Chamada do próximo capítulo: O julgamento de Arceus (Que a justiça seja feita a todos!)


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             Era fascinante. Raramente algum Pokémon aparecia naquela floresta encantada. Os poucos que ousaram não tiveram a oportunidade de descrever o acontecido, uma vez que, ao se aproximarem, eram banidos pelo próprio Arceus. Afinal, qual o deus que se agrada ao ver seu paraíso ser invadido?

             Contudo, Celebi não pertencia a classe dos menos favorecidos ou daqueles que não são dignos. Por dentro, era o Pokémon mais puro, limpo e imaculado diante de todos os outros do tipo grama. Por fora, uma aberração criada pelas mãos de um humano incapaz de amar e respeitar. O Celebi que agora se aproximava do lar de Arceus não era, nem de longe, digno o suficiente – ele já matou... sem piedade, sem olhar a quem. Mesmo que não tenha sido uma decisão própria, ainda assim, submeteu-se ao seu treinador e destruiu uma vida.


             Celebi esperava receber o perdão, pelo menos. Sabia que Arceus, talvez, o ajudasse a reconstruir seu corpo deformado. Mal conseguia voar, mal conseguia respirar, sentia seus pulmões serem exprimidos pela dor latejante que o induzia a uma alucinação da própria morte – sim, Celebi estava desejando a morte.

             Ao se aproximar o suficiente, ele sentiu o mundo parar. As árvores começaram a balançar como se dançassem, as folhas caídam no chão formavam redemoinhos na mesma medida que o solo tremia. A luz, que lá de cima descia, iluminuou Celebi de tal forma que o fez parar. As nuvens se rasgaram, o vento parou, as estrelas não brilharam mais, muito menos refletiram sombra. Arceus, imponente e autoritário, cravou suas patas no solo daquele lugar sagrado. Celebi, admirado e quase paralisado, tentou abaixar sua cabeça, mas não conseguiu.

             — O que você está fazendo aqui? — urrou Arceus, alto e grave. Sua voz era semelhante ao barulho que ouvimos ao colocarmos uma conxa no ouvido. Era sincero, imperial e graúdo.

             — Preciso... de... ajuda, por favor. Não... sei... mais... a quem recorrer... Não... me... abandone! — respondeu Celebi soluçando. A dor era tão forte que mal conseguia pensar. Suas asas já não batiam mais, e Celebi era sustentado apenas pelo vento emanado da presença de Arceus.

             — Você não matará mais ninguém — disse Arceus, ainda imponente, enquanto rodeava Celebi e se encaravam nos olhos, branco e verde. O Pokémon deus olhava para Celebi sem piedade... — Você não será capaz de matar nenhum deles, nunca mais. Você não está entendendo? Eu vi o que você fez. Eu vi a sua falta de clemência. Eu vi você matar um inocente... Achou que poderia voltar aqui? Achou que poderia me enganar?

             — Não, eu... — começou Celebi, o medo o devorando.

             — Basta... Basta! — disse Arceus e tudo parou.

             As árvores se recolheram, as folhas pararam, o ar cessou e Celebi caiu no chão. Arceus ergueu suas patas dianteiras e seus olhos, que antes eram brancos, se transformaram em um preto avermelhado — Que a justiça seja feita a todos! — Arceus urrou, e do céu a luz que o iluminava se tornou uma bola de energia. Na qual, rapidamente, explodiu e arremessou Celebi para longe do paraíso. O golpe "Judgment" de Arceus fora tão poderoso que foi capaz de destruir a abertura da grande árvore da vida.

             Por consequência das suas atitudes, Celebi estava banido.

Sábado o capítulo 6 sai o/ Ansiosos? Me digam o que esperam o/ COMENTEM! HUEHEUE
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