Capítulo 7: A batalha contra o professor Carvalho! O mistério de Milotic.


             Celebi caiu no mar e, como se estivesse amarrado em uma pedra, afundou nas profundezas daquele oceano negro e obscuro. Não sabia para onde ia ao certo, mas algo dentro de si o acalmava com a convicção que Xerneas jamais o mandaria para o abate. O final que lhe esperava era o mundo perdido de Atlântida? Esperava que sim, pois suas esperanças estavam depositadas no lar que lhe fora prometido por alguém muito superior.



             A água gelada parecia perfurar seus pulmões com várias agulhas pontiagudas. E a cada respiração Celebi sentia que sua vida chegava mais perto do limite. Suas asas ardiam e queimavam por conta da água pressionando a carne viva. Metade do rosto deformado gritava, não literalmente, deixando o Pokémon ainda mais dolorido. Onde estava o fim? (se perguntava Celebi).

             — Está um pouco longe, amigo. Duvido muito que você chegue lá nesse estado! — uma voz o respondeu. Nela não havia perigo, e Celebi soube disso por conta da compaixão que sentiu emanando da pessoa que pronunciara aquela resposta. Sabia que alguém veio para ajudá-lo, só não sabia quem...

             — Já estou morto? Espero que não sentir dores nesse destino final! — sussurrou Celebi calmamente, esboçando um sorriso torto. Sabia que seria ajudado, mas não podia perder a oportunidade para deixar as coisas mais engraçadas... ou trágicas, dependendo do seu ponto de vista.

             — Você ainda não morreu, mas morrerá, se continuar flutuando assim. Vamos, eu vou te ajudar!

             — Você tem um nome? — pediu Celebi, antes de sentir o toque do ser que lhe fazia companhia.

             — Tenho!


             O ser, na verdade, era uma Celebi. A Pokémon era parecida com o Celebi que ajudava, a única diferença era a fita azul escuro que enfeitava sua cabeça. A Celebi pegou o companheiro pelos dois braços pequenos e o colocou nas suas costas com bastante delicadeza, temendo machucá-lo ainda mais. Certificou-se que estava seguro e sussurrou: — Aguente firme, por favor. Chegaremos em poucos minutos!

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             Celebi não sabia ao certo o que deveria fazer: confiar ou não? Mas aquela Celebi não parecia ser uma ameaça, ao contrário, ele não se lembrava de já ter se sentido tão seguro como agora. Por isso, apenas fechou os olhos e aguardou, em silêncio. A Celebi sentiu a confiança emanando do seu companheiro e seguiu viagem em direção ao reino do mundo de Atlântida.


             Não era nada diferente de um reino comum. A água no início era mais poluída, escura, com várias algas envelhecidas impedindo o trajeto, pedras quebradas e soltas pelo oceano a fora. Contudo, nesse patamar do mar, a água era extremamente mais limpa e cristalina, as algas eram verde escuro e transmitiam um aroma doce. Seaking, Remoraid e Basculin nadavam calmamente, alguns brincavam e faziam ondas no mar. Celebi sentiu aquela tranquilidade penetrar suas veias, órgãos, membros, como se tudo estivesse sendo reconstruído. 





             — Não precisa se assustar! As águas estão curando você... — disse a Celebi aos sussurros, enquanto pegava impulso para se aproximarem mais do templo de Atlântida.

             — Tenho medo... — respondeu Celebi, trêmulo.

             — Por quê?

             — Eu não sou digno de estar aqui... Eu já matei, sabe... Não consegui nem mesmo o perdão superior!

             — Ah, isso não importa. Aqui todos nós somos iguais. Você não será julgado pelas suas atitudes ou decisões. Nos te aceitamos pelo que você, não importando o que fez ou o que deixou de fazer. Muito diferente do mundo dos humanos... Por isso nos escondemos, por isso ninguém nos acha. Já pensou o que fariam se vissem esse mar limpo, cristalino, sem impurezas? Os Pokémon seriam presos, seu habitat seria ocupado. Nos escondemos por medo, também. Mas eu te garanto, Celebi, você será aceito!

             Quando terminou de falar, os dois avistaram o templo de Atlântida. Era grandioso, majestoso e puro. As colunas brancas eram imensas e ocupavam todo o quarteirão. Um portão de bronze e prata impediam que se aproximassem mais do que o suficiente. A parede do templo era inenarrável... Celebi procurou as melhores palavras para descrever aquele lugar, mas não conseguiu se quer uma. Permaneceu de boca calada e esperou.

             Os grandes portões se abriram e de lá de dentro saiu um Milotic. Mas não era qualquer Milotic. Essa, na realidade, era velha, idosa, antiga... Sua calda magnífica não brilhava mais, nem as escamas a ocupavam, pois Celebi pôde ver falhas, como se suas escamas tivessem sido arrancadas. Suas "orelhas" estavam podres, deixaram de ter aquele tom rosa vivo. A Celebi fez uma reverência e falou: — Senhora, Xerneas nos mandou esse Pokémon. Durante o caminho para cá, as águas foram capazes de sará-lo um pouco, mas não o suficiente. Pode fazer alguma coisa, por favor?



             Milotic ficou alguns segundos olhando-a e se aproximou do Celebi. Sentiu, de longe, a podridão que se apossava dele interiormente. Viu o que ele fez antes, o que tirou, o que matou... Mas, ainda assim, mesmo mediante as provas vivas de que ele não era digno, ela decidiu que o que devia prevalecer era o amor.

             — Deixe-o aqui, comigo. Saia, depois volte para buscá-lo! — disse Milotic, com um tom autoritário.

             A Celebi sumiu imediatamente.

             — Você já me conhece por dentro e por fora agora... — disse Celebi, fraco, colocando o máximo de força possível para levantar a cabeça.

             — Sim, eu vi. Mas isso não te faz menos merecedor. Você quer que eu te ajude?

             — Eu também vi seu interior — começou Celebi sem pestanejar — E sei o que te deixa triste. Você ainda não aceitou a ideia que estar envelhecendo, que deixou de ser bela, adorada. Você se olha no reflexo das águas e não se aceita, não consegue, não pode... Eu quero te dizer uma coisa, Milotic, antes que me interrompa. É impossível impedir o tempo de prosseguir, é impossível impedir que as flores brotem; que os pássaros saiam dos seus ovos, da proteção das suas mães, e alcem voo. É impossível impedir que as estações mudem, que as flores velhas caiam para dar lugar as novas. Mas é possível aceitar nossa evolução, aceitar que não somos imortais e que, acima de tudo, temos um futuro nos esperando, seja ele aqui ou não. Seu envelhecimento só mostra que você é mortal, e que merece evoluir, merece prosseguir, me entende? Não deixe que isso te faça menos merecedora de ser feliz...

             Milotic ouvia aquilo olhando diretamente para os olhos de Celebi. Esperou que o Pokémon terminasse de falar e, sem o responder, ergueu suas duas orelhas — Você merece viver!

             E Celebi entendeu que a cura de si próprio estava mais próximo do que ele pensava.





             Mega Absol chegou à região de Kanto com bastante facilidade. Não havia libertado o exercito ainda, pois esperava capturar o professor Carvalho antes. Em uma das suas procuras na cidade de Pallet, Mega Absol foi surpreendido pelo o que procurava.

             — Não precisa mais perder seu tempo. Estou aqui!

             Mega Absol se virou e deu de cara com o professor Carvalho o observando em cima de uma colina.

             — Mas não ache que vou me entregar com facilidade. Peter nunca vai ter o que ele quer. E ele nunca vai me ter, também, pois prefiro acolher a morte a ter que me ajoelhar perante os planos malignos dele. Pinsir, Mega Shinka!


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11 comentários:

  1. Ótimo capítulo, como sempre.
    Até o próximo. \o

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    1. E aê grande Richard, é ótimo vê-lo por aqui, cara. E muito obrigado, até a próxima o/

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  2. ''A água gelada parecia perfurar seus pulmões com várias agulhas pontiagudas''. Eu entendi a referencia kkkkkk. Titanic né.

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    1. HEUEHEUHEU sabe que eu nem pensei nisso? Acho que foi uma feliz coincidência HUEEU valeu por comentar :')

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  3. Hal, o moderador que inspira outros a criarem as próprias histórias. Mano, a unica coisa que falta é mais de um capitulo na mesma semana 0_0

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    1. Nicollleeee, sua linda kk obrigado por voltar a comentar, sempre é bom ver os leitores comentando e interagindo comigo HEUEEU pois é, se eu tivesse tempo eu postaria mais de um dia na semana mesmo. Até a próxima, grande amiga o/

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  4. Ow, uma coisa que eu acharia que ficaria legal, é se esses capítulos com essas historias algum dia desse pudesse virar um tipo de mangá. Ai se isso acontece-se, até eu iria lê-lo esse tipo de manga. Flw então.

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    1. Anônimo, aí o escritor teria de saber desenhar perfeitamente igual o mangá, saber qual o estilo de seu personagem, dos Pokémon que ele imagina, entre outras coisas. Acho que isso tá mais para uma fanfic 4ever, não pra virar uma versão manga.

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  5. A wild Gabriel appeared!

    Olha só quem resolveu dar as caras por aqui? ^^

    Então, Hal, não tem como falar em Milotic e esperar que eu não apareça por aqui! Resolvi dar uma passada para prestigiar seu trabalho! =)

    Toda a ambientação subaquática e o casamento com as imagens foi muito harmonioso, parabéns! Foi de muito bom gosto. ^^

    Eu também adorei a forma como você concebeu o reino de Atlântida e toda a premissa de compaixão acima de julgamentos mundanos, foi muito bonito e inspirador! Mais amor, por favor! =D

    Ponto positivo para o momento em que o Celebi, apesar de estar na posição de ser ajudado, também presta auxílio à senhora Milotic. Aliás, foi lindo retratar o envelhecimento da Milotic. Existe beleza na maturidade.

    Bom, é isso! A gente se vê por aqui ou lá nas Crônicas. Até mais! ^^

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    1. Caramba O_____O Cara, seu comentário é muuito para mim! Sou seu fã, você já sabe disso, né? Me inspiro muito em você em todos os requisitos. Nas imagens, nas frases, no modo de falar e tudo o mais. Um elogio seu vale muito para mim, velho, obrigado mesmo o/

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  6. Por quê o nome do capítulo é A batalha contra o professor Carvalho! O mistério de Milotic. Se a batalha contra o professor vai ser no próximo capítulo?

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