Crônicas de Bolso: Almas em Fogo - Rapidash (Parte 2)

Alola, pessoal!

Vocês conheceram a história da valquíria Reginleif e sua Rapidash semana passada. Ela falhou com os deuses de Asgard e o Poderoso Odin está prestes a condená-la! Vai ficar aí sem saber o que vai acontecer? Clica aqui! Vem ler, vem descobrir! ;)

Se me lembro bem, vocês ficaram curiosos para saber qual era o mistério que envolvia os corvos Huginn e Muninn, certo? Hoje é dia de descobrir!

Vamos que vamos! A terceira temporada das Crônicas de Bolso está literalmente pegando fogo! Atendendo a pedidos, vamos ter uma trilha sonora um pouco mais longa essa semana, hehe. Para ouvir e entrar no clima nórdico, clique AQUI! Vai, Rapidash! =)

É preciso evitar o fim do mundo, não há tempo a perder!


Almas em Fogo: Rapidash (Parte 2)



   Odin ergueu-se de seu assento à frente da mesa principal do salão e todos os deuses, Einherjars e valquírias removeram seus elmos e olharam para baixo. A voz de Odin fazia tremer céus e terras e nem os mares de Njord permaneciam calmos. Reginleif ajoelhou-se e pediu clemência, aceitando o julgamento de Odin. No entanto, antes que houvesse qualquer possibilidade de defesa ou de justificativa sobre a presença suspeita de Huginn e Muninn naquele lugar, um relinchar ecoou pelos quatro cantos do salão.
   Rapidash surgiu no meio do Valhalla causando a maior confusão entre todos os presentes. Ninguém conseguia segurar suas rédeas ou interromper o rompante da primeira filha de Gullfaxi. Rapidash corre pelos corredores do salão, queimando aqueles que ousam segurá-la e segue firmemente em direção a um único objetivo: os dois corvos, que ainda estavam repousando no braço de Odin. Reginleif tenta impedir Rapidash, mas a égua de fogo passa por ela e a derruba, correndo em direção ao grande Pai. Pensando no pior, todos tentam impedir que a égua ataque Odin. Instintivamente, os corvos levantam voo e pairam no ar, no topo do salão, prestes a fugir por uma fresta da janela aberta. Rapidash começa a correr pelo ar, mas Odin a segura por uma de suas patas traseiras. Impedida de galopar, Rapidash abre a boca e libera um poderoso lança-chamas, mas os corvos conseguem escapar.
   Não havia perdão para tamanho insulto aos deuses. Reginleif caiu em desgraça, sendo afastada das funções das valquírias e passou a ser olhada com desprezo por suas velhas companheiras. Para Rapidash, o pior dos destinos, Odin ordenou que a égua de fogo fosse para sempre aprisionada, até que definhasse por completo. A pena seria pior se a atitude da valquíria e sua montaria fosse vista como ato de traição, um atentado à vida de Odin, o que traria o possível desencadeamento de uma nova guerra entre deuses e a chegada precoce do Ragnarök. No entanto, foi claro que o objetivo da égua era caçar os corvos, talvez apenas por isso que a vida de ambas fora poupada.


   Dias se passaram e a desgraça de Reginleif só fazia aumentar, era tratada como o ser mais baixo de Asgard, em vias de ser banida para outro mundo. Mas Reginleif não tinha medo da condenação e jurou que continuaria servindo ao Pai Odin para que um dia recuperasse sua honra. A única coisa que a valquíria não aceitou era a ausência de uma resposta para as atitudes tão suspeitas de Huginn e Muninn, cuja lealdade a Odin era inquestionável. E os corvos continuavam a agir de forma estranha. Reginleif os observava diariamente, sabia das ordens de Odin, mas via que seus corvos pareciam voar de um jeito incomum e, o que mais lhe intrigava, voavam em direções diferentes das que haviam sido determinadas. Huginn e Muninn não estavam mais obedecendo as ordens de Odin, pareciam seguir sua vontade própria ou a de outra pessoa.
   Durante a noite, quando todos celebravam no Valhalla, Reginleif abandonou seu posto, decidida a seguir os corvos, mas precisava resgatar Rapidash. A égua de fogo estava trancada em um galpão escuro, sem comer nem beber. Sua crina estava suja e sem brilho, suas chamas estavam fracas, mas Rapidash não se dobrava. Ao abrir a porta do galpão, a égua logo se agitou e Reginleif pediu que fizesse silêncio, pois a tiraria dali. Rapidash reconheceu sua voz e logo se acalmou.
   Com cuidado, Reginleif selou sua montaria, preparou sua armadura e sua lança e caminhou cautelosamente por Asgard sem que fosse vista. Mas havia olhos dos quais nada escapava. Em sua fuga indigna, Reginleif foi interpelada pela presença de Heimdall.

Nada escapa aos olhos de Heimdall! Saúdem o deus da vigilância, senhor de Bifrost! Povo de Midgard, procedei com cautela, valor e obediência para que um dia possais cruzar o véu do mundo e vos elevar ao mundo dos deuses com a permissão de Heimdall!

   A valquíria já podia sentir que sua situação estava prestes a se complicar ainda mais. Heimdall a olhava nos olhos, encarando-a sem piscar, seu semblante era sério como sempre.

   — Vai atrás deles. Vai logo! Os corvos estão indo para Midgard, há algo lá. Eles não são quem fingem ser.

   As curtas palavras de Heimdall foram o suficiente para que dentro de Reginleif e Rapidash começasse a arder uma chama de vontade e determinação, seus espíritos clamavam por verdade e justiça. Não havia como convencer os deuses do que diziam, precisavam das provas antes. E era isso o que Reginleif foi buscar. A valquíria montou em Rapidash e nem a fome e a fraqueza que foram impostas à égua a fizeram vacilar. Pelo contrário, nunca Rapidash correu tão rapidamente, parecia levitar no ar, deixando um rastro de brasas por onde galopava. As duas seguiram em direção a Midgard, seguindo as orientações de Heimdall, para encontrar os dois corvos.
   Reginleif e Rapidash correram pelas geleiras do Ártico, vasculhando cada canto das terras do norte naquela noite de caçada. Mesmo sem poder enxergar os corvos, a égua de fogo não dependia de sua visão, mas podia ouvir o bater de suas asas. Huginn e Muninn voavam mais rápido que de costume, pareciam saber que havia algo à sua espreita. Com o olhar fixo, Reginleif segurava as rédeas de Rapidash e mantinha atenção a qualquer movimento no céu escuro. Não tardou para que os corvos chegassem ao seu questionável destino. Tão logo pousaram, Rapidash parou de ouvir a batida de suas asas e começou a galopar sem fazer barulho. A valquíria notou uma pena negra sobre a neve e disse para Rapidash parar, dali seguiriam a pé.
   Rapidash estava fervorosa, mas controlou o brilho de suas chamas, transformando a coloração de seu corpo em um tom pálido de azul, suas chamas escureceram e ela pôde se camuflar na noite, usando o campo de batalha a seu favor, como os corvos faziam para se esconder.
   Reginleif se abaixou e empunhou sua lança, andando vagarosamente, atenta a todos os lados. A valquíria e sua montaria sentiram uma presença maligna no local e se esconderam atrás de um grande rochedo. No mais absoluto nada, no mais frio e inóspito dos confins de Midgard, os corvos se reuniam à frente de uma aberração que parecia ter vindo de outra dimensão, tamanha era sua grotesca monstruosidade. Com uma boca repleta de dentes na altura do estômago e braços de serpente, era o Devorador de Mundos que ali se encontrava, Guzzlord.
   Em choque, Reginleif e Rapidash prenderam a respiração e observavam cautelosamente a criatura que poderia ser o fim dos nove mundos. Os corvos abriram suas asas e começaram a se contorcer de forma aterrorizante. Pouco a pouco, suas asas foram caindo e eles revelaram sua verdadeira forma, eram duas serpentes negras, braços de Guzzlord. Ele sabia de tudo. O Devorador havia se instalado em Asgard, frequentava o Valhalla, convivia com Odin. O Ragnarök havia começado.
   Em uma fração de segundos, Rapidash começou a relinchar e dar coices em pleno ar. Assim que Reginleif se virou para ver o que era, perdeu a consciência. Uma das várias serpentes que saíam da boca de Guzzlord a fez cair desacordada. O Devorador sabia que seu plano foi descoberto, era hora de agir. Guzzlord se ergueu nos céus e caminhou em direção ao Valhalla.


E assim termina a história de hoje...


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   EU AVISEI! Hahaha! Eu falei que teríamos Ultra Beasts por aqui. E aí, quem esperava por isso? Acho que ninguém, né? =P

   Acho que todos os mistérios dessa história foram desvendados por Reginleif agora, só falta lidar com um pequeno detalhe: o Ragnarök. Coisa pouca, né? xD

   Estou tão feliz por estar de volta às Crônicas! Dá uma alegria enorme conseguir postar regularmente toda semana, espero que vocês estejam gostando também! A gente se encontra por aí nos comentários, amigos! Uma ótima semana para todos nós! ^^

   IMPORTANTE: pessoal, um colega sugeriu nos comentários que as três partes da história não fossem postadas em seguida, mas sim intercaladas com outras crônicas. O que vocês acham? A segunda parte já estava pronta, aí acabei publicando logo. O que vocês preferem pra semana que vem: outra crônica ou o final da história da Rapidash? ^^









Eu vou ficar muito, muuuito feliz se você clicar aqui! Olha:

 Crônicas de Bolso    Cápsula do Tempo





3 comentários:

  1. OOOOOOOOOOOWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWW por essa eu não esperava!!

    voce me pegou de surpresa gabs! aqueles não eram Huginn e Muninn? isso é que é reviravolta!!

    Agora que o Ragnarök o que vai acontecer? Teremos a precença de Fenrir, Loki e os gigantes? hmmmm ta me deixando curiosa gabs!!!

    posta e terceira parte logo por favor, eu estou ARDENDO de curiosidade!!

    hahaha desculpe pelo trocadilho com o tipo fogo! não resisti!

    pro caso de vc achar estranho eu ter dois nomes olha o outro comentario que eu deixei na parte um que eu expliquei

    serio gabs essa terceira temporada já começou arrazando! eu nem desconfiava dos corvos!!!

    Pelo olho de Odin gabs eu não sei de onde vc tira inspiração para escrever coisas tão legais! vc te talento pra isso gabs!

    tchau!!!

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  2. termine a hístoria da rapidash please!!!

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  3. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK...
    Não acredito, não é possível que o ragnarok é um Pokémon o próprio Guzzlord, nunca vi alguém usá-lo de tal forma de ser um Pokémon tão sombrio e poderoso, como você conseguiu, chegando no nível de Yveltal e Giratina.
    Eu pensei que Guzzlord era só algo que comia tudo causando catástrofes, tipo uma erupção, um acidente ou um terremoto, não o fim do mundo, nunca pensei nisso, mas faz sentido ele devorar mundos e será que ele foi para o mundo dos deuses porque comeu a dimensão toda dele e saiu da dimensão dele e foi para o mundo dos deuses a fim de entrar em cada um dos nove mundos para comer todos eles pedacinho por pedacinho.Parabéns por pensado e ser engenhoso o suficiente para escolher guzzlord, encaixou certinho, mas não sei da onde tirou isso

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