Crônicas de Bolso: Verdejar de Grama - Torterra



   Olá, galerinha!

   Já estavam com saudades? Eu estava! =)

   Bom, hoje eu vou trazer a vocês mais um conto da série Crônicas de Bolso! Como de costume, eu dei algumas dicas na última postagem sobre o Pokémon de hoje. Aliás, vocês já leram os contos anteriores?

   Para quem é marinheiro de primeira viagem (opa, trocadilhos de água foram na semana passada), já passeamos pelo fogo caloroso de Ninetales e pelas águas meigas de Milotic. Quem quiser acessar todos os contos publicados até hoje, é só acessar o Índice, ali à direita (→) da página inicial da PBN. Viram? Ali, olha! Isso aí, boa! ^^

   Então, é lá mesmo que vocês podem acessar os contos anteriores! Sem mais delongas, eu havia dito que o Pokémon de hoje teria somatório 2 na National Dex. Hoje vamos ter um conto da subsérie Verdejar de Grama. Que rufem os tambores! O escolhido de hoje é... Torterra! Vamos aos cálculos: #389 = 3 + 8 + 9 = 20 = 2 + 0 = 2. Teve gente que acertou e olha que havia várias opções possíveis! Então, parabéns para quem acertou! Agora, senta que lá vem história. =)

Sério, tem imagem mais perfeita que essa? Justo os Pokémon com crônicas publicadas!


      Hoje a história está... um pouquinho diferente. Só vou falar uma coisa: para quem gosta de poesia, métrica e rimas... a crônica de hoje é um prato cheio! ^^



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Verdejar de Grama: Torterra


   O poder de imaginar, a arte de criar. Sempre que tempos difíceis chegam, algumas pessoas usam esta habilidade para fugir da realidade ou resolver os problemas partindo de um ponto de vista diferente. A esta habilidade, dá-se o nome de criatividade e é ela uma das principais bênçãos que diferenciam os humanos dos outros seres.
   Criar, imaginar, inventar mitos e lendas sempre esteve presente na história da humanidade, fazendo parte do mágico universo que compõe o lúdico.
   Na época das antigas civilizações, quando os romanos atingiam o ápice de seu império, havia um homem que viajava de cidade em cidade, junto ao seu estimado alaúde. Passava a vida como um andarilho, vivenciando a realidade dos povos egípcios, romanos, gregos e orientais.
   Era um homem jovem e de vestes simples, mas que usava sempre um grande chapéu verde com uma pluma branca. Famoso por suas histórias mirabolantes e roupas esquisitas, fazia sucesso nas tavernas e pousadas por onde passava. Chegava a ser impressionante com a qual ele contava suas histórias, que pareciam ser assustadoramente verdadeiras, mesmo sendo logicamente impossíveis.

— Criança eu era quando a vi pela primeira vez. Estava em frente ao mar em sua altivez. Surgiu um semblante! Era ilha, baleia, elefante. Naveguei nas costas da terra andante!

   Era o que dizia sua história predileta, a da ilha viva. Por mais fraca que fosse a noite,  por mais avaro que fosse o público, cantar os encantos da ilha era sua salvação, sempre garantia boas moedas para comida e abrigo. Recitar os versos melódicos com toda a sua pompa e poesia trazia uma verdade única à história da ilha viva.


   Um dia, enquanto viajava de barco rumo a outra cidade, começou a questionar sua vida. Por mais interessante que fosse, viajar por tanto tempo não mais preenchia o seu coração e essa insatisfação se refletia em suas cantigas...
   Como um bom bardo, tinha boa lábia e arrumava carona em suas viagens em troca de apresentações e números performáticos. Porém, não é boa ideia distrair os marujos que deveriam estar atentos às condições do mar... ainda mais em dias de mar revolto.
   Tanto fez que seu dom foi sua perdição. Enquanto todos estavam rindo e festejando, entretidos com o bardo, o barco trepidava nas águas bravias do mar e terminou por se chocar de contra rochedos que perfuraram o casco.
   Os risos de festejo deram lugar aos gritos de desespero. Os tripulantes desceram para tampar os buracos na embarcação, mas o fluxo de água que entrava era muito maior, tornando o barco cada vez mais denso. Não tardou para que o convés fosse inundado, mesmo com os esforços de todos para jogar a água de volta ao mar. A confusão generalizada terminou por apontar o bardo como culpado e este, abraçado a seu fiel alaúde, olhava temeroso para a tripulação revoltada.

 

   O barco começou a afundar e as pessoas se lançaram ao mar na esperança de se salvarem. Assim como os demais, o bardo pensara em se jogar ao mar, mas foi surpreendido por um fatídico golpe do destino, parte do mastro caiu sobre sua cabeça, deixando-o inconsciente.
   A maré ia e vinha, as ondas passavam e o Sol queimava. Horas se passaram até que o andarilho despertasse embalado pelo mar. Desesperado, olhou para todos os lados e apenas água viu. Estava apoiado sobre uma firme placa de madeira e seu alaúde boiava ao seu lado. Temendo pelo fim de seus dias, o bardo, que sempre foi desapegado das coisas do mundo, simplesmente sentou-se, secou seu alaúde e se pôs a tocar.

— Grande é o mar, grande é o meu medo. Quem me dera estar onde estive mais cedo... Minha voz logo vai se calar, mas não sem antes eu falar... Ilha querida, cure a ferida. Quero seu chão, casco de proteção. Quero fugir, resistir... Fuga para a ilha da tartaruga...

   Por sempre tocar suas melodias de olhos fechados, não viu quando se formou diante de si  a grande ilha viva. Não sabia se era sonho, alucinação ou realidade. Era o mito se tornando verdade. Emergia do mar o seu novo lar, com cabeça de Torterra e dimensões continentais. Não era baleia e nem elefante, era tartaruga da grama e da terra.



   O bardo se viu subindo pelo casco rochoso da ilha tartaruga. Não era bom escalador, mas deu tudo de si e conseguiu subir de um jeito desengonçado. Cansado da tragédia de outrora, queria ainda ver outra aurora.
   Com os braços doloridos e mãos vermelhas, subiu nas costas da ilha e foi testemunha ocular do Paraíso, o jardim de beleza e exuberância onde as folhas eram mais verdes e as maçãs mais vermelhas. Começou a andar pela grama verdejante e florida e passou dias assim, sem comer ou beber, não tinha necessidade, apenas admirava a beleza da ilha Torterra, que viajava por todos os mares do mundo.
   Sentiu sua inspiração voltar, seu coração se tornou exuberante, viveu outra vez a paixão de cantar e da ilha tornou-se amante.

— Torterra, terra que de torta nada tem. Meu ser se ilumina e cantarei quando convém. Sou pequeno perto de sua magnitude, suas folhas são navalhas de atitude. Uma investida em meu coração, criar raízes em ti é intenção...


   Extasiado por dias a fio, repetia aqueles versos e nem mesmo percebeu que seus pés se tornavam raízes, seu corpo virava madeira e lhe cresciam folhas em seus cabelos. Com um galho, abraçava seu alaúde e sorria. Seu tronco humano virou tronco de árvore. Tornou-se um com sua inspiração. Realizou o desejo. Fez-se um com o verdejar exuberante de Torterra.




E assim termina a história de hoje...


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   Agora completamos o trio de tipos iniciais, não é? Então, espero que tenham gostado da história de hoje também! Vou ficar atento aos comentários e responder vocês. Bom, o resto vocês já sabem! =)

   Pessoal, eu queria abrir um espaço agora para agradecer todo o carinho e mensagens que eu recebo de vocês! Seja de quem comenta a postagem pelo Blogger, de quem comenta a postagem pelo Facebook ou até de quem lê em silêncio. Muito obrigado a todos vocês!!!

   Estou muito feliz por termos este espaço aqui dentro da PBN para podermos interagir, trocar ideia e compartilhar o gosto pela leitura! Espero que vocês estejam gostando tanto quanto eu! =)

   Quero ainda fazer um agradecimento especial ao pessoal do Facebook que comenta as crônicas tanto na página da PBN quanto na postagem. Mesmo respondendo pelo Blogger, eu leio os comentários de vocês! Se quiserem perguntar qualquer coisa pelo Facebook, vocês podem. É só dar uma olhadinha na aba do Blogger que eu vou responder vocês por lá, ok? ^^

   E o mistério continua! O próximo Pokémon já foi escolhido, mas a resposta está guardada no futuro. Só quando chegar a hora vocês vão saber. Vai ser assim, na base da surpresa! Até semana que vem! ^^


Créditos de imagem:
Vulpix e Turtwig
A melodia da ilha viva
Naufrágio
Torterra de grama e terra
Natureza exuberante
Um com Torterra




Eu vou ficar muito, muuuito feliz se você clicar aqui! Olha:

 Crônicas de Bolso    Cápsula do Tempo


22 comentários:

  1. Tipo Fada por causa de um romance...

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  2. Mds ta incrivel assim como as outras... li todas e sao maravilhosas continue assim adoro ler suas cronicas xD

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    1. Muito obrigado por você estar gostando tanto! ^^
      Fico muito feliz em saber que você gosta das crônicas, ainda mais por estar acompanhando todas elas! Hehe. =)

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  3. aposto q o proximo é do Arcanine.

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  4. Como sempre, crônica linda e fácil de ler. O bom do adarilho tornar-se parte da ilha Torterra é que ele estava feliz :-)
    Acho que "guardada no futuro" é uma dica. Então... O tipo é psíquico?
    Aguardo a próxima crônica ansiosamente! :-D

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    1. Fico sempre feliz em poder ler seus comentários, Little_tiger! =)

      Pois é, o bardo ficou feliz e, no final das contas, é isso o que importa, não é mesmo? ^^

      Acho que você tem dons psíquicos! Olha só, foi achar uma pista subliminar toda escondida! Será que vai ser Tipo Psíquico? Será? Aguardemos as cenas dos próximos capítulos! =P

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  5. Podia fazer uma lenda pra cada uma das eeveeluções ou o proprio Eevee! <3

    Adorei, bem poetico, principalmente a parte em que no final ele vira parte do Torterra! *-* Muito bom! *aplausos*

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    1. Muito obrigado pelo carinho! Fico muito feliz que tenha gostado da poesia da crônica. ^^

      Sobre o Eevee, bem... Eu já pensei em fazer um texto da subsérie Tipo Normal para ele em que as outras evoluções também aparecessem, mas também já pensei em fazer separadamente. Ainda não decidi! =)

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  6. achei estranho torterra saber surf, mas a historia esta fantástica.
    espero que a próxima seja sobre o tipo inseto

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  7. Que legal, gostei bastante. Torterra é foda! Kkk

    Ow, não sei se vc está aberto a pedidos, mas gostaria q vc fizesse uma dessas suas crônicas com o pokemon Unfezant. Ele é um pokemon q poucos gostam, sla, falam q é fraco, etc, e eu queria ver alguma crônica sobre ele(a), com alguma coisa q fizesse o pessoal gostar dele. Pfv, se for possível. Olha, vc ja completou o trio de tipos iniciais, talvez esteja vindo um tipo Eletric por ai (o próximo, n sei), agr só falta o tipo Normal/Flying típico de todas as regiões, no caso o Unfezant kkkkk.

    Vlw

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    1. Saber que você gostou me faz ficar feliz! =)

      Tecnicamente, eu não estou aberto a pedidos, mas eu sempre levo em consideração os comentários. Então, de certa forma, eu acabo aceitando algumas sugestões. xD

      Eu não tenho nada contra Unfezant, eu até gosto, principalmente da fêmea, acho ela mais bonita. Vou colocá-la na fila de Pokémon que "correm o risco" de ganhar uma crônica. ^^

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    2. Aeeee, vlw

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  8. Cara, q conto lindo, viu.
    Vc realmente deve ter um dom para criar cada historia incrível
    Venho lendo desde a primeira postagem (a apresentação) e venho gostando de tudo!
    Continue assim!

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    1. Muito obrigado, Rafael! ^^
      Fico muito feliz com seus elogios e muito agradecido também! Espero que continue gostando das próximas crônicas também. O leitor feliz faz o escritor feliz. =)

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  9. Muito bom, gostaria de saber se posso imprimir essas crônicas depois de todas prontas e fazer um livro, deve ser incrível ler isso virando página por página. Claro que quando digo fazer um livro, não me refiro a vender, até porque as histórias não são minhas. Quero ter mais pra ter certeza de passar essas crônicas pra frente, tipo para meus futuros filhos...

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    1. Olha, LoKu-kun. Eu entendo como você se sente, mas não sei se seria uma boa ideia. Para fazer um livro sobre Pokémon, você já teria que bater de frente com a Nintendo e com a Game Freak, isso tudo é sempre muito complicado.

      Além disso, é melhor que os textos fiquem apenas aqui, como um respeito ao próprio espaço da PBN, sabe? Quem sabe você não apresenta o site aos seus futuros filhos? ^^

      Muito obrigado pelo comentário!

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  10. muito bom! turtwig é o melhor de sinnoh hehe ¬¬
    mas então, mesmo já tendo feito um conto sobre os tipo água, pq vc(ou vcs) não fazem um sobre o Greninja? seria mais focado ao tipo Dark dele, por ele ser um ninja. Poderia ser no Japão Feudal, e o Greninja ser o espião de um clã.
    Vcs também poderiam fazer um mais ou menos assim: O Mestre Jigoro Kano (esse cara existiu mesmo) tinha um Throh e observando as suas técnicas, criou o Judô. ou até um no qual o sensei de karatê do um dojô nas montanhas do Japão era um Sawk. Ou até a história de um Shaolin e seu Mienfoo/Mienshau.
    Explorem bastante a origem dos pokémons, a maioria dos pokémons lutadores são baseados em lutas de verdade, usem isso como pretexto! continuem com esse projeto, pois está muito bom!

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  11. Nossa! Por Arceus, que final foi esse? D + cara, serio incrivel.
    Particularmente eu fiquei um pouco receoso com a ideia de um torterra no mar, mas tudo bem, pois a história compensou muito mais. Ficou Sugoi!!!
    Confesso também que nas partes dos versos, em vez de lê-los, acabei cantando XD kkkkkkkkk Não resisti.

    Enfim cara, você é uma pessoa especial, sabe o segredo para tocar o coração das pessoas.
    E ainda mais que isso, você está me inspirando. Acrescentei em meu vocabulario palavras que nunca usei, mas que graças a você agora vou poder fazer grande uso delas em meu livro...

    Gabriel parabéns por esse belo trabalho que você faz aqui. Vou te dizer que nunca parei para acompanhar contos realmente, mas os seus? Eu não resisto. #PartiuPróximoConto

    By Carllos E.

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    1. Carllos, a minha felicidade maior é fazer pessoas como você felizes e inspiradas! Eu fico muito satisfeito e honrado por você gostar tanto das Crônicas e ir além, se inspirando com elas! São pessoas como você que tornam este trabalho tão recompensador! Muito obrigado mesmo, de verdade! ^^

      Aliás, eu também lia cantando as falas do bardo. Que coisa, né? xD

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  12. Eu amei seus contos, são tão emocionantes, tão sublimes! Eu acho que sou como você, finais tristes pra quê?

    Espero que continue, eu sempre achei que o conto do tipo pedra era meu favorito, mas depois de ler esses três primeiros contos, mudei de opinião, gosto de todos igualmente!

    Abraço!

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    1. Pois é! Final triste pra quê? De triste, às vezes, já basta a vida! #TeamFinalFeliz xD

      Muito obrigado pelas suas palavras tão gentis. Eu fico muito contente em saber que você gostou de tantas histórias! Vou adorar saber como ficou o seu ranking pessoal depois de ler todas as crônicas. Um abraço! ^^

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