Review: Pokémon XY084


Olar, pessoal!
Andei ocupado nas últimas semanas, o que me impossibilitou de manter as postagens aqui no site em dia. Para compensar, farei mais uma daquelas semanas inteiras com postagem. A diferença é que desta vez focarei exclusivamente nas reviews: todo dia postarei uma review diferente, para ver se diminuo ao menos um pouco a distância já imensa entre a publicação de meus textos aqui e a exibição no Japão, afinal Pokémon XY & Z já começou e eu não posso ficar dando sopa!
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XY084/ Episódio 888 - Chespin! Sua Primeira Tarefa!!


Quando a divisão dos episódios de produções seriadas em filler e não-filler começou a ser utilizada - especialmente para esses animes infinitos como Pokémon -, as pessoas que as acompanhavam encontraram sua maneira de separar quais episódios assistir e quais pular. Infelizmente, ao contrário do que muita gente gosta de pensar, episódios não-fillers não vem com um certificado de qualidade e muitas vezes um filler pode te surpreender sendo excelentes episódios! Então, se você é desses que pulou "Chespin! Sua Primeira Tarefa!!", eu lhe intimo agora: você deve assistir a este episódio!
Como já se sabe bem, Akemi Omode tem dedicado a maior parte de sua participação como roteirista em Pokémon trabalhando em episódios focados em Serena, porém é maravilhoso ver o que ela consegue fazer quando tem a chance de brincar com os outros bonequinhos que tem à sua disposição. A trama do apagão no Centro Pokémon em que nossos heróis se abrigam da chuva ("Vixe daqui a pouco encontram uma mansão assombrada!", pensei a princípio) acaba sendo uma oportunidade única para dar a cada personagem um momento para brilhar junto de seus monstrinhos.
Assim como o episódio anterior, este é dividido em dois momentos, sendo o primeiro focado em mostrar o que cada Treinador pode fazer para ajudar a resolver no Centro e o segundo na tarefa de Chespin. Omode consegue dar a cada Treinador uma incumbência diferente a ser realizada e essas acabam se encaixando perfeitamente com suas personalidades e/ou habilidades pessoais, conseguindo acrescentar os Pokémon à mistura sem parecer forçado ou desnecessário, mas coerente e até natural. Quando Ash sobe o telhado molhado para checar o vazamento na telha, por exemplo, eu imediatamente pensei que a coisa mais sensata a fazer seria chamar Frogadier pra ajudar com suas frobolhas. Felizmente, isso é exatamente o que ele decide fazer - com o adicional de Hawlucha para dar suporte no trabalho braçal.
Além disso, é legal ver o Centro Pokémon lotado - não é sempre que temos essa oportunidade, já que eles estão bem vazios na maioria das vezes - e isso dá uma razão não só para Serena e Bonnie ajudarem, ao lado de Braixen e Pancham, como também um motivo para Omode fazer a customização que lhe é característica, vestindo-as com as roupinhas das Enfermeiras Joy de Kalos. E a justificativa é também bastante razoável (ajudar os Treinadores que chegam ao Centro Pokémon a saberem a quem recorrer na ausência da Enfermeira), dando à vestimenta um propósito legítimo, fora do típico fanservice gratuito.
É interessante notar também que cada Pokémon só é chamado conforme a necessidade, o que gera uma questão interessante para Chespin: o Pokémon Castanha Espinhosa sempre foi o oposto do seu Treinador em termos de personalidade, com o bichinho sempre sendo extremamente impulsivo, extrovertido e desastrado. Logo, em um momento de crise, é natural que Clemont traga apenas Bunnelby e Luxray - seus membros mais confiáveis do time - para ajudar. Então, quando a oportunidade surge de ele finalmente fazer alguma coisa, Chespin se voluntaria, emergindo de sua Pokébola!
Apesar de agir de forma bastante egoísta e infantil diversas vezes, o Pokémon tipo Planta já mostrou em ocasiões anteriores como ele quer ser levado a sério, ou respeitado ou mostrar que é tão capaz quanto seus colegas de equipe - como quando ele tentou imitar a pose de Hawlucha, ou quando ficou frustrado por não ter sido escolhido para lutar no Ginásio, ou quis provar pra Serena que podia protegê-la tão bem quanto Frogadier -, então é apenas natural que ele saia da Pokébola diante da oportunidade de ajudar.
Clemont sabe que ele não é a melhor opção, porém ele é sensível o bastante à boa intenção e aos sentimentos de seu monstrinho para não apenas deixá-lo realizar a tarefa, mas enfatizar o quão importante ela é, escolhendo chamá-la de forma até formal para que ele se sentisse realmente valorizado ao ser encarregado de uma tarefa tão grandiosa. Ao mesmo tempo, ele sutilmente manda que Bunnelby o acompanhe, lançando ao coelhinho uma piscadela, naquele estilo de comunicação reservado aos que se entendem só no olhar. Chespin pode estar encarregado do precioso pedido, mas Bunnelby - aquele em quem Clemont realmente confia - está encarregado de Chespin.
Com os dois Pokémon com o pé na estrada sem a companhia de seus Treinadores, o episódio ganha um ar meio Mystery Dungeon, em que a dupla dinâmica se torna o grande foco. É muito divertido ver como Chespin está empolgado em cumprir a tarefa e ao mesmo o tempo o quão facilmente ele consegue se distrair, seja com cheiro de comida ou com fêmeas atraentes, como Bunnelby não parece nem metade tão empolgado com a obrigação de acompanhá-lo e aturar todas as gracinhas do seu companheiro. Ao mesmo tempo, os dois provam ser uma dupla excelente, conseguindo recuperar a bolsinha que Clemont confiara ao pequenino atrapalhado e que acabou roubada por um Fearow num momento de descuido. E os dois não pararam por aí. Diante de uma emboscada da Equipe Rocket - que planejava usá-los como isca para atrair Pikachu -, os dois Pokémon conseguem fazer os bandidos decolarem por conta própria, dispensando a ajuda de Ash e seus Pokémon - que fora atrás deles, preocupado com sua demora.
Acompanha o episódio uma trilha sonora maravilhosa, que se encaixa perfeitamente com os momentos de tensão e diversão e até inclui uma música nova que eu não conhecia - ou não me recordava. Trata-se de Kirakira, um música-tema de Clemont, logo nada mais apropriado que ser tocada num episódio como este. Agora, bem que podiam substituir o encerramento enjoativo atual por um novo focado no limãozinho usando essa canção! Ia ficar 10! Shinji Miyazaki conduz as músicas de fundo com maestria, fazendo-as proporcionar diferentes sentimentos nos momentos em que são inseridas. Adoro quando Kirakira é abruptamente cortada com a aparição do Fearow, por exemplo. A única coisa que vai na contramão do roteiro e da trilha sonora excelentes, é a animação, muitas veze com traços tortos e que deixou Ash um tanto espichado demais em alguns momentos, como se fossem mais velho - um efeito que algumas pessoas gostam por passar a ilusão de que Ash envelheceu, mas não passa de um desvio do padrão. Quando ele solta Fletchinder e Noibat, parece que andou malhando as coxas tamanha a grosseria!
É interessante que, com Ash tendo já seis Insígnias, o anime tenha decidido dar uma (mais que necessária) respirada enfim. Sem a pressa de chegar ao próximo objetivo ou de evoluir o recém-capturado Pokémon para a batalha de Ginásio - embora eu esteja ciente do perigo que paira sobre Noibat -, os roteiristas agora tem a oportunidade de nos dar episódios focados nos personagens que amamos e Chespin começou essa onda muito bem. No fim do dia, sua tarefa foi finalmente cumprida com louvor e ele provou que pode ser confiável afinal - embora eu acredite que Bunnelby não esteja totalmente de acordo com isso.

Considerações finais:
  • Que Centro Pokémon é esse que não tem geradores de emergência ou os tradicionais Pika-Geradores? Será que a Associação Protetora dos Pokémon baniu essas máquinas que exploram a força de trabalho dos monstros de bolso, confinando-os em lugares fechados e apertados para fins exploratórios?
  • Só observo Ash pegando duas Pokébolas para chamar Hawlucha e Frogadier para  a batalha MESMO TENDO NOIBAT E FLETCHINDER já fora das suas malditas bolas!!! DEIXA OS BICHOS VOADORES LUTAREM, ASH!
  • Que gracinha os Treinadores agradecendo à Enfermeira Joy por todo o trabalho que ela (e suas parentas) faz(em) por eles;
  • Eu adoro no final quando Clemont enche Chespin de elogios e Bonnie faz o mesmo com Dedenne, por seu "trabalho duro" ajudando a energizar a máquina do Centro Pokémon, especialmente pelas caras de Bunnelby, Luxray e Pikachu diante de tais gestos. Aliás, esse foi o primeiro episódio em que eu gostei do Luxray - sim, eu fiquei indiferente a ele pulando no Ash quando a galera se perdeu (mesmo isso sendo mais um sinal de diodeshipping no universo e, a propósito, observem como Bunnelby e Chespin ficam imensamente felizes quando o Palletiano aparece hmmm);
  • Gente podemos comentar como os ataques da Equipe Rocket ficam cada vez mais sem criatividade? O tema do lema se repete sempre a mesma coisa e isso por si só é uma chatice, mas reparem como tem-se repetido roupas e disfarces com uma frequência muito grande também e quase não se usa mais robôs, mechas ou outras invenções legais. E, quando usam, são coisas sem graça, sem criatividade. Eles entram, fazem seu trabalho e vão embora. A sensação que fica é que os roteiristas nem estão tentando mais e já desistiram dos vilões por completo;
  • Adoro a invenção de Clemont para prever o tempo e que demora um dia para dar os resultados;
  • Qual é a desse Wigglytuff tentando acalmar os pacientes do Centro Pokémon da forma mais desesperada o possível, gente? A propósito, eu adoro como a Enfermeira Joy oferece berries para os Treinadores poderem tratar seus Pokémon feridos enquanto as máquinas não ficam completamente operacionais;


  • Não lembro se isso aconteceu em todos os outros episódios em que choveu em Pokémon XY, mas eu adoro como o som da chuva ecoa dentro do Centro Pokémon. Ajuda a deixar o clima bem crível;
  • Clemont entrega a peça, um bilhete, mas não o mais importante: A GRANA! Como os Pokémon vão pagar por isso, gente?

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