Review SPECIAL - Pokémon: Black & White #1

Fala, galera da PBN!
No último dia 25 de agosto foi oficialmente lançado no Brasil o mangá Pokémon: Black & White pela Panini Comics. Como eu sempre quis expandir meus horizontes no blog para assuntos além do anime, como os jogos e o mangá, eu não pude resistir à tentação de escrever uma série de charithoughts cobrindo a trama do arco Black & White desta que é a maior publicação envolvendo os monstros de bolso já lançada no mundo todo.
Então, boa leitura e espero que gostem ^^

Pokémon: Black & White #1

A introdução que você pode pular
Pokémon Special sempre foi um sonho. Publicado no Japão desde 1997, com roteiro de Hidenori Kusaka e arte de Mato (até o Volume 9) e Satoshi Yamamoto (a partir do Volume 10), o mangá é o maior título baseado na franquia dos monstros de bolso já lançado, possuindo mais de 500 capítulos divididos em mais de 50 volumes e gozando de uma grande popularidade entre fãs tanto do oriente quanto do ocidente! Meu primeiro interesse em Pokémon Special surgiu quando a Conrad Editora anunciou no começo dos anos 2000 que traria Pokémon Adventures (a versão americana do mangá) para o país. Infelizmente, a promessa da Conrad nunca foi pra frente e nenhuma outra editora tocou no assunto por anos - a própria Viz Media, que lança os mangás nos EUA, parou em 2003 ao final da saga Yellow e só retornaria em 2009). Ao longo desses anos, grupos de fãs dedicados se juntaram e formaram projetos como a PSBR para traduzir a obra para outros aficionados em Pokémon interessados no mangá e foi assim que eu tive meu primeiro contato com a obra de Kusaka, mas leitura online nunca foi o meu forte.

Por muitos anos, o mangá continuou sendo esse sonho distante pra mim, até que eu decidi que precisava mudar essa lacuna na minha vida e importei os boxes lançados nos EUA para poder finalmente ler tudo direitinho como eu sempre quis. Mas eu realmente queria esse mangá no Brasil, então foi com muita alegria que recebi o anúncio da Panini Comics de que Pokémon Special seria lançado no Brasil enfim! Da minha parte, havia bastante expectativa. A notícia de que eles começariam publicando as histórias a partir do arco Black & White com numeração zerada para só trazerem Red, Green & Blue eventualmente, me deixou bastante animado já que como eu já li as três primeiras sagas, ansiava por histórias novas. E embora eu entenda a reclamação da galera que queria ver tudo iniciado aqui da primeiríssima edição japonesa com Red, há de se compreender a lógica da editora: essa é a fase do anime mais recente exibida no país (e você tem que levar esse tipo de coisa em conta em termos de marketing) e ainda está fresca na memória dos jogadores.
A descoberta eventual de que eles trabalhariam com a versão japonesa ao invés da americana foi motivo de ainda mais alegria (por experiência própria, digo que a versão da Viz Media é beeem bagunçada). Entretanto, confesso também que havia um certo receio de que o trabalho da Panini não fizesse jus à série. Eu coleciono algumas revistinhas de super-heróis como Batman e Liga da Justiça, publicadas aqui pela editora, e acho o trabalho deles ótimo, especialmente com encadernados e edições de luxo (Justiça é uma das melhores coisas que já comprei na vida), então eu tinha muitos motivos para acreditar no trabalho deles, mas, ainda assim, havia uma pontada de medo e desconfiança. Eu apenas queria muito que não errassem com Pokémon e eu tinha várias dúvidas: como ficariam os golpes e os locais? Seria uma mistureba de inglês e português como tanta gente no Brasil prefere (e eu detesto) ou teríamos tudo traduzido (algo que eu prefiro, ciente dos riscos que acarreta)? E o papel seria de qualidade? O preço seria justo? Faria sucesso? Foi uma espera dura para obter todas essas respostas, mas enfim consegui botar as mãos na minha cópia no último dia 1º e decidi trazer-lhes minhas impressões!
Sendo meus leitores habituais, vocês já sabem que eu sou o cara que odeia BW em três partes - e um dos meus maiores motivos para trabalhar minhas habilidades de paint prfvr. Porém, tal ódio é direcionado principalmente a Best Wishes!, a alguns Pokémon da V Geração que eu simplesmente não consigo engolir (Beheeyem >.<) e àqueles gráficos nas batalhas excessivamente pixelados. O que você talvez não saiba é que eu simplesmente amo a narrativa dos jogos Pokémon Black & White Versions. A enigmática cena de abertura com uma cena intrigante de coroação que nos apresenta a personagens chave, a substituição do antigo encolhimento que colocava o jogador em seu quarto por uma sequência introdutória com a Professora Juniper indo à casa do protagonista e os dizeres Game Freak presents… Pokémon Black/White Version que acompanham tal sequência são apenas alguns dos artifícios usados pela Game Freak para nos dizer logo de cara que mais do que permitir que nos aventuremos como Treinadores Pokémon, eles querem que prestemos atenção à história que eles tem a contar. E uma que totalmente vale a pena!


Focada em amadurecimento e no desenvolvimento de personagens marcantes como Cheren, Bianca e, principalmente, N, a curiosa lenda do Dragão Negro e do Dragão Branco, o choque interessante entre verdade e ideal, uma equipe de vilões que apostam numa política que o PETA aprovaria e um final FODA que, mais uma vez, prioriza a trama à tradição da série, Pokémon B&W não foram os únicos jogos da franquia a conseguirem um 40/40 da Famitsu (conceituada revista de games japonesa) à toa. E como o anime cagou até o que não devia em cima dessa história, restou à minha esperança repousar na expectativa de um tratamento decente para esse enredo nas páginas das publicações de Kusaka e Yamamoto. Apesar de nunca ter seguido o roteiro de nenhum dos jogos da franquia com muita fidelidade – de certo modo, o anime chega a ser mais fiel, ao contrário do que é popularmente dito –, o escritor da série sempre soube fazer melhor uso daquilo que a Game Freak lhe deu como matéria-prima.

A parte que realmente importa

Alguns fãs de Pokémon adoram repetir que o mangá Pokémon Special é todo mais maduro e violento que o anime, como se essas fossem suas duas melhores características. Todavia, para mim, o que torna as histórias de Hidenori Kusaka tão interessantes é como o escritor procura fazer melhor uso possível dos personagens oriundos dos jogos ou de sua própria imaginação. Não à toa, este primeiro volume traz quatro histórias que focam primariamente em apresentar personagens: conhecemos a Professora Juniper e o trio de Iniciais no primeiro capítulo, nosso protagonista Black e seus amigos de infância Cheren e Bianca no segundo, aprofundamos nosso conhecimento sobre Black no terceiro e no quarto, conhecemos o Alpinista Andy. Se meu contato com sagas anteriores de Pokémon Special me ensinou alguma coisa é que mais do que com os fatos em si, Kusaka considera importante que você se importe com as pessoas que são por eles afetadas.
Arte de: TehLuzbeeh
Entretanto, depois de 17 anos, tecer um novo enredo a partir de uma base que não é tão nova assim (afinal os jogos ainda giram em torno de completar a Pokédex e vencer a Liga Pokémon), trabalhando novos personagens, cujos personalidades e dramas pessoais devem ser traçados de forma interessante, sem ser repetitivo, é certamente um desafio. O protagonista de Pokémon: Black & White é Black. Seu sonho é vencer a Liga Pokémon e não lhe falta coragem e determinação. Tais características não são estranhas aos heróis da franquia como um todo, mas certamente o que separa Black dos demais é a forma como Hidenori Kusaka trabalha seus sonhos. Se nos jogos, os sonhos dos Pokémon ganharam forma com o Dream World (D.E.P.), nesta obra, roteirista e ilustrador dão vida aos sonhos do próprio Treinador numa dinâmica bastante interessante. Ao mesmo tempo que sempre funcionam como sua força motivadora, eles também obscurecem sua capacidade de julgamento e análise. A necessidade de esvaziar a mente usando seu Musha como uma Penseira é uma ideia bacana (apesar de bizarra), que pode gerar desdobramentos muito interessantes para a história.
Os sonhos de Black também servem para fortalecê-lo enquanto personagem e dar ainda mais razão para sua campanha contra a Liga Pokémon. Vê-lo, desde criancinha, correndo atrás do seu objetivo da forma como podia, seja estudando, estipulando metas, brincando de lutar com seus amigos, e até fazendo seus pais se mudarem para a Cidade de Nuvema, mostra seu imenso comprometimento com seus próprios objetivos e o coloca acima da maioria dos protagonistas desse estilo de história, calcados muito em improvisação e pouco trabalho duro. Em sua jornada, ele está acompanhado de Tep, seu Tepig. A interação entre os dois é um dos pontos altos desses quatro primeiros capítulos. Dono de uma personalidade forte, o Pokémon Porco de Fogo é um parceiro ideal por se portar mais do que como um parceiro, mas sim um desafio para Black, acostumado há anos com os mesmos Pokémon que o acompanham desde pequeno: Bravy, seu Braviary, e Musha, seu Munna. A amizade entre o Pokémon tipo Fogo e Treinador surge facilmente de alguns convenientes – também nada estranhos à série – como o fato de que tanto Tep quanto Black ficam resfriados logo no começo da história, mas no fim das contas acaba convincente o bastante.
Trabalho igualmente bem realizado é feito em relação a Oshawott e Snivy. Kusaka se distancia dos jogos ao dar o Pokémon com desvantagem de tipo para Cheren, mas honestamente, depois de ver Oshawott com Bianca e a afirmativa de que Snivy “é a cara” do rapaz, não dá pra ver de outra forma. A mania por limpeza da Serpente de Planta combina com o ar sério do rival e o jeito calmo, mas pronto a explodir em puro ódio da lontrinha combina com o jeito calmo e ingênuo da rival, que pode explodir em violência e choro se irritada da forma certa. A Professora Juniper abandona o jeitão neutro e mais sério da personagem dos jogos para também ganhar um ar de elegância e ao mesmo tempo impaciência que gera um contraste bacana. Todo esse cuidado com a caracterização desses personagens ajuda a tornar todos esses personagens extremamente carismáticos, algo que também é ajudado pela arte sensacional de Yamamoto (incrível como hoje ele consegue extrair tanto carisma e fofura dos Pokémon, por exemplo como Mato fazia tão bem em sua época). Até mesmo o Alpinista Andy, um personagem não muito importante para a trama principal, é apresentado como alguém interessante e que ainda nos ajuda a conhecer Black melhor.
Outro ponto alto é como alguns elementos dos jogos são empregados aqui, tanto na questão da narrativa quanto do ponto de vista estético. Neste, temos a fidelidade ao visual dos jogos, como o laboratório da Professora Juniper idêntico ao dos jogos, assim como a encomenda da Professora Juniper. Eu também gosto de ver como hexágonos, a figura geométrica da V Geração, é utilizada para criar efeitos visuais interessantes, como os do processo de esvaziamento da mente proporcionado por Musha. Isso sem contar a forma fácil como o mangá se beneficia do contraste de preto e banco. Em questão de narrativa, temos várias lutas ocorrendo dentro de ambientes fechados, causando muita bagunça e destruição, como a primeiríssima batalha do jogador nos jogos Black & White, contra Bianca. Também tivemos uma batalha tripla (uma bem simples, vale dizer), algo que o anime até hoje não teve coragem de fazer, e pequenas aparições de Fennel, Cedric Juniper, Alder, entre tantos outros personagens importantes dos games. Além disso, é legal ver elementos mencionados na Pokédex dos jogos, como Tepig só liberar fumaça do focinho quando resfriado ou a mania de limpeza de Minccino, ganhando vida nas páginas dessa história também.
Outra coisa muito bacana que eu adorava (salvo alguns exageros) em RGBY e GSC eram as formas criativas como os golpes dos Pokémon eram utilizadas para alcançar os mais diversos objetivos, então é ótimo ver que Kusaka continua tão criativo quanto naquela época. É admirável, por exemplo, a forma perspicaz com a qual Black apaga um incêndio usando Esporos de Algodão embebidos de um Cottonee. Então, sim, eu amei muita coisa, mas nem tudo são flores. A ideia toda do Munna comer os sonhos de Black para liberar espaço na sua mente é ótima, entretanto ela acaba sendo usada de forma repetitiva em dois capítulos seguidos (os combates contra Sewaddle e Woobat são basicamente o mesmo estilo de desafio, mas em locais diferentes), defeito que eu espero se dê apenas pelo fato de ainda ser o comecinho da história. Além disso, se toda vez que ele se ver em tal situação ele precisar se explicar vai acabar sendo bastante enfadonho, assim como será enfadonho ver tal artifício sendo usado em excesso no futuro. Enquanto eu entendo perfeitamente que, numa situação real, você certamente teria que explicar porque diabos está deixando um Pokémon mastigar a sua cabeça, imagina se em todo episódio de Pokémon, além do lema da Equipe Rocket e da introdução dos protagonistas, nós tivéssemos que ouvir uma explicação do Meowth sobre por que ele fala? Seria absurdamente entediante, por mais lógico que fosse. É ideal que o roteirista encontre um equilíbrio entre as duas coisas.
Em relação à edição da Panini Comics, o trabalho realizado está excelente. A capa brasileira ficou muito bonita e embora eu não goste muito do fato de que no Brasil o mangá esteja sendo chamado apenas de Pokémon: Black & White em vez de Pokémon Special: Black & White – justamente por praticamente não diferenciar dos nomes dos jogos e da 14ª temporada ocidental – pelo menos dá pra ver mais da ilustração do que a capa americana ou a japonesa, por exemplo. Além disso, é também louvável que eles estejam fazendo uso da versão nipônica – isso nos garante então uma cena de crucifixo sem censuras no futuro? –, mas ainda assim equilibrando com os termos conforme a versão americana dos jogos, à qual estamos mais habituados.
Outro ponto alto é o trabalho de tradução de Fernando Mucioli. O texto está bastante fluido e bem adaptado e, apesar de ser sempre uma questão polêmica pelo fato de que nem sempre vai agradar a todo mundo, eu também elogio a opção da editora por traduzir nomes de golpes, tipos e outros termos próprios da série, como Insígnias e etc, afinal fica mais próximo da versão brasileira do anime e torna a história mais acessível ao público que não tem contato com os games (que talvez seja a maioria no Brasil?). Nesse sentido, fica meu questionamento sobre a não tradução do termo Poké Ball na página 7, uma vez que o termo Pokébola já esteja tão popularizado no país – Pokédex não é chamada de Pokéagenda aqui mais há mais de dez anos, mas Pokébola ainda é Pokébola! Sobre a tradução dos golpes, tivemos: Investida (Tackle), Feixe Psíquico (Psybeam), Ataque de Chamas (Flame Charge), Ás dos Ares (Aerial Ace), Deslize de Pedras (Rock Slide), Folha Navalha (Razor Leaf), Cauda Chicote (Tail Whip) e Esporos de Algodão (Cotton Spore). De todos eles, os únicos que realmente não me agradaram foram Ataque de Chamas, por ser genérico demais, e Ás dos Ares, por parecer mais um adjetivo do que o nome de um golpe em si, mas no geral ficaram bons.
O letreiramento de Camila Cysneiros também merece elogio. As onomatopeias - um ponto que a editora admitiu ter dito dificuldades, especialmente no que se refere aos sons dos Pokémon - ficaram ótimas, muito bem traçadas e inseridas. Nesse quesito, merece atenção especial as cenas do flashback que mostram Black iniciando seu preparo para desafiar a Liga Pokémon. No quadro que mostra o garoto escrevendo o que ele precisa para atingir seu objetivo “pegar as 8 insígnias” sua letra está bastante torta, como um reflexo do fato de que ele ainda é muito novo e não domina a escrita completamente. No quadro seguinte, que já o mostra com um plano já formado para vencer, sua letra está bem mais certinha, embora ainda esteja um tanto torta. Um detalhe que mostra um amadurecimento do personagem entre um quadro e outro apenas no traçado.
Por fim, Pokémon: Black & White chegou às bancas brasileiras e é um sonho realizado. A Panini Comics caprichou no lançamento brasileiro e, sem dúvida, cumpre a promessa feita pelo “Editor eTreinador” Bruno Zago de tratar esse material com o devido respeito. O único pecado dessa primeira edição é o fato de ela ser fininha (apenas 94 páginas) e quando acaba, ainda não tem o Volume 2 pra ler e você fica apenas na vontade. Pelo menos dá pra ir lendo de novo, afinal a próxima edição só sai em outubro! Isso porque a Panini decidiu fazer um lançamento bimestral para evitar que alcançássemos o Japão rápido demais (o último volume lançado lá foi o #51 e este que temos em mão é o #43 na contagem deles). O consolo é que o próximo promete ser um volume inteiro, em vez de metade como este, com mais que o dobro de páginas!!! De qualquer forma, eu encorajo todos vocês a comprarem o mangá. Com o sucesso de Pokémon: Black & White a Panini já demonstrou interesse em investir na série original e então trazer tudinho pra cá, pouco a pouco, mas para isso é preciso que os fãs mostrem o seu interesse em ver esse material sendo publicado aqui de forma oficial e com qualidade. O primeiro volume não traz nada muito espetacular, é verdade, só um pequenino aperitivo, mas um muito bom muito. Eu sinceramente não sei o que esperar (e não quero spoilers, por favor), mas estou empolgado e cheio de expectativas e gostaria que vocês embarcassem nessa comigo. Então, vocês aceitam retornar à região de Unova?

Pokémon: Black & White #1
Editora: Panini Comics
Páginas: 96
Formato: 13,7 x 20 cm
Preço: 6,90 

Considerações finais: 
Vocês acharam que não teria considerações finais aqui? Hahaha Olha como eu posso surpreendê-los! 
Acredito que Alder seja um dos Campeões menos populares entre os jogadores pelo seu jeitão todo simples e relaxado e o anime Best Wishes! fez pouquíssimo para melhorar a reputação do cara. Porém, Yamamoto desenhou o Campeão de forma tão imponente! Ele exala masculinidade aqui. O segredo deve ser esse queixão! O segredo é sempre o queixo; 
Eu devo dizer que o Black do mangá tem muitos elementos do Cheren dos jogos. Ambos estudaram bastante antes de partir em suas respectivas jornadas, inclusive sabendo da Pokédex sem precisar receber uma explicação formal, ambos têm anseio por enfrentar a Elite e derrotar o Campeão, ambos são fissurados em batalhas. O Cheren do mangá, por outro lado, não demonstra tanto interesse em batalhas, mas parece servir mais como um assistente para a Professora Juniper. É uma mudança de cenário interessante e me deixa curioso; 
Nós ficamos sabendo que Black fez seus pais se mudarem para a Cidade de Nuvema, mas... cadê eles? Estão vivos ainda? Pokémon não é uma franquia que costuma valorizar muito presenças de pai e mãe, especialmente a primeira, mas deixa a curiosidade ainda assim; 
A forma como Black fica encorajando os Pokémon a brigar certamente faria N levantar todos os seus 10 dedos em reprovação; 
Black definitivamente precisa de um Xtransceiver. Falando nele, mal posso esperar pra ver o que vão fazer com o nome do objeto. Vão adaptar? Vão manter original? 
Ver Minccino limpando sujeira NUNCA não vai ser fofo e tenho dito! 
Fiquei com dó da Juniper. Dá um Pokémon pra criança, mas ele nem diz um "oi" =P Bem feito por todas aquelas vezes que o pobrezinho ficava lutando perto do laboratório tentando chamar a atenção e era ignorado *snif* 
Falando em Black criança, os garotos dizem diversas vezes que ele se preparou para esse dia por nove anos. Na primeira vez, achei que se referiam ao fato de que ele tinha dez anos e a frase fosse algo romantizado do tipo "Esperei minha vida toda por isso", mas quando cheguei na parte do flashback, vi que não podia ser o caso. Fucei a Bulbapedia e lá e dito que o garoto tem 14 anos. Não sou bom em matemática, mas minha calculadora diz que isso quer dizer que Black decidiu ser um Treinador e começou a se preparar para isso quando ainda tinha cinco anos? Isso é realmente impressionante! 
→ A Panini revelou que um dos problemas que eles tiveram com onomatopeias foi em relação aos sons dos Pokémon. Inicialmente, eles haviam colocando o Tepig pra fazer "oinc, oinc", mas a Nintendo/ The Pokémon Company International não autorizou porque Tepig não é um porco. Eles levam os monstros de bolso muito sério. Bom pra mim que acho "Puóóóó" um som muito mais legal de se fazer; 
Eu li as falas de Juniper, Bianca e Fennel nas vozes das dubladoras delas no anime: Márcia Regina, Tatiane Keplmair e Priscila Ferreira, respectivamente; 
→ Segundo meu amigo Guy_Spy, aparentemente o Alpinista Andy é baseado neste personagem peculiar que tem este diálogo peculiar. Então, aparentemente, é ele quem vai tirar a virgindade do protagonista num parque de diversões. Acho que esse mangá está prestes a atingir um novo argumento para ser considerado "adulto"; 
Não, ninguém me pagou um centavo pra fazer resenha :'( 
Sério, galera, eu não quero spoilers, ok?

18 comentários:

  1. Gostei pra caramba de você fazer review do mangá. Só que eu infelizmente não vou ler essa review ainda, porque o arco Black and White foi o único que eu não li. Portanto não quero Spoilers...mas daqui um tempo irei lê-la com todo prazer. :)

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    1. Opa! Compre o mangá (vale mto a pena!) e depois volte aqui =DD

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  2. Ótima review e fico muito feliz por você fazer a do mangá também.
    Concordo com tudo msm kkkk e ate acho legal colocarem os nomes em português, porém que fixem os nomes e não mudem de um volume pro outro. Flame charge seria mto melhor como carga de chamas e em relação ao aerial ace, acho mto sei la ás dos ares, ñ tem mta cara de nome de ataque qq
    Eu comprei e adorei e assim como você também ñ li e ñ quero nenhum spoiler, prediro sofrer esperando o próximo volume >. <
    E sério parabéns e obrigado pela review.
    E realmente espero que ñ venham com Musha comedora de sonhos o tempo todo, pra n deixar algo saturado e ñ sei se gostaria dele fazendo isso em uma gym battle por exemplo.

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  3. Eu acompanho a versão japonesa do mangá e posso dizer que o Black vai sim usar o Munna para comer seus sonhos várias vezes mais ele não faz isso durante as batalhas de ginásio ele ao mesmo que usa o Munna ele aprender a pensar sem usar ele mais não é sempre que vão explicar o que ele ta fazendo.

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    1. Amigo, por favor, sem spoilers! Valeu

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  4. Guilherme Jimenes06/09/14 13:16

    Eu queria saber porque não consigo achar a continuação dos mangás de pokemon bw, ja procurei em vários sites e não consigo achar :/

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    1. Espera sair o próximo volume e vc compra nas bancas. Simples assim.

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  5. "Segundo meu amigo Guy_Spy, aparentemente o Alpinista Andy é baseado neste personagem peculiar que tem este diálogo peculiar. Então, aparentemente, é ele quem vai tirar a virgindade do protagonista num parque de diversões. Acho que esse mangá está prestes a atingir um novo argumento para ser considerado "adulto"; "

    Não entendi, explica?

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    1. Foi uma piada apenas =P Melhor deixar pra lá

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  6. Essa imagem do Hiker é verdadeira? O_o

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    1. Bom, esse é o diálogo na versão JAPONESA. Na versão americana, eles deram uma amenizada pra diminuir o conteúdo sexual fortemente implícito. Olha este vídeo comparando as duas versões https://www.youtube.com/watch?v=yO0tyHfobiQ

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  7. A tradução dos ataques e de outros termos não foi exatamente escolha dos tradutores.
    Eu li em algum site (não lembro qual agora) que foi mandada pela The Pokémon Company uma lista para a Panini com todos os termos que aparecem no mangá e suas respectivas traduções (foi por isso que não traduziram "Pokéball")

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    1. Hm interessante. Você tem a fonte dessa informação, amigo? Seria mto util.

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    2. Sir, essa informação saiu aqui mesmo na PBN, através de uma entrevista com o Bruno Zago. Veja aqui> http://www.poke-blast-news.net/2014/05/entrevista-pbn-bruno-zago_26.html

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    3. Ahhh obrigado! Não estava ligado nisso =D
      Excelente essa entrevista.

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