Crônicas de Bolso: Almas em Fogo - Rapidash (Final)

Alola, pessoal!

Vocês viram que Guzzlord está prestes a devorar todos os nove mundos? A valquíria está desacordada e o monstro caminha para Asgard. Quem poderá impedir o fim dos tempos?! Leia!! E descubra, claro! ;)

Bom, já adianto que não vai ser o Chapolin Colorado, hehe. Porém, hoje é a terceira e última parte da história, então... preparados para a grande batalha? Opa, dei spoiler! Droga! Vamos logo para a história que a Rapidash quer saber se a Reginleif está bem. xD

Partiu? Ah, não posso me esquecer da trilha sonora inacreditavelmente épica, viking e metaleira de hoje, clique AQUI! Vamos a pé? Vamos de ônibus? Não, vamos de Rapidash! =D ... Ok, essa foi péssima. Enough!


O Devorador de Mundos.


Almas em Fogo: Rapidash (Final)



   Rapidash havia sido ferida em suas patas, não conseguia cavalgar pelos céus, suas chamas estavam fracas, mas a égua de fogo reuniu suas forças, abaixou a cabeça e tentou colocar o corpo  desacordado de Reginleif em sua garupa.
   Carregando a valquíria pelas terras do norte, era a primeira vez que Rapidash sentia frio. O céu também estava diferente, as nuvens não se moviam mais. Os Trovões de Thor ecoavam pela noite escura e a lua tornava-se vermelha.
   Poucos minutos de caminhada já pareciam ser horas, mas, se Rapidash era forte, Reginleif era ainda mais. A valquíria recobrou sua consciência e logo viu o estado de sua montaria. Reginleif se apressou para utilizar suas magias de cura e restaurar a vitalidade da égua de fogo, o dom da cura também era concedido às guerreiras de Odin.
   Reginleif era destemida e abnegada, mesmo com as mãos trêmulas, se concentrava em dar à Rapidash as forças que nem ela tinha naquele momento. Reginleif empunhava sua lança e bradava aos quatro cantos do planeta, anunciando que todos se preparassem para a batalha final. Seus gritos fortaleciam o espírito flamejante de Rapidash e as duas finalmente chegaram até Asgard. Todos pareciam já saber que o fim do mundo estava vindo e corriam para pegar seus equipamentos e defender os nove mundos. Reginleif entrou em Valhalla com sua lança e seu escudo, vestia sua armadura dourada completa, do elmo às grevas. Até mesmo Rapidash havia sido equipada para o combate.
   Reginleif desceu da sua montaria e olhou para todos de cabeça erguida, mas a notícia que trazia consigo já não era mais necessária. Os falsos corvos estavam lá, caídos aos pés de Odin, retomando sua forma grotesca original à medida que morriam lentamente. Empunhando sua lança, o glorioso Odin caminhou em direção à valquíria e reconheceu sua honra e seu valor, recordando-se dos motivos que o levaram a dar um cavalo de fogo apenas para ela.
   Os verdadeiros corvos Huginn e Muninn haviam sido aprisionados por Guzzlord, que os substituiu por cópias falsas. Todos os deuses, einherjars e valquírias rumaram para os portões de Asgard para defender o Universo.
   À frente dos exércitos, Odin e Reginleif comandaram o ataque. Do outro lado, no horizonte, Guzzlord emergiu, gigantesco como um planeta. O Devorador abriu sua enorme boca e de lá saíam monstruosidades aos montes, serpentes negras e seres amorfos, formados apenas pela energia sombria de Guzzlord. Os dois exércitos avançaram um em direção ao outro, prontos para matar ou morrer.   O céu se tornou vermelho e bolas de fogo choviam de todos cantos, destruindo tudo o que tocavam. O próprio mundo entrava em um estado caótico de guerra, defendendo sua própria existência.
   Os deuses eram muito mais poderosos que as crias do Devorador, mas sua força estava em seu contingente, não havia fim para o exército de Guzzlord, as criaturas sombrias não paravam de nascer de seu interior. Os deuses lutaram bravamente com todas as suas forças, fossem mágicas ou brutas, elevavam o moral de seus guerreiros e combatiam. Uller lançava suas flechas, abatendo vários inimigos de uma vez só. Skadi comandava o frio para congelar as aberrações sombrias. Thor fazia raios dizimarem as serpentes negras e lançava seu poderoso martelo, Mjölnir, devastando hordas de monstros de uma só vez.
   Embora os deuses vencessem facilmente cada inimigo que enfrentavam, a insistência de Guzzlord o impedia de desistir. Não havia fim para as criaturas que saíam de dentro do abismo que ele era. Guzzlord era aquele que devorava mundos, reais ou não, engolia tudo o que podia e nunca se saciava. Tinha fome de vidas, de sonhos, de sentimentos bons e ruins, engolia o que existia e o que não existia, parecia querer retornar o Universo a um estado de absoluta nulidade. Vendo que não conseguiria avançar, Guzzlord berrou, deixando os guerreiros que defendiam Yggdrasil e seus nove mundos temporariamente surdos. Como se não fosse possível, Guzzlord envergou seu corpo para frente, abrindo ainda mais sua boca e liberando cada vez mais criaturas sombrias. Algumas ainda mais fortes e resistentes, outras deformadas em relação ao que produzia.
   Das profundezas de Niflheim, a deusa dos mortos e do submundo, Hel, assistia a batalha que era travada sobre a terra. Havia um ser de outra dimensão ameaçando tirar as vidas que, por direito, lhe seriam suas. Então, Hel enviou das profundezas do submundo o temível dragão Nidhöggr, aquele que roía a Árvore para consumi-la ele mesmo. Hel não permitiria que algo alheio ao destino do mundo perturbasse vivos e mortos. Nidhöggr se levanta das profundezas e traz os mortos para lutarem ao lado dos vivos em defesa do mundo. O dragão avança e a batalha toma um rumo completamente inacreditável. Os deuses finalmente conseguem avançar em direção a Guzzlord com a força aterrorizante de Nidhöggr abrindo caminho pelo exército do Devorador de Mundos, devorando cada um deles e cuspindo fogo e veneno sobre os monstros.


   Do alto da Árvore de Yggdrasil, a águia Hraesvelgr observava Nidhöggr finalmente ascender à superfície, o dragão que era seu maior inimigo. A águia não podia deixar que uma criatura que rói as raízes de Yggdrasil levasse a glória pela salvação do mundo. Então, Hraesvelgr bateu suas asas e levantou voo, reforçando o exército divino, ao lado dos Einherjars e das valquírias.
   A única coisa que importava para Guzzlord era engolir cada mundo, cada ser existente e a própria Yggdrasil, da qual todas as vidas dependiam. Guzzlord queria se tornar o próprio Universo, ser o início e o fim de todas as coisas, se alimentar de tudo até que nem mesmo o vazio sobrasse.
   Vendo que Reginleif e Rapidash avançavam junto aos deuses, Guzzlord se enfureceu e começou a andar em direção aos portões de Asgard, pisando sobre as próprias criaturas que gerou. A valquíria tomou a frente do embate.

   — Valquíria Reginleif! Recebe o meu poder, vai e destrói a fera!

A voz do Poderoso Odin ressoou pelos céus, estremecendo todos os cantos da terra. Junto ao seu brado, o que também rasgava os céus era sua poderosa arma, Gungnir. Odin arremessou sua lança para que Reginleif perfurasse Guzzlord e pusesse fim à sua fome.
   Rapidash envolveu-se de chamas e acelerou pelo campo de batalha, levantando monstros e arremessando-os pelos ares. A égua de fogo projetou seu corpo em direção a uma enorme rocha e saltou dela como se aquilo fosse uma plataforma. Com a força e a velocidade necessárias, Rapidash e Reginleif alcançaram a lança mítica. A valquíria olhava fixamente para a boca de Guzzlord, estava friamente concentrada, embora o caos estivesse instaurado ao seu redor.

Tremei diante da lança das lanças! Extensão da força do Grande Odin, tua ponta atravessa os céus e alcança as estrelas, ó Gungnir!

   Reginleif apontava a lança em direção ao Devorador de Mundos e Rapidash marchava rumo ao confronto final. A ponta da lança parecia brilhar, talvez apenas os anões ferreiros pudessem dizer que material lendário aquela arma era feita. Reginleif empunhava a lança com firmeza e precisão, seu corpo mal se movia mesmo com os galopes de Rapidash. As duas avançavam pelo exército inimigo como se nada houvesse em seu caminho, as chamas de Rapidash e sua velocidade se encarregavam das serpentes sombrias e dos outros seres amorfos. Por onde Rapidash passava, um rastro de fogo e brasa era deixado, chamas que não se apagavam.


   Quando finalmente estavam frente a frente com Guzzlord, Rapidash pulou corajosamente, lançando-se em direção à enorme boca do monstro. Quanto mais perto as duas chegavam, mais consciência das dimensões do monstro elas tomavam. Guzzlord parecia crescer indefinidamente à medida que se alimentava daquela dimensão. Pronto para engoli-las, Guzzlord abriu sua boca enorme e fechou seus dentes quando elas finalmente alcançaram seu interior. O interior de Guzzlord era imensurável, não havia luz ali além da que vinha das chamas de Rapidash. Reginleif esticou seu braço e se preparou para encravar a lança de Odin nas entranhas do monstro. Com a velocidade em estágio máximo, Rapidash expandiu sua força, incendiando o interior de Guzzlord com uma verdadeira blitz de labaredas. Ao ver a parede da garganta do monstro, Reginleif a rasgou de cima a baixo em um golpe só. A luz do mundo novamente pôde ser contemplada pela valquíria.
   Ao emergir das costas de Guzzlord, Reginleif ouviu o grito de todos os guerreiros que ali estavam para defender Asgard e a força de todos lhe serviu de combustível. Ao olhar para Rapidash, a valquíria se surpreendeu ao notar que sua fiel montaria havia mudado.

Como Odin é o deus entre os deuses, Sleipnir é o cavalo entre os cavalos! Oito são as patas que o corcel negro tem para correr por água, terra e ar. Cavalgando pelos domínios dos vivos e dos mortos, não há lugar onde Sleipnir não possa chegar!

   Tal qual Sleipnir, o cavalo de Odin, Rapidash também tinha oito patas, seus cascos pareciam ser feitos de rochas vulcânicas, seu chifre era maior e brilhava da mesma forma que o ferro em brasa, suas labaredas ascendiam aos céus e se entrelaçavam, tomando o aspecto de um verdadeiro par de asas.

   — Pela força de Thor! Pela justiça de Forseti! Pela vigilância de Heimdall! Pela graça de Freya! Pela glória de Balder! Pelo amor de Frigga! Em nome de Odin! Por todos os deuses! Eu, Reginleif, sentencio-te ao fim, criatura vil!

   A cada vez que Reginleif gritava por um deus, sentia aquele poder vindo para junto de si. Por cada deus chamado, Reginleif e Rapidash atravessavam Guzzlord com mais um golpe da lança Gungnir, rasgando a fera como quem desfaz uma colcha de retalhos sem o menor esforço.
   Ao se ver em pedaços, Guzzlord sentia seu poder diminuir, apenas conhecia a expansão infinita, nunca havia perdido, se retraído ou enfraquecido. Apenas se alimentava, acumulava, crescia. Desconhecendo sua realidade, Guzzlord fez a única coisa que poderia fazer para tentar voltar a ser o que era: devorou a si mesmo. A ilusão de que poderia se tornar mais forte ao engolir seu próprio corpo fez com que seu mais derradeiro fim fosse obra de autoria própria. Ao final daquela cena grotesca, não havia sinal da presença do monstro em qualquer lugar. As criaturas, oriundas de suas próprias entranhas, não poderiam tomar outro senão o mesmo destino e desapareceram em pleno ar como uma poeira que é levada pelo ar na direção do fim do mundo. O Ragnarök não será hoje!


E assim termina a história de hoje...


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   Nossa, não sei o que dizer sobre o grand finale da crônica da Rapidash. Eu só posso dizer que eu fiquei muito feliz por escrever sobre algo que eu gosto tanto, que é Pokémon mitologia! Acho que eu vou pensar seriamente em uma ideia que surgiu nos comentários da semana passada: será que eu faço para outras mitologias também? A crônica do Lucario teve aspectos de mitologia egípcia, mas foram sutis e não muito ligados ao enredo principal. =P

   Vejo vocês nos comentários! Vamos comemorar porque o Ragnarök não será hoje! Viva! Uma ótima semana para todos nós! ^^









Eu vou ficar muito, muuuito feliz se você clicar aqui! Olha:

 Crônicas de Bolso    Cápsula do Tempo


2 comentários:

  1. Eu estou realmente muito curioso querendo saber da cena do guzzlord devorando ele mesmo, quando li aquilo pensei na hora O QUÊ??COMO ISSO É POSSÍVEL??!!.Mas pode mandar dica do Pokémon da próxima crônica como antigamente...Por favor?

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  2. pelos meus deuses de asgard, que história maravilinda!!!!1!!!!!!!!!!!!
    só não entendi o motivo do zygard ali no meio mas blz.
    começemos o mês(sim, eu estou atrasada, sorry)com UltraBeasts! oque caiu muito bem pq essa i=história ficou ULTRA FERA!(pá dum tss)ok vc me contaminou com o vírus praça é nossa.
    saindo do assunto de trocadilhos ruins e coisa e pá, eu gostaria de sugerir uma história envolvendo o meu pokémon preferido EVER de Alola: palossand!!(pfv não me matem...) eu sei que a comunidade não curtiu muito esse fantasmão de terra, ou melhor, de areia quando temos um mimikyu, mas eu adorei o design dele, e gosto de pokemons excêntricos (sim eu falo pokemonS, socorro)ou seja, eu também gostei do garbordor e do trubbish. daqui pro fim do comentário já vou tá morta. mas o drampa e o mimikyu também tão valendo.
    bjo e bom trabalho =)

    ps: vc sabia que no japão o número 4 é do cão? (shi=4=morte) acho que eles não gostam muito do charmander por lá.

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