Crônicas de Bolso: Raízes de Terra - Flygon

Olá, galerinha!

Hoje é seeeeeeexta!!! Mas antes de cair na gandaia, dá uma lida aqui na crônica do Flygon, sim? Fortes emoções garantidas! É ritmooo, ritmo de festaaaa! ♪ ♫

Então, algum de vocês, uma vez na vida, já se perguntou... quem você realmente é? Como os outros te veem? Como você vê os outros? Como você se vê? Na maioria das vezes, nunca temos a real dimensão de quem nós somos, mas isso pode mudar. Tudo é uma questão de escolha e empenho...


Quem é você, monstro estranho?

Ah, é! Se vocês leram a crônica do Arcanine e não perceberam, os dois caminhoneiros que "resgatam" a Arcanine na fuga do circo são inspirados no Pedro e no Bino. Alguém percebeu que era uma cilada? Há! =P

Raízes de Terra: Flygon



   As feridas do passado marcam tão profundamente que é difícil se olhar no espelho e ver quem se verdadeiramente é. Marcas profundas podem impedir que se cresça e assuma sua mais bela forma, ocultando seu brilho em uma nuvem de areia, distorcendo a visão até mesmo de quem o procura com sinceridade. Qual lado deixar aflorar é apenas uma questão de escolha e empenho.
   Mitos e lendas sempre fascinaram o ser humano desde tempos imemoriais, estes sempre em uma busca desenfreada por respostas ou algo que lhes traga aquilo que nem eles mesmos sabem. Talvez uma das mais fascinantes histórias que impulsionam esses aventureiros esteja escondida nas areias do deserto de Atacama, em terras chilenas.
   Ninguém sabe exatamente quem foi o primeiro a contar a lenda da mosca da areia, uma criatura monstruosa cujo grito era tão medonho que seria capaz ensurdecer qualquer um que o escutasse. Porém, engana-se quem pensa que ela era uma mosca de tamanho comum, seu tamanho se igualava ao de um homem adulto e ainda possuía asas e uma cauda de proporções igualmente aterradora. Diziam que a mosca sempre se apresentava da mesma forma, voando rapidamente ao redor da vítima até que o som de suas asas entrasse na mente da pessoa para sempre. Seu voo era tão frenético que a mosca ficava envolvida em um redemoinho de areia, impedindo que alguém visse sua verdadeira forma. Muitas pessoas foram encontradas vagando pelo deserto, aparentemente loucas, diziam ouvir o zumbido de suas asas constantemente. Os mais incrédulos afirmavam ser apenas uma crendice do povo ou coisa do calor intenso, já que nunca houve uma prova de sua existência, por mais que suas vítimas dissessem o contrário. No entanto, o que todos concordavam era que se deveria tomar muito cuidado ao viajar por aquelas areias.
   Se a lenda da mosca da areia não era o bastante para atrair dezenas de mochileiros, pesquisadores, cientistas e exploradores, o povo do deserto ainda contava com outra personagem em seu folclore, a fada escarlate. De todos os mistérios escondidos nas dunas daquele lugar, era esse o que mais mexia com a fé das pessoas. Parecia haver um espírito benevolente à espreita no deserto, praticamente invisível de tão pequeno, que deixava um rastro de luz por onde passava, com uma fina poeira brilhante de cor vermelha. A fada escarlate era conhecida por proteger os viajantes que ficavam sem água e comida ou os que se perdiam de suas rotas, levando as pessoas em segurança para o acampamento mais próximo. Sempre que encontrava alguém desacordado, a fada retirava um fragmento de sua asa, que mais parecia um valioso rubi, e o entregava a quem fosse merecedor. Seu rubi era tido como uma bênção, capaz de curar qualquer doença que a pessoa tivesse ou preencher seu coração.


   Pronto, uma valiosa recompensa e um monstro para tornar as coisas mais interessantes, era tudo o que os aventureiros precisavam para lotar as cidades nos arredores do deserto e se jogar rumo ao desconhecido. Em particular, havia um que parecia estar mais disposto do que todos a encontrar o tal rubi...
   Era um jovem na altura dos vinte anos, nascido em família rica, do tipo que sempre teve de tudo e poderia passar uma vida inteira sem sequer pensar em trabalho. O rapaz já havia conquistado tudo o que qualquer um poderia almejar sem ao menos lutar para isso, conhecia vários países, tinha todos os divertimentos possíveis na vida e, por tão cedo ter conhecido tudo o que a vida tinha a lhe oferecer, acabou caindo em um profundo tédio diante da falta de prazeres novos. Sua indiferença perante o que tinha o fez se aventurar pelo mundo, provando de todas as dores e castigos que a natureza poderia lhe impor como forma de superar a si mesmo, aquela sensação de desafiar a morte o preenchia por dentro. Não demorou muito para que suas grandes aventuras e vitórias o transformassem em alguém insuportavelmente arrogante.
   Quando o mochileiro chegou ao principal acampamento no deserto, tratou logo de se inteirar sobre os desafios, trilhas e rumores que poderiam ser úteis à sua empreitada. O deserto de Atacama, à parte das histórias populares, era um berço para os insetos Trapinch e Vibrava, uma espécie que só existia ali e não era muito bem vista pelos locais.
   A vida dos Trapinch era marcada pelo medo e pelas bruscas mudanças. Desde que os humanos começaram a perturbar o deserto, os Trapinch foram obrigados a criar tocas para se esconderem. Todo Trapinch tem medo, medo dos que assolam por perto no deserto, são presas fáceis e muitos são seus predadores.
   Além dos inimigos externos, os Trapinch são obrigados a conviver com seus próprios conflitos. A evolução para Vibrava parece não acontecer naturalmente como para outras espécies, a metamorfose pela qual os Trapinch passam é muito penosa para eles, seus corpos se tornam moles e eles perdem grande parte de sua força física, sendo obrigados a se adaptar a um novo estilo de vida e à estranha capacidade de voar. Os Trapinch são obrigados a lidar com mudanças repentinas em seus corpos, se sentem estranhos e ainda mais vulneráveis aos perigos no deserto.


   A época de transição do estágio inicial de Trapinch para Vibrava faz com que esses insetos fiquem muito arredios e especialmente reativos aos que invadem seu território. E... curiosamente, o mimado explorador havia decidido enfrentar o Atacama justamente naquela época do ano.
   O jovem atravessava uma duna após a outra em sua famigerada busca pelo rubi. O sol fazia suas costas arderem mesmo por baixo do colete. Seu comportamento intempestivo não lhe deixava seguir junto aos demais exploradores, parecia querer provar algo a si mesmo. Entre cada gole de água em seu cantil, o rapaz andava em círculos pelo topo das dunas mais altas para ter uma visão mais clara do extenso deserto. Talvez se ele tivesse esperado as orientações de algum instrutor, saberia que as supostas aparições da fada sempre se davam à noite, mas fatalmente ele acabaria por descobrir isso...
   Tão grande quanto seu ego, talvez só mesmo sua teimosia. O aventureiro permaneceu horas no deserto até o anoitecer, embora soubesse que precisaria retornar ao acampamento, pois poderia congelar se passasse a madrugada deserto à fora. Volta e meia, acabava por tropeçar em uma toca de Trapinch, estraçalhando ovos em seu interior. Andar ali era um incômodo para qualquer pessoa, já que era praticamente impossível dizer onde havia uma toca ou não. Muitos ovos eram rachados e larvas de Trapinch soterradas ou pisoteadas pela falta de cuidado das pessoas e, principalmente, dos enormes jipes que atravessavam aquele lugar. De tanto tropeçar, o mochileiro parecia começar a torcer para que pisasse em alguma toca, só para ter o prazer de esmagar alguns ovos daqueles insetos insolentes. Para piorar, os Trapinch ainda tinham fama de encrenqueiros, mordiam pessoas e estouravam pneus, deixando muitas pessoas perdidas.
   Por certo, teria sido melhor se ele tivesse cuidado com o que desejava. Ao ver um pequeno declive na areia, ele pulou com força para pisar sobre a provável toca, mas não teve muito tempo para pensar antes de começar a sentir seu corpo se inclinar e a areia entrar por sua boca. O rapaz acabou pisando em falso à beira da ponta de uma duna e desceu escorregando rapidamente, virando-se de um lado para o outro conforme as curvas que a areia fazia, ralando os braços e as pernas com a aspereza dos grãos. Ele ficou deslizando duna abaixo quase por um minuto até finalmente atingir uma superfície plana e rolar lentamente até parar. Mal tinha forças para se levantar, mas vociferava contra o local e os Trapinch que lá viviam.
   O aventureiro se levantou e começou a caminhar com dificuldade devido às dores que sentia, muito embora chutasse areia para os lados como se pudesse descontar sua frustração no próprio deserto. Já estava ficando frio demais e o céu escuro dificultava a visão, mas, como já era experiente, passou a se guiar pelas estrelas, na esperança de chegar logo ao acampamento e, se possível, encontrar a fada no meio do caminho.


   Por sorte, o rapaz começou a ver uma luz brilhante se aproximando rapidamente. Imediatamente esqueceu-se das atribulações e começou a comemorar. Embora não se tratasse do brilho vermelho da fada, a luz que se aproximava vinha dos faróis de um jipe, um instrutor local em busca de desaparecidos, que era justamente o caso dele. O rapaz subiu rapidamente no jipe, bateu a porta e pediu para que o membro do acampamento o levasse rapidamente para o abrigo.
   O instrutor pisou fundo no acelerador e começou a correr pelas areias, subindo até o topo das dunas e lançando o jipe em pleno ar, fazendo manobras arriscadas, dirigindo com altas doses de emoção. Finalmente, um pouco de adrenalina depois de uma expedição sem nenhum resultado. Mas tudo ainda estava muito longe de acabar...
   Sem motivo aparente, o motorista perdeu completamente o controle da direção. O jipe começou a acelerar sozinho e as rodas jogavam areia para todos os lados, parecia atolado, mas ainda se movia, trepidando pelas dunas. O motor parecia ter enguiçado, pois ambos começaram a ouvir um som estranho, um barulho agudo e rasgado que entrava pelos ouvidos e parecia não querer sair.
   Enquanto o jovem retirava o cinto de segurança para descer e averiguar o interior do veículo, um vento forte veio em sua direção e algo golpeou o jipe violentamente, arremessando-o a metros de distância como se fosse um peso de papel. O jovem foi impulsionado para fora do jipe e caiu ao chão, podendo ver o jipe voando e sendo lançado do outro lado de uma duna. Sua mão tremia, tentava achar uma lanterna em seu cinto, mas sua coordenação motora lhe falhava, mal se aguentava em pé de frio e medo.
   O rapaz olhou ao redor, tentando buscar o que quer que tenha sido capaz de levantar tanto peso e arremessá-lo como se nada fosse. A única coisa que lhe veio à mente foi a lenda da mosca da areia. Rapidamente, se viu preso em um redemoinho de areia, tinha perdido qualquer noção de direção, sequer conseguia pensar, o zumbido lhe invadia os pensamentos, estava à beira da loucura. O explorador correu em direção ao redemoinho na intenção de atravessá-lo, precisava fazer qualquer coisa, só não podia ficar ali parado, e foi naquele momento que viu algo, no mínimo, muito estranho.
   Em meio ao giro da areia no redemoinho, parecia haver um risco brilhante vermelho que percorria o redemoinho em círculos. Aquela luz fazia movimentos irregulares, parecia andar em zigue-zague, avançando e retornando, como se estivesse se debatendo com alguma coisa. Estava tudo claro para ele. A fada escarlate havia vindo em seu retorno e estava lutando contra a mosca da areia para salvar sua vida!


   Imbuído da coragem necessária e de sua imprudência característica, ele pegou sua mochila e correu em direção ao redemoinho na esperança de auxiliar a fada na luta contra a criatura vil. O rapaz balançava sua mochila pesada de um lado para o outro para tentar um golpe às cegas na mosca da areia, o que poderia dar uma chance para que a fada a finalizasse.
   Era a primeira vez que a mosca era desafiada, toda aquela atitude heroica e descabida do aventureiro acabou desconcentrando a criatura e finalmente ele conseguiu golpeá-la, mas ele não havia previsto que também poderia acertar a fada escarlate. A pancada foi tão forte que a mosca começou a parar de voar lentamente até aterrissar em uma pedra junto à fada. O véu de areia formado pelo redemoinho se esvaeceu lentamente, clareando não apenas a visão do jovem e a verdadeira forma da mosca da areia, mas revelando muito mais que isso...
   A mosca da areia se assemelhava mais a uma mistura de dragão e libélula com cascos verdes e olhos vibrantes. Vendo que o monstro estava fragilizado e em posição de vulnerabilidade, o explorador pressionou sua mochila contra o corpo da criatura, imobilizando-a sobre a pedra para enfim encará-la de frente. Olhos vermelhos, bem como suas asas e a ponta de sua cauda, um vermelho brilhante que parecia deixar uma fina poeira ao seu redor... As visões do monstro e da fada lentamente convergiam aos olhos do rapaz. O mesmo monstro que atacava os viajantes era o ser benevolente que os salvava, nada fazia sentido na mente do jovem explorador, ele questionava sua própria sanidade. Estaria ele alucinando depois de ouvir o zumbido das asas da mosca da areia? Seus braços começaram a lhe falhar, a força que fazia para prender a libélula-dragão não era mais o suficiente e a criatura começou a reagir, parecia preocupada e confusa.
   As pernas do mochileiro bambeavam e a libélula-dragão finalmente conseguiu se libertar, empurrando-o com sua longa cauda. Enquanto caía, ele pôde ver que a criatura parecia segurar algo em seus braços, parecia segurar... pequenos ovos, ovos de Trapinch. O rapaz perdeu os sentidos naquele instante e desmaiou sobre as areias do deserto.


   Quando finalmente recobrou a consciência, não tinha muita noção do que tinha acontecido, se era sonho ou devaneio, só sabia que sua cabeça doía, sua boca estava seca e havia uma lâmpada acesa com um brilho muito forte sobre ele. Poderia rapidamente imaginar que havia morrido se não fosse a voz de uma enfermeira lhe dizendo que ele havia sido resgatado e estava de volta ao acampamento. A moça se aproximou dele e verificou seu estado, aparentemente era só questão de bastante repouso. Antes que o paciente começasse uma sessão infinita de perguntas sobre o que teria acontecido, a moça abriu a gaveta de uma escrivaninha próxima à maca em que ele estava e de lá retirou um pequeno objeto, entregando-o ao rapaz e dizendo que aquilo havia sido encontrado com ele durante o resgate. Sua voz parecia feliz e conter um ar de parabenização. Embora a visão do explorador estivesse ainda um tanto turva, ele aproximou o objeto de seu rosto e teve certeza de que tudo o que viveu foi real. Era um fragmento de rubi, a joia da fada escarlate, sinal de que a libélula-dragão o protegeu e abençoou.
   Muitas vezes alguém pode se sentir um monstro ou uma fada, é tudo uma questão de escolha e empenho. Flygon protegia sua raça tão sofrida dos humanos que os impedia até mesmo de nascer, um era o monstro do outro. Mesmo assim, Flygon sabia que ninguém é apenas um monstro e, por reconhecer seu próprio lado fada, também era capaz de ver a fada que existia nos corações dos monstros humanos. Naquele momento, o explorador mimado e arrogante percebeu que ele não precisava ser apenas aquilo, sua imagem era muito maior do que a pequena parte que seus olhos enxergavam, ele reconheceu a fada escarlate e arriscou sua própria vida para ajudá-la. Ele era sim capaz de realizar algo bom e valoroso, útil para alguém além de si mesmo, e foi assim que ele finalmente encontrou a paz que tanto precisava em meio às areias do Atacama...



E assim termina a história de hoje...


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   Espero que vocês tenham gostado da história dessa semana, galera. Estamos a uma crônica de completar a segunda temporada e encerrar mais um ciclo aqui na PBN! Não posso deixar de dizer que estou bastante feliz com tudo isso e animado pelo que está por vir depois da última crônica. Tipo Gelo... nunca achei que esse seria o último tipo a fechar a segunda temporada. Quem será que vai fazer companhia para o Lapras em Emoções de Gelo? Ainda estou aceitando sugestões, tenho algumas opções já, mas nada definido ainda. =)

   Bom, eu não sei se vocês jogam Pokémon Shuffle, mas eu ainda assim quero agradecer a todos os que deram uma lida no guia para conseguir moedas que eu postei na semana passada. Foi uma surpresa enorme ver que, em tão pouco tempo, já se tornou minha postagem mais lida de todos os tempos! OMG! Muito obrigado, galera! Vocês são demais! =D

   E por hoje é só, pessoal! Uma ótima semana para todos nós! Estarei dando uma olhada nos comentários e respondendo o que eu não li ainda. Até mais, galera! E fiquem com a arte mais fofa de Trapinch no mundo. \o/





Créditos de imagem:
Voando juntos
A libélula-dragão
O verdadeiro monstro
Coisa mais linda do mundo




Eu vou ficar muito, muuuito feliz se você clicar aqui! Olha:

 Crônicas de Bolso    Cápsula do Tempo


4 comentários:

  1. faz a historia de um swinub " pre-historico" que esta tendo de sobreviver a um derretimento glacial na russia

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    1. Boa, Caio! Olha só, vou te dar um spoiler em primeira mão. Eu tenho uma listinha com algumas ideias para as Crônicas em que eu fico anotando as coisas, uma delas é uma crônica sobre Pokémon pré-histórico tentando viver nos dias de hoje! =P

      Só que, no caso, a ideia que eu tive era com um Fóssil, mas o Swinub se encaixa perfeitamente. Valeu! ^^

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  2. Linda crônica de um dos meus pokémon preferidos!!!Amo a linha evolutiva dele,na próxima crônica de Gelo,vc poderia fazer sobre a Froslass,ela é baseada numa história bem interessante!

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    1. E aí, Gabriel! Beleza? ;)

      Pois é... eu não sabia que o Flygon era tão querido assim, eu não sabia que muita gente gostava dele! Legal saber que ele foi uma boa pedida. =D

      Ah, cara... como eu amo a história da Froslass... a história dela é magnífica. Eu amo mitologia e folclore e adoro quando tem Pokémon baseado nisso. Eu já conhecia a lenda da Yuki-onna, as damas da neve. Inclusive, acho que a Froslass é o meu Tipo Gelo favorito (junto de Lapras e Articuno). =D

      Certamente vou falar sobre ela... um dia. Pode ser agora ou não, só o tempo dirá. Até mais! xD

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