Crônicas de Bolso: Psíquico e Paranormal - Gothitelle

Olá, galerinha!

Finalmente vamos estrear a segunda temporada das dezoito subséries das Crônicas de Bolso! E isso requer muitas novidades. ^^

Como vocês já sabem, a ordem dos Tipos vai mudar e a primeira subsérie a voltar nesta segunda temporada é Psíquico e Paranormal! No último capítulo da história do Eevee, eu comentei que o Tipo estava mais "para Normal" e o Pokémon do Tipo Psíquico era um dos que foram revelados naquela silhueta composta de cinco Pokémon, lembram? Então... acertou quem pescou tudo e lembrou da Gothitelle!

Ela foi uma sugestão que eu recebi há muito tempo atrás e hoje tive como trazê-la até aqui. Bem, a história de hoje é mais curta e volta ao estilo capítulo único! Então, vale a pena dar uma conferida. =)

Ah, sim. Uma das grandes novidades dessa temporada é a trilha sonora! Sim, teremos música de fundo! Clique AQUI para escutar a música. Espero que ela combine com a crônica de hoje. Boa leitura! =)

E se alguém soubesse o dia e a hora de sua própria morte?

Há muitas coisas que não são e nem poderiam ser compreendidas pelos seres humanos. Até mesmo para o próprio bem das pessoas, muitos dos segredos do universo são omitidos de quem não está preparado para recebê-los. Você já olhou para o céu hoje? Pois bem, é nas estrelas que muitos dos mistérios são guardados...


Psíquico e Paranormal: Gothitelle



   Há muito tempo, a humanidade enfrentou um de seus piores momentos, no qual predominavam o medo e a ilusão. Muitos conhecimentos científicos foram perdidos e o povo se afogou em um mar de ignorância e barbárie. Apenas as águas do tempo seriam capazes de lavar todo o sangue derramado naquela época...
   Mesmo com o passar dos séculos, a ferida profunda da era das trevas continuava a causar dor e o processo de retomada dos conhecimentos perdidos levaria anos até ser concluído. Isto é, ignorando o fato de que muito da sabedoria antiga havia se perdido para todo o sempre...
   Foi neste tempo de curar feridas e renascer que Auguste nasceu. Filho de um burguês e uma cigana, já estava sentenciado a viver à margem da sociedade parisiense. Mesmo com as riquezas que seu pai havia juntado, o povo condenava o casamento entre um homem rico e uma viajante que lia a sorte das pessoas.
   No entanto, o amor entre os dois era verdadeiro e duas crianças foram geradas, sendo Estée a primeira, irmã de Auguste. A família viveu sem grandes preocupações durante a infância dos filhos, mas a má reputação do pai se refletiu nos negócios, que já não supriam mais suas necessidades.
   Em um momento de profunda recessão, a família se viu obrigada a vender a casa e retomar a vida errante que a cigana levava antes do matrimônio. Insatisfeito com a impossibilidade de sustentar sua família, a saúde do pai de Auguste e Estée começou a dar sinais de que algo estava errado.
   Os talentos da mãe na arte de adivinhação garantiram o alimento na mesa da família. Encantados com os mistérios do céu, os filhos se envolveram cada vez mais com as práticas paranormais, mas Estée possuía uma aptidão muito maior que seu irmão para ver o futuro. Debilitado, o pai negociava alguns objetos que conseguia durante a viagem e obtinha lucros como o bom mercador que era.
   No entanto, as práticas psíquicas eram condenadas pela sociedade e precisavam ser feitas fora dos olhares atentos das autoridades. Este foi o único erro de Estée...




   Com poderes psíquicos acima da média, a filha superava a mãe e era íntima com os corpos celestes que abrilhantavam o universo. A ingenuidade e o deslumbramento de Estée a fizeram cair em uma armadilha. A menina aceitou oferecer seus dons a um soldado disfarçado de cliente, que, ao constatar as atividades ilícitas da garota, a prendeu para ser executada por feitiçaria ainda naquele dia.
   Um grande abismo se abriu abaixo dos pés de Auguste e seus pais. Eles sequer puderam desmentir as acusações para livrar a filha daquele tórrido destino. A amargura se arrastou por semanas e a vontade de viver desapareceu dos corações de Auguste e seus pais.
   Não lhes restou outra alternativa senão aceitar o vazio que Estée deixou e seguir em frente. O problema é que o menino ainda não estava preparado para lidar com a perda de sua irmã ainda tão moça.
   Certa vez, a família foi acordada no meio da noite por batidas insistentes à porta. Chovia muito e relampejava, mas alguém insistia em bater à porta da carroça onde moravam. Com uma espada em mãos, o pai abriu a porta com um chute e não viu ninguém. Ao olhar para baixo, notou uma pequena Gothita, tremendo de frio e buscando abrigo da chuva.
   Por razões inexplicáveis, Auguste se apegou à Gothita e pediu que seus pais permitissem que ela vivesse com eles. As Gothita eram frequentemente rejeitadas pelas pessoas devido à sua aparência estranha e ao hábito assustador de olharem fixamente para as pessoas, como se elas vissem algo que ninguém mais via...




   A mãe de Auguste consentiu com seu pedido, pois sabia que o filho precisava de algo ou alguém que o fizesse esquecer um pouco da falta que sua irmã fazia, além de compreender o que é ser rejeitada, como uma Gothita. O marido reconheceu que aquilo era o melhor para todos e também concordou.
   O sorriso de Auguste voltou com a chegada de Estelle, nome dado à sua pequena amiga. Os pais do menino não gostaram de sua escolha, pois lembrava muito o nome de sua falecida irmã, mas temiam que a felicidade do garoto fosse interrompida novamente.
   Sendo aceita como membro da família, Estelle começou a ajudar na limpeza da carroça e no preparo das refeições. Auguste e Estelle cresceram juntos e ela naturalmente tornou-se Gothorita, mas foi neste estágio que coisas estranhas começaram a acontecer.
   Estelle possuía uma natureza essencialmente psíquica e conseguia fazer pequenos objetos levitarem, além de aprender a arte de prever o futuro com a cigana. Estelle sabia ler as estrelas do céu melhor do que os humanos. Às vezes, a Gothorita era capaz de levitar durante o sono e isso assustava a todos, por mais que já estivessem acostumados com fenômenos psíquicos e paranormais.
   Apesar das estranhezas, os anos se passaram em tranquilidade. Auguste tornou-se um homem e uniu os talentos de seu pai e de sua mãe, aliando mistério e comércio ao se tornar um mágico viajante. Ele não chegou a desenvolver seus poderes psíquicos tão bem quanto sua mãe, mas algum talento havia herdado. Por outro lado, as experiências místicas de Estelle apenas aumentavam e seus poderes se expandiam.


   Frequentemente, a Gothorita acertava previsões invisíveis até mesmo para os olhos da cigana. Ela era capaz de prever mortes, nascimentos e outras datas importantes da vida de uma pessoa com exímia facilidade. Bastava olhar para o céu para que Estelle soubesse do passado, do presente e do futuro de qualquer pessoa.
   Se isso assustava até mesmo os clientes, não seria diferente com a própria Gothorita. Saber o dia da morte de Auguste e sua família seriam um baque profundo, algo que ela não sabia se estava disposta a saber. Estelle passou a refrear o crescimento de seus poderes psíquicos e prometeu a si mesma que jamais leria a sorte de Auguste, por medo de viver eternamente contando os dias até sua morte.
   Com o tempo, Estelle também tratou de se tornar uma Gothitelle e a família se viu obrigada a disfarçar sua aparência para que ninguém desconfiasse de sua origem. Auguste pediu que sua mãe disfarçasse Estelle com roupas e maquiagens para fazê-la parecer humana.
   No entanto, mesmo que a família vivesse feliz, a dificuldade financeira era uma questão antiga e recorrente. Muitas vezes o pai do menino se viu obrigado a aceitar empréstimos de pessoas de índole duvidosa. E foi o último destes empréstimos cujo pagamento se mostrou caro demais...


   Enquanto Auguste e Estelle estavam se apresentando em uma praça, os capangas de um dos credores atacaram e levaram Auguste como forma de obrigar seu pai a saldar suas dívidas. O burguês e a cigana nada podiam fazer, já tinham certa idade e nem podiam sonhar em pagar o preço exorbitante que o credor exigia.
   Sentindo o desespero dos dois, Estelle ficou ainda mais nervosa, já que foi a única a testemunhar o rapto de Auguste. A Gothitelle se culpou por não ter agido naquela hora e era extremamente sensível às emoções das pessoas à sua volta. Se o casal sofria, o coração de Estelle sentia ainda mais, pois sofria com o coração dos outros.
   O nervosismo não ajudava a cigana a descobrir o paradeiro de Auguste e o pai dele não podia contratar alguém que o resgatasse. A Gothitelle se viu obrigada a recorrer aos seus poderes para desvendar o mistério da localização do rapaz.
   Os poderes psíquicos de Estelle acessavam os conhecimentos do céu de forma tão impressionante que o poder dela facilmente se tornava maior do que ela própria. Estelle sabia que não era humana, por mais que tentassem esconder sua verdadeira aparência e ocultar suas capacidades para seu próprio bem, mas ela precisava parar de se esconder.
   Estelle removeu seu vestido e desmanchou sua maquiagem em frente ao espelho, assumindo sua verdadeira forma, cujo corpo era um manto negro com laços brancos, como as estrelas do céu, suas amigas. Estelle assumiu seu corpo astral e retornou à sua imagem original de Gothitelle.
   No entanto, o grande desafio de Gothitelle era prever a localização de Auguste. Por mais que quisesse obter uma pequena informação das estrelas, ela sabia que seria bombardeada com todas as informações sobre a vida de Auguste de uma só vez e fatalmente saberia o tempo de vida que restava ao rapaz.
   Indo contra seus próprios instintos, Estelle se viu obrigada a ler a sorte de Auguste e o que ela mais temia realmente aconteceu. Por mais que ainda levasse anos, Estelle aprendeu exatamente o momento em que Auguste morreria e foi tomada por uma tristeza tão profunda que a fez chorar imediatamente.



   Estelle deixou a carroça e sobrevoou pelas esquinas de Paris. Seus olhos úmidos estavam arregalados, vidrados na imagem que surgia em sua mente. Era uma pequena cabana em um bosque perto da cidade. A Gothitelle se deslocava pelo ar como uma aparição e chocava a todos os cidadãos que gritavam ao vê-la.
   Sem pensar em nada além de encontrar o paradeiro de Auguste, Estelle passou por ruas, charretes e pessoas, atravessando qualquer coisa em seu caminho. Alguns lhe jogavam frutas podres ao vê-la passar, mas ela simplesmente as enviava de volta sem perder a concentração em seu caminho.
   Estelle sentia que estava cada vez mais próxima de Auguste e começava a sentir o medo que ele tinha de morrer. Por mais que soubesse que ele não morreria ali, aquela sensação era forte demais.
   Quando finalmente chegou ao lugar que aparecia em seus pensamentos, a Gothitelle avançou cuidadosamente para não alarmar os malfeitores. Pouco a pouco, Estelle foi se infiltrando na cabana e desarmava os capangas um a um. Estelle usava sua mente para prendê-los pela garganta de modo a não gritarem e denunciarem o resgate.
   A Gothitelle os prendeu um a um e os manteve imobilizados e suspensos no ar. Quando ela finalmente chegou ao cômodo em que Auguste se encontrava, ela lançou todos os capangas de contra as paredes e os prendeu, ainda os sufocando. Estelle rasgou o lenço que cobria a boca do rapaz e o desamarrou apenas com o poder de sua mente.
   Auguste se levantou e correu em direção a Estelle, abraçando sua salvadora, que o retribuiu com seu afeto. No entanto, a emoção do momento fez com que ela se desconcentrasse e os malfeitores correram para atacá-los. A Gothitelle pressentiu as suas intenções malignas e formou um campo de força ao seu redor, também envolvendo Auguste. Estelle fechou os olhos ainda chorosos e expandiu seu campo de força, esmagando os criminosos nas paredes até que as mesmas ruíssem, fazendo com que toda a cabana desmoronasse.


   A implosão psíquica destruiu aquele lugar e os escombros soterraram os malfeitores. Auguste apertou os braços de Estelle e olhou para ela, tentando acalmá-la. Com o olhar fixo e sem piscar, Estelle continuava chorando e estava em estado de choque. Foi então que a boca da Gothitelle começou a se mexer.

   — Eu sou uma estrela. Eu nunca iria deixar que algum mal te acontecesse. A dor que tu sentiste ao me perder foi a mesma dor que senti quando parti. Eu não suportaria te perder mais uma vez, meu irmão...

   Estelle acabou desmaiando depois de acessar um poder maior que seu próprio corpo, caindo nos braços de Auguste. O rapaz tremia e só conseguia emitir um grito sufocado. Ele estava extremamente abalado, não conseguia acreditar que era Estée dentro do corpo de Estelle. Era a voz de sua irmã. Um frio percorreu a espinha de Auguste, que parecia herdar o olhar atônito e fixo da Gothitelle, que continuava chorando mesmo desmaiada.
   Os talentos paranormais, o jeito fraternal, eram muitas as semelhanças entre Estée e Estelle. Mesmo sem saber, o garoto escolheu um nome que tinha o mesmo significado do nome de sua irmã, ambas eram estrelas. As mesmas estrelas que revelam passado, presente e futuro e que as duas liam naturalmente.
   Agora Auguste sabia exatamente o que era aquilo que Estelle sempre olhava e ninguém mais via...



E assim termina a história de hoje...


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   Estamos de volta, pessoal! E aí, me digam, o que vocês acharam da crônica de hoje? Aliás, alguém reparou que foi a primeira vez que eu dei nomes a personagens humanos? Que estranho! =O

   Então, espero que tenham gostado! Aliás, preciso que me digam o que acharam deste novo formato, se a música foi boa e se encaixou na história e tal. Muita gente já havia pedido uma música de fundo, aí hoje eu resolvi colocar. xD

   Como estamos de volta às subséries, acho que isso significa que as dicas da semana também voltam, né? Então, deixa eu pensar... O que é que anda durante o dia e rasteja durante a noite? Vamos ver quem vai desvendar a charada! Uma ótima semana para todos! ^^






24 comentários:

  1. Gabriel, não costumo comentar, mas sempre leio e acompanho as crônicas! Esta história foi linda! A música caiu super bem na crônica, adorei! =D

    Até mais!

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    1. Meu Deus, Danilo! Que honra! =D

      Eu estou tão feliz que você gostou, cara. Sério, muito obrigado! Não só pelo comentário, mas por toda a ajuda, o apoio e por acreditar nas Crônicas! Se não fosse por você, este quadro nem existiria. Muito obrigado mesmo, de verdade! =)

      Aliás, eu tinha um pouco de dúvida se a trilha sonora cairia bem ou não, mas você simplesmente aboliu qualquer dúvida que eu tinha com relação a isso! xD

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  2. Boa crônica, apesar de parecer bem óbvio que a Estée era a Gothitelle. Eu queria que vc fizesse uma crônica sobre a contraparte da Gothitelle: o Reuniclus. Ele é, provavelmente, um Pokémon que controla as células. Acho que ele se encaixaria em uma história hospitalar sobre curar feridas e tbm o maior inimigo medicinal do homem: o cancêr. Mas ao mesmo tempo que ele pode com seus poderes psíquicos curar esses problemas, ele ñ consegue curar uma ferida que deixou no passado.
    Acho que daria uma boa crônica :)

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    1. Sabia que eu também achei meio óbvio que elas estariam relacionadas? Até o próprio nome já "entrega" um pouco, mas você pode pensar por um outro ponto de vista também: será que a Estée voltou como Gothitelle ou a conexão psíquica entre elas foi tão forte que ela utilizou a Estelle para falar com seu irmão? Afinal, a Gothitelle tem muita facilidade para sentir o que as outras pessoas estão sentindo. Daí surge um leque de interpretações! =D

      Olha, eu sinceramente adorei a sua sugestão! Ela é simplesmente maravilhosa! Eu sempre gosto de variar o cenário e uma história atual relacionada à medicina é algo fantástico! =D

      Ah, cara... Lá vou eu ter que esperar meses para escrever a terceira crônica de Psíquico e Paranormal. Ai, ai... xD

      Muito obrigado por essa sugestão de ouro! Até a próxima! ^^

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  3. Oi Gabriel! Tudo firme? Mais uma temporada de crônicas chegou \o/ uhul! Vou ler o conto da Gothitelle quando puder e postarei meu comentário basico hehe

    Sobre o final da saga do Eevee, eu demorei, demorei mas finalmente consegui fazer uma review, mas acho que ele deu aquela desaparecida básica que as vezes os comentários levam depois que a gente envia ele. Maas como sou precavido, eu salvei ele no pc e o postarai aqui junto com meu comentário sobre a crônica da Gothitelle

    Daniel

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    1. Daniel, que coisa boa te ver por aqui! Está tudo ótimo. =)

      Sim, agora é oficialmente a segunda temporada! Viva! =D

      Então, eu dei uma olhada nas postagens anteriores e não vi nenhum comentário seu. Eu me lembro que você disse que faria, mas não chegou nada. Também não sou eu quem aprovo os comentários, então eu não tenho como te dizer se realmente sumiu... =(

      Mas Arceus é conosco e você salvou a review! Aeee! xD

      Pode deixar que eu vou ler com muito carinho tanto a sua review sobre a saga do Eevee quanto a da crônica da Gothitelle. Eu fico muito feliz em poder ler seus comentários tão ricos em detalhes! Muito obrigado, Daniel! ^^

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    2. Escrito dia 02/08:

      Como eu disse, eu reli todas as partes dessa saga antes de escrever esse post. Acontece que não li tudo de uma vez e só ontem eu terminei de reler tudo.

      Começando a falar de Espeon, eu achei bem legal o fato dela emprestar para Eevee a jóia que ela tem na testa para tentar enfrentar Umbreon, nunca teria pensado nisso hahaha. Coitado do Umbreon, mesmo sendo aquele que fazia os irmãos enfrentarem suas dificuldades, era um que estava mais necessitado de ajuda. Pelo menos, isso serviu para dar cenário a cena de batalha dele contra Eevee que foi show (a parte que o Feixe sinalizador que parte da joia de Espeon atinge ele foi o climax!). Essa dupla Espeon e Umbreon me fez lembrar muito de Mimi e Momo. Será que a treinadora deles era a velhinha, treinadora de Mimi e Momo quando jovem?? :0 Vale salientar outra coisa também: Espeon e Umbreon exerciam tarefas agridoces, cada uma com suas idiossincrasia. Espeon tinha a vantagem de propor aos moradores da torre as ilusões para anestesia-los e ajuda-los a superar as dificuldades mas apenas isso os deixa como Leafeon, que quer viver apenas num falso mundo perfeito, só de alegrias vazias. Já o Umbreon tinha o trabalho mais desagradável que era impor os desafios e as dificuldades para os moradores da torre enfrentarem. É muito ruim passar por desafios, mas a sensação de superação ao enfrentar barreiras, desafios e dificuldades é sem igual, algo que Umbreon deveria ter percebido antes.

      Com relação a Sylveon, uma coisa que vale a pena mencionar é que, mesmo sendo a ultima das eeveelutions, eu ainda me supreendi na sua criatividade ao descrever o passado dela com sua treinadora. A história da criança que muda radicalmente quando cresce e abandona o que te remete a infância é bem triste (Jessie de Toy Story 2 que o diga) e se encaixa perfeitamente com Sylveon. No final das contas eu achei Sylveon, com seu jeito feliz e jovial, uma das melhores personagens da história (cheguei até a esquecer da raiva que esses Sylveons me dá nas Double Battles online, sempre usando Hyper Voice em todos os turnos ¬¬)

      Lendo a história não pude deixar de formular outra das minhas teorias: Sylveon foi um presente de aniversáio para sua treinadorA, a aparencia de Sylveon deixou de agrada-la depois que ela cresceu, antigamente elas duas costumavam brincar de cantar, sua treinadora era filha única e Sylveon fala que provavelmente ela deve fazer parte de alguma banda atualmente. É impressão minha ou a treinadora de Sylveon era Roxie??!! Em Black 2 e White 2 nós vemos que ela faz parte de uma banda e além de guitarrista, ela é uma das vocalistas. Ela aparenta não ter nenhum irmão, ou seja deve ser filha única. Roxie é uma líder de ginásio do tipo Veneno, que é super efetivo contra o tipo Fada, ou seja, atualmente ela prefere lidar com coisas totalmente opostas ao que Sylveon represta. E por fim, seu pai é um marinheiro que dirige uma balsa entre Virbank e Castelia e é em Castelia que, após derrotar Iris na Liga Pokémon, é possivel adquirir um PRESENTE de Amanita. E que presente é esse? um Eevee! Aposto que na hora que foi entregue como presente, Sylveon ainda era uma Eevee e só depois evoluiu com a ajuda do amor que a treinadora dava a ela.

      Sobre as resoluções finais, elas foram perfeitas. Quem diria que antes de Sylveon, era Vaporeon que botava ordem na casa? Finalmente soubemos o que atormentava tanto Leafeon e no final das contas, o treinador de Jolteon não tinha morrido! E no final, tudo bem quando termina bem: Vaporen se dando conta que não era culpado pelo morte do seu treinador, Eevee desejando uma administração mais justa da torre, aliviando a responsabilidade de Sylveon, Flareon agora ajudando o espírito de sua sacerdotisa a orientar os fantasmas, Jolteon voltando a vida, Espeon e Umbreon fazendo as pazes e sendo amigos de novo, Glaceon e Leafeon sendo mais que amigos (não tinha percebido como eles se completavam um ao outro!) e, é claro, Eevee ganhando um par de asas de presente, podendo assim voar bem alto até os céus.

      Daniel

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    3. Sinceramente, Daniel, o que eu posso ter a dizer depois de uma análise tão fantástica, detalhada e generosa assim? Eu queria inundar esse comentário com milhões de obrigados, mas você merece algo muito melhor do que isso! =')

      Eu fico muito satisfeito por você ter gostado tanto da cena da luta entre o Eevee e o Umbreon, foi uma parte com uma tensão emocional muito forte! O Umbreon realmente precisava de ajuda e ainda assim ele conseguia seguir em frente e colocar todos na torre para se superarem. Ele tem uma força interior incrível!

      Será que a velhinha era a treinadora deles? xD

      Eu gosto muito dessa temática dual, bastante presente em Pokémon, diga-se de passagem. Espeon e Umbreon possuem uma duplicidade forte, como Mimi e Momo, mas o desfecho foi diferente. Enquanto Momo tinha ciúmes da irmã, foi ela mesma quem lutou pela reconciliação. No outro caso, o Umbreon era o irmão que se sentia inferior, mas quem lutava pela reconciliação era a outra parte, Espeon. Eu adorei ver como você traçou um vínculo entre as duas famílias! =D

      O Umbreon estava realmente cego para todas as coisas boas, ele só via o que queria. Ele ignorava completamente a importância dele, sua força e o fato de que ele era muito querido. Mas ainda assim, ele e a Espeon estavam ligados ao serem responsáveis pelas tarefas mais árduas da torre, em iguais condições. =)

      Você pegou a referência de Toy Story! Yeah! xD

      Cara, eu fiquei boquiaberto com a sua teoria sobre a Sylveon, principalmente com relação a como ela faz sentido e como... você deduziu coisas que eu não coloquei na história, mas são verdadeiras! =O

      Eu gosto muito da Sylveon, ela luta bravamente pelo título de minha Eeveelution preferida. Com relação à história dela, Sylveon era pouco mais que uma "boneca preferida" de uma garotinha rica. É verdade, ela foi um presente de aniversário quando ainda era uma Eevee. As duas adoravam brincar umas com as outras e ela evoluiu por amor. Inicialmente, a garotinha ainda gostava dela, mas ela cresceu e mudou de estilo.

      Como você também disse, os interesses dela mudaram de Tipo Fada para Tipo Veneno, mas também para Tipo Noturno. A imagem que eu fazia da garota era a de uma Delinquent em ORAS, uma Punk Girl em XY ou... uma Guitarist do Ginásio de Virbank! Sim, a treinadora da Sylveon é filha única. E sim, foi o pai dela quem trouxe o presente. Sério, impressionante! =O

      Falando em Sylveon, eu quase nunca encontro uma para enfrentar, mas eu também não jogo muito em Doubles, né. Só sei que eu adoro spammar Hyper Voice naqueles Pokémon atrás de Substitute. xD

      Também fico feliz que tenha gostado das resoluções finais! Pois é, agora está explicada aquela história de o Vaporeon ser o mais velho, o mais sábio... Hehe. O Eevee foi bastante revolucionário no desejo dele, acredito que ele seja um ótimo administrador da torre depois da Sylveon.

      Às vezes, eu fico imaginando como foi a reação do Jolteon ao descobrir a verdade e como deve ter sido maravilhoso para Leafeon e Glaceon terem se libertado de tanto sofrimento. E o Flareon trabalhando novamente ao lado da sacerdotisa? Eevee simplesmente desejou que todos tivessem uma chance de ser verdadeiramente felizes! Assim como eu também te agradeço de coração por essa review! Muito obrigado por tudo! =)

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  4. O quê dizer Gabs... VOOOOLTOOOOOOUUUUUU CARAAAAAIIIIIIII \o/
    Nunca fui fã da Gothitelle, mas essa crônica me deu vontade de ter uma. Foi uma história linda, quando a Estée falou por meio da Estelle, eu arrepiei, foi incrível. Sobre a música, ficou incrível com o texto, eles se complementaram, tornou a experiência mais rica. Parabéns Gabs, você conseguiu se superar. E que venha a próxima crônica o/

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    1. LoKu-kun, meu amigo!! =D

      Eu fico tão feliz em te ver por aqui toda semana nessa batalha! Todos juntos nesse barco das Crônicas! =D

      Aliás, sabia que eu também nunca liguei muito pra Gothitelle? O engraçado é que ela é um daqueles casos raros em que o último estágio me agrada mais do que o primeiro ou o intermediário. Geralmente o primeiro estágio que é o mais bonito, não é? xD

      Eu só me tornei fã da Gothitelle depois que eu li a PokéDex entry dela. Falando em história, é um alívio saber que a música casou bem com a crônica. Além de ser fantástica, é ótimo saber que ela se integrou bem à história. Muito obrigado por comentar! ^^

      E que venha a próxima crônica sobre a S-- opa, espera aí, nada de spoilers! xD

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    1. O curioso é que sua resposta faz sentido também! De alguma forma, a sombra anda de dia e rasteja à noite, já que a pessoa deita para dormir. xD

      Maaas... a resposta é um Pokémon, na verdade. Mas foi ótima a tentativa, muito obrigado! ^^

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  6. Sensacional, Gabriel! Eu lembro que em alguma das primeiras crônicas eu sugeri uma sobre a Gothitelle e FICOU MUITO BOA!! AMEI. A trilha sonora deixou um clima bem legal, parabéns!

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    1. Fabio, que coisa boa saber que você leu a crônica da Gothitelle! Eu me lembro daquela sugestão e foi bem no começo da primeira temporada mesmo. Eu fiquei guardando aquilo por meses até poder escrever a segunda história de Psíquico e Paranormal! =D

      Muito obrigado por ter lido e comentado. É especialmente importante saber que você gostou, ainda mais porque foi uma sugestão sua. Fico feliz que a crônica da Gothitelle tenha correspondido às suas expectativas. =)

      Não é que essa trilha sonora ficou boa mesmo? Eu também adorei escutar, é uma melodia tão serena, gostosa de se ouvir! Muito obrigado! =)

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  7. Amei a história!
    Quanto a sua charada ela me fez lembrar a velha charada das historias da mitologia grega"o que anda de quatro pernas de manha,de duas a tarde e de tres a noite",acho que a proxima cronica será sobre o Serperior já que de dia ele anda como Snivy/Servine e rasteja a noite como um Serperior.

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    1. Oi, Jayasatya! Adorei seu nome, me parece ser da Índia. Muito legal! ^^

      Olha, você acertou em cheio. Isso é incrível, você acertou direitinho o enigma da Esfinge! A ideia foi justamente essa. Meus parabéns! =D

      No caso original, a resposta era o próprio ser humano, que engatinha, anda e depois usa bengala. Fiquei muito feliz por você ter acertado! Muito obrigado por compartilhar com a gente a resposta! ^^

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  8. Muito bom como sempre. Sabe, quando li "E se alguém soubesse o dia e a hora de sua própria morte?" eu já sabia que a crônica iria entrar no hall das minhas favoritas. Sabia que eu já pensei em coisas desse tipo? Digamos, se você fosse obrigado a escolher entre saber entre o dia (20, por exemplo), o dia da semana (domingo, por exemplo), o mês (Junho, por exemplo) ou o ano (2070, por exemplo) que você vai morrer, qual você escolheria? Saber algum deles traria um tormento diferente, dependendo de qual escolheu, não é?

    Sobre a história em si, ela foi ótima. Sabe, o começo me lembrou muito das suas primeiras histórias, onde os humanos tinham o papel principal e os Pokémons apareciam mais em segundo plano (como a crônica de Milotic, se não me engano), e foi esse estilo de narração que chamou a atenção nas suas crônicas naquela época. Gostei muito também da história narrada antes do começo dela em si, o momento em que o conhecimento foi massacrado pela ignorância. E a ambientação, pós esse momento foi interessantíssimo.

    Os personagens foram legais também. Fiquei com pena da decadência da família de Auguste, tendo que viver às margens da sociedade, da morte de Estelle e do sequestro de Auguste. Apesar de óbvio, depois de um tempo esqueci a associação entre Estée e Estelle, que ambas podiam ser um só. Quando Estée falou por Estelle, cheguei a pensar que isso não quer dizer necessariamente que Estée sempre foi Estelle esse tempo todo, ela pode ter "possuído" ela, depois que Estelle usou seus poderes paranormais para salvar Auguste. Aliás, vale ressaltar o quanto essa parte da história, o resgate, foi bem descrito. Parecia que eu estava vendo tudo acontecer na tela do meu computador.

    E se eu pudesse consolar Gothitelle, eu diria que mesmo sabendo o dia que Auguste vai morrer, ela não deveria ser prender tanto a esse detalhe, até porque ela não sabe o dia que ELA vai morrer, então se ela morrer antes que ele, saber a data da morte dele não vai significar muito.

    Gothitelle... o que dizer sobre ela? Um Pokémon que dá trabalho nas batalhas online (sinônimo de Trick Room ¬¬), mas com design legal e entries na Pokedéx interessantes, assim como suas pré-evoluções.

    E a trilha sonora foi épica. Cada parte da música se encaixava perfeitamente na história, a medida que eu ia lendo, parecia que a música foi feita exatamente para ser ouvida ler essa crônica.

    A segunda temporada começou com tudo!

    Daniel

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    1. Então aquela chamada no início da postagem foi mesmo uma boa pedida? Que maravilha! Eu achei que poderia ficar legal colocar uma frase, tipo um subtítulo, para dar o tom da crônica. Fico feliz que você tenha aprovado! =)

      Acho que todo mundo já pensou nesse tipo de coisa. Acredito que ninguém (ou quase ninguém) queira saber essa informação. Eu acho que o melhor mesmo é não saber, igual aos cachorros! xD

      O dia, a semana e o mês têm um problema em comum, que é o fato de serem cíclicos, então você nunca tem certeza, mas sempre sofre naquele período específico. Saber o ano não tem essa incerteza, pois o ano não se repete, então seria mais "fatídico". Em suma, acho mais saudável pensar em outras coisas e aproveitar a vida. kkkkkkkkk

      Ah, eu não sabia que colocar o humano como protagonista agradava tanto assim! Eu sempre achei que o ideal seria dar mais foco aos Pokémon, mas é ótimo saber disso! Agora eu posso criar histórias que deem foco ao humano, outras ao Pokémon, posso variar mais! =)

      A história da família do Auguste foi mesmo muito triste, mas felizmente eles tinham muito amor para superar as dificuldades. A própria Estée é uma estrela, ela brilha e vive nos céus agora. ^^

      Eu nunca parei para pensar nisso! Realmente, e se a Estelle morrer antes do Auguste? Plot twist total! Espero que ela consiga conviver com essa informação ou que consiga pensar em outras coisas. Aliás, ela já é tão poderosa e conta com os talentos de Estée, quem sabe ela não apaga da própria memória essa informação? E olha que usar Amnesia ainda aumenta a Sp. Def.. kkkkkkkkk

      Eu sempre esqueço que as Gothitelle têm Shadow Tag e sempre perco um ou dois Pokémon por causa disso... Agora eu fiquei com vontade de batalhar no Showdown com meu Monotype-Water! =(

      Daniel, é uma honra saber que você conseguiu visualizar tão bem a cena do resgate conforme você lia! Sensação de dever cumprido e uma gratidão enorme! Não tem preço saber que você gostou tanto da história a ponto de se sentir motivado a deixar análises tão ricas assim. Esse é o maior presente que eu recebo de vocês todos! Muito obrigado! =)

      Ah, sim! Mais um ponto para a trilha sonora! Eu também adorei ler enquanto ouvia. O que eu acho mais legal é que as sensações mudam conforme você lê! E que a segunda temporada continue com tudo em cima! Valeu! ^^

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  9. Oie, Gabriel!! Gostei muito dessa história e a música de fundo, Gothorita é a segunda pokemon que mais gosto (primeiro Lucario rs) e achei muito legal ler uma história com ela. :D

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    1. Oi, Juno! Tudo bom? ^^

      É uma alegria poder te receber aqui nas Crônicas! Fico muito feliz que você tenha gostado da história e da música de fundo. Foi a primeira vez que tivemos música, eu também adorei a novidade! =)

      Muito obrigado por ter gostado da história e ter vindo aqui comentar. Pode aparecer por aqui mais vezes! Você gosta do Lucario e da Gothorita? São justamente dois dos Pokémon que já passaram pelas Crônicas. Fica à vontade para ler a história do Lucario se você ainda não leu. Até a próxima! ^^

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  10. Mds Bieeeeeeeeeeeeeu essa cronica nao me fez perder o medo da Gothitelle, mas foi muito boa, ainda mais com essa musica ><

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    1. Oi, Fael! Como vai? =D

      É verdade... admito que essa crônica não é uma das melhores para se perder um medo, ainda mais com essa música. xD

      O bom é que, mesmo sendo meio assustadora, a Gothitelle tem bom coração, né? =P

      Até a próxima! ^^

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  11. Tô até emocionado, parabéns pelo belo trabalho. Não sou muito fã de leitura,mas são obras como as suas que me faz querer viajar nas histórias literárias

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    1. Ai meu Deus, ainda bem que eu passei nessa postagem! Assim pude ver seu comentário. =D

      Muito obrigado por ter vindo aqui ler e deixar suas palavras. Fico realmente muito feliz por você ter gostado da história da Estée/Estelle.

      Sei que ler não é uma das coisas mais animadas ou divertidas, que temos muitas outras opções mais interessantes (como jogar Pokémon kkkkkk), mas o importante é que ler é legal, de um outro jeito, mas legal também!

      Palavras são pouco para expressar o quanto é incrível saber que você gostou de embarcar nessa jornada das Crônicas, mesmo não sendo muito fã de leitura. Espero que você encontre outra história por aqui que te faça viajar de novo! ^^

      Até a próxima! =D

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