uma Meowstic fêmea, que é melhor para partir ao ataque –, mas isso é completamente desperdiçado e o lance todo se resume ao caçula aprendendo a ouvir os conselhos do mais velho. O fato de que ambos os irmãos ordenam que seus Meowstic usem um Arranhar (Scratch) contra Exploud, quando possuem mais ataques especiais é outra atitude carente de inteligência diante de uma gama repleta de ataques interessantíssimos que poderiam ter sido usados.
Depois dessa experiência não tão prazerosa com o XY045, não fiquei mais animado com o XY046, especialmente depois de descobrir que o responsável por ele seria o meu roteirista menos favorito do grupo: Hideki Sonoda (Pokémon – O Filme: Kyurem Contra a Espada da Justiça, “Swirlix e Slurpuff! Uma Luta de Doces É Tudo Menos Doce!?”). Entretanto, Sonoda consegue fazer seu melhor trabalho em anos com a série animada! Seu primeiro sucesso é na composição do desastrado Wigglytuff. Se a roteirista falhara em tornar dois personagens humanos interessantes, Sonoda faz desse Wigglytuff uma das criaturas mais adoráveis do mundo Pokémon! Com jeitinho adorável, aqueles olhões, sua vontade sincera de fazer a coisa certa, a bonitinha amizade que desenvolve por Pikachu e a bravura para enfrentar o Salamence, é fácil demais gostar do Pokémon Balão e simpatizar com sua situação.
Não obstante, Sonoda também tropeça. As trapalhadas do bicho rosado são muito exageradas. Ele não conseguia dar um passo direito sem causar uma confusão! São tantas as vezes que ele tropeça, cai, derruba alguma coisa ou bate em alguém que é surpreendente que um Pokémon assim tenha permissão de chegar perto de um Centro Pokémon - ainda mais ajudar Enfermeiras Joy. O desastre com Meowth, por exemplo, não chega a ser tão chocante porque, afinal de contas, fomos treinados a aceitar o gato como um Pokémon mau que merece apanhar, mas imagina se o Teddiursa tivesse caído no chão ainda ferido! É um desenho animado, claro, mas é algo sério mesmo assim u.u O roteirista até tenta justificar a aceitação de Wigglytuff ali com o fato de ser novato e com a fé que Joy tem para com ele, mas o exagero nas trapalhadas é tão grande que beira a incoerência! Se ele talvez tivesse feito menos desastres, mas com consequências maiores – se em vez de Wigglytuff tropeçar a basicamente cada passo dado, por exemplo, ele esbarrasse em algo que causasse a queda de algo, que por sua vez causasse uma outra coisa seria mais plausível e o drama seria mantido.
Aliás, eu devo dizer que adoro a forma como o episódio se inicia com Jessie e Pumpkaboo adentrando uma caverna para pegar Salamence. A Equipe Rocket tentando seriamente capturar um Pokémon forte para enfrentar os pirralhos? Isso por si só já deveria valer o episódio! James mandando Jessie fingir de morta - e ela seguindo o conselho com a abóbora fofa - é engraçado demais. Eu fiquei esperando a Rocket ordenar algum ataque ao seu Pokémon para imobilizar o dragãozão e então lançar a Pokébola, mas em vez disso ela me tira um um reloginho, cujo propósito era adormecer o bicho para então pegá-lo, só que no fim das contas tem o mesmo efeito que a caixinha usada no Garchomp do laboratório do Professor Sycamore. Depois, quando Pumpkaboo e Meowth são enviados para longe, eu achei que talvez fôssemos ter mais um momento para os dois, mas nada disso ocorre e os antagonistas voltam ao mais do mesmo de cada dia. Decepcionante.
Uma das minhas primeiras reclamações de Pokémon XY foi sobre a decisão superquestionável de colocarem Wigglytuff como assistente das Enfermeiras Joy em Kalos. Eu nunca curti como ele foi escolhido mais por ser um Pokémon rosado gorducho do que por possuir uma conexão real com cura. Pelo contrário, ao longo do anime tivemos uma boa porção de Wigglytuff exibindo comportamento bastante agressivo. Há, inclusive, uma série de inscrições de Pokédex que descrevem o comportamento de um Wigglytuff enfurecido. Enquanto Chansey, Blissey e Audino são Pokémon muito conectados com poderes curativos, Wigglytuff possui apenas dois ataques de cura e que só podem ser aprendidos por cruzamento: Vibração de Cura (Heal Pulse) e Desejo (Wish)!
Sempre considerei a escolha infeliz por existirem outras opções que faziam muito mais sentido, como Togetic ou Togekiss (por toda sua relação com a capacidade de levar calma, alegria e abençoar e compartilhar presentes com as pessoas e Pokémon), Miltank (Bebida Láctea muito nutritiva, Sino de Cura, é rosado e gorducho e tal) ou Aromatisse (aquele mais curativo desta listinha: Aroma Terapia, Vibração de Cura, Refrescar e Desejo… mas que possui um cheiro que poderia incomodar, segundo a Pokédex de Kalos, além da aparência baseada em dançarina de cancan, que poderia ser mal vista pela sociedade). Também podiam ter mantido Audino sem problemas, já que esses Pokémon existem normalmente na região de Kalos nos jogos. Enfim, pra mim existiam outras criaturas que tinham definitivamente mais a ver com a função de auxiliar enfermeira e devo dizer que a última coisa que eu esperava era que o anime fosse justificar essa escolha polêmica.
A historinha é bem simples e apresentada de uma forma bem bonitinha, fazendo-me até recordar dos contos presentes na biblioteca de Canalave nos jogos Pokémon Diamond & Pearl, que se propunham a explicar de forma bem mística e fantasiosa (ou não) detalhes triviais do mundo Pokémon como, por exemplo, por que os monstros selvagens pulam da grama alta quando humanos correm por ela e etc. Agora se a justificativa dada aqui cola? Em diria que parcialmente. Se este fosse o universo dos jogos, implicaria que em algum lugar teríamos uma mamãe Wigglytuff e um papai Audino exaustos de procriarem para abastecer o sistema de saúde do mundo Pokémon. Mas como não é, se podemos aceitar um Froakie aprendendo Cortar sem a necessidade de uma Máquina de Técnica, então acho que dá pra aceitar Wigglytuff aprendendo Vibração de Cura também. Tenso mesmo deve ser arranjar Pedra da Lua para evoluir todos esses Jigglypuff!
Se o XY045 teve uma animação bem descuidada, não dá pra dizer o mesmo de “O Wigglytuff Atrapalhado VS o Salamence Descontrolado!”. Eles capricharam bastante com o trabalho neste episódio! As cores, os traços, tudo muito bem realizado. Porém, o que mais me impressionou foram os SAMUs pokémônicos. A presença deles por si só já foi bem surpreendente (afinal, quantas vezes vemos ambulâncias Pokémon nesse anime que não sejam armação da Equipe Rocket?) e eles foram muito bem desenhados. Seu design ficou muito caprichado, especialmente pelos detalhes inclusos dentro e fora dos veículos. Também achei bem legal e fluida a movimentação dada a eles, a forma como sacodem com a estrada de chão, a sombra que se move junto. Ficou excelente!
Eu também gosto muito da presença aleatória da Criadora Pokémon que aparece neste episódio. Eu fiquei tão encantado com a feiurinha carismática dela. A cena em que Salamence ataca os Treinadores e é confrontado por Wigglytuff, que parte em defesa da Enfermeira Joy, é muitíssimo bem desenhada também. Eu também gosto de como Salamence usa diferentes ataques e eles não ficam sendo constantemente nomeados na tela. Sonoda faz uma decisão esperta ao deixar o trabalho de identificação para os próprios animadores e telespectadores.
Em vez de termos alguém nos dizendo desnecessariamente qual ataque é qual, a animação sozinha consegue contar essa história e cabe ao fã identificar que golpe Salamence está usando. O mesmo não pode ser dito, porém, da Vibração de Cura. Se o ataque não tivesse sido nomeado, eu teria morrido achando que Wigglytuff tinha sido escolhido para auxiliar de enfermagem por sua capacidade de anestesiar com uma Canção (Sing) =P Afinal, o golpe sai da boca e deixa o Salamence relaxado! Eu esperava que Vibração de Cura… só curasse né! Afinal, o Wigglytuff da lenda afugentou os Flygon com uma Hiper Voz (Hyper Voice) ou com Vibração de Cura também? Fica aí o mistério a quem ousar decifrar!
Considerações finais:
  • Falando em enfermeiro Wigglytuff, acabei de descobrir que um dos possíveis visuais para Jigglypuff em Super Smash Bros for 3DS/ Wii U é o de enfermeiro! Que gracinha :3 Será que a moda dos balõezinhos enfermeiros vai chegar a Omega Ruby e Alpha Sapphire e teremos novos golpes curativos para os rosadinhos?
  • Gente, que dó que dá do Wigglytuff todo desesperado quando a Máquina Motivacional do Clemont falha. Sério, essa deve ser a gerigonça mais louca que ele já inventou rs
  • Serena diz que gostaria de ter um Meowstic. Eu sempre achei que seria um Pokémon ideal para ela capturar. Se isso chegar a se concretizar, com as fortes evidências indicando uma evolução de Fennekin em breve, isso colocaria a garota com dois Psíquicos. Se Serena usasse ambos no Tripokalon, seria Psíquico o novo Gelo?
  • Falando em Serena, a abertura mudou mais uma vez e substituiu as cenas referentes a Korrina e a Mega Evolução de Lucario com cenas voltadas à Performer Pokémon principal (com um bocado de cenas com ela triste ou pensativa), incluindo aí a presença de Aria, que deve aparecer logo, logo e Pancham Na verdade, ela pode até já ter aparecido em pessoa e eu não sei XD já que tenho visto os episódios à medida que escrevo os textos;
  • Não é bizarro que Salamence fica correndo atrás da Equipe Rocket na floresta em vez de voar? Qualé, Salamence, voar foi o sonho da sua vida toda e agora que você pode não quer usufruir? O que aconteceu, cara?
  • Bonnie não gosta de cenoura. Misty também não gosta de cenoura. O que isso significa? As melhores personagens não comem cenouras! 
  • Cara, a população de Beedrill na região de Kalos só deve perder em número para a população de seres humanos;
  • Clemont foi um cadinho descontrolado no episódio dos irmãos. Foi tão sério que até Ash e Serena precisaram pedir para ele se acalmar;
  • Eu adoro quando Bonnie fala que Hajime está com a testa enrugada ♥
  • E o que dizer que Clemont copiando as táticas de proteção de Chespin?
  • Que egoísta Ash levando Teddiursa para o Centro Pokémon e super ignorando o Clemont =P
  • Eu falei do episódio dos irmãos, mas no de Wigglytuff também tem um bocado de flashbacks! O que é isso? Nova tendência? Honestamente, eu acho que às vezes é meio exagerado, especialmente se é repetida uma cena de um momento anterior do próprio episódio. Parece estratégia para ocupar minuto do episódio que o roteiro não deu conta;
  • Sobre a audiência, o XY045 obteve 4,3 pontos, abaixo da média de XY, e ficou em 10º lugar. Já o XY046 conseguiu 4,7% da audiência , subindo para a 8ª posição;

2 comentários:

  1. Parece que esse episódio dos irmãos não teve muitos fãs mesmo :p. Tava com saudades Sir Charizard.

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  2. Cara, o episódio do Wigglytuff foi até legalzinho. Gostei deles terem se preocupado a explicar o porquê desse pokémon ser usado como assistentes das Joys (Mesmo tendo esse lado dos jogos que ele só aprende as duas habilidades de cura por cruzamento.).

    É sabido também, que o anime não é de seguir a risca os jogos, muitas vezes passando longe do que acontece neles e o que me faz pensar no anime como um outro universo pokémon. Mas é a primeira vez, que eu me lembre, que vejo um esforço para explicar essa ligação para os pokémons enfermeiros.

    Agora, o episódio dos Bonnie e dos Meowstisck foi horrível. Muito ruim mesmo. Confesso que só assisti porque estou acompanhando XY desde o começo. Foi muito tedioso e com uma história pra lá de fraca. Aliás, todos episódios focados na Bonnie tem sido ruins e não salvou um até agora (Minha opinião).

    No geral, os fillers de XY não tem me agradado. Pode-se se contar nos dedos quais foram, pelo menos, merecedores de serem assistidos.

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