Review SPECIAL - Pokémon: Black & White #8 - Feliz Ano Novo!

Olá, galerinha da PBN!
Andei meio ocupado esses dias de dezembro com festas de fim de ano, família, fechamento de pautas e etc, mas arranjei tempo para uma última postagem antes de permitir que 2015 dê seu último suspiro!
Então, fiquem com mais um texto de Sir Charizard!

Pokémon: Black & White #8

A jornada de Black gira em torno do sonho de vencer a Liga Pokémon (que no mangá é formada pela competição + o desafio à Elite dos Quatro e ao Campeão). Por oito volumes, acompanhamos sua jornada para chegar até aqui. Uma jornada marcada por vitórias, derrotas, desafios e novas amizades, como toda tradicional empreitada seguida por um Treinador Pokémon. Neste oitavo volume de Pokémon: Black & White, Black finalmente chegou ao momento pelo qual tanto esperou. Porém, não há celebração nem festejo nem alegrias: a jornada pelo sonho acabou se tranformando numa epopeia sobre a perda da inocência.
Amadurecimento
N derrubou vários forninhos no volume passado. Seu controle sobre Zekrom, sua vitória contra Alder e as palavras duras e revelações lançadas contra Black e os Professores Juniper resultaram num dos finais mais pessimistas num livro da série Pocket Monsters Special. Logo, o primeiro grande desafio com o qual Black tem que lidar é se recuperar do baque causado pelo abandono de Musha. Após passar praticamente uma semana desacordado no Laboratório do Professor Juniper, o Treinador acorda, desacreditado e sem esperanças. Ele não conseguira pegar um Pokémon lendário para impressionar Drayden tampouco despertar Reshiram ou nenhuma das várias outras coisas que eram esperadas dele.

De todos os personagens de Pokémon que eu conheci até aqui - portanto, se você é um ávido leitor de Pocket Monsters Special, entenda que eu só li de Red Crystal antes de Black & White, logo posso não estar ciente dos desenvolvimentos dos outros protagonistas -, o Treinador de Nuvema parece o primeiro a realmente amadurecer diante dos olhos do leitor e a ter ciência da dificuldade que a transição da infância para a vida adulta carrega. Quando sua jornada começou, seus sonhos, seus objetivos eram todos muito simples e eram tudo o que o guiava. Como ele mesmo afirma aqui, ele não tinha pesadelos, apenas suas certezas e seu otimismo. Seus problemas eram resolvidos simplesmente ativando o Modo Detetive e usando seus estudos para superar suas batalhas.


Tendo visto os Líderes de Ginásio sequestrados diante de seus olhos, testemunhado o poder destrutivo de Pokémon lendários sob controle dos inimigos, visto uma amiga ser deixada por um Pokémon que lhe era muito querida e falhado em conseguir exercer a função de ser o herói de Unova que dele era esperada, o Treinador perdeu todas as suas certezas e o mundo lhe parece muito mais hostil e menos otimista do que jamais parecera. Se antes sua única preocupação era conseguir suas Insígnias, de repente ele tinha um número imenso de pessoas com as quais se preocupar e uma região inteira para salvar. Black acaba se revelando um jovem bastante afetado pela compreensão de que nem tudo dá certo no final.

Os argumentos de N foram tão fortes e o abandono de Musha algo tão inesperado e inconcebível que Kusaka só conseguiria reverter a situação com uma força igual ou maior. É por isso que ver os Pokémon do Treinador ficando verdadeiramente tristes com o fato de que não conseguiram chegar à Liga com o seu Treinador é tão importante. Ver Black se desculpando, os Pokémon lacrimejando e então a rápida troca de olhares que revisa momentos deles juntos é de partir o coração e ao mesmo tempo a força necessária para impulsionar o rapaz a ir desafiar Drayden numa última tentativa desesperada de se agarrar aos cacos de seu sonho.

Para fortalecer e legitimar ainda mais sua decisão - e até amenizar a força da rispidez do Líder de Ginásio de Opelucid, menos paciente para as indiretas infantis de Black, para com ele - é também importante a mensagem que Caitlin lhe traz dos Líderes sequestrados. Tendo convivido com o jovem Treinador e presenciado diversos momentos que mostram o quanto verdadeiramente ele ouvia a voz de seus Pokémon e fazia sua jornada tendo-os sempre ao lado, o grupo é mais que apto a animá-lo outra vez e ajudá-lo a se recompor para os desafios que o aguardam e funcionam muito bem como um contrapeso para o clima pesado que havia prevalecido no capítulo anterior.

Esses momentos são coroados com lembranças de momentos e falas que nos fazem lembrar o quão justo e devotado aos Pokémon Black realmente é. Como se as lembranças dos Líderes de Ginásio não fossem o suficiente, Kusaka também traz de volta as Espadas da Justiça. Fazendo um breve retorno neste volume, agora acompanhados de Keldeo, o trio de lendários exalta as características positivas e justas do Treinador que haviam conhecido e até mesmo o fazem questionar sua eterna desconfiança nos humanos, ponderando sobre o que pode ter mudado no relacionamento entre Treinadores e Pokémon durante o tempo que passaram adormecidos. Assim, com a sua confiança parcialmente restaurada, Black se sente forte o bastante para dar seguimento à realização de seu sonho de vencer a Liga Pokémon!


Uma Liga de grandes astros
A Liga Pokémon é um dos elementos mais antigos e importantes dentro da tradição Pokémon: o desafio está presente, de alguma maneira, seja nos RPGs clássicos da série, nas estampas ilustradas da franquia ou em spin-offs como Pokémon Stadium e Super Smash Bros. for Nintendo 3DS. É portanto com certo choque que li a introdução a este volume informando que esta é a primeira Liga que Satoshi Yamamoto ilustra desde o confronto na saga GoldSilver e Crystal - que foi justamente a última que eu lera antes de começar a acompanhar as aventuras de Black (embora a Liga mesmo nem tenha chegado a ocorrer de fato na ocasião, não passando de um maravilhoso amistoso entre os Líderes de Ginásio de Kanto e Johto).
Saber que arcos como RubySapphire & Emerald e DiamondPearl & Platinum não contaram com o consagrado evento me deixou ainda mais intrigado para ler essas histórias e apenas enaltece o quão bom é para os criadores Satoshi Yamamoto e Hidenori Kusaka terem a liberdade de escolherem qual trama querem contar em seu mangá sem contar com as mesmas pressões que outros títulos ligados à franquia sofrem e até mesmo o tempo para planejarem bem suas histórias. Ambos roteirista e ilustrador parecem particularmente empenhados em fazer deste um retorno triunfal e ainda dar-lhe uma identidade atualizada! Muito pouco aqui lembra o desafio que consagrara Red Campeão no Planalto Índigo.

Sabendo adaptar o visual dos jogos Black & White para o papel, a criatividade de Yamamoto brilha: é fantástico ver como a Estrada da Vitória (Victory Road) é usada como local para as eliminatórias dos Treinadores - em todos esses anos, o anime nunca soube fazer proveito das cavernas emblemáticas da série - ou até mesmo como os portais de vistoria das Insígnias funcionam de forma similar aos jogos, lembrando os competidores de seus desafios de Ginásio. Os artistas também se preocupam em manter os finalistas em segredo, tornando a revelação dos oito um momento de grande surpresa! Quem iria imaginar que veríamos personagens como Looker, Iris, Cheren e Marlon como possíveis oponentes de Black neste momento? Além disso, temos a presença de três desafiantes desconhecidos: Leo, um personagem que só está ali pra mostrar que essa Liga não é marmelada e Treinadores comuns têm alguma chance (ou talvez seja exatamente o contrário considerando o quão mal ele luta), e os suspeitos Homem-Capuz e Gray.

A escolha de cada um desses personagens não vem à toa: enquanto Looker tem sua função bem específica no roteiro, que remete ao pós-game de Black & White, na qual ele caça os Sábios remanescentes da Equipe Plasma, Iris e Marlon parecem ser mais um preparo para os status que ambos assumem em Black 2 & White 2 - ambos lançados no Japão meses antes da publicação desses capítulos por lá. E, se o diálogo de Homem-Capuz sobre buscar poder serve como alguma pista, talvez já estejamos diante de Colress. Além disso, ainda temos Gray: um membro da Equipe Plasma infiltrado no combate e por trás do retorno sombrio de Cheren.


Dos oito finalistas, o amigo de infância de Black era o que eu menos esperava ver e é devidamente tratado como o grande destaque desta Liga. Sumido desde o Volume 5 (se não contar os flashbacks), o jovem reaparece completamente mudado: arrogante, frio e centrado apenas em força, ele não lembra nada o personagem simpático e amigável que acompanhamos desde o princípio e sim uma versão mais amarga que sua persona dos games. Cheren é quem também vem adicionar uma carga emocional a mais para o confronto final de Black na Liga.


Batalhas mais ou menos ferozes

Sendo este o volume dedicado ao confronto da Liga Pokémon, há muitas batalhas acontecendo, tanto na Liga quanto fora dela. A superação de Black é seguida por uma batalha contra Drayden - um grande alívio! Um dos personagens mais legais introduzidos tanto no mangá quanto nos jogos, o Líder do tipo Dragão já havia sido negligenciado pelo anime e seria triste ver isso se repetindo na obra de Kusaka e Yamamoto. É uma luta rápida, envolvendo apenas dois Pokémon, mas ainda assim eles conseguem fazer um trabalho bastante decente. E o mesmo pode ser dito das batalhas da Liga Pokémon.

Eu gostei muito da dinâmica escolhida para as batalhas do torneio: até três Pokémon são permitidos, mas caso um desmaie, o Treinador é desclassificado. É interessante porque foca na capacidade do Treinador de saber o quanto seu Pokémon pode aguentar e ter consciência da hora certa de efetuar uma troca. Ainda assim, não vemos muito foco nisso a não ser nas lutas de Cheren contra o Homem-Capuz, Black contra Cheren e, especialmente, Black contra Iris. Também pode ser notado que Kusaka usa isso para dar a cada Pokémon de Black um momento pra brilhar: Tula contra o Croagunk de Looker, Costa contra o Haxorus de Iris, Bravy contra o Fraxure de Iris e o Unfezante de Cheren (e o Druddigon de Drayden antes disso) e Boar contra o Gigalith de Cheren.

Como há muito acontecendo além da Liga em si e pouca página pra representar tudo, algumas batalhas acabam sendo muito curtas, mas satisfatórias o bastante. Um grande destaque é justamente a batalha que abre as semifinais da Liga: Black VS Looker (escondido sob a alcunha de Lou Karr). Kusaka espertamente utiliza o fato de o detetive internacional possuir um Pokémon de uma região estrangeira para pegar nosso protagonista despreparado. Ainda assim, o Treinador consegue mostrar sua astúcia ao usar observação e uma combinação de técnicas defensivas com movimentos cautelosos para decifrar os tipos de Croagunk. É uma vitória muito digna!
Outras batalhas como Jellicent de Marlon VS Beheeyem do Homem-Capuz e Unfezant de Cheren VS Deino de Leo seguem um padrão mais dentro das táticas possíveis nos jogos, com as devidas liberdades permitidas, sem nada muito grandioso a ser notado - na verdade até agora difícil é de entender como Leo conseguiu derrotar os Líderes de Ginásio de Unova pra ser sincero. Já o confronto Iris VS Gray é um que ganha pontos pela forma engenhosa como a Treinadora usa as presas afiadas de seu Pokémon para cortar a corrente de gelo, mas perde muitos pela completa falta de tática do Treinador de Cryogonal: ele nem sequer chega a comandar um golpe! Só usa a corrente de gelo e é isso.
Como esperado, Iris e Cheren são guardados para o final e devo confessar que durante o confronto contra a Treinadora de Dragões eu fiquei seriamente em dúvida sobre quem iria ganhar. Apesar de saber que o sonho de Black sempre foi vencer a Liga Pokémon e se tornar o Campeão, algo em mim sempre soube que dificilmente veríamos o Treinador realizando esse sonho. Talvez fosse o longo histórico do anime de não nos permitir ver Ash vencendo nunca que me fez pessimista, talvez fosse a clara noção de que, apesar de tudo, Black não era um Treinador que eu via com a mesma potência para a vitória que o prodigioso Red. Talvez fosse mesmo o tom cada vez menos otimista da história, a noção de que talvez a beleza da jornada de Black fosse entender que às vezes sonhos não se realizam… ao menos não da primeira vez e isso não é um problema.

O fato de Kusaka já inserir elementos de Black 2 & White 2 nesses volumes finais também fortalecia a ideia de Black não ser o Campeão agora, especialmente com Iris surgindo como uma dos oito finalistas - a única menina ali, importante notar. Apesar de o mangá também não levar a garota muito a sério até este volume, dando-lhe mais momentos de humor ou ação secundária, descobrir sua ligação com Alder no volume anterior, se aprofundar na sua relação com ele e Drayden aqui e ver sua reação diante da derrota o Campeão certamente foram razões mais do que convincentes para torná-la uma potencial vencedora - e saber do seu treinamento com Drayden também ajuda a tornar este momento algo nada forçado. Foi uma experiência interessante ler a batalha sem realmente saber o que esperar do final e só isso já compensa a falta de táticas mais inteligentes dos combatentes.


A sombra da Equipe Plasma
Paralelamente à Liga Pokémon - e também dentro dela, por que não? - há um bocado de tramas se desenvolvendo e todas elas são muito bem amarradas (ainda que às custas das batalhas), o que é fácil considerando que todas giram em torno do mesmo mal: a Equipe Plasma. O volume já abre revelando as consequências da derrota do Campeão: após a vitória de N contra Alder, a organização divulgou amplamente a derrota do Campeão de Unova por seu rei. Como consequência, o moral da população da região está altamente abalado: cresceu o número de Treinadores que liberaram seus Pokémon e caiu a quantidade de telespectadores da Liga Pokémon.
O tema também gera debate entre a Elite dos Quatro e é ótimo ver como Kusaka mostra Marshal exigindo uma postura de seus colegas e eles realizando uma votação informal para decidir se interferem ou não no caminho deles. Enquanto ele está tomado pela raiva de ter visto N derrotando seu mestre, os outros membros da Elite não parecem tão empolgados com a ideia de um confronto contra eles: Grimsley defende que eles não foram afetados pela organização, Caitlin (fazendo sua estreia nesta saga neste volume) acredita que eles devem ter a liberdade de propagarem sua ideologia e Shauntal apenas pensa no quanto isso renderia um ótimo romance, sem se preocupar muito com a situação no geral.

O grupo também demonstra uma postura bastante imparcial de não atribuir os crimes cometidos pela Equipe Plasma ao todo da organização e à sua ideologia. Sabemos que Grismley andou investigando alguns dos membros da gangue, mas ainda assim ele próprio não a vê de forma nociva, como um todo, tampouco Caitlin, que é aquela que propõe a interferência no sequestro dos Líderes de Ginásio, é a favor de deixar a Equipe Plasma livre para disseminar sua ideologia de liberação dos Pokémon, mas sem se safarem de crimes. Os poderosos Treinadores parecem entender que existe uma área cinzenta entre a ideologia e os extremismos do grupo e parecem dispostos a respeitar essa diferença.


Há também um bocado de investigações acontecendo antes e durante o evento. As recém-descobertas de Caitlin colocam Brycen numa nova direção em sua busca pelos colegas, enquanto Looker se infiltra na competição justamente com o propósito de ficar de olho nos suspeitos Homem-Capuz e Gray, como parte de sua investigação sobre a Equipe Plasma. A possibilidade de um ataque iminente de N e seus seguidores a qualquer momento também deixa todos apreensivos e incapazes de curtirem a Liga Unova como o evento festivo que ela devia ser. Além disso, a estranha mudança de personalidade de Cheren também deixa um ar de mistério que claramente incomoda os envolvidos.


White perdeu bastante espaço nos volumes anteriores - mesmo estampando capas com enorme destaque - e infelizmente a tendência permanece aqui, já que finalmente é a Liga de Black. Todavia, cada cena sua vale a pena! Mostrando que está pronta para confrontar a Equipe Plasma, White se alia a Brycen para investigar as presenças obscuras que se escondem entre os finalistas da competição e consegue extrair uma informação interessantíssima, ao mesmo tempo que preocupante, de Marlon: o Homem-Capuz, muito provavelmente, não obteve as oito Insígnias para chegar à Liga. Além de levantar a séria questão da falta de segurança no evento tão importante e também a dúvida sobre como ele chegara ali - embora o Teleporte de seu Beheeyem talvez seja a explicação mais simples.

Colocando a própria vida em risco, a garota ainda consegue avisar Black e todo mundo presente ali que tanto Homem-Capuz quanto Gray trabalham pra Equipe Plasma - este último é o Sábio Zinzolin - e ainda alerta seu amigo de que o fã do frio é o grande responsável pela mudança súbita de Cheren. Basicamente, ela fez o trabalho de Looker pra ele - ainda que ele tenha sido necessário para libertá-la da corrente de gelo do Cryogonal de Zinzolin quando ela foi descoberta - e como resultado acaba sendo abduzida pelo Homem-Capuz para um lugar ainda desconhecido (porém, Drayden assegura Black que é impossível que eles tenham saído de dentro da Liga - o Teleporte parece ter alcance limitado).
Black mal tem tempo de lidar com tudo isso e Cheren o leva para o topo do prédio mais próximo, para que ambos tenham seu urgente confronto final. A nova atitude do amigo de infância do protagonista lembra muito o Paul da fase Diamond & Pearl do anime, especialmente em relação à sua atitude cruel para com Snivy. É muitíssimo triste ver a forma como ele trata seu Pokémon Inicial - e chega a ser ainda mais desesperador do que no caso do Chimchar, porque desta vez não tem Ash pra interferir ali e adotar o bichinho negligenciado - e todo seu discurso sobre força e como tudo o que influencia nela são valores frios e calculistas, como ataque, defesa e agilidade, sem todo o sentimentalismo que costuma ser acrescido a isso, também parecem saído diretamente da boca do antigo rival de Ash. Ainda assim, também estão em sintonia com o Cheren desagradável e calculista dos jogos Black & White, cuja jornada gira em torno do questionamento sobre o que faz um Treinador forte.
Os momentos finais ainda conseguem mesclar um clima feliz e otimista com um pessimista e desesperador: há uma Equipe Plasma marchando rumo à Liga com o aterrorizante castelo dos jogos ao fundo e Grimsley prevê que, diante dessa situação, estamos prestes a ter outro Liga interrompida pela invasão dos vilões! Ao mesmo tempo, o final do confronto entre os amigos de infância não poderia terminar de forma mais doce: após uma colisão entre o Unfezant de Cheren e o Bravy de Black, que lança ambos os Treinadores ao chão, mas ainda deixa Bravy forte o bastante para se levantar, os rapazes são então encobertos pela fumaça dos sonhos de Musha, que faz um retorno triunfal e nos revela o sonho original de Cheren, resgatando toda a pureza, gentileza e doçura existente em seu coração: torcer pelo sonho de seu melhor amigo.
Black venceu a competição da Liga e seu sonho está mais próximo de se tornar realidade, mas ele não liga: seu desejo de vingar Alder, Cheren, White, os Líderes de Ginásio e todos aqueles próximos a ele que foram de alguma forma prejudicados pelas ações da Equipe Plasma queima em seu coração. E essa é a sua verdade. Uma verdade forte o suficiente para despertar Reshiram da Pedra da Luz. E, munido desta força, ele está mais que pronto para seu confronto contra N! Que venha a luta da luz contra as trevas, da Verdade de Unova contra o seu Ideal.

Considerações finais:


  • O mundo Pokémon parece muito mais disposto a perdoar crimes que o mundo real: além da aparente irrelevância de muitos atos criminosos de membros da Equipe Plasma para a Elite dos Quatro, Marlon ainda defende a vitória de Homem-Capuz sobre ele, alegando que o Treinador misterioso ganhou de forma limpa - ainda que tenha entrado na competição de forma ilegal;
  • A presença de Looker e os sotaques de Leo e Marlon parecem existir para reforçar a importância das Ligas como eventos capazes de trazerem personagens de outras regiões e também ilustrar a diversidade dos Treinadores de Unova e suas especificidades culturais. Além disso, o fato de que ambos possuírem sotaque na versão japonesa e isso ser retratado na versão brasileira também me faz pensar que, de fato, o sotaque caipira fortíssimo de Clay nos jogos é algo exclusivo da versão americana e não foi representado na nossa versão porque a tradução da Panini tem como base a versão original japonesa;
  • Falando na versão da Panini, há um erro de tradução logo no começo: ao relembrar os eventos narrados no volume anterior sobre a liberação dos Pokémon Iniciais feita por N, é dito que os Pokémon "foram preparados aqui, no Laboratório da Professora Juniper". Porém, eles estão no Laboratório do Professor Juniper e foi deste laboratório que Amanda, Pipig e o Samurott do Professor saíram, não do da professora. O problema é que na versão japonesa ambos possuem o exato mesmo nome, sem nem sequer algum ponto de diferença e é provável que o tradutor tenha confundido os dois num momento de ligeira falta de atenção;
  • Assim sendo, também é confirmado que Pipig também foi uma desses três Iniciais libertados;
  • Além de Cheren, quem também retorna neste volume são os trigêmeos de Striaton e a Tríade das Sombras e ambos se enfrentam. Além disso, temos também a estreia de Keldeo e uma leve pista sobre a participação de Genesect no futuro. Resta só saber se ainda há espaço para a inclusão deste lendário Pokémon agora ou se ficará para a fase Black 2 & White 2;
  • Victory Road foi traduzida para Estrada da Vitória nesta edição, apesar de o nome ter sido mantido no original em Pokémon: Black & White #2;
  • O ano de 2015 se encerrar hoje com nenhum novo volume de Pocket Monsters Special tendo sido lançado no Japão. É a primeira vez que isso acontece desde o começo da publicação da série nesse formato na terra do sol nascente, em 1997. Em contrapartida, contou com dois lançamentos de mini-coletâneas da fase Pokémon X & Y. Porém, há de se notar que existem diferenças entre os lançamentos. Enquanto os tradicionais volumes de Pokémon Special juntam edições do mangá publicadas tanto em Coro Coro Ichiban! quanto em Pokémon Fan, os volumes focados em Pokémon X & Y contam somente com os capítulos lançados na Coro Coro Ichiban! e seguem o modelo mais urgente iniciado pela Viz Media nos EUA em 2011 para adiantar a publicação de Black & White nos EUA e evitar toda a espera que as edições japoneses impunham. Além do mais, as edições tradicionais trazem a versão definitiva das histórias, com correções de erros, algumas edições e acréscimos de cenas que servem para dar melhor continuidade e fluidez à trama. Com isso, atualmente o Japão possui três fases do mangá em aberto: X & YOmega Ruby & Alpha Sapphire e Black 2 & White 2. Tomara que em 2016 os artistas consigam, pelo menos, finalmente dar um fim a B2W2;
  • Eu adoro a ironia de que, neste mangá, Iris é uma personagem originalmente de Blackthorn que vai treinar com Drayden, enquanto no anime ela é uma personagem da Vila de Dragões de Unova que vai treinar com Clair em Blackthorn;
  • Em outra incorporação de elementos de Black 2 & White 2 à trama, descobrimos que Bianca já é oficialmente assistente da Professora Juniper;

Feliz Ano Novo
Bom, com esta publicação encerro mais um ano de trabalhos no blog, com 73 postagens para vocês - uma média de seis por ano! Sei que muitos talvez esperassem que eu já começasse a falar de Pokémon XY & Z, mas eu optei por guardar esses comentários já para o ano que vem e focar o pouco tempo que consegui nessa loucura de festas de fim de ano para escrever o charithought atrasado do mangá. Os textos do anime sofrerão uma mudança com a chegada da nova fase e já posso prever algumas insatisfações, mas espero ainda assim poder agradá-los fazendo meu melhor e trazendo conteúdo de qualidade ligado ao mundo Pokémon para cá.
Desejo a todos muitas felicidades, uma ótima virada de ano e aproveitem bem suas férias!
Nos vemos em 2016 o//

3 comentários:

  1. Você podia falar assim também, nos vemos amanhã. Pois amanhã é Sexta-Feira dia 01/01/2016. Flw então.

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  2. "O mundo Pokémon parece muito mais disposto a perdoar crimes que o mundo real".

    Isso é mais a filosofia japa de "perdoar/esquecer e seguir em frente". Tudo que é anime bate nessa tecla, mais ainda hoje em dia.

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