O que Misty tem a dizer? (Ash vs Red) TRECHO DA CONTINUAÇÃO



            Finalmente saiu o trecho da continuação. Demorou tanto assim porque estávamos ilustrando Misty, é muito difícil envelhecer um personagem e deixá-lo foda, sabia, humanos? É apenas um trecho da continuação, o enredo não está totalmente pronto, certo? Ainda estou ajeitando as pontas soltas. Enquanto isso, leiam e vejam o que está por vir.



           Nós vemos...


            O mundo não é o que deveria ser. Uma coisa aconteceu no meio do caminho. Nosso destino foi alterado. A queda dos homens se tornou o auge de uma nova revolução. A humanidade falhou drasticamente por conta das suas atitudes egoístas. Ninguém sabe de onde veio este grande mal, onde ele nasceu, quem o criou, quem foi o responsável. Nações inteiras aniquiladas em apenas alguns dias. Homens, mulheres, crianças e Pokémon morreram... Com a nossa queda, a terra foi perdida.

           Não restou uma única alma para resistir ao que está por vir. O fogo da revolução foi acesso a partir de uma pequena faísca criada por aqueles que acreditavam — os que sobreviveram.

           A nossa fraternidade perdeu tudo. A morte, o fim supremo da existência. Eu sei que todo mundo tem que morrer algum dia, mas acredito fielmente que não é hoje. Eu tenho de acreditar que cada uma das minhas ações têm um significado de alguma forma. Ouvi dizer que a guerra não enobrece os homens, mas os transforma em cães. Felizmente, eu não sou como os outros homens.

           A minha mãe me disse uma vez, antes de partir:  Seja um monumento. Saiba todos os dias que você não precisa provar nada a ninguém. Nem mesmo a você. Lembre-se que a vida é uma viagem, estamos todos propícios a ser testados ao longo do caminho. Medo, coragem, mentiras, verdade, traição, amor, tudo faz parte de um plano, mas no final, terás em ti tudo o que for preciso para um bem maior.

           Não devo decepcionar aqueles que acreditam em mim. Eu vou fazer a diferença.

           Mas o problema é:

           Será que eles vão acreditar em mim?


Nós ouvimos...


           Estavam acostumados a vê-lo como um herói. Particularmente, eu o via como um ser humano qualquer. Com medos, arrependimentos e inseguranças. Eu o conhecia melhor do que ninguém, convivemos por muito tempo, viajamos por muitos lugares juntos, conseguimos criar um vínculo especial, único, algo que me permitiu ver nele além do que a sua aparência dizia. Passou algum tempo e eu precisei partir... Me livrei das lembranças, deixei-as ir, queimei tudo. E o sentimento que uma vez esteve pendurado na parede, que costumava significar algo... naquele dia não significava mais nada. Os ecos sumiram no corredor, mas eu ainda era capaz de me lembrar da dor... Ele voltou alguns dias depois, me procurou, mas aquele lugar continuava vazio. Como o buraco que ele deixou em mim, como se não fossemos nada. Diferente do que ele significava para mim.

           Depois, as coisas aconteceram rápido demais: a febre, a luta, ambição, os Pokémon se sacrificando por aqueles que se diziam ser seus treinadores. Era pior do que se está no inferno. E quando vi tudo que aconteceu perante os meus olhos, quando senti na pele... eu estava parada em uma ponte, esperando no escuro. Pensei que ele estaria lá, que me esperava, mas não havia nada além da chuva. Sem pegadas no chão. Eu tentava ouvir algo, mas não havia som. Não havia ninguém tentando me encontrar? Não, não havia. As pessoas estavam preocupadas demais tentando se salvar.

           O mundo precisa saber o que aconteceu. E saber o que ele defende. Aquela inocência acabou, ele se tornou outro homem. Muito mais preparado, ciente do que fala e do que pensa... E muito mais perigoso. Essas lágrimas que descem agora são de arrependimento por tudo que eu fiz em nome dele. Que fique registrado perante as pessoas que me assistem mundialmente agora que eu o considero culpado... A dor nunca será totalmente interpretada, nem por mim e nem por ninguém.

           E foi assim que as coisas começaram... O egoísmo, a cobiça, o poder, que foram capazes de transformar uma criança de dez anos em um monstro cruel. Este homem, que não preciso citar seu nome, pois todos sabem de quem se trata, é responsável por um terror inimaginável. Não cabe a mim decidi o que é correto, ninguém está interessado em saber a opinião de uma desconhecida, mas escutem o que eu falo quando digo que ele fará coisas muitos piores do que já fez. Isso, isso aqui que vocês estão vendo, olhem..."

           A mulher levantou a manga da sua camisa e mostrou um corte profundo e mastigado, cheio de bactérias e fungos. Borbulhava sangue, ainda, e emanava um fedor repugnante. A ferida mostrava três silabas: F. G. H.

           "Isso tem um significado. É tudo que algumas pessoas têm. É tudo que lhes dá esperança.

           E sabe qual é a maior verdade que vocês desacreditam?"

           A mulher começou a rir, com deboche. Depois olhou diretamente para a pessoa que a interrogava.

           "Que uma serva dificilmente irá se virar contra o seu criador".

           As coisas aconteceram rápido demais. Misty abriu escala, as pernas abertas no ângulo máximo. Com muita facilidade, como se as correntes que prendiam seus braços não passassem de um cordão fino e frágil, ela deu uma cambalhota para trás e acertou os três guardas armados, derrubando-os violentamente no chão. Um deles gemeu, enquanto os outros tentavam recobrar os movimentos, mas foram novamente acertados por Misty, que desta vez usou as próprias correntes para atacá-los. A chave saltou, voou em direção a outra cela, e rapidamente Misty saiu deslizando por entre as cadeiras, pegou-a, soltou-se e retirou um pequeno bastão de madeira da cintura, apertou em um pequeno botão e ele se abriu, ficando imenso. Com ele preso em suas mãos, um sorriso no rosto, Misty saiu em disparada, trovejando fúria em todos os guardas. Não demorou muito para que todos fossem vistos caídos, inconsciente, naquele chão frio. Misty suspirou, convencida, e saiu correndo em direção a única saída que ainda não havia sido fechada pela organização. Alguém o esperava lá, e a ajudou a subir as escadas e fechar a passagem secreta como se ela nunca existisse.

           — Caramba, você gostava de mim, sério?

           — Sem vadiagem, Ash, precisei mentir para salvar a nossa cara.

Em breve teremos novos textos o/ Então, fique de olho. Eu fiz um grupo de Ash vs Red para que quem está interessado em uma continuação ser avisado primeiro do que os outros. Sem falar que lá posto imagens, e coisas que aqui não posto, entendem? Quem quiser entrar, clique aqui

Quem fez essa imagem foi meu amigo, Leonardo, Curtam a página dele (clique aqui) para conhecer melhor o trabalho dele e porque novas imagens dos personagens como Serena mais velha, Brock e outros vão ser lançados por lá, então acompanhem...

Um comentário:

  1. Cara,te me confundindo mais ainda,primeiro aquela luta sem sentido do Ash VS Red,agora a Misty presa?O Ash estava na saída esperando ela?

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